Código de conduta 2
37 Vegeta: Amado Pai!
Notas iniciais

Algumas horas tinham se passado e Vegeta ainda estava fora resolvendo às questões pertinentes a morte do pai. Laura não chorava mais, estava no sofá e já tinha ligado para alguns amigos da família e parentes próximos, mas volta e meia ela fungava e limpava o nariz em um lenço. Bulma também fez o mesmo, ligou para Raditz e para Chichi para contar o que aconteceu e todos ficaram abalados com a notícia, Raditz disse que iria para lá queria acompanhar o velório e queria estar perto do amigo disse à Bulma que só iria avisar Satan na delegacia e iria o mais rápido que conseguisse.
Chichi também havia se manifestado dizendo que queria ir, mas o pai dela não deixou não achou que seria o melhor momento para sua filha grávida fazer uma viagem dessas para ir a um velório, Goku também comprou a briga, a garota ficou possessa, mas não poderia ir contra o pai e ao noivo que só estavam pensando no bem-estar do bebê, pois ela se mostrava durona, mas era muito sensível nessas questões.
Alguns vizinhos amigos da família começaram a chegar e foram entrando na casa, Laura apresentou suas amigas a Bulma e elas disseram que a funerária já tinha arrumado a capela e que estavam todos comovidos no bairro com o falecimento do homem que era muito conhecido por todos e que era um exemplo de moral e conduta, a morte dele era muito sentida. Uma das mulheres fez um café e trouxe um bolo e alguns biscoitos, sabia que a mulher do falecido nem deveria estar atenta a esses detalhes.
Bulma tentou fazer Laura comer um pouco, mas a mulher não quis Bulma também tentou comer, mas o bolo aparecia ficar entalado em sua garganta, não conseguia comer em situações assim e agradeceu muito por aquelas mulheres terem chegado eram pessoas de bem e que tomavam conta de todo o espaço. Elas conversavam com Laura lhe dizendo palavras de conforto e ela não estava conseguindo fazer aquilo naquele momento, nunca soube. Tentou ligar pra Vegeta, mas ele não atendia deveria estar muito ocupado. Logo a casa estava cheia de vizinhos e fez Laura e se distrair um pouco. Vegeta tinha deixado a bolsa deles lá e Bulma a levou até o quarto que fora dele, era um quarto simples com pouca mobília, mas tinha o jeito de Vegeta em cada canto, tinha muitos troféus e medalhas nas paredes que ele deve ter ganhado na época da escola, a mãe sempre manteve o quarto pronto na esperança de que o filho voltasse para casa um dia.
Bulma abriu a bolsa e decidiu tomar um banho logo Vegeta voltaria e eles iriam para a capela. Laura estava sendo distraída pelas vizinhas amigas dela e aproveitou, pegou uma toalha e seus produtos de higiene e foi para o banheiro que ficava ali no final do corredor. Tomou um banho rápido não quis se demorar muitos e enrolou de volta na toalha, pois tinha deixado a roupa no quarto, abriu a porta e viu que o corredor estava vazio e saiu do banheiro voltando para o quarto que era de Vegeta correndo, quando entrou tomou um susto ao ver que o dono do quarto estava lá sentado na cama.
— Que susto Vegeta! Que horas você chegou?
— Tem uns minutos, a casa está cheia de amigas da minha mãe, imaginei que você estaria aqui.
— Eu vim tomar um banho, aproveitei que as amigas da sua mãe estão fazendo companhia pra ela. E então já resolveu tudo? – ela tira a toalha para começar a se vestir, nunca precisou de cerimônias com ele.
— Já sim, o corpo dele já está sendo arrumado na funerária e a capela já está pronta, o funcionário vai me avisar assim que o corpo estiver pronto para sair de lá. – ele responde olhando para a garota, mas não conseguia pensar em nada naquele momento.
— Eu liguei para o Ditz, ele ficou bem abalado quando soube.
— É eu sei, ele me ligou de volta disse que está vindo para cá com a namorada. — ele comentou passando a mão pelo rosto de novo.
— Porque você não toma um banho e come alguma coisa antes da gente ir, as amigas da sua mãe fizeram comida e trouxeram muito bolo.
— Eu não tô com fome, mas você comeu?
— Comei um pouquinho. – mente, pois não tinha conseguido comer nada. Terminou de se vestir e se ajoelhou de frente para Vegeta alisando as pernas dele vendo o homem com o olhar perdido e triste.
— Vai ficar tudo bem, eu tô aqui com você.
— Que bom que você veio, não sei se conseguiria fazer isso sozinho.
— Você fez o mesmo por mim uma vez lembra? – ela sorri, estica a mão para fazer um carinho no rosto dele, mas Vegeta se esquiva e se levanta.
— Eu acho que vou tomar um banho. – Vai até a bolsa que está nos pés da cama para pegar uma roupa.
— Você quer ajuda?
— Não precisa!
Vegeta pegou algumas coisas na bolsa e saiu do quarto, Bulma sentia que mesmo com tudo o que estava acontecendo ele ainda estava indiferente com ela, mas tinha que esperar, tinha que dar um tempo a ele não podia fazer ideia do que se passava na cabeça dele agora cuidando do velório e do enterro do próprio pai mesmo que os dois não fossem tão próximos.
...
Depois do banho Vegeta se vestiu no quarto e foi para a sala com Bulma e assim que o viu Laura o chamou pra apresentá-lo a suas amigas e as mulheres começaram a rasgar o homem de elogios dizendo a Laura o quanto o filho era parecido com o pai e o quanto tinha ficado bonito, ele agradecia sem graça por tantos elogios e tinha se esquecido de como as amigas da mãe falavam sem parar. O celular dele tocou e ele se afastou para atender, poucos segundos depois ele voltou e se aproximou da mãe.
— Mãe, o corpo já está saindo da funerária.
Laura fechou os olhos e uma das vizinhas alisou seus braços.
— Vamos lá minha amiga, seja forte.
Eles saíram da casa e Vegeta levou no carro dele duas das amigas de sua mãe, mas o caminho da casa até a capela era curto, uns 6 minutos de carro. Quando chegaram viram que a pequena capela já estava cheia de amigos da família Laura foi amparada por uma das amigas para entrar aquele momento não seria nada fácil. O lugar estava todo decorado com muitas flores brancas e o suporte para o caixão já estava montado em cima do pequeno altar e ao lado uma mesa grande com muitas garrafas térmicas de café e chá e alguns biscoitos variados. Uma foto do Senhor Vegeta estava em cima de uma mesinha ao lado da estrutura onde ficaria o caixão, Laura foi entrando e cumprimentando as pessoas que lá estavam depois se sentou com Bulma no banco da frente. A garota olhava pra Vegeta que estava na frente da capela e conversava com cada pessoa que entrava queria tanto poder ficar perto dele, segurar a mão dele, mas ele ainda a evitava, evitava ficar perto dela.
Todos notaram uma movimentação grande lá fora e perceberam que o corpo já tinha chegado. Bulma percebe que Laura começou a tremer do seu lado e segurou a mão da mulher. Viu que Vegeta ajudava os funcionários a tirarem o caixão de dentro do carro ele segurou de um lado e outro homem que estava lá pegou do outro e levaram o caixão para dentro, Laura disparou a chorar à medida que o caixão se aproximava do altar e Bulma sentia um nó na garganta tão grande e também não conseguiu segurar as lágrimas, aquela sem dúvida era a pior parte.
O caixão foi colocado em cima da estrutura de metal e os funcionários abriram a tampa, Laura se soltou de Bulma para ir até lá e ver o marido e Vegeta a abraçou para evitar que ela caísse e aquele clima foi de muita tristeza e angústia, as pessoas se aproximam do caixão para ver o corpo e algumas choravam era nítido o quanto eles eram queridos no bairro e alguns homens que estavam lá organizavam as pessoas, pois muita gente queria ficar lá dentro e a capela era pequena.
Bulma depois que sentiu as pernas pararem de tremer também se aproximou e era difícil acreditar que o homem estava morto ele estava com uma expressão boa, estava corado, parecia mais que estava dormindo e a impressão que dava é que a qualquer momento ele se levantaria dali e brigaria com todo mundo na capela e o pior de tudo foi a sensação angustiante que ela sentiu de estar vendo seu próprio Vegeta deitado ali, tinham tirado a barba que o homem geralmente usava e ai sim é que ele ficou idêntico ao filho, e era como ver o próprio Vegeta deitado ali e Bulma não gostou dessa sensação, sentiu um calafrio estranho, que jamais saberia explicar. Não conseguia olhar então voltou a se sentar mexendo as mãos para tentar disfarçar que aquela visão tinha mexido com ela de um jeito estranho. Laura queria ficar o tempo todo ao lado do caixão do marido e todos respeitaram a vontade dela.
...
O tempo foi passando, muitas pessoas já tinham entrado e saído da capela o clima ainda continuava tenso e uma tristeza profunda assolava a todos. Vegeta estava em um banco do outro lado e conversava com alguns homens e Laura ainda permanecia em pé ao lado do caixão do marido, mas não chorava mais, apenas acariciava o rosto dele e fungava de vez em quando.
Bulma se levantou e foi até ela para chamá-la pra se sentar um pouco.
— Dona Laura vem sentar um pouco. – chama a tocando no braço.
— Aqui tá bom minha filha... É tão difícil ver ele aqui dentro...
— Eu imagino..., mas a senhora precisa sentar um pouco, está há muito tempo aqui em pé. – Bulma insiste, mas a mulher não parecia ter ouvido.
— Ele tá tão bonito, não está?
— Está mesmo, o rosto está corado, ele nem parece estar morto. – ela olha para dentro do caixão, mas não por muito tempo.
— A impressão que dá é que a qualquer momento ele vai levantar daí. Eu adorei o terno que o Vegeta escolheu, ficou muito bem nele. — ela passava a mão no corpo do marido e Bulma sentiu pena, seu coração cortou em vários pedacinhos e seus olhos se encheram de lágrimas, aquilo era muito triste, não queria ter que passar por aquilo nunca. De repente Laura segurou em sua mão e Bulma sentiu que a mulher estava gelada.
— Dona Laura tá tudo bem? – ela segura a mulher pelos cotovelos, as pernas dela pareciam ter enfraquecido.
— Acho que minha pressão abaixou de uma vez. – ela diz colocando a mão no rosto.
— Vem sentar um pouco.
Bulma amparou a mulher e a levou de volta para o banco onde a sentou.
— Vou pegar um copo d'água pra senhora. — Bulma disse e foi pegar água em uma jarra em cima da mesa, quando voltou viu que Vegeta estava ao lado da mãe.
— O que foi mãe? – ele perguntava preocupado.
— Não foi nada, só minha pressão que abaixou de repente.
— Aqui dona Laura! – Bulma chega entregando o copinho de água a ela.
— Obrigada minha querida, eu só fiquei emocionada demais só isso.
— A senhora quer que eu chame alguém? – pergunta a garota.
— Não, não precisa, eu tô bem.
Laura bebeu a água e Bulma sentiu o seu celular vibrando dentro do bolso da calça, pegou o aparelho e viu que era Sam ligando, fechou a cara, aquela não era a melhor hora para ele ligar e certamente não iria atender, desligou a ligação e guardou o celular de novo depois olhou para Vegeta e viu que ele olhava para ela e com certeza tinha visto de quem era à ligação que ela tinha rejeitado, mas não disse nada.
— Fica sentada aqui mãe, já volto.
Vegeta disse para a mãe e se levantou sem olhar pra Bulma, a garota suspirou fundo, aquilo só podia ser brincadeira!
Poucos minutos depois Vegeta voltou ao lado de uma mulher alta de cabelos cacheados numa cor castanho mel. Bulma já tinha visto ela algumas vezes na capela era uma das vizinhas da senhora Laura.
— Laura, oi! – ela cumprimenta a mulher e senta ao lado dela.
— Oi Gisele, que bom que você veio. – Laura sorri para ela.
— É claro que eu iria vir, meus pêsames pelo senhor Vegeta, eu gostava muito dele, era um bom homem.
— Obrigada, eu fico feliz de nossos amigos estarem aqui. – Gisele sorri para ela.
— Seu filho me disse que você passou mal, o que foi? – Bulma viu que Gisele segurava uma maleta na mão.
— Não foi nada, só minha pressão que abaixou. Deixa-me apresentar essa é Bulma a namorada do meu filho.
— Oi Bulma, prazer, eu sou a Gisele. – cumprimenta olhando a garota que estava em pé.
— O prazer é meu Gisele!
— Gisele é enfermeira Bulma, ela trabalha no hospital público aqui da cidade. – Laura completa.
— E pelo visto você já anda preparada, não é? — Bulma perguntou imaginando que o que tinha na maleta eram aparelhos de primeiros socorros.
— Nem sempre, mas quando soube do falecimento do senhor Vegeta eu achei que iria precisar. — A mulher respondeu tirando um esfigmomanômetro da maleta. _ Estende o braço senhora Laura vou ver como está essa sua pressão!
Gisele colocou o aparelho no braço de Laura e aferiu a pressão dela em segundos e depois retirou o aparelho.
— Sua pressão está 9x6 Dona Laura, está muito baixa, por que não se deita um pouco?
— Não, eu não quero deitar eu quero ficar aqui eu vou ficar bem, ela abaixa assim de vez em quando. – Laura diz firme.
— Então toma bastante líquido e tente comer um pouco, sei que é difícil comer em uma situação dessas, mas faça um esforço.
— Eu vou fazê-la comer Gisele. — Bulma disse.
— Tá vendo, você tem uma ótima nora!
Laura sorriu para Bulma com carinho.
— Tenho mesmo, mas não se preocupe eu vou ficar bem, eu só me emocionei demais.
— Tudo bem, mais tarde eu venho aqui aferir de novo qualquer coisa pode me chamar Bulma, vou ficar lá fora.
— Tá bom obrigada Gisele.
Gisele sorriu e se afastou, Bulma percebeu que Vegeta ainda estava em pé ao lado delas, mas não disse nada, queria muito poder falar com ele, mas não achava que fosse a melhor hora, não podia ser tão egoísta e pensar apenas nos seus problemas, mas estava lhe matando toda aquela indiferença de Vegeta e sinceramente não sabia o que fazer, ainda mais agora que ele percebeu que Sam ligava. Ele falou alguma coisa com a mãe e se afastou de novo indo para a porta da capela esperar por o Raditz que estava chegando, o amigo tinha ligado para avisar que tinha acabado de entrar na cidade e Vegeta deu a ele o endereço da capela para eles irem direto para lá.
Se afastou um pouco, pois ainda não conseguia ficar perto de Bulma, as coisas estavam confusas demais na sua cabeça e só piorava, sua vida parecia ter virado uma montanha russa que ele não conseguia sair. Poucos minutos depois avistou o carro do amigo entrando no pátio e procurando um lugar para estacionar em meio a tanto outros carros que estavam ali, logo ele saiu de dentro do carro e estava com sua namorada.
— Vegeta, irmão. — Raditz puxou Vegeta para um abraço. _ Eu sinto muito, como você está?
— Estou tentando levar Raditz. – diz e se solta do abraço.
— Quando Bulma me ligou eu fiquei em choque quase não acreditei.
— Aconteceu muito rápido, até agora a ficha ainda não caiu. Oi Elita como vai? — Vegeta agora cumprimentou a mulher.
— Estou bem Vegeta, meus pêsames.
— Obrigada.
— Onde está Bulma? – Elita pergunta.
— Bulma está lá dentro com a minha mãe.
— Quando eu contei para o pessoal da delegacia todo mundo queria vim, mas achei melhor que não viesse ninguém para não fazer muito tumulto, eu sei que esse é um momento da família. – comenta o policial.
— Fez bem, a capela é pequena não cabe muita gente e já tem gente demais aqui e nem faço ideia de quem são metade dessas pessoas.
— Seu pai deveria ser bem querido na região, é comum aparecer muita gente. – Elita comentou.
— Mas todo mundo fez questão de mandar uma coroa de flores, o Satan e todo mundo lá na delegacia. Me ajuda a pegar aqui no carro.
— Claro!
Raditz abriu seu porta-malas para mostrar que estava repleto de coroas de flores de cores diferentes lá dentro.
— Agradece ao pessoal por mim depois. – diz as tirando com cuidado.
— Pode deixar!
Os dois pegaram as coroas de flores e levaram para dentro, antes de entrar na capela Raditz fez o sinal-da-cruz e cumprimentou algumas pessoas que olharam para ele colocaram as coroas próximas do caixão e algumas das vizinhas de Laura foram ajudá-los a arrumar e Raditz deixou as mulheres organizando as flores, pois ele não fazia ideia de como fazer isso. Se aproximou do caixão e sente um nó na garganta ao ver o pai do amigo ali e foi inevitável não se lembrar do velório do próprio pai há uns anos atrás e de como aquele momento era difícil. Olhou para frente vendo a mãe de Vegeta e Bulma e foi até elas e deu um abraço forte na mãe de seu amigo.
— Meus pêsames dona Laura.
— Raditz como você tá diferente! — Laura sorriu para o homem que era o melhor amigo do seu filho, fazia tempo que não o via. _ Faz tempo que você vem aqui.
— Faz mesmo, eu queria ter vindo mais cedo, mas precisei resolver umas coisas na delegacia antes. Como à senhora está?
— Eu estou bem, na medida do possível.
— Deixa-me te apresentar essa é Elita, minha namorada.
— Oi Elita é um prazer conhecer você! – sorri.
— O prazer é meu dona Laura, e meus pêsames pelo seu marido.
— Obrigada.
Raditz foi até Bulma agora e abraçou a garota.
— Que bom que vocês vieram. — Bulma disse o abraçando pela cintura.
— Eu não iria deixar vocês dois aqui numa situação dessas. – Raditz beija o alto da cabeça dela e sussurra. _ Como esta as coisas entre você e o moço ali?
— Ele ta estranho comigo, não fala comigo direito.
— Eu vou conversar com ele depois. – ele a beija na testa agora, mas Bulma não se solta dele porque tudo o que ela estava querendo desde que chegou ali era um abraço. Raditz conversou um pouco com elas e depois foi cumprimentar algumas pessoas que ele conhecia e deixou Elita lá sentada com elas.
***
As horas se passaram rapidamente e logo anoiteceu a capela começava a se esvaziar pouco a pouco e as pessoas começaram a ir para casa, foram ficando mesmo só as pessoas mais próximas da família. O enterro do senhor Vegeta estava marcado para as 07:00 horas do dia seguinte e o velório duraria a madrugada inteira. Laura e Elita começaram a cochilar no banco elas tinham tomado muito chá e já começava a fazer efeito. À capela estava silenciosa então Vegeta decidiu levar as três para casa pra que elas dormissem um pouco já ele e Raditz ainda ficariam lá, ele não sentia um pingo de sono e mesmo se tentasse dormir não conseguiria, mas preferia que Bulma e a mãe dormissem um pouco, então se aproximou das três que ainda estavam no banco da frente.
— Mãe, vou levar vocês pra casa, pra dormirem um pouco. – diz baixo.
— Não eu quero ficar aqui! — Laura protestou.
— Nem pensar, não discuti, não vai adiantar nada vocês ficarem aqui, quase todo mundo já foi embora, eu vou levar vocês e amanhã bem cedo eu vou buscá-las de novo. – diz firme e Laura cede após um longo suspiro.
— Quando vão vir buscar seu pai?
— As 07:00! Mas pelo menos às 06:00 horas eu vou buscar vocês.
— Tá bom...
— Então vem, eu vou levar vocês três!
Vegeta disse e elas se levantaram, Laura cumprimentou alguns amigos que ainda ficariam por lá não queria ter que ir embora, mas seu filho tinha razão apesar de tudo estava exausta iria tentar descansar um pouco se é que isso seria possível, pois a parte mais difícil ainda não tinha chegado. Elita pegou sua bolsa no carro de Raditz e acompanhou os três, em poucos minutos chegaram à casa da mãe de Vegeta e eles entraram.
— Tentem dormir um pouco, amanhã cedo eu passo aqui pego vocês. – Vegeta diz a elas.
— Por que você não fica também e dorme um pouco filho? — Laura pediu.
— Eu não posso deixar a capela sozinha mãe tem que ficar alguém lá e eu já estou acostumado a perder noites, não se preocupe.
Laura foi até o filho para lhe dar um abraço apertado.
— Eu não sei o que seria se você não estivesse aqui...
— Eu nunca deixaria à senhora sozinha num momento desses. – ele retribui o abraço da mãe.
— Onde quer que seu pai esteja ele está feliz de você estar aqui.
— Descanse um pouco mãe, eu sei que é difícil, mas tente, o papai não iria gostar de ver a senhora assim.
— Eu sei filho, eu vou tentar.
— Vou voltar pra capela agora amanhã cedo eu volto. — ele beijou o alto da cabeça da mãe e saiu. Bulma viu ele passando pela porta e que ele nem tinha se despedido dela e foi atrás dele.
— Vegeta! — o chamou antes que ele entrasse no carro.
— O que foi Bulma? – ele a olha, ainda indiferente.
— Você ainda está com raiva de mim?
— Agora não Bulma, eu não tô com cabeça para isso.
— Me deixa ficar com você, não precisa ficar sozinho. – pede.
—Mas eu quero. – ele vira o rosto e abre a porta do carro. _ Fica aqui Bulma, dorme um pouco amanhã a gente conversa.
Vegeta entra no carro e sai, Bulma voltou para casa estava se sentindo pior que um lixo com o desprezo dele. Viu que Laura tinha levado Elita para o quarto de hóspedes da casa e mostrado a ela onde ficava o banheiro, pois a mulher queria tomar um banho, depois acompanhou a mulher até o quarto dela e a viu abrindo o guarda-roupa para pegar uns lençóis.
— Bulma será que você pode colocar esses lençóis lá no quarto para sua amiga?
— Claro, levo sim. – Laura escolhe uns lençóis limpos e entrega a Bulma.
— Vai ser tão difícil dormir nessa cama sozinha... – ela funga.
— A senhora quer que eu durma aqui para te fazer companhia?
— Não precisa minha filha, se eu tenho que me acostumar tenho que fazer isso desde já. – ela força um sorriso.
— A senhora tem certeza que vai ficar bem?
— Vou sim, não precisa se preocupar. Vá dormir e peça desculpas a sua amiga por eu não dar mais atenção a ela, mas é que realmente eu tô bem cansada.
— Não se preocupe ela entende, vou deixar a senhora sozinha então, mas qualquer coisa pode me chamar viu?
— Obrigada Bulma, você é um anjo.
Bulma sorriu pra mulher e saiu do quarto dela, entrou no quarto de hóspedes e arrumou a cama para Elita logo a mulher entrou com a toalha enrolada na cintura.
— Laura já foi dormir? – ela pergunta.
— Já sim, ela está cansada, também mandou te pedir desculpas por não te dar mais atenção.
— Imagina eu entendo, eu já passei por isso sei como é difícil.
— E é mesmo, esse dia parece que foi um pesadelo. – Bulma ajeita alguns travesseiros.
— Mas como que foi isso menina? Ele só esperou vocês chegarem hein.
— É, foi pouco tempo depois que a gente chegou ele já sabia que iria morrer ele estava preocupado de não conseguir ver o filho pela última vez.
— Nossa, que coisa louca hein.
— Não deu tempo fazer nada, os médicos estavam arrumando tudo para a cirurgia dele seria arriscada, mas era a última alternativa só que não deu tempo...
— Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que não dá para fugir do nosso destino, seja ele qual for. – ela comenta e procura uma roupa na bolsa.
— Verdade... O Vegeta está arrasado, mas não me deixa ficar perto dele.
— Eu notei um clima estranho entre vocês. — A mulher comentou enquanto se vestia.
— Ele tá chateado comigo desde Oregon, quase não fala comigo direito.
— E o que foi que aconteceu dessa vez? Porque ultimamente vocês estão brigando direto! – ela diz e se arrepende, notando que estava sendo muito evasiva, mas às vezes não conseguia filtrar o que passava da sua mente para a boca. _ Desculpa se eu sei disso é que o Raditz às vezes me fala ele fica preocupado com vocês.
— É uma longa história e eu tenho vergonha até de falar. — Bulma terminou de arrumar a cama e pegou os lençóis sujos para colocar no cesto.
— Tudo bem não precisa me contar agora, amanhã vamos ter tempo para conversar.
— Tá bom, dorme um pouco, eu vou estar no quarto da frente qualquer coisa é só me chamar.
— Certo, boa noite então!
— Boa noite Elita.
Bulma saiu do quarto e foi para o que era de Vegeta e trocou de roupa vestiu um pijama que tinha levado depois foi até o banheiro lavar o rosto e escovar os dentes e voltou para o quarto de novo, deitou na cama que era de Vegeta, mas não conseguiu dormir de imediato ficou olhando para o teto por um bom tempo, queria ouvir a voz dele e então resolveu ligar não sabia se ele iria atender, passou o dia tentando evitar conversar com ela, mas arriscou mesmo assim. Discou o número dele e no segundo toque e foi atendido.
— Oi Bulma, aconteceu alguma coisa? – ele pergunta do outro lado ao atender.
— Não, tá tudo bem, a sua mãe dormiu e eu arrumei o quarto de hóspedes para Elita.
— Hum... E o que foi?
— Nada... Eu só queria ouvir sua voz.
— Vá dormir Bulma, já está muito tarde, amanhã cedo vou buscar vocês, descanse um pouco.
— Eu sei... É só que é estranho ficar aqui nessa casa sem você...
— Durma um pouco Bulma, vou ter que desligar!
— Tá bom... Eu te amo Vegeta!
Ele ficou em silêncio do outro lado da linha por alguns segundos.
— Até amanhã Bulma! — Ele desligou o telefone sem responder o ''eu te amo'' dela e isso dilacerou o coração da pobre garota de cabelo azul de tal forma que fez seu peito doer e soluçou tão forte que chorou, ele estava a evitando o dia inteiro, mal falava com ela, mal olhava para ela e não ouvi ele dizer de volta que a amava foi muito duro era como se realmente estivesse o perdendo de vez porque ele nunca deixava de dizer que a amava, nunca, não importava o que estivesse acontecendo e agora ele parecia ter se esquecido...
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