Código de conduta 2

49 Conhecendo meu cativeiro


Notas iniciais
Mais uma obra da LAPEZEPAPEL ;) https://instagram.com/lapezepapel?utm_medium=copy_link

Samuel foi até o quarto onde Bulma estava e rezava para que ela já tivesse acordado, levava comida para ela, já passava do meio dia e a garota deveria estar com fome. Estava com uma bandeja pequena onde tinha uma quentinha de comida caseira e destrancou a porta, entrou e viu que a garota já tinha acordado e estava sentada na cama abraçando aos joelhos.

— Que bom que você acordou Bulma. – ele sorri, mas Bulma vira o rosto quando vê que é ele entrando.

— Que lugar é esse?

— É um galpão do meu pai fica nos limites da cidade. – responde se aproximando.

— Porque você me trouxe pra cá?

— É só um esconderijo provisório, não vamos ficar aqui muito tempo.

— E pra onde você vai me levar? – Bulma o olhava tentando manter a calma, tentava fazer isso desde a hora que acordou, mas por dentro estava surtando.

— Eu ainda não sei... Eu tentei deixar o quarto bem confortável, você gostou?

— Tanto faz... — Bulma responde e nem olha pra ele.

— Bulma eu sei que você tá me odiando agora, mas eu prometo que vai ficar tudo bem. – ele se ajoelha colocando a bandeja em cima da cama.

— Nada vai ficar bem Sam!

— A gente vai sair daqui vamos para um lugar bem legal e você vai poder me conhecer melhor, vai ver que eu ainda sou aquele Sam que você conheceu. – ele a olhava com carinho, mas só recebia a rejeição no olhar dela.

— Definitivamente você não é o Sam que eu conheci, aquele era um rapaz legal, sensível e era meu amigo e não esse monstro que está aqui na minha frente agora!

— Por favor, não fala assim...

— Você e seu pai se uniram para tirar tudo o que eu mais amava de mim, eu nunca vou perdoar você!

— Com o tempo você vai entender, eu nunca quis que as coisas fossem assim eu juro que não. Eu nunca me apaixonei por ninguém Bulma, eu nunca gostei de ninguém na minha vida como eu gostei de você e eu não consegui suportar se rejeitado eu não consegui lidar com a sua rejeição.

— Que procurasse uma terapia e não se unisse ao seu pai para mim chantagear e me obrigar a deixar o Vegeta!

Ele desvia o olhar dela e muda de assunto.

— Eu sei que tá tarde, mas eu trouxe seu almoço, eu mandei um dos seguranças do meu pai comprar espero que você goste, tem frango, purê de batatas, salada arroz...

— Eu não tô com fome! — ela vira a cara pra ele.

— Mas tem que comer, eu coloquei esse frigobar aqui e tem água, suco e algumas frutas se precisar de mais alguma coisa é só me falar que eu trago.

— Eu quero ir embora!

— E nós vamos em breve. — ele olha pra garota e tenta colocar a mão no rosto dela, mas Bulma o afasta.

— Não encosta em mim!

— Eu vou deixar você sozinha, eu não quero te aborrecer mais tarde eu volto pra pegar a bandeja.

Samuel sai do quarto trancando a porta do lado de fora, Bulma pega a mochila a abrindo e tira do fundo a fotografia que levou. Soluça e chora ao olhar pra Vegeta na foto não fazia ideia de como ele deveria estar agora tinha tanto medo de não o ver de novo, tinha tanto medo dele se esquecer dela e de ter acreditado em tudo o que ela disse. Abraçou a fotografia e deitou de novo.

— Por favor, Vegeta não desiste de mim...

***

Bulma não sabia há quanto tempo estava naquele galpão e quantas horas tinham se passado, não tinha noção de hora nenhuma ali só sabia que já estava cansada de ficar ali dentro e ninguém lhe falar nada. Samuel não tinha mais entrado e não imaginou que iria para lá e ser uma prisioneira não estava entendendo nada e tinha medo do que iria acontecer agora só pensava em Vegeta e em como ele estava, se estava procurando por ela ou se tinha simplesmente acreditado em tudo e que não estava nem sequer pensando nela a ideia fazia seu peito doer.

Se levantou abraçando o próprio corpo e foi para perto de uma janela que tinha em frente era a única janela do quarto sabia que ainda era dia, pois a janela era de vidro e dava para ver a luz do dia lá fora, mas obviamente ela estava trancada e tinha uma grade do lado de fora, mas tentou observar um pouco do que tinha lá fora tentando manter a calma e a razão, percebeu que a janela ficava de frente para um campo de pouso bem grande e que tinha muitas árvores em volta com certeza estavam em um lugar bem afastado da cidade. Percebeu também que tinha muitos homens circulando em todos os cantos e alguns caminhões entrando e saindo, mas nem adiantaria gritar para pedir ajuda aqueles homens com certeza trabalhavam para Freeza e nunca iriam ajudá-la, não era tão boba ou pelo menos tentaria não ser.

Estava apavorada com toda aquela situação, estava em um lugar incerto e não fazia ideia do que iria acontecer agora, mas precisava ser forte e inteligente para poder sair daquela situação sem colocar Vegeta em perigo não iria se entregar assim só queria ter certeza que ele estava seguro era só o que lhe importava.

— Fica calma Bulma, você precisa pensar em como sair daqui. – ela dizia pra si mesma e abraçou o próprio corpo, pois começou a sentir frio, olhou para a bolsa em cima da cama se lembrando de algo que também estava lá dentro e também nem sabia por que tinha levado na hora não pensou em nada só achou que não deveria ir sozinha, mas sinceramente nem imaginava se teria coragem para usar aquilo ou uma oportunidade visto que ali tinham homens armados até os dentes em todos os lugares.

Sentou na cama e abriu a bolsa procurou no fundo a arma que tinha enrolado em uma toalha pequena de secar o rosto, abriu a toalha olhando a arma que era da sua mãe só tinha um jeito dela sair dali e seria usando aquilo, mas como ela faria isso? Sinceramente não estava gostando das ideias que sua mente estava formando e suas mãos temiam só de segurar aquela arma, mas tinha que admitir que desde que ela saiu de casa naquela manhã tinha mudado muito, a Bulma de um ano atrás estaria surtando ali dentro, ela só queria voltar pra casa, só queria voltar pra Vegeta, soluçou, mas não queria chorar. Ouviu passos no corredor e guardou a arma rapidamente a enrolando novamente na toalha percebeu que a porta estava sendo destrancada e guardou a arma no fundo da bolsa e fechou o zíper no exato momento em que Samuel entrou.

O rapaz entrou no quarto olhando diretamente para o prato de comida que Bulma nem tinha tocado.

— Bulma, você não tocou na comida, por quê? Não gostou?

— Eu não estou com fome! – ela disfarça colocando a bolsa atrás das costas.

— Mas você tem que comer se não vai ficar fraca.

— Que seja! Eu vou ficar trancada aqui por quanto tempo?

— Daqui a pouco eu venho tirar você, é que meu pai tá resolvendo uns problemas e eu tô tendo que ajudar ele.

— Eu vim aqui para ser prisioneira?

— Claro que não.

— Então porque eu não posso sair?

— Porque você pode se perder você não viu o galpão é muito grande você não conhece nada aqui.

— É isso ou você tá com medo que eu fuja?

— Você não conseguiria fugir, o lugar é cercado de seguranças e estamos no meio da mata não tem sinal de telefone aqui, você nem saberia para onde ir.

Bulma vira a cara para ele novamente.

— Não vai ser assim pra sempre, prometo, tá uma loucura aqui meu pai está recebendo umas pessoas e eu não quero você no meio disso você não tem nada a ver com esses assuntos do meu pai.

— Ah claro, eu não tenho nada a ver com muitas coisas e mesmo assim eu estou aqui!

— Não fica zangada comigo, mais tarde eu venho buscar você. Você quer alguma coisa? Quer que eu traga um lanche?

— Eu quero que você saia daqui e me deixe sozinha!

— Tá bom, eu vou. Eu não sei se você já viu, mas tem um banheiro ali e tem água quente, eu coloquei uma tranca na porta pra você se sentir mais à vontade.

— Nossa obrigada, estou me sentindo num hotel 5 estrelas agora! – ela desdenha.

— Eu gosto do seu senso de humor Bulma, foi isso que fez eu me apaixonar por você. — ele segura o queixo dela a olhando dentro dos olhos e morde os lábios. _ Eu queria tanto beijar você...

— Faz isso e eu arranco o seu lábio fora!

Sam ri.

— Você ainda vai querer ser beijada por mim de novo.

— Vai sonhando!

— Olha eu trouxe umas revistas pra você ir passando o tempo eu sei que você gosta de ler.

— Nossa, que gentileza a sua!

— Eu volto mais tarde.

Sam sorriu pra ela novamente e sai do quarto fechando a porta, Bulma olha para a quentinha de alumínio do lado da cama e de uma coisa Sam tinha razão se ela não comesse ficaria fraca e aquele não era o objetivo ela não queria estar ali e isso era um fato, mas não poderia se deixar enfraquecer se ela quisesse sair daquela situação deveria estar com todas as suas forças, deveria ser forte e se mostrar uma mulher corajosa a mulher que ela nunca precisou ser, mas naquele momento ela não tinha Vegeta do seu lado para lhe proteger de tudo e de todos ela estava sozinha e mesmo que não quisesse admitir estava faminta. Pegou a bandeja e começou a comer a comida já estava fria, mas não se importou comeu tudo e depois foi até o frigobar e o abriu pegou uma garrafa de água e bebeu quase tudo direto na garrafa.

***

As horas continuaram passando, Bulma percebeu que já era noite o dia lá fora tinha escurecido e já não conseguia ver mais nada. Uma luz no teto foi acesa dando uma claridade no quarto, não aguentava mais ficar dentro daquele quarto deitada naquela cama sem ter nada pra fazer, já tinha folheado todas as revistas que Samuel lhe trouxe e não achou nenhuma interessante, já tinha pensado em como faria para sair dali, mas nenhuma ideia lhe ocorreu.

Decidiu tomar um banho, pegou seus produtos e uma roupa limpa dentro da bolsa e entrou no pequeno banheiro que ficava numa parede à esquerda. Se deu conta de que desde que chegou não tinha entrado lá dentro não tinha sentido vontade de usar o sanitário, o banheiro era bem pequeno, mas tinha um sanitário, uma pia pequena, um chuveiro e um espelho na parede. Dava para se notar que foi tudo montado de última hora. Trancou a porta do banheiro, pois não iria arriscar que ninguém entrasse para tentar ver ela tomar banho, mas ficou olhando em cada canto antes de tirar a roupa cismada de que poderia ter alguma câmera ali olhou em todos os cantos, abriu a tampa da descarga e olhou embaixo da pia e nas paredes do banheiro, mas não viu nada estranho. Tirou a roupa e abriu o chuveiro a água caiu mais fria do que quente e em outros tempos teria reclamado até o dia seguinte, mas aquele não era o momento disso, tomou um banho rápido e se vestiu com uma calça jeans e uma camiseta, penteou os cabelos os prendendo em um rabo de cavalo alto, voltou para o quarto e calçou seu all Star sentou na cama e pegou a fotografia que tinha guardado debaixo do travesseiro, seus olhos arderam e deixou que as lágrimas viessem estava com tanta saudade de Vegeta nunca tinha passado tanto tempo longe dele desde que eles ficaram juntos, queria tanto saber como ele estava, tinha tanto medo de nunca mais vê-lo de novo, seu coração ficava espremido só de pensar.

Olhava para o homem do seu lado na fotografia que eles tiraram na praia, tinham pedido uma das pessoas que estavam lá para bater à foto para eles e ele estava tão bonito em uma camisa branca e um short preto, tão descontraído, chorou mais abraçando a foto estava com tanta saudade do seu policial...

Ouviu a porta ser destrancada de novo e guardou a foto embaixo do travesseiro secando o rosto e logo viu Sam entrando novamente.

— Bulma desculpa a demora. — ele entra, mas não fecha a porta. _ Eu vim te buscar pra jantar comigo e com meu pai.

— Não tô afim!

— Por favor, não faz assim, sei que deve estar cansada de ficar nesse quarto.

Bulma pensou melhor e aquela era sua oportunidade de conhecer melhor o lugar onde estava e avaliar as suas possibilidades. Se levantou da cama e passou por Samuel saindo do quarto, mas ficou esperando por ele na porta, não iria tentar fugir ou fazer alguma besteira se ela quisesse sair dessa situação deveria ser inteligente e agir com cautela e não bancar a garota assustada até porque qualquer coisa de errado que ela fizesse ali poderia custar à vida de Vegeta. Sam fechou a porta do quarto e começou a guiá-la pelo lugar, ela percebeu que estavam em um corredor longo e bem largo as paredes eram bem altas deveriam ter uns 8 ou 10 m de altura, o chão era de um piso escuro parecido com cimento e as paredes eram num tom marrom Claro e percebeu que o teto eram de telhas de metal, mas não tinha certeza por conta da altura, era muito frio lá dentro e tinha muitas luzes e havia muitas portas dos dois lados das paredes que eram feitas do mesmo material da porta do quarto dela que era de algum tipo de alumínio.

— Que lugar é esse? — pergunta passando a mão pelas paredes que descobriu serem de tijolos.

— Aqui era uma fábrica de tecidos na década de 50 e 60, mas ficou muitos anos abandonada até meu pai comprar e transformar em um depósito. – Sam responde.

— Depósito de quê?

— Eu não tenho certeza, eu não sabia da existência desse galpão até na semana passada, meu pai usa para guardar algumas coisas que ele compra.

— Que ele compra? Ah com certeza! — Bulma sabia muito bem o que era guardado ali tinha lido a investigação de Vegeta e sabia que ali deveria estar cheios de armas, drogas e aparelhos eletrônicos e sabe lá Deus mais o quê e tudo ilegal. Vegeta estava certo em todas as suas desconfianças e lembrar que não tinha acreditado nele lhe deixava muito pior do que já estava.

— Meu pai não é um exemplo de pessoa, ele tem uns negócios escondidos.

— E você não se importa do seu pai ser um contrabandista?

— Confesso que isso me assusta, mas eu não fazia ideia.

— Ah tá, quer mesmo me convencer que não sabia de nada disso?

— Mas eu não sabia Bulma e foi um choque para mim quando ele me contou, mas o que eu posso fazer? Ele é o meu pai!

— Claro, você é só um garotinho mimado que não tem coragem de enfrentar o papai.

— Não fala assim Bulma.

— E como quer que eu fale se você é exatamente assim, não sabe lidar com seus problemas e pede o papai pra resolver pra você!

Samuel se zanga e segura Bulma pela gola da camiseta a empurrando contra a parede.

— Não fala assim!

— E por que não? O que você vai fazer? O que mais falta pra você tirar de mim? — Bulma o enfrenta não tinha medo dele.

— Eu não quero que fale assim, eu só pedi ajuda a meu pai porque eu não sabia mais o que fazer pra você olhar para mim.

— E a sua ideia foi me sequestrar e me obrigar a ficar com você?

— Eu não vou precisar te obrigar Bulma, você vai querer ficar comigo. — ela o empurra, mas Sam a segura pelo braço de novo voltando empurra-la na parede e coloca a mão no rosto dela. _ Por que você vale a pena qualquer sacrifício Bulma e sou capaz de qualquer coisa pra você ficar comigo...

Bulma tenta empurrá-lo com mais força para se afastar, mas o rapaz era muito alto e mais forte que ela, ele dá a entender que vai beija-la mesmo contra a vontade dela e Bulma não pensa duas vezes em chutar o meio das pernas dele com o joelho direito usando toda sua força o acertando bem em cheio em seus testículos, Sam urra e a solta e Bulma vai pra longe dele.

— Não ousa chegar perto de mim de novo! – grita e alguns seguranças aparecem, Sam faz um sinal para eles de que está tudo bem, se levanta fazendo careta e com a mão na virilha dolorida. Um dos seguranças pega no braço de Bulma e a leva até um outro salão grande alguns metros dali e tinha uma mesa grande montada no salão com muitos candelabros e velas acesas em cima da mesa e também estava posta. O segurança a levou até a mesa e a colocou sentada na cadeira ao lado da cabeceira da mesma. Abraçou o próprio corpo, pois ali fazia muito frio e viu homens colocando lenha em uma lareira improvisada. Viu Samuel chegando à mesa e ele mancava enquanto estava com a mão na virilha. Ela sorriu, ''bem feito'' deveria ter colocado mais força naquele chute. Também viu Freeza chegando e fechou a cara para ele.

— Samuel, porque você está mancando desse jeito? — o homem pergunta assim que entra no espaço e ver o filho marcando próximo à mesa.

— Bulma me acertou. — o rapaz responde e Freeza começa a gargalhar.

— Meu Deus Samuel, está tendo dificuldades para domar sua garota? — Bulma fecha ainda mais a cara para o homem, ela não era um animal para ser domado. _ Eusébio, traga uma bolsa de gelo para meu filho. — Freeza de pede para um rapaz que estava levando um carrinho como algumas bandejas cobertas, que provavelmente tinham comida.

— Bulma me perdoe não ter falado com você mais cedo, mas eu estava ocupadíssimo cheio de coisas para resolver. — o homem disse chegando perto da garota e se sentando na cabeceira da mesa. _ Como você está? Gostou do quarto? Ele está atendendo às suas necessidades?

— Preferia estar em casa!

— Em breve você vai estar, tudo isso aqui é provisório.

— Eu quis dizer, na minha casa!

Freeza ri.

— Logo, logo você vai se acostumar, pois aquela não é mais sua casa. Pode servir! – diz a outro rapaz que estava parado ao lado da mesa e o rapaz começou a tirar as bandejas do carinho e Bulma viu que eram mesmo comida. _ Mandei montar essa mesa para jantarmos todos juntos e comemorarmos. – o rapaz que tinha saído volta trazendo um pano com gelo, Sam senta na cadeira colocando o pano na virilha.

— Quanto tempo eu vou ficar aqui? – Pergunta vendo o rapaz lhe servindo com um prato que tinha uma comida muito cheirosa, não tinha como negar, mas era só olhar pra Freeza que seu estômago embrulhava.

— Será pouco tempo, em dois dias no máximo você e o Samuel sairão do país. – ele responde tomando um gole de um champanhe que o rapaz lhe serviu.

— Eu não vou sair do país!

— É claro que vai, não há motivos para continuarem aqui, no mesmo lugar em que o policial está, como vocês vão começar a vida de vocês com uma sombra para atrapalhar?

— Eu não quero ficar aqui! _ Sam diz começando a comer e Bulma olha pra ele com raiva aquilo tudo parecia ser um pesadelo.

— Eu tenho uma casa linda na Itália, estou pensando em mandar vocês pra lá. – Freeza também começa a comer, Bulma sente seu estômago dando voltas, não queria está ali, sentada naquela mesa com os homens que estavam lhe fazendo tanto mal. Que lhe tiraram tudo o que era mais importante pra ela.

— O que vai acontecer com o Vegeta? – pergunta olhando pra ele com repulsa.

— Ele vai ficar bem. – Freeza sorri de forma maldosa.

— Eu não acredito em você.

— Sou um homem de palavra, acredite. O policial vai ficar bem, e isso vai depender de você.

— Eu quero voltar pro quarto. – Bulma diz enjoada, não conseguia mais ficar ali olhando pra eles estava lhe fazendo mal

— Não vai comer? Está uma delícia, mandei fazer exatamente pra você.

— Eu dispenso. – ela vira o rosto.

Ela vê um homem se aproximando de Freeza e cochicha algo no ouvido dele, ela olha melhor e reconhece o homem em questão, era Zarbon, tinha o visto poucas vezes, mas era ele, ele era policial e trabalhava junto com Vegeta.

— Zarbon?! – o chama apenas para confirmar e não acreditava que ele estava ali.

— Oi Bulma!

— Eu não acredito, você trabalha pra ele? – pergunta incrédula.

— Trabalho sim. – naquele momento tudo fez sentido para Bulma era por isso que Freeza sabia todos os passos de Vegeta, era o homem que estava passando todas as informações.

— Você era amigo do Vegeta...

— Nunca fui amigo dele, aquele policial arrogante, que se acha o dono do mundo. – o homem diz de forma maldosa. Bulma sentiu seu estômago se torcendo.

— Eu quero voltar pro quarto agora! – diz novamente, não suportava mais ficar ali, estava passando mal.

— Leve-a de volta Samuel, depois você leva o jantar dela.

— Tá bom pai. – concorda o rapaz e se levanta colocando o pano com o gelo já derretido de lado, Bulma se levanta e sai se lá sem dizer nada, seu coração começou a palpitar, Vegeta estava cercado de pessoas querendo machucá-lo, Zarbon era um traidor e o homem não sabia disso.

Assim que Freeza vê que Bulma se afasta olha para Zarbon.

— E aí Zarbon os homens já estão a postos?

— Sim senhor Freeza, mas vão esperar cair à madrugada para agirem, porque assim as ruas estarão vazias.

— Ótimo, mande que eles sejam discretos para não chamar a atenção de vizinhos.

— Eles sabem senhor Freeza, vai sair tudo como o combinado.

— Eu queria ser uma mosquinha para assistir tudo de camarote. – Freeza ri. _ Assim que estiver feito venha me avisar.

— Sim senhor.

— É hoje que esse policial vai sair do meu caminho, pra sempre...

...