Bulma teve alta do hospital após alguns dias já tinha se recuperado bem e poderia ir para casa, ela não via à hora disso acontecer odiava hospital principalmente quando ela era paciente. Vegeta esteve com ela durante quase todo o tempo tinha pedido uma dispensa na delegacia para poder ficar com ela às vezes saia para resolver uma coisa ou outra, mas fazia questão de passar a noite com ela no hospital.

Por mais que os dias passassem ela não conseguia esquecer tudo que aconteceu principalmente esquecer que tinha perdido um bebê que nem ela fazia ideia de que estava dentro dela e aquilo lhe atormentava e lhe tirava o sono à noite. Nunca imaginou que aquilo iria acontecer e nunca desconfiou de que estava grávida quando cedeu a chantagem de Freeza. Sempre tomou as pílulas corretamente, nunca falhou uma e nem imaginava como aquilo pode ter acontecido, mas ela não queria ter perdido seu bebê e se soubesse que ele estava dentro dela, se em algum momento tivesse desconfiado que ele estava ali não teria se arriscado tanto daquele jeito, pois quando ela apontou aquela arma para Freeza ela sabia que não sairia viva depois caso conseguisse matá-lo ela colocou a vida do seu bebê em risco diversas vezes sem saber e aquilo lhe deixava muito mal. Tentava não demonstrar isso na frente de Vegeta porque sabia que ele também estava sofrendo, do jeito dele, mais estava e era muito difícil não pensar nisso e mesmo com a médica lhe dizendo que o aborto não lhe causou nenhuma complicação que ela ainda poderia ter filhos normalmente nem conseguia pensar nisso.

Fez uns últimos exames pela manhã apenas para confirmar que estava tudo bem e que já poderia ir pra casa depois tomou um banho lá mesmo e se vestiu com um dos vestidos que a Elita lhe deu, ele ficou um pouco comprido, pois a mulher era bem mais alta que ela, mas não reclamava ainda não teve tempo de comprar roupas novas. Arrumou suas coisas e a médica entrou trazendo o documento da alta para ela assinar Vegeta chegou em poucos minutos para buscá-la e forçou um sorriso para ela ao vê-la pronta.

— Vamos pra casa? Eu tô louco pra tirar você daqui. – diz indo até ela e lhe deu um beijo na testa e pegou sua mochila a colocando nas costas.

— Vamos!

Bulma agradece a médica e aos enfermeiros que cuidaram dela durante aqueles dias, todos foram muito atenciosos e compreensivos com ela, mas rezava para nunca mais precisar voltar para aquele lugar. Raditz também a esperava do lado de fora e abriu a porta do carro para ela assim que a viu se aproximando.

...

Enquanto voltavam para a capital Vegeta olhava Bulma pelo retrovisor sentada no banco de trás com a cabeça encostada a janela olhando a paisagem lá fora, ela estava com aquele olhar triste que ele sempre estava vendo nela durante esses dias ela tentava disfarçar, mas sempre estava triste e assim sabia que toda aquela experiência tinha mudado ela era algo que ela não iria esquecer e queria poder fazer algo por ela, ajudar ela de alguma forma a lidar com tudo aquilo. Decidiu fazer uma viagem com ela por alguns dias, decidiu levá-la para o chalé que ela ganhou de seu pai a casa já estava no nome dela e Bulma tinha decidido ficar com a mesma e ele assumiu o pagamento do caseiro e da esposa dele que tomavam conta do lugar, decidiu levar Bulma para lá e passar uns dias com ela longe de tudo e de todos enquanto a casa deles terminava a reforma que ainda duraria mais um tempo. Queria poder cuidar da sua menina, queria fazê-la se distrair, levar ela para conhecer coisas novas e respirar um ar novo e ele também precisava daquilo, eles tinham passado por coisas demais e precisavam desse tempo só deles.

O chalé ficava em Florence uma cidadezinha litorânea que ficava a 276,3 km de Oregon, ficava no condado de Lane e havia muitas praias, uma zona ribeirinha e impressionantes e grandes atrações como um cassino e vários pontos turísticos na cidade. O chalé que fora da família de Vegeta há muitos anos ficava a beira da praia e era a mais ou menos 12 km da cidade, um lugar calmo e tranquilo para quem queria descansar e aproveitar o clima quente.

...

Assim que chegaram à capital foram para a casa de Raditz o homem tinha mandado arrumar seu quarto para eles ficarem e colocou um colchão provisoriamente no quarto de Goku, mas sabia que o amigo não ficaria lá muito tempo já sabia dos planos de Vegeta de viajar com a menina no dia seguinte e aprovou a ideia, eles precisavam de um tempo sozinhos. Bulma entrou na casa do amigo que estava repleta de flores de todas as cores e tamanhos a impressão que teve era de que estava entrando numa floricultura. Elita estava lá esperando por eles e procurava lugares desocupados para arrumar as flores que encheram a sala.

— Que flores lindas! — ela diz e força um sorriso sentindo o cheiro agradável de várias fragrâncias misturadas que provinham das flores.

— Bulma o pessoal da delegacia que tá mandando, toda hora o rapaz da floricultura bate na porta pra deixar um buquê. – Elita responde.

— Todo mundo lá gosta de você, estavam todos torcendo para sua recuperação. – Vegeta fala agora e beija o alto da cabeça dela.

— E o que eu vou fazer com tanta flor?

— Não sei eu nunca vi minha casa tão colorida, mas podemos vender tudo depois e recuperar o dinheiro hehe!

— Aí Raditz você só fala besteira heim?! – reclama Elita.

— Vem deitar um pouquinho amor. – Vegeta diz.

— Bulma, Chichi tá vindo aí com o Goku! – avisa Elita.

— Que bom! Que saudades que eu tô da minha amiga!

— Vamos esperar ela lá no quarto!

Vegeta leva Bulma para o quarto de Raditz ele tinha deixado o quarto dele para Bulma ficar mais confortável, Elita tinha aberto a janela e colocado lençóis limpos na cama. Bulma sentou na cama e Vegeta tira suas sapatilhas e arruma uns travesseiros atrás das costas dela.

— Você quer alguma coisa? Tá sentindo dor? – pergunta.

— Não!

— Quer que eu traga alguma coisa pra você comer?

— Não...

— Mas você tem que comer.

— Não estou com fome!

Ele se aproximou da garota acariciando o rosto dela com carinho.

— Eu estava pensando em uma coisa, eu quero fazer uma viagem com você amanhã.

— Viagem? Pra onde? – pergunta sentindo as caricias que os dedos de Vegeta faziam em seu rosto.

— Pro chalé, quero levar você pra conhecer, respirar um ar diferente, descansar longe de tudo e todos, acho que merecemos. O que você acha?

— Pode ser, eu meio que não tô suportando muito todo mundo encima de mim o tempo todo dizendo que vai ficar tudo bem... – confessa mexendo as mãos.

— Eu sei, por isso quero me afastar com você por uns dias, a gente tem muitas coisas pra conversar e eu quero fazer isso num lugar calmo, tranquilo.

— Por mim tudo bem. Vamos amanhã? – ela não nega ter gostado da ideia, não era mentira que estava se sentindo meio esmagada com as pessoas em cima dela o tempo todo lhe fazendo perguntas e lhe fazendo reviver momentos que preferia esquecer.

— Sim, eu liguei pro caseiro que toma conta da casa ele e a esposa já limparam e arrumaram tudo, mandei uma lista de compras com tudo o que você gosta pra ele poder comprar pra mim, lá é um pouco longe da cidade, mas você vai gostar.

— Você já planejou tudo...

— Sim, porque tudo o que eu quero é poder ficar sozinho com você, sem ninguém atrapalhando. Merecemos esse descanso.

Bulma força um sorriso e Vegeta a abraça, sente ela deitar a cabeça em seu ombro e por mais que ela estava ali e parecia bem ele sabia que não estava, não a sentia inteiramente ela não era a mesma Bulma, estava apática, seus sorrisos eram forçados e não tinha mais aquele mesmo brilho no olhar, isso lhe matava de tantas maneiras diferentes e faria o que fosse preciso para que ela voltasse a ser a Bulma de antes, pois de todas as escolhas que fez na vida ficar com ela era a única de que ele não se arrependia e não desistiria de dar a ela a vida que merecia ter.

Foram interrompidos por Elita batendo na porta dizendo que Goku e Chichi tinham chegado à morena praticamente invadiu o quarto pra ver a amiga e chorou muito enquanto a abraçava. Vegeta observava a reação de Bulma, e sentia que nem com Chichi ela era a mesma, teve medo de não conseguir trazer sua menina de volta.

Vegeta deixou Bulma com os amigos e foi comprar algumas coisas para a viagem deles, Florence não ficava longe dali, eram umas 2 horas e meia de carro, era bem mais perto de lá do que de Portland quando ia na infância, sabia que aqueles dias afastado com ela seria bom.

— Sabia que eu quase morri do coração com você sumida? – Chichi diz após soltar Bulma do abraça apertado.

— Eu sei... E como você está? E o meu afilhado? – Bulma força um sorriso para ela, estava feliz por Chichi está ali, conversou muito com ela pelo celular de Vegeta durante os dias que ficou no hospital.

— Estamos bem e ficamos muito preocupados com você. Eu sinto muito amiga por tudo o que você passou e eu ainda não consigo acreditar que você estava grávida, quando o Goku me contou eu custei mesmo a acreditar.

— É... Às vezes eu também não acredito, eu... eu nunca desconfiei de nada, eu passei mal algumas vezes, mas achei que eram por causa das coisas que estavam acontecendo...

— Eu sinto muito amiga... Como você está?

— Eu não sei... – Bulma olha pra ela com os olhos molhados. _ Eu quero ficar bem, mas... – ela não consegue mais falar, sente um nó na garganta e uma vontade absurda de chorar, Chichi a puxa pra um abraço e também não consegue segurar a emoção. Ela vinha tentando não chorar na frente de Vegeta durante esses dias sabia que ele ficava mal, mas com Chichi era diferente, ela a conhecia desde criança e compartilharam tantos segredos juntas não precisava disfarçar perto dela.

— Eu estou aqui com você ta bom? – Chichi diz soluçando. _ Nunca se esqueça que seus amigos te amam, que o Vegeta te ama e vamos sempre estar aqui pra você!

Bulma não responde, só funga e abraça a amiga com mais força. (...)

***

No dia seguinte Vegeta sai cedo com Bulma queria chegar em Florence ainda de manhã. Percebeu que ela não tinha dormido bem a noite, talvez estivesse estranhando a cama de Raditz. Saiu cedo para evitar pegar trânsito queria chegar no chalé antes do almoço. Se despediram de Raditz e Elita e pegaram a estrada, colocou Bulma no banco da frente com ele, mas a garota dormiu a viagem inteira, ligou o rádio do carro bem baixinho e agradeceu pôr a estrada estar tranquila e não ter trânsito. A viagem durou cerca de 02:30 e Bulma acordou a tempo de ver a placa de entrada da cidade, um arco dourado gigante de uma ponta a outra da estrada dava as boas-vindas para os visitantes.

Bem vindos a Florence.

Latitude: 43.9826214

Longitude: 124.0998409

População: 8.5K moradores.

Quatro quilômetros depois de ter entrado na cidade Vegeta segue por uma estrada de chão à direita da rodovia, segue por pelo menos 3 km e meio depois até chegar à praia. Bulma abre mais o vidro do carro e coloca a cabeça para fora o ar ali parecia diferente da capital parecia mais puro, mais fresco, o tempo ali estava quente e via muitas pessoas caminhando nas calçadas com roupas leves.

Seguiram por mais alguns quilômetros até chegarem ao local onde ficava a balsa, para chegar ao destino precisavam atravessar para o outro lado o condado de Lane era uma ilha e o chalé ficava naquela região. Vegeta comprou a passagem e assim que a balsa chegou subiu com o carro nela a travessia durou pouco mais de 10 minutos e logo já estavam do outro lado da ilha, aquela era uma área particular e tinha muitos chalés e casas de praia em todo o condado, cada casa ficava distante uma da outra para manter a privacidade de cada hóspede e também havia uma comunidade ribeirinha próximo dali onde moravam algumas famílias próximos ao rio que tinha na região e que tinha a pesca artesanal como principal atividade de sobrevivência e cultivavam pequenos roçados para consumo próprio, geralmente os donos de casas e chalés daquela região sempre contratavam pessoas dessas comunidades para trabalhar nas casas e tomar conta do imóvel, pois a maioria dos donos de imóveis daquela região não moravam ali, apenas passavam férias ou outras ocasiões, inclusive o casal que tomava conta do chalé que agora pertence a Bulma vivia naquela comunidade eram todos muito simples, mas de muito caráter.

Vegeta seguiu mais um pouco de carro até chegar no terreno do chalé que pertenceu a sua família por mais de cinco décadas, o terreno em volta tinha 2.000 metros quadrados e o chalé ficava no meio do terreno, tinha muito espaço em volta e ficava a mais ou menos 200 metros da praia. Assim que entraram no terreno Vegeta dirigiu por cima da grama extremamente verde para evitar que a areia do mar entrasse nos pneus do carro estacionou ao lado do chalé em baixo de uma cobertura grande que era destinada para acomodar os veículos e protegê-los da luz do sol. Viram que em baixo da cobertura tinha uma caminhonete antiga e bem maltratada pelo tempo estacionada também e Vegeta sabia que era o carro dos caseiros que tomavam conta de lá. Saiu do carro e abriu a porta para Bulma que olhava tudo encantada o chalé não parecia ser muito grande ele deveria ter uns 200 metros quadrados e era todo de madeira do piso, paredes ao teto, mas foi todo construído de um modo muito sofisticado e tinha muitas janelas de vidro, ele era bem alto a sua fundação estava bem acima da terra para evitar estragos causados pela maré alta. Precisaram subir uma escada de 10 degraus até chegarem à varanda onde tinha duas cadeiras de balanço, todas as portas e janelas estavam abertas para entrar ventilação.

Vegeta segurou na mão de Bulma e subiu com ela ansioso para lhe mostrar tudo tinha muitos anos que ele não ia ali, mas estava exatamente como ele se lembrava.

Assim que entraram se depararam com uma sala grande toda feita de madeira trabalhada, tinha um sofá de couro marrom escuro, uma estante grande e alguns objetos de decoração, tinha televisão e todos os moveis que uma casa precisa e o que mais impressionava era lareira de 1x1 que àquela hora estava apagada. Tinha um casal lá dentro, a mulher estava tirando o pó da estante e o homem colocava uns pedaços de madeira cortada próximo da lareira eles já eram de idade e sorriram quando os viu entrando.

— Que bom que vocês chegaram! — a mulher disse sorrindo enquanto o seu marido limpava as mãos sujas pelo pó da lenha para cumprimentá-los.

— Como vai Vegeta? Como você cresceu rapaz, está diferente! — Vegeta sorriu ao homem de meia-idade que veio em sua direção com a mão estendida e o cumprimentou com um aperto de mão forte.

— Oi Mathias, eu estou bem e como você está? Já você não mudou nada!

— Estou levando.

— Vegeta, olha só pra você, ficou tão bonito pensei que não ia mais ver você de novo! — A mulher de nome Margarida se aproximou agora dando um abraço no rapaz, eles eram os caseiros daquele chalé desde a época que Vegeta era criança.

— Oi Margarida, como vocês estão? Fico feliz de ver vocês de novo depois de tanto tempo.

— Estamos bem graças a Deus, ficamos muito tristes quando soubemos do seu pai, mas não tivemos como ir. – a mulher se lamenta sem se soltar da mão dele.

— Tudo bem foi de repente ninguém esperava.

— E quem é essa moça bonita? — a mulher perguntou soltando a mão dele agora e olhando para Bulma atrás de Vegeta.

— Deixa-me me apresentar. Essa é Bulma, minha noiva.

— Oi, prazer conhecê-la. — Bulma sorri ficando ao lado de Vegeta.

— O prazer é todo nosso Bulma, seja bem-vinda! — Mathias lhe cumprimenta com um aperto de mão enquanto Margarida vai lhe dá um abraço.

— Que mocinha bonita que você é!

— Obrigada! — Bulma sorri meio sem graça para a mulher sorridente de bochechas redondas que estava usando uma touca de pano na cabeça, mas não conseguia impedir que alguns fios esbranquiçados saíssem pelos lados, mas parecia ser muito simpática.

— Bulma, esses são Mathias e a esposa dele Margarida eles são os caseiros aqui no chalé desde a época que eu era criança. – Vegeta explica.

— Eu vi muito esse menino correndo por esse terreno quando era criança ele dava um trabalho! — Margarida comenta sorrindo. _ E olha só pra você hoje é um homem feito e ficou igualzinho ao seu pai, como o tempo passa rápido, fiquei muito feliz quando vocês resolveram manter a casa eu juro que tive medo de perder o emprego.

— Vocês não iriam perder, mesmo se tivéssemos decidido vender eu teria pedido aos novos compradores que mantivessem vocês aqui.

— Obrigada pela consideração Vegeta. Bom, a casa está limpa, todos os lençóis também estão limpos e eu comprei todos os itens da lista que você mandou está tudo nos armários e na geladeira.

— Obrigado Mathias, essa era a única coisa que me preocupou sei que supermercado aqui é muito longe.

— Vou buscar a bagagem de vocês!

— Por favor Mathias, eu deixei o porta malas aberto.

O homem sai da casa para pegar as coisas deles no porta-malas do carro de Vegeta e a mulher volta a sorrir.

— Vocês querem que eu prepare um almoço pra vocês? Eu não fiz nada antes porque não sabia o que vocês iriam querer.

— Não, não precisa, pode deixar que eu mesmo vou fazer isso. – Vegeta responde, não tinha a intenção de manter a Margarida e o marido na casa, afinal sua intenção era ficar sozinho com Bulma.

— Como quiser. Eu trouxe umas hortaliças e legumes para vocês bem fresquinhas lá da nossa plantação esse ano elas cresceram muito bonitas e é tudo natural não tem uma gota de agrotóxico. – a mulher abre mais o sorriso orgulhosa da sua plantação.

— Obrigada Margarida não precisava.

— Imagina, espero que gostem. Vocês querem ajuda para desfazer as malas?

— Não precisa, podem ir pra casa de vocês, vão descansar, se eu precisar de alguma coisa eu ligo.

Mathias entra com as malas na mão e vai colocar no quarto principal.

— Se precisarem que eu venha limpar ou cozinhar é só ligar que o Mathias me traz.

— Tudo bem, mas não se preocupem.

Mathias volta e diz.

— Eu deixei bastante lenha cortada lá no casebre nos fundos, a caixa d'água já está cheia, mas se esvaziar é só ir lá no poço e girar a chave da bomba que ela enche rapidinho e desliga automaticamente, mas qualquer coisa é só me ligar. Tem tempo que você vem aqui deve ter se esquecido desses detalhes.

— O pior que é, mas vou me lembrando aos poucos.

— Amanhã de manhã eu volto para ver se vocês precisam de alguma coisa.

— Obrigada!

Eles se despedem e Margarida volta a dar um abraço em Bulma antes de sair, gostou da garota, mas ela parecia meio triste. Depois ela e o marido pegam a caminhonete e vão embora.

— Eles são muito simpáticos. — Bulma comenta andando pela sala e olhando tudo.

— São sim e de extrema confiança também, meu pai confiava nos dois de olhos fechados para fazerem qualquer coisa aqui.

— Há quanto tempo eles trabalham pra sua família?

— Acho que há quase 30 anos, eu era criança quando vim aqui e eles dois já eram desse mesmo jeito.

— Onde eles moram?

— Eles vivem em uma comunidade ribeirinha que tem a uns três a quatro Km daqui, moram muitas famílias lá e eles vivem da pesca, artesanato e do cultivo próprio de frutas, legumes e hortaliças eles tem roçado na região e vendem os produtos deles na cidade. São pessoas bem simples, sem luxo e riquezas por isso o pessoal que tem casas aqui sempre contrata eles para tomar conta dos imóveis é uma forma de ajudá-los também.

— Eles têm filhos?

— Tem dois, mas até onde eu sei eles foram pra cidade estudar e ficaram por lá mesmo. Vem, deixa eu te mostrar a casa.

Vegeta puxou Bulma pela mão e começou o tour ali pela cozinha que era em estilo americano apenas separado da sala por um balcão comprido de mármore preto e que era todo equipado com fogão, geladeira, armários e todos os eletrodomésticos que uma cozinha necessita. O chalé era de apenas um pavimento então todos os cômodos estavam bem distribuídos ali. Ainda na cozinha tinha uma porta que dava para a dispensa e outra que dava para os fundos. Vegeta abri vendo que os armários e as prateleiras estavam cheios com tudo que tinha pedido para Mathias comprar que era necessário para a estadia dele e de Bulma lá pelos próximos dias.

Depois a levou para o corredor onde tinha os quartos havia apenas três quartos no chalé e os três eram suítes, mais no fundo do corredor tinha um outro cômodo que estava vazio e que tinha o uso livre poderia ser usado para qualquer coisa. Os quartos eram bem grandes e arejados e dava para a vista do mar a frente, no fundo tinha um casebre onde era guardado ferramentas, pás, enxadas, etc e tinha muita lenha cortada num canto para alimentar a lareira ou o fogão a lenha, e lá também ficava o gerador que alimentava a energia do chalé. Mostrou os cômodos a ela e depois pergunta:

— Quer dar uma volta na praia antes do almoço?

— Pode ser.

— Troca de roupa então, veste alguma coisa leve aqui é muito quente. Vou pegar umas sacolas que deixei no banco de trás do carro acho que o Mathias não deve ter visto, vou te esperar lá fora.

— Tá bom.

Vegeta sai e Bulma fica um tempo olhando para o quarto ele era grande e muito arejado tinha uma cama de casal king size forrado em uma colcha de babados lilás e nem precisava chegar perto para sentir o cheiro de amaciante de lavanda que vinha de lá, estava tudo muito limpo e cheirava a produtos de limpeza, tinha uma janela de vidro grande ao lado da cama que dava para vista do mar lá fora o banheiro também era muito bonito todo em tons de branco era o único cômodo que não era de madeira.

Pegou a bolsa procurando algo para vestir tinha que fazer compras logo praticamente todas as roupas que tinha agora estavam dentro daquela mala tinha perdido tudo aquele incêndio. Elita e Chichi tinha lhe dado algumas coisas e Vegeta tinha comprado outras antes de viajarem, vestiu um short de algodão e uma camiseta sem mangas e prendeu cabelos no alto da cabeça ali era muito quente ainda bem que tinha ar condicionado em todos os cômodos, calçou suas havaianas e saiu para fora viu Vegeta saindo da grama baixa que circundava toda a casa e indo para a areia, percebeu que ele tinha vestido uma camiseta branca e vestido um short preto que devia estar dentro do carro, ele a viu descendo os degraus da casa para chegar a areia e parou esperando por ela, ficou olhando para ela andando em sua direção usando a camiseta e o short que tinha comprado para ela no dia anterior ainda bem que tinha acertado o tamanho ela tinha emagrecido por conta de todos aqueles dias no hospital sem conseguir se poder comer direito, mas continuava tão linda como nunca. Ainda tinha um curativo na testa e outro no pescoço e algumas outras pequenas marcas avermelhadas pelo corpo que diziam que algo tinha acontecido a ela. Mas não iria desistir de que eles tivessem a vida deles de volta exatamente como era, pois nada mais importava agora...

...