Depois do almoço Vegeta ficou sentado com Bulma no sofá aproveitando os seus últimos minutos de folga do almoço, a garota estava pendurada no pescoço dele e ele beijava no pescoço, uma perna estava atravessada sobre o quadril dele e ele acariciava a coxas dela. Estava se sentindo cada vez mais quente com as carícias dela em seu corpo a segurou pelo cabelo afastando a boca dela de seu pescoço e lhe beijou nos lábios ela sabia muito bem como provocá-lo e sabia bem onde aquilo iria dar..., mas aí Vegeta começa sentir seu celular vibrando sem parar no bolso da calça pegou e viu que era o celular que usava na delegacia. Bulma voltou a lhe beijar no pescoço de novo enquanto ele atendia a ligação.

Passados alguns segundos Bulma soltou o pescoço dele e percebeu que ele estava sério enquanto atendia aquele telefonema.

— Tudo bem... Eu já estou indo pra aí. — Vegeta responde e coloca o celular de volta no bolso.

— O que foi? — Bulma perguntou.

— Aconteceu alguma coisa no presídio estadual me mandaram ir para lá. – Ele responde tirando a perna dela de cima dele com muito custo. Odiava ter que sair no estado em que se encontrava agora.

— Mas falaram o que foi?

— Não, eu vou ter que ir azulada à noite a gente termina isso. – Ele a beijou de novo e se levantou para sair, pegou suas coisas na mesinha abriu a porta e ainda jogou um beijo pra garota que bufou no sofá.

Antes de ir ao presídio passou na delegacia e chamou Goku e Turles para ir com ele não sabia o que estava acontecendo, mas mandaram ele ir ao presídio com urgência. Deixou seu carro lá e pegou uma das viaturas, assim que chegou ao presídio estadual o próprio diretor do presídio esperava por ele e Vegeta não entendeu o motivo do homem estar ali pessoalmente.

— Boa tarde doutor Percival, o que houve?

— Boa tarde Vegeta, desculpe te incomodar no seu horário de almoço, mas chamei você aqui, pois preciso mostrar algo. – disse o homem e estava sério. _ Me acompanhem, por favor.

— Mais do que se trata? — Vegeta perguntou enquanto eles entravam no presídio.

— Bom, a mais ou menos 2 horas um dos detentos foi encontrado morto dentro da cela acreditamos que foi sufocado por um outro colega. – O homem responde.

— Mas o que isso tem a ver conosco? — Vegeta pergunta.

— Você vai entender. — O homem os levou para uma sala na ala oeste do presídio e abriu a porta. Vegeta e os outros agentes avistaram um corpo deitado em cima de uma mesa e estava coberto por um lençol. _ Veja você mesmo. — Vegeta se aproximou do corpo puxando o lençol e passou a mão pelos cabelos ao reconhecer Yamtcha.

— Puta merda é o Yamtcha!

Goku também se aproximou da mesa fazendo a mesma expressão ao reconhecer, apesar de já está bem arroxeado, era o primo da sua namorada.

— Mas o que foi que aconteceu? – Vegeta pergunta voltando a cobrir o corpo.

— Nós não temos certeza, estranhamos ele não ter saído hoje de manhã para o banho de sol um dos carcereiros foi verificar, achamos que ele estava doente, o carcereiro achou que ele estava dormindo, chamou várias vezes e ele não respondeu, ao olhá-lo melhor percebeu que ele estava morto. – Responde.

— Mas que droga! – Vegeta passa as mãos pelo cabelo nervoso, aquilo não poderia ter acontecido, não logo agora. _ E quem fez isso?

— Estamos averiguando isso também, ele dividia a cela com mais quatro detentos com certeza um deles fez isso.

— E qual foi o motivo da morte? — Goku pergunta vendo Vegeta andar pela sala com a mão no queixo, todos tinham sido pegos de surpresa, aquela não era uma notícia nada boa.

— Ele já foi examinado pelo médico aqui do presídio a suspeita é de que ele tenha sido sufocado com o travesseiro e pelo estado e rigidez do corpo ele já está morto há bastante tempo, acreditamos que ele tenha sido morto durante a madrugada. – O homem responde.

— Mas que droga, isso não poderia ter acontecido! O Yamtcha tinha se comprometido a fazer uma delação premiada, ele iria revelar de forma oficial tudo o que sabia sobre o esquema de tráfico de drogas e contrabando. – Vegeta vocifera ainda andando pela sala, aquilo não poderia estar acontecendo mesmo, a confissão de Yamtcha seria uma chave importante para desvendar aquele esquema, mas a única pessoa que poderia destrinchar aquilo tudo tinha acabado de ser morta.

— Eu já liguei para o IML e já solicitei um carro para fazer a remoção do corpo e a necropsia.

— E a família dele? Alguém da família dele já foi avisada? — Vegeta perguntou ainda abalado.

— Ainda não, eu esperei vocês virem primeiro.

— Vegeta se você me permite eu gostaria de ir avisar a família dele, eu ligo para a mãe do Yamtcha e aviso a família da Chichi.

— Claro Goku, pode ir.

— Avise a família dele que iremos providenciar o velório e o enterro ele foi morto dentro das dependências do presídio e nós vamos arcar com todas as despesas é de lei. – Percival completa.

— Está certo, a mãe do Yamtcha mora em outra cidade vai levar um tempo para ela chegar aqui. — Goku disse e saiu da sala sem fazer ideia de como daria aquela notícia para Chichi e a mãe do rapaz.

— Eu quero interrogar esses quatro detentos, é óbvio que um deles fez isso e eu quero saber o porquê. – pede Vegeta assim que Goku sai.

— Certo, eu vou arrumar uma sala e você pode conversar com eles.

— Isso só pode ser brincadeira! Ele tem algum histórico de brigas? Já houve algum desentendimento dele com esses detentos?

—Não que soubéssemos, ele era meio esquentadinho, mas nunca causou confusões que pudesse chegar a esse nível.

— Eu quero saber se esses detentos receberam visitas nos últimos dias e quem veio visitá-los eu tenho certeza que isso não foi por acaso.

— Eu também penso que sim, eu vou providenciar tudo e depois vou te levar para dar uma olhada nas câmeras de segurança do corredor.

— Obrigada doutor Percival, eu vou esperar o IML e eu vou cuidar da documentação, assim que eu puder falar com os detentos me avise, eu também preciso avisar uma outra pessoa.

— Tudo bem Vegeta!

Vegeta ainda olhou mais uma vez para o corpo de Yamtcha inerte em cima daquela mesa e saiu da sala precisava de ar, pensar, estava sentindo um peso enorme nas costas. Há uns dias ele tinha ido ao presídio e conversou com o Yamtcha explicou a ele que sua pena poderia ser reduzida em alguns anos se ele concordasse em fazer uma delação premiada contando tudo o que ele realmente sabia e apontando o chefão principal daquele esquema o rapaz concordou, mas dava pra perceber que ele estava com medo. O depoimento dele estava marcado para o dia seguinte onde ele iria contar tudo que sabia e agora o rapaz apareceu morto de forma misteriosa por um colega de cela. Mas Vegeta sabia muito bem o motivo, aquilo era muito simples alguém apagou Yamtcha para que ele não falasse, a situação estava ficando cada vez mais séria e estava saindo do controle.

Começou a se sentir culpado, pois deveria ter feito alguma coisa para proteger o rapaz até o dia do depoimento, mas achou que lá dentro seria o lugar mais seguro para ele. Estava errado. Ligou para a delegacia e avisou a Satan o que tinha acontecido, poucos minutos depois o IML chegou e o corpo de Yamtcha foi levado ao necrotério, Vegeta acompanhou o corpo e cuidou de toda documentação necessária, mas levava um tempo para que fosse feita a necropsia no corpo e iria usar esse tempo para conversar com os detentos que dividiam a cela com Yamtcha.

***

Goku chegou à casa de Chichi e ainda não sabia como dar aquela notícia a namorada e ao pai dela, dá uma notícia de morte nunca foi fácil. Tocou a campainha e logo avistou a morena que abriu a porta.

— Goku meu amor! Que surpresa! — a garota pulou no pescoço dele.

— Oi Chichi, como você está?

— Eu tô bem, que surpresa você aparecer aqui essa hora da tarde...

— Seu pai tá aí Chichi? Preciso falar com vocês.

— Ele tá sim, vem Goku. – Chichi puxou Goku pela mão o fazendo entrar em casa e sentou o rapaz no sofá e começou a beijá-lo.

— Chama seu pai Chichi, é importante. — Chichi olhou para ele vendo que ele estava mais sério que o normal.

— O que foi Goku? Que cara é essa?

— Só vai chamar seu pai morena. — Chichi se levantou e foi chamar o pai no quarto não estava entendendo todo aquele mistério de Goku. Logo depois Cutelo se chegou à sala também se surpreendendo em ver o rapaz ali.

— Goku que surpresa. — cumprimentou o genro com um aperto de mão.

— Oi senhor Cutelo, eu sinto muito vir aqui para dizer o que eu vou ter que dizer, mas eu não achei outro jeito. – Goku suspira.

— O que foi rapaz? Você está estranho.

— Senhor Cutelo aconteceu uma coisa com o seu sobrinho o Yamtcha... – Goku não conseguiu terminar e coçou a cabeça.

— O que foi Goku? O que foi que aconteceu com o Yamtcha?

— Ele foi encontrado morto dentro da cela hoje...

— Ai meu Deus! – disse Chichi e começou a chorar.

— Como assim Goku? Que história é essa?

— Eu não sei muita coisa senhor Cutelo, eu acabei de vim do presídio com o Vegeta, Yamtcha foi sufocado com o travesseiro por outro detento dentro da cela.

— Mas como isso foi acontecer? Como que mataram meu sobrinho e ninguém fez nada para impedir? – o homem estava de olhos arregalados e não conseguia acreditar.

— O diretor do presídio acha que tudo tenha acontecido na madrugada enquanto ele dormia, ninguém viu nada e o carcereiro o encontrou hoje à tarde.

— Meu Deus que coisa horrível! Como que eu vou contar isso para minha irmã... – Cutelo coloca as mãos no rosto, não sabia o que fazer agora.

— Eu sinto muito senhor Cutelo, não queria ser eu a dar essa notícia pra vocês.

— Tadinho do Yamtcha! Meu primo tá morto! — Chichi chorava e soluçava e Goku foi se sentar ao lado da garota e a abraçou. Cutelo ainda estava com a mão na cabeça sem saber o que fazer.

— Eles deveriam protegê-lo, não deveriam? Está na lei, eles deveriam proteger o meu sobrinho. – Cutelo estava inconformado.

— Nesse caso não teve como eles fazerem nada, ninguém viu e nem ouviu nada, eu sinto muito mesmo senhor Cutelo, eu não tenho muitas informações de como isso aconteceu, mas sei que os órgãos responsáveis pelo presídio vão arcar com todas as despesas do velório e funeral e acho que a mãe do Yamtcha tem direito a uma indenização, eu não entendo muito sobre essas coisas, mas o assassinato ocorreu dentro da penitenciária por um outro detento.

— E esse cara, o que vai acontecer com ele?

— O Vegeta vai interrogar os colegas de cela dele para descobrir quem fez isso, ele dividia a cela com mais quatro detentos. – respondeu afagando os cabelos da namorada, Chichi chorava tanto nos braços de Goku que ele ficava com pena.

— Meu Deus! Eu tenho que ligar pra minha irmã e eu não sei como eu vou dar essa notícia para ela. Onde está o corpo dele Goku?

— Quando eu sai de lá o IML estava chegando para fazer a remoção do corpo eles devem estar fazendo a necropsia nele, mas essas coisas demoram dá tempo da mãe dele pegar um avião e vim para cá.

— Certo eu vou ligar para ela e que Deus me ajude. — Cutelo se levantou e pegou o celular indo para um canto da sala para fazer a ligação, dar aquela notícia a sua irmã não seria nada fácil.

***

Vegeta conversou com os quatro detentos, mas não deu em nada, nenhum deles quis falar sobre o que aconteceu, disseram que não viram nada, que não sabiam de nada e Vegeta sabia que estavam mentindo. Ele gritou, ameaçou e não resultou em nada, saiu da sala providenciada pelo diretor do presídio, pois já não tinha mais o controle das ações e poderia fazer besteira. Enquanto o corpo de Yamtcha estava no IML ele voltou para casa precisava avisar a Bulma do que tinha acontecido e ele próprio precisava respirar um pouco e pensar com calma no que fazer, mal acreditava que aquilo estava acontecendo que tinha voltado à estaca zero de novo e que o rapaz tinha sido morto com certeza para ficar de bico calado.

Mesmo que ele não nunca tenha tido muita simpatia por Yamtcha, principalmente pelo que o rapaz tentou fazer a Bulma ele não merecia isso, a morte não era o pagamento pelas coisas que ele fez, pelo menos não deveria ser.

Entrou em casa e percebeu que Bulma estava fazendo faxina uma música alta estava tocando enquanto ela cantarolava e estava passando aspirador no tapete da sala. Colocou as chaves na mesinha e se aproximou, ela se abaixou agora para tentar arrastar o sofá e limpar embaixo ele se aproximou dela e a menina tomou um baita susto ao ver ele atrás dela.

— Ai Vegeta! Você quer me matar do coração? – ela gritou.

— Vem cá amor. – Ele a levantou pela cintura.

— O que foi? Porque você voltou agora? – ela pergunta, agora se dando conta que era muito cedo para ele está em casa.

— Desliga essa música preciso conversar com você. — Ele disse no ouvido dela. Bulma foi até a caixa de som e a desligou indo então até Vegeta que estava sentado no sofá esperando por ela.

— O que foi Vegeta? Você nunca volta tão cedo, aconteceu alguma coisa?

— É, aconteceu uma coisa bem desagradável sim.

— E o que foi? Você saiu daqui para ir ao presídio.

— Eu vou falar de uma vez porque eu odeio rodeios, o Yamtcha foi encontrado morto na cela dele.

— O quê? — Bulma abriu a boca e arregalou os olhos sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. _ Isso é sério Vegeta?

— Infelizmente sim, ele foi morto na cela por um outro detento, eu acabei de vir do IML o corpo dele está passando pela necropsia agora.

— Vegeta como isso foi acontecer?

— Eu ainda não sei direito, estou investigando tudo isso.

— Meu Deus! O Yamtcha está morto! – Bulma colocou a mão na boca de novo completamente espantada. _ A Chichi e a mãe do Yamtcha já sabem?

— Goku foi à casa da Chichi para avisar a ela e o Cutelo, há essa hora já deve tá todo mundo sabendo.

Bulma tentava raciocinar sobre o que estava acontecendo, tudo parecia tão surreal e ao mesmo tempo tão trágico.

— Eu sei que ele não era o melhor dos caras, mas não merecia uma morte assim, e eu tenho certeza que ele não foi morto por acaso. – Vegeta comenta, ainda estava em choque a morte de Yamtcha piorava ainda mais a situação.

— Do que você tá falando Vegeta?

— Você sabe sobre a investigação, já tem um ano que eu estou investigando o esquema em que o Yamtcha estava envolvido.

— Eu sei sim, eu vivo reclamando você de ficar até tarde analisando documentos, coisas que não levam a lugar nenhum.

— Pois é, há uns dias o Yamtcha concordou em contar tudo que sabia em troca de ter uma pena reduzida, eu estava organizando um depoimento formal para ele que seria amanhã e no mais tardar depois, e aí hoje ele apareceu morto!

— Você tá querendo dizer que mataram Yamtcha pra ele não falar nada? – pergunta ela alarmada.

— Eu tenho certeza que sim, um detento não mata o outro dessa maneira sem motivo, eles nunca tiveram brigas, discussões ou desentendimentos, até então se davam todos bem.

— Vegeta isso é horrível! Meu Deus eu não acredito nisso...

— Eu ainda estou investigando, mas tudo leva a crer que foi isso, acho que alguém convenceu a um dos detentos, ou a todos, para matarem o Yamtcha, de forma que não chamasse atenção. Yamtcha não foi espancado e não há marcas no corpo dele de alguma luta com os detentos. Mataram ele o sufocando com um travesseiro, provavelmente enquanto ele dormia, ele não teve tempo de se defender. – Vegeta dizia vendo Bulma começar a ficar pálida e se arrependeu de estar contando aquilo pra ela.

— Vegeta você tem que parar de investigar isso, por favor, você tem que parar! — ela pede apavorada com tudo o que ouviu e por Vegeta está no meio de tudo aquilo.

— Bulma eu não posso, é agora mesmo que eu preciso ir a fundo. O garoto morreu para não falar nada. O Yamtcha concordou em contar tudo o que sabia, pois estava arrependido, disse estar com medo por ele e principalmente pela mãe, disse está recebendo ameaças e não quis dizer como e quando as recebia, concordou com a delação premiada com a condição de o protegermos, ele a mãe. Abafamos a notícia de que ele faria essa delação justamente para protegê-lo, ninguém sabia disso além de alguns policiais e eu não faço ideia de como tudo isso pode ter acontecido. – ele esfrega a mão na testa.

— Por isso mesmo Vegeta, com certeza essa pessoa, esse deputado é que está envolvido em tudo se ele mandou matar o Yamtcha porque o Yamtcha iria falar ele vai fazer a mesma coisa com você quando descobri que você tá investigando ele. Será que você não percebe que tá correndo perigo? – ela se alarma.

— Eu não posso parar Bulma, eu tenho uma chance de desenrolar isso eu tenho uma suspeita e eu vou a fundo nisso, eu sou policial, correr riscos faz parte da minha formação.

Bulma colocou a mão no rosto sentindo uma angústia.

— Ei, fica tranquila, eu já passei por situações muito piores.

— Eu tô com medo Vegeta, eu tô com muito medo. – ele a abraça, se arrependeu de ter contato tudo aquilo não queria deixa-la assim.

— Não precisa ter medo meu anjo, o garoto tinha os problemas dele, mas não merecia passar por isso e eu não vou deixar isso assim, a morte do Yamtcha só prova ter alguém grande por trás disso tudo e eu não posso deixar que isso continue assim, mais pessoas podem se machucar. – ele diz e olha pra ela e Bulma sabia que não teria argumentos para discutir, Vegeta era quem era e nem ela e nem ninguém poderia mudá-lo.

— Eu quero ir pra casa da Chichi Vegeta ela deve estar arrasada.

— Tudo bem, vai lá se arrumar eu te levo. — Bulma se levantou e foi para o quarto toda àquela história era muito assustadora e ela estava realmente com medo principalmente por Vegeta está investigando aquilo tudo tinha medo que acontecesse alguma coisa com ele.

Se vestiu com uma calça e uma blusa de manga curta e foi encontrar com Vegeta na sala queria ir para a casa da amiga dar um apoio a ela. Ficou em silêncio no carro só ouvindo Vegeta falar no telefone o tempo todo, não sabia por onde começar a pensar em toda aquela história e em Yamtcha ter sido morto na cadeia para que não falasse o que sabia. Mas toda vez que olhava pra Vegeta sentia um nó na garganta.

Quando chegaram à casa de Chichi já tinha uma grande movimentação lá dentro alguns vizinhos que já sabiam do acontecido estavam dando um apoio a eles. Bulma entrou e encontrou Chichi sentada no sofá ao lado de uma vizinha que conversava com ela.

— Chichi? – Bulma chamou, a garota a olhou e instantaneamente voltou a chorar. Bulma correu até ela e a abraçou. _ Eu sinto muito Chichi, sinto muito. — Bulma dizia sentindo seus próprios olhos queimarem ao ver o desespero da amiga.

Vegeta entrou e foi procurar o senhor Cutelo que estava na cozinha.

— Oi Cutelo! – diz ao homem que estava conversando com algumas pessoas.

— Oi Vegeta.

— Como o senhor está? – o cumprimentou com um aperto de mão.

— Queria estar melhor, mas infelizmente não dá.

— Eu sinto muito. O senhor já avisou a mãe do Yamtcha?

— Sim, eu já consegui avisá-la, ela já está vindo pra cá foi uma sorte ela conseguir um voo de última hora. Ela está arrasada Vegeta, eu nem sei como vai ser quando ela chegar aqui.

— Eu posso imaginar Cutelo sei que essa não é uma notícia fácil para ninguém.

— Me diz Vegeta onde está o corpo do meu sobrinho?

— Ele ainda está no IML estão terminando a necropsia depois será levado para a funerária para arrumar o corpo para o velório. O diretor do presídio está cuidando pessoalmente desses detalhes vocês não precisam se preocupar.

— Minha irmã pediu para que o velório fosse na igreja católica lá de City of sisters, foi lá que o Yamtcha foi batizado quando ele nasceu e ele e Chichi sempre frequentavam a igreja quando eles eram crianças antes de nos mudarmos. – O homem pede.

— Claro como o senhor quiser, vou ligar pra lá e providencio tudo.

— Eu vi aquele menino crescer... — Cutelo diz com um suspiro pesado e limpa a lente dos óculos embaçados na barra da camisa. _ Isso tudo parece ser um pesadelo.

— Se precisar de alguma coisa você ou a Chichi podem falar comigo.

— Obrigada Vegeta você tem sido um bom amigo. – Cutelo o cumprimentou novamente com um aperto de mão.

— Eu vou voltar para o IML agora vou deixar a Bulma aqui para fazer companhia a Chichi, mas eu ligo para o senhor assim que o corpo for mandado para a funerária e também aviso quando a igreja for arrumada aí vocês podem ir para lá esperar o corpo.

— Tudo bem Vegeta é o tempo que a minha irmã chega, ainda deve demorar umas 2 horas para ela chegar.

— Dá tempo essas coisas geralmente demoram.

— E a documentação Vegeta? Atestado de óbito, essas coisas?

— Não precisa se preocupar eu já estou cuidando de tudo, eu volto mais tarde.

...

— Eu não entendo como isso foi acontecer... — Chichi disse secando as lágrimas. Bulma fazia uma leve ideia, pois Vegeta tinha lhe falado sobre isso, mas não achou que era o momento certo para falar sobre isso com Chichi.

— O Vegeta está investigando Chichi, para saber o que aconteceu.

— Porque um colega de cela mataria ele? Por que colocaram meu primo numa cela com um assassino? – a garota estava inconformada.

— Eu não sei Chichi, eu não faço ideia de como essas coisas funcionam. – Bulma olhou a amiga e viu Chichi ficando pálida e a garota colocou a mão na boca. _ O que foi Chichi?

— Acho que minha pressão caiu Bulma, me deu um enjoo e uma tontura... — a morena disse colocando as mãos no encosto do sofá para se equilibrar.

— Vêm cá, você precisa deitar um pouco. — Bulma ajudou Chichi a levantar segurou na cintura dela e ajudou ir até o quarto. A garota estava mais branca que um papel.

— Eu tô muito enjoada Bulma... — a garota reclamou.

— Deve ter sido o nervosismo, deita um pouco. — Bulma abriu a porta do quarto dela e colocou a garota na cama. _ Fala pra mim o que você tá sentindo?

— Só uma tontura e um enjoo, mas tá passando. – ela responde se ajeitando na cama.

— Fica aqui eu vou fazer um chá pra você.

— Não me deixa sozinha Bulma...

— Eu volto, eu prometo que volto. Fica aqui.

Bulma saiu do quarto para ir à cozinha e encontrou com Vegeta na sala.

— Oi meu anjo, eu vou ter que voltar para o IML agora para esperar o corpo ser liberado.

— Ta bom, eu vou ficar aqui a Chichi não está bem ela passou mal.

— O que ela tem?

— Está tonta e com enjoos, acho que foi a emoção ela era muito ligada ao primo apesar de tudo.

— Tudo bem fica aqui com ela mais tarde eu volto. — Vegeta deu um beijo rápido na garota. _ Se precisar de qualquer coisa é só me ligar.

— Toma cuidado Vegeta!

— Não se preocupe, mais tarde eu venho te buscar. — ele a beijou de novo e saiu ainda tinha muito o que resolver. Bulma foi até a cozinha na intenção de fazer um chá, mas nem precisou já tinha uma vizinha lá fazendo um chá de erva-doce de cheiro delicioso, encheu uma caneca grande e levou para Chichi no quarto.

...