Código de conduta 2
42 Acerto de contas
Notas iniciais
Vegeta saiu da delegacia mais cedo, pois antes de ir à consulta no médico tinha outro assunto para resolver, um assunto que estava lhe tirando o sono e já estava na hora de cuidar daquilo. Foi para a faculdade de Bulma e ficou parado do outro lado da rua, mas a sua intenção não era buscar a garota. Viu Bulma sair da universidade com Chichi e ela se despedir das amigas e depois entrar no carro do senhor Cutelo, mas pelo menos naquele dia ela não era seu alvo e sim o rapaz loiro que saiu logo atrás dela era ele quem queria, aquele garoto que ousou encostar em sua Bulma e que fez com que ele quase se afastasse dela por isso.
Pegou seu celular ligou para ele, tinha pegado o número no celular de Bulma, pois ele não parava de ligar pra garota. No segundo toque viu que ele atendeu:
— Alô, Samuel, sou eu Vegeta!
— Oi... Vegeta! – Sam se retesa, não esperava a ligação ele.
— Quero encontrar você agora, estou aqui perto da universidade.
— Claro... Onde?
— Ice house, estou esperando você lá.
Vegeta desligou o telefone e deu partida no carro indo para a lanchonete e sorveteria que tinha apenas alguns metros dali, escolheu uma mesa tranquila do lado de dentro e pediu uma água, queria ver se o rapaz teria mesmo a coragem de se encontrar com ele e se surpreendeu quando viu poucos minutos depois Samuel entrando pela porta da lanchonete e procurando por ele "ele veio mesmo, pelo menos foi homem para me encarar" Vegeta pensou enquanto viu Sam se aproximar.
— Boa tarde Vegeta! – Sam o cumprimenta meio apreensivo.
— Boa tarde! — Vegeta responde e Sam se sentou na cadeira de frente para ele.
— Estava pensando se você iria realmente vir... — Vegeta encara Sam, tomando um gole da água direto da garrafa.
— Vegeta... antes de qualquer coisa eu quero dizer que eu não tive a intenção de causar nenhum problema entre vocês...
— Mas causou!
— Eu sinto muito, mas não era a minha intenção.
— Será que sente mesmo? Eu ainda tô tentando entender qual é a sua! – Vegeta continua o encarando, mas percebe que Samuel não se intimida.
— Eu não tenho intenção de fazer mal a Bulma, jamais. – Sam sustenta o olhar que Vegeta lança sobre ele, sabia que aquela conversa não seria boa... Para ele.
— Então qual foi mesmo a sua intenção de agarrar ela na frente de todo mundo?
— Eu não fiz isso... Eu não vou mentir Vegeta se estamos aqui é porque você quer saber a verdade, eu gosto da Bulma... Ela... é diferente das outras garotas, carinhosa, atenciosa, verdadeira e linda... – Vegeta cerra os punhos em baixo da mesa sem acreditar na ousadia do rapaz em lhe dizer aquilo. Sam continua sem se intimidar. _ Ela me apresentou aos amigos dela e pela primeira vez eu senti que as pessoas gostavam de mim pelo o que eu era, e não por causa do meu pai e da influência dele.
— E o que te fez pensar que ela iria querer você?
— Não pensei, só não resistir em tê-la tão perto... – Vegeta cerra os punhos de novo, tinha que admitir Samuel era mais corajoso do que tinha pensado e a sua vontade era arrancar os dentes dele por lhe dizer aquilo, mas tinha que manter a calma e ser comedido, tinha muito a perder se perdesse o controle, o olha e coloca as mãos na mesa.
— Olha só eu vou logo direto ao assunto porque eu odeio rodeios, eu quero você bem longe da Bulma!
— E você não ta pedindo...
— Não eu não tô pedindo! Eu conheço o seu joguinho, sendo o amigo perfeito, confidente e prestativo para se aproximar dela, mas você não me engana com essa carinha de bom moço você é afim dela e já deu para notar, mas eu não sei se você notou que ela está comigo, que é de mim que ela gosta e por mais que eu acredite que eu não seja o homem certo para ela você também não é e eu não vou abrir mão dela!
— Eu sei que não vai...
— Então fica longe! Porque que se eu sonhar que você tocou nela de novo não vamos ter uma simples conversa.
— Está me ameaçando?
— Estou! Mas quem está falando com você agora não é o policial e sim o cara que faz qualquer coisa por aquela garota o que é muito pior, toca nela de novo e até seus filhos vão se arrepender de ter nascido! – ameaça o olhando friamente, a respiração de Samuel fica irregular e o faz ranger os dentes dentro da boca. Vegeta continua:
— Eu não tenho medo de você e muito menos do seu pai, eu quero você longe, eu não quero mais ver você perto dela, eu não quero mais ver uma ligação sua no telefone dela você tá ouvindo? — Vegeta pergunta de forma fria.
— Eu estou ouvindo!
— Eu espero que esteja mesmo porque se eu voltar aqui para te lembrar isso você não vai gostar! A partir de hoje fique bem longe, não olhe pra ela e não fale com ela e se eu apenas sonhar que você chegou perto dela de novo ou que você tentou tocar nela de novo você não vai gostar do que eu vou fazer com você, porque eu não dou a mínima para quem você é ou de quem você é filho você está mexendo com a garota errada, está avisado!
Vegeta levantou dando o assunto por encerrado, mas Sam ficou possesso, uma raiva se apossou de seu corpo de uma forma que nunca tinha acontecido antes, sentiu um nó na garganta enquanto ouvia todas as ameaças de Vegeta enquanto o homem lhe mandava ficar longe de Bulma. Nunca tinha sentido tanta raiva e cerrava os punhos com tanta força embaixo da mesa que sentia as unhas perfurando a carne. Se levantou da mesa e foi para o banheiro masculino da lanchonete que ficava nos fundos, entrou trancando a porta e ficou se olhando no espelho com os dentes cerrados e apertando a borda da pia com tanta força que poderia quebrar. Vegeta fez renascer nele naquele momento um Samuel que ele passou a vida inteira tentando esconder, tentando dominar, mas não iria se esquecer daquela ameaça, de ser humilhado por Vegeta apenas por gostar de Bulma, olhava o reflexo do homem que respirava pesadamente com a boca aberta e peito subindo e descendo e murmura:
— Eu vou tirar ela de você... — profere entre a raiva e as lágrimas que escorriam de seus olhos cor de Violeta. _ Você vai ver... Eu vou tirar ela de você e ela vai ser minha! Ela vai me amar mais do que ama você! — dizia como se fizesse uma promessa a si mesmo.
— Isso não vai ficar assim! – grita com raiva e dá um soco no espelho o fazendo se estilhaçar, seu coração estava batendo acelerado e abriu a boca para tentar respirar, sentiu dor e olha para o punho que estava ensanguentado pelos cacos de vidro do espelho que o cortou, pegou umas folhas de papel toalha e colocou em cima da ferida, mas aqueles cortes não doíam mais do que ouvir as ameaças de Vegeta.
***
Vegeta voltou pra casa após ter colocado um ponto final naquele assunto e sentiu o cheiro delicioso da comida de Bulma, tinha sentido falta da comida dela, em Portland sua mãe que estava sempre cozinhando para se distrair da própria dor. Tirou o coldre da cintura colocando junto com as pistolas na estante e logo viu a garota chegar à sala secando as mãos em um pano de prato.
— Vegeta onde é que você estava? Já ia ligar pra você!
— Eu só fui resolver uma coisa. – responde tirando os outros pertences do bolso.
— Resolver uma coisa? Você esqueceu do seu exame? Não podemos perder essa consulta de novo!
— Tá bom mamãe eu já cheguei. – ele ri pra provocar.
— Às vezes você age como criança mesmo! Vem almoçar não podemos perder a hora. — ela voltou pra cozinha e Vegeta sorriu não negava que gostava quando ela cuidava dele assim, sempre preocupada. Foi pra cozinha lavando as mãos na pia enquanto ela serviu o almoço deles.
— Afinal onde é que você estava? Na delegacia eu sei que não era. – ela pergunta.
— Eu estava batendo um papo com aquele seu amigo.
Bulma parou de colocar a comida e olhou para ele.
— Fazendo o quê?
— Você ouviu. – Vegeta também a olha.
— E o que foi que você disse pra ele? – Bulma levanta uma das sobrancelhas.
— Mandei ele ficar bem longe de você ou vai se entender comigo!
— Ou seja, você o ameaçou?
— Tá com pena dele? Porque ele não teve nenhuma pena de você quando te expôs pra todo mundo.
— Eu não tô falando isso Vegeta, ele tá confuso, não diz coisa com coisa só isso.
— Confuso? Ele disse na minha cara que gosta de você e ele teve toda a coragem disso!
— Esquece isso, não importa o que ele sente, eu não sinto o mesmo sabe que é de você que eu gosto.
Bulma se aproxima dele sentando em seu colo e Vegeta passa seus braços em volta da cintura dela.
— Só promete pra mim que não vai deixá-lo chegar perto de você de novo.
— Eu não vou deixar!
— E que vai me falar se ele tentar!
— Eu vou.
— Essa é minha garota... – ele a segura pelo queixo e a beija apaixonadamente, Bulma passa seus braços em volta do pescoço dela enquanto sua boca era invadida pela língua dele e naquele momento ela soube que chegariam atrasados na consulta...
***
Sam chegou ao escritório do pai transtornado, passou pelo hall de entrada como um foguete sem falar com ninguém, abriu a porta de uma vez vendo seu pai na mesa dele assinando alguns papéis. Freeza toma um susto ao ver a porta de sua sala ser aberta abruptamente e olha para a mesma vendo o filho entrando totalmente fora de si.
— Samuel! Isso é jeito de entrar? – rosna, odiava ser interrompido dessa maneira.
— Pai eu preciso da sua ajuda!
— O que há com você? — Freeza pergunta vendo que seu filho não estava bem e que ele não o olhava diretamente, parecia agitado.
— Eu a quero pra mim...
— Do que você está falando garoto?
— Eu a quero pra mim pai! — ele dizia totalmente fora de si. Freeza o olhou melhor vendo a mão direita dele com uma faixa branca enrolada no punho.
— O que houve com a sua mão?
— Nada... Eu me cortei... – ele responde e esconde à mão. Freeza suspira.
— Senta aqui Samuel, e me explica o que foi que deu em você!
Sam ficou andando pela sala do pai com uma mão na cabeça e era visível sua falta de controle.
— Senta aqui Samuel! — Freeza gritou e o rapaz agora ouviu e se sentou de frente para o pai.
— Agora me diz, o que foi que deu em você? Porque está assim?
— Ele me humilhou pai... O policial me mandou ficar longe dela só por causa daquele beijo... ela gosta de mim... eu sei que gosta, eu senti isso quando ela me beijou ele... ele só precisa ficar longe pra ela perceber que também quer ficar comigo.
Freeza passa a mão pelo rosto enquanto o filho fala, estava explicado a falta de controle dele. A garota do policial estava fazendo aquilo com ele.
— É isso mesmo que você quer? Você sabe que pode ter a mulher que você quiser filho.
— Eu gosto dela pai, de um jeito que nunca gostei de ninguém ela me entende, me enxerga como eu sou eu... Eu...
— Eu sei garoto, sei como uma mulher pode mexer com a cabeça de um homem, ainda mais um homem jovem e cheio de hormônios como você. — Freeza se levantou colocando a mão no ombro do filho. _ Mas se é isso que você quer eu vou te ajudar, há muito tempo quero tirar esse policial do meu caminho, vamos juntar o útil ao agradável.
Freeza acaba de ter uma ideia, uma que iria resolver seus problemas de uma vez por todas.
— O que você vai fazer? – Sam agora olha o pai diretamente.
— Eu tenho um plano, mas por enquanto mantenha distância dela tenho providências a tomar e não quero esse policial da nossa cola.
— Sim pai...
— Agora se recomponha! Sabe que não devemos mostrar fraqueza, somos um Freeza, um Freeza nunca demonstra fraqueza diante de um problema, levante essa cabeça!
— Ela não quer falar comigo, ela tá com raiva de mim...
— Porque você assustou a garota Samuel, você tinha que chegar com jeito, mas agora é tarde.
— Eu a quero pra mim, eu quero esfregar na cara dele que ela é minha!
— Se você quer a garota você vai ter, mas tem que se controlar, enquanto eu resolvo o que precisa ser resolvido você vai ficar longe dela, você vai se afastar deixe que ela e o policial pensem que você aceitou e que você entendeu.
— Eu não sei se consigo fazer isso... Eu não posso ficar longe dela...
— Claro que você pode Samuel, eu vou te ajudar, mas tem que ser do meu jeito! Você tem que fazer exatamente o que eu mandar. Ele com certeza vai ficar de olho em você agora para saber se você vai ficar atrás da garota, deixa a poeira baixar e eles baixarem a guarda.
— Tá bom pai... Eu vou fazer como você quer.
— Ótimo! Agora se recomponha, vá para casa, lave esse rosto e cuide dessa mão eu não quero ver você nesse estado de novo ouviu bem?
— Tá bom pai.
— Eu vou ligar para o Jonas vir te buscar.
Freeza vai para trás da sua mesa e tira o telefone do gancho para fazer a ligação, olha para o seu filho completamente atordoado sentado naquela cadeira nunca tinha visto Samuel naquele estado antes, o que foi que aquela garota fez com seu filho para deixá-lo assim? Ligou para Jonas, um de seus seguranças pessoais para que viesse buscar o rapaz ele não poderia ser visto daquela maneira não seria bom para os negócios (...)
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