Código de conduta 2
45 Sem saída
Assim que Vegeta saiu Bulma caiu em um choro desesperado que fez todo seu corpo tremer, estava mal, muito mal. Vegeta não iria perdoá-la por aquilo, e não poderia contar a ele, não poderia arriscar tinha medo de Freeza, sentia que ele não estava brincando e teria que suportar tudo àquilo sozinha, mas era doloroso demais e se sentia impotente. E apenas Deus sabia que tudo o que ela estava fazendo era pra salvar a vida dele, sempre teve essa sensação de que Vegeta estava em perigo só não poderia imaginar que o inimigo era o próprio pai do seu amigo e que Vegeta sempre teve razão, em tudo que dizia, em toda aquela cisma que ele tinha com o rapaz e o pai dele.
Começou a passar mal, pois a culpa recaia sobre ela se tivesse ouvido Vegeta naquela época, se tivesse se afastado de Sam como ele tinha dito nada daquilo teria acontecido, ela não estaria nessa situação agora. Estava tão mal que sentiu ânsia de vômito, seu estômago revirava dentro dela e correu para o banheiro levantou a tampa do vaso ao mesmo tempo em que ajoelhava e começava a vomitar sem parar, o líquido amargo e mal cheiroso queimava sua garganta, vomitava e fazia uma pausa entre uma ânsia e outra para respirar, achou que não fosse acabar nunca, sentia que não tinha mais nada dentro do estômago. Quando finalmente parou deu a descarga e foi lavar a boca já não tinha mais lágrimas pra chorar, se sentia uma pessoa horrível e se tudo o que estava acontecendo era por culpa dela teria que resolver, não sabia como, mas teria.
***
Vegeta volta pra casa e senta no sofá, após um longo suspiro pega o celular e liga para Raditz avisa ao amigo que a reunião de amanhã precisaria ser cancelada, ele não poderia mais fazer a denúncia, não tinha mais nenhuma evidência para mostrar, teria que recomeçar tudo do zero agora. Raditz ouve tudo e não entende, principalmente a motivação de Bulma para ter feito aquilo, não achava que a garota fosse capaz de fazer algo assim. Vegeta estava cansado, não queria mais ter que falar sobre isso agora, desligou a ligação e foi pra cozinha, olhou pra panela cheia de cinzas queimadas com desdém, aquilo só poderia ser um pesadelo. Jogou as cinzas no lixo e colocou água na panela, apoiou as mãos na pia dobrando o corpo, tinha que falar com Bulma, agora que estava mais calmo e entender o que aconteceu, ela não era disso, tinha alguma coisa errada.
Desligou a torneira e foi procurar por ela. Abriu a porta do quarto dela e encontrou a garota deitada na cama, na mesma posição respirou fundo antes de se aproximar, sentou na beirada da cama e passou a mão pelo cabelo dela. Bulma não dormia, ao sentir Vegeta ela se virou e olhou pra ele mostrando os olhos vermelhos e o rosto inchado de tanto chorar.
— Vem cá Bulma! – a garota se jogou no colo dele e Vegeta a abraçou forte. _ O que eu faço com você Bulma?...
— Por favor, não fica com raiva de mim...
— Eu sei que você está com medo, mas não podia ter feito isso. – ela afasta a cabeça dela de seu ombro para olhar pra ela.
— Você não ia desistir de entregar aquele dossiê, eu só queria te proteger...
— Me proteger do quê Bulma? Do que você acha que deveria me proteger? – Bulma morde os lábios nervosa e não consegue mais olhar para ele. _ Me diz a verdade, o que está acontecendo?
— Não está acontecendo nada, eu só não queria que você entregasse aquilo...
— Você está mentindo Bulma, e por quê? – ela olha pra ele nervosa. _ Fez isso por causa daquele seu amigo?
— Não! Eu fiz isso por você!
— Essa história está mal contada Bulma, não estou conseguindo acreditar em você. – Vegeta a tira de seu colo e se levanta.
— Eu sei que não deveria ter feito isso, sei que não deveria ter invadido suas coisas, mas me escuta, você estava se arriscando muito, o Yamtcha morreu, você levou um tiro, tudo por causa dessa maldita investigação.
— Mas eu iria dar um fim a tudo isso, aquele dossiê era a chave para acabar com isso.
— Ou não Vegeta, o Freeza é um deputado importante, influente, ele com certeza tem meios para se livrar dessa acusação, e você? O que aconteceria com você?
— Ele pode ser quem for, mas não vai fugir da lei, ele é um bandido, um criminoso e eu não tenho medo dele.
— Você tem que deixar isso pra lá Vegeta, por favor...
— Eu não vou desistir disso. Estou fazendo o que é certo. Vou recomeçar a investigação, mas você não vai estar aqui pra ver.
— Do que você está falando? – Bulma agora se retesa, ao ver que ele ficou sério de novo e não olha pra ela.
— Você vai sair de Oregon por uns dias, você vai ficar com minha mãe em Portland até eu resolver isso. – Vegeta diz, decidindo algo que tinha pensado enquanto estava na praça.
— O quê? Eu não vou! Eu tenho aulas!
— Você conversa lá na faculdade se tem algum jeito de você cursar a distância, ou sei lá, mas você vai.
— Eu não vou! Eu sou maior de idade, você não pode me obrigar!
— Se você quiser continuar comigo você vai Bulma!
— O quê? – ela olha pra ele incrédula.
— Eu sei que tem alguma coisa errada Bulma, eu não consigo acreditar em você, sei que está mentindo pra mim e eu juro que não quero ter que te dizer agora o que eu estou pensando.
— Vegeta...
— Olha dentro dos meus olhos Bulma! – ele se aproxima da garota e a segura pelos braços, mas sem força. _ Olha nos meus olhos e diz pra mim que não fez isso por causa dele.
— Eu não fiz Vegeta!
— Então porque você não para de tremer Bulma! – ele à solta e se afasta.
— Vegeta acredita em mim, eu não fiz por causa dele, eu só quis proteger você.
— Eu não posso recomeçar essa investigação com você aqui. Eu vou ligar pra minha mãe amanhã, mas sei que ela não vai se importar, ela adora você. Em dois dias você vai.
Ele disse e viu o desespero no rosto da garota, mas não iria voltar atrás na sua decisão. Sua cabeça estava a mil por hora e estava na estaca zero de novo, saiu do quarto dela. Bulma se jogou na cama e voltou a chorar, o que faria agora?
***
Vegeta saiu da sala de Satan que estava completamente nervoso a reunião tinha sido cancelada e Satan estava soltando fogo pelas ventas, pois Bills e Champa tinham vindo de outra cidade para aquela reunião e ela foi cancelada e Vegeta nem sabia explicar direito, disse ter perdido os documentos que tinha, teve que assumir a culpa para não envolver Bulma naquilo. Vegeta ouviu um monte e tentou se explicar da melhor forma, mas a cada A que tentava dizer ouvia um grito diferente de Bills.
Depois que saiu da sala do delegado foi para a sala dos armários e Raditz foi atrás dele para tentar entender o que tinha acontecido. À delegacia estava uma zona por conta daquela reunião cancelada.
— Vegeta me explica direito essa história eu não tô entendendo nada! — Raditz perguntou a ele assim que chegou vendo o homem pegando algo dentro do armário.
— Acabou tudo Raditz, Bulma destruiu todas as provas que eu tinha conseguido daquele cara.
— Mas por que ela fez isso Vegeta? Eu não consigo entender!
— Eu só vejo uma explicação, ela fez isso por causa do garoto porque ela sabe que de alguma forma ele pode ser prejudicado com a prisão do pai. – diz, queria não pensar naquilo, mas não via outra explicação.
— Vegeta não pode ser verdade, Bulma não faria isso...
— E que outra explicação você me dá Raditz? — Vegeta bate com força a porta do armário. _ Bulma nunca se envolveu com isso e de repente ela queima todo o dossiê faltando poucas horas para eu entregar?
— Vegeta você tá querendo dizer...
— Ela gosta dele Raditz, mesmo que ela não queira admitir ela gosta do garoto. — ele diz se virando novamente colocando os punhos fechados sobre a porta do armário.
— Não pode ser Vegeta, tem que ter outra explicação, Bulma é louca por você.
— Ela pode ser louca por mim, mas também está dividida entre ele e eu, vi nos olhos dela Raditz ela nem consegue me explicar por que fez isso, está mentindo, ela fez aquilo proteger o garoto.
— E o que você vai fazer agora?
— Vou tirar ela de Oregon por alguns dias, eu preciso recomeçar a investigação, tenho que resolver isso, mas tenho que tirar ela de perto daquele garoto primeiro.
— Você acha que ela possa ter contado para ele da existência daquele dossiê? Que ele tenha pedido para que ela fizesse isso?
— Eu não duvido de mais nada, não sei que tipo de influência esse garoto está tendo sobre ela e eu preciso afastar ela dele.
— E pra onde você vai mandá-la?
— Vou mandá-la pra Portland, mas não vai ficar lá, eu falei com minha mãe por esses dias e ela me disse que está indo passar uns dias na fazenda de uma prima que está sempre cobrando uma visita e eu vou mandar Bulma para lá com ela.
— E a Bulma já tá sabendo disso?
— Ela sabe que vai para Portland, não sabe ainda que vai pra fazenda, só vai saber quando chegar lá.
— Vegeta ela não vai aceitar isso, ela não vai querer ir.
— Ela não tem escolha e eu não posso mais fazer isso com ela aqui.
— E você vai conseguir fazer isso Vegeta? Você vai conseguir afastar ela de você?
— Mas é claro que não..., mas que escolha eu tenho? Eu estou perdendo-a Raditz, aquele garoto tá conseguindo tirar ela de mim...
Vegeta coloca as mãos sobre a porta do armário de novo e Raditz senti um aperto no peito, pois percebe que ele está chorando.
— Eu não sei mais o que fazer... Sinto que tem alguma coisa errada, mas só de pensar em ficar longe dela eu sinto como se estivessem enfiando uma adaga no meu peito e me rasgando por dentro.
Raditz coloca a mão no ombro dele.
— Tem alguma coisa que eu possa fazer pra te ajudar?
— Tem! Não conta pra ninguém para onde ela vai, eu não quero que ninguém saiba que ele está na fazenda, nem o Goku e nem a Chichi. – Vegeta responde limpando o rosto molhado.
— Bom se você quer afastar ela do garoto essa é a única alternativa, mas ela vai ligar para os amigos alguma hora e vai contar onde está.
— Lá na fazenda não tem sinal de telefone celular e nem internet, é um povoado esquecido no interior de Portland, só pega telefone via satélite.
— E quando você vai levar ela pra lá?
— Minha mãe está indo no sábado então vou levar ela para Portland na sexta.
— E por quanto tempo você vai manter ela lá?
— Até eu resolver isso, eu sei como conseguir novamente aqueles documentos, mas eu não posso fazer isso com ela aqui, eu não posso arriscar que ela vá destruir tudo de novo.
— Vegeta eu tô em choque com tudo isso, eu não sei nem o que te dizer.
— E como você acha que eu tô me sentindo Raditz, eu estou acabado, estou cansado, nada mais está fazendo sentido.
— Essa história da Bulma é surreal, mas você já parou pra pensar que o garoto possa estar intimidando-a de alguma forma?
— Já, e é isso que vou descobrir. Eu só preciso tirar ela daqui primeiro, eu não quero mais ela envolvida em nada disso.
— Estou aqui pro que precisar, pode contar comigo. – Raditz coloca a mão no ombro dele novamente.
— Obrigada. Vou pra uma ocorrência agora, antes que o Satan arranque a minha pele.
Raditz viu Vegeta saindo e ficou pensativo, toda aquela história estava muito mal contada.
***
Na hora do intervalo Bulma e Chichi foram para a cantina lanchar, suas outras amigas tinham faltado à aula naquele dia. Chichi estava estranhando a amiga Bulma esteve estranha a aula inteira sabia que alguma coisa grave tinha acontecido Bulma só ficava daquele jeito quando principalmente tinha brigado com Vegeta, a amiga esteve calada o tempo todo e não lhe contou nada.
— Bulma o que foi que aconteceu, você tá com essa cara a manhã inteira. – Chichi lhe perguntou se roendo de curiosidade e aflição.
— Vegeta vai me mandar pra Portland, pra ficar uns dias com a mãe dele. – ela responde, queria tanto poder desabafar, despejar tudo aquilo que estava dentro dela, gritar aos quatro ventos o que estava acontecendo..., mas não poderia.
— O quê? Mas por quê?
— Ele tá com raiva de mim, eu fiz uma coisa que não devia...
— E o que foi que você fez para ele ficar com raiva assim?
— Eu não posso contar!
— Como assim não pode contar? Desde quando nós temos segredos?
— Eu não posso contar Chichi, por favor, não insiste!
Chichi olhou para Bulma e ficou aflita tinha alguma coisa séria acontecendo e ela conhecia Bulma muito bem, a garota estava arrasada, triste, tinha alguma coisa errada com ela e precisava entender o que estava acontecendo.
— Bulma presta atenção, eu sou sua melhor amiga e você sabe que pode confiar em mim. — Chichi segura à mão dela e Bulma abaixa a cabeça secando lágrimas que caíam de seus olhos.
— Eu não posso... Eu não posso... — Bulma começou a chorar com mais força.
— Bulma o que foi que você fez me fala você tá me deixando nervosa.
— Chichi, por favor... Eu... Eu queimei uns documentos importantes que o Vegeta estava guardando, foi isso.
— Mas porque você fez isso?
— Eu não posso contar, para de insistir! – ela pede ficando nervosa, sabia que se Chichi lhe apertasse mais acabaria contando tudo, nunca soube mentir, nunca foi boa em esconder as coisas.
— Mas ele não pode tirar você da cidade por causa disso! E a faculdade? Você vai ficar perdendo as aulas?
— Só me dá um abraço Chichi, por favor...
Bulma se joga no colo da morena, não conseguia dizer nada, tudo aquilo estava entalado em sua garganta, mas não conseguia dizer. Chichi fica olhando sem entender absolutamente nada, o que é que estava acontecendo? (...)
***
Vegeta chegou em casa completamente exausto aquele dia tinha sido sem dúvidas um dos piores e não tinha conseguido chegar a conclusão nenhuma. Assim que entra vê Bulma sentada no tapete da sala e abraçando aos joelhos, guarda suas coisas na mesinha ela se levantou do tapete e ficou olhando pra ele e pelo rosto inchado ela estava chorando. Ainda não sabia como resolver as coisas com ela, tudo estava muito confuso e estranho, eles estavam bem, tudo estava bem, e agora tudo parecia desabar de novo.
— Eu liguei pra minha mãe, ela adorou ter você com ela por alguns dias. – ele começa colocando as mãos no quadril.
— Vegeta, por favor, não faz isso... — ela pede aflita não queria ir embora, não queria ficar longe dele.
— Vão ser só alguns dias Bulma, eu prometo.
— Mas eu não quero ir! Eu não quero ficar longe de você, você tá fazendo isso porque tá com raiva pelo que eu fiz?
— Eu tô fazendo isso porque eu te amo demais e eu tenho medo de perder você, e eu sinto que eu estou te perdendo.
— Não é verdade.
Vegeta ele se aproxima dela e segura a cada lado de seu rosto olhando dentro dos olhos azuis molhados de lágrimas.
— Me diz a verdade Bulma, eu sei que você tá mentindo pra mim eu conheço você!
— Eu não tô mentindo Vegeta... — Bulma disfarça e morde os lábios ela não poderia contar, tinha medo do que poderia acontecer se contasse. Vegeta fecha os olhos e aproxima os seus lábios do dela a beijando devagar saboreando os lábios dela sem pressa queria sentir o gosto do beijo dela, o calor do corpo dela, queria sentir que nada estava mudando que ela ainda continuava ali. Bulma chorava enquanto o beijava e o beijo se misturava as lágrimas dela, pois ela sabia que aquele beijo era uma despedida, que ele iria afastá-la dele e não poderia se explicar.
Vegeta a segura pela cintura e cola o corpo dela no seu, estava despedaçado, confuso, e ainda segurando pela cintura foi andando com ela até o corredor a levou até o quarto dele abriu a porta e entrou com ela sem parar de beijá-la. A levou até a cama onde a deitou ficando sobre ela apoiando o peso de seu corpo nos cotovelos, olhou pra ela a vendo chorar e sentia seu coração apertado, não queria se afastar dela, mas estava muito confuso com tudo o que estava acontecendo e sentia que Bulma também estava. Achava que aquele era o único jeito de resolver tudo e não a perdê-la para sempre. Beijou o rosto dela secando suas lágrimas. Ele alisava seus cabelos e cheirava seu pescoço, ela o olhou sentindo que seu corpo estava calmo, fitou os olhos negros do homem que amava e numa urgência desesperada o beijou, segurou em seu rosto quadrado e o beijou, se aquele era o preço que teria que pagar para que ele ficasse bem pagaria, achava que tudo o que estava acontecendo era culpa dela, e não queria que ele se machucasse, não suportaria se acontecesse alguma coisa com ele. Ele retribuiu sentindo o gosto de suas lágrimas salgadas ela aprofundava o beijo com desejo demonstrando o quanto sentiria falta dele...
...
Após se amarem como se fosse pela última vez ficaram deitados na cama de lado, mas um de frente para o outro, ficaram alguns segundos calados, Vegeta olhava para ela e acariciava seu rosto de forma carinhosa daria para tudo para saber o que se passava na cabeça dela, ler seus pensamentos. Bulma também o olhava, tinha medo que ele ficasse com tanta raiva dela que não quisesse vê-la nunca mais.
— Por favor, não me manda embora...
— Eu não tô te mandando embora Bulma, serão só alguns dias.
— Você ta mandando sim, eu sei...
— Eu só quero resolver isso Bulma.
— Eu vou morrer de saudades de você...
— Ah Bulma, tenho tanto medo que não seja realmente de mim que você vai sentir falta.
— Eu te amo Vegeta, não esquece disso, nunca, eu sinto muito ter atrapalhado sua investigação, mas eu só fiquei com medo.
Ele força um sorriso e a puxa pra cima de seu corpo, ela o abraça com força e ele beija a cabeça dela, mas fica sério, fitando o teto do quarto, pois não consegue acreditar nela...
***
Freeza estava em sua sala resolvendo uns últimos assuntos antes de sair para encontrar o filho quando Dodória entra na sala e pela cara dele não tinha boas notícias.
— Freeza, acabo de falar com Zarbon e não tenho boas notícias.
— Sente-se Dodória, está com uma cara péssima. – o homem diz de bom humor.
— O senhor também deveria estar. Zarbon descobriu que o policial vai retomar a investigação e que vai mandar garota pra fora da cidade.
— Eu já imaginava, ele não iria desistir tão fácil de me colocar na cadeia.
— E por que o senhor está tão tranquilo? O plano não deu certo, a garota destruiu as provas, mas ele tem meios de conseguir novamente.
— Eu fiz exatamente o que deveria ser feito, eu sabia que ele não iria desistir, só estava ganhando tempo Dodória. Você que ainda não entendeu a minha jogada. – ele sorri juntando as mãos e via Dodória apavorado.
— E não entendo mesmo, o plano desde o começo foi de matar o policial e não ameaçar a garota.
— Sim, esse era realmente o plano, mas tudo mudou quando o meu filho se apaixonou pela garota e quer ficar com ela de qualquer jeito.
— Ainda não entendo...
— Se eu matasse o policial Dodória não teria nenhum motivo pra garota fazer o que eu quero e ficar em minhas mãos, pois ele é o ponto fraco dela, da mesma forma que ela é o ponto fraco dele.
— Então seu plano desde o começo foi separar garota do policial?
— Digamos que sim, eu sabia que ele iria descobrir que foi ela que destruiu todas as provas e ela obviamente não pode contar a ele o motivo e ele sabe do envolvimento dela com o meu filho ou do quase envolvimento deles, com certeza deve estar pensando mil e uma coisas e se ele vai mandá-la para longe é porque tudo que eu estou dizendo está acontecendo.
— E o que o senhor vai fazer agora? Porque ele vai mandar garota pra longe e recomeçar a investigar.
— Vou para a segunda parte do plano, eu vou exigir que a garota deixe o policial para ficar com meu filho e aí sim quando ela estiver em minhas mãos eu tiro aquele policial do meu caminho de uma vez por todas. — Freeza diz de forma sombria e assusta até Dodória que achou que já tivesse visto tudo do homem.
— O senhor vai ameaçar ela de novo? Vai exigir que ela o deixe? Ela não vai fazer isso.
— Ela não terá escolhas Dodória, com certeza ela lá no fundo duvida de mim, que eu vá realmente cumprir a ameaça que fiz e eu vou dar um motivo para ela de que não estou brincando e que pode ser muito ruim não fazer o que mando, e aí quando meu filho estiver feliz com a garota que ele quer eu me livro do policial e de toda essa ameaça.
— Então o senhor precisa ser rápido ele vai mandá-la para Portland nos próximos dias.
— Não se preocupe vou fazer isso hoje mesmo, entenda Dodória tudo o que eu estou fazendo é apenas para ganharmos tempo, o policial vai ficar tão decepcionado com a garota que vai me deixar em paz por algumas horas, é o tempo que eu preciso para resolver as outras questões...
— O senhor ainda me surpreende senhor Freeza.
— É mesmo? Aprenda comigo, quem sabe um dia você chega lá.
O homem sorri e já se sentia vitorioso em breve teria tudo o que queria...
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