Notas iniciais
Arte feita pela LAPEZEPAPEL https://instagram.com/lapezepapel

Dois meses tinham se passado e as coisas pareciam estar entrando nos eixos. Bulma estava feliz com Vegeta e aquele assunto Sam parecia ter desaparecido, o rapaz não tinha mais lhe incomodado para falar a verdade a um bom tempo Bulma falava com ele, o jovem estava indo cada vez menos a universidade e isso a deixava com uma certa pena, pois nunca quis essa situação. Sam era um rapaz tão inteligente e ele estava se autossabotando e não havia nada que pudesse fazer para ajudá-lo.

Assim que a aula acabou saiu com Chichi para acompanhá-la em uma consulta de ultrassom sua amiga já estava com mais de quatro meses de gravidez e a barriguinha já poderia ser notada e além de estar muito feliz Chichi era constantemente mimada, quando não era pelo pai era pelo noivo e também pela amiga, estavam todos sempre fazendo os gostos dela. Goku ainda estava em uma ocorrência e ficou bem chateado por não poder ir à consulta ainda mais porque Chichi iria tentar saber o sexo do bebê ele queria muito estar perto, mas não poderia ir. Para ela não ficar sozinha Bulma foi junto, pois também estava bem ansiosa, queriam fazer um chá de bebê, mas já queria ter sexo o definido para poder fazer a lista de presentes.

Como havia um grande mito envolvendo o chocolate antes do ultrassom Chichi decidiu arriscar comeu duas barrinhas de chocolate antes de chegar à clínica queria muito saber o sexo do seu filho e qualquer simpatia seria bem-vinda. O horário já estava marcado então assim que chegou já foi logo sendo atendida, Bulma foi junto nenhum decreto a faria ficar de fora. Chichi deitou na maca e a obstetra levantou sua blusa e abriu o zíper da sua calça abaixando um pouco para deixar a barriga totalmente livre, passou um gel gelado na barriga dela e depois foi movimentando com o aparelho, as imagens apareciam na tela e elas ouviram os batimentos do bebê. A obstetra movimentava o aparelho por toda a barriga analisando todos os membros e se estava tudo bem com o feto.

— Olha Bulma como o coraçãozinho dele bate rápido. — Chichi disse emocionada olhando de Bulma para o computador e do computador para Bulma. A garota de cabelo azul também ficou emocionada e era tão incrível pensar que tinha um bebê crescendo dentro de Chichi, à magia da maternidade era realmente incrível.

— Olha, aqui são as perninhas dele. — a obstetra disse para elas e apontou para um ponto na tela, quase não dava pra distinguir que eram mesmo perninhas, mas se ela diz...

— Nossa, mas é tão pequenininho... — Bulma diz com um sorriso enorme prestando bem atenção em tudo que a obstetra dizia e mostrava.

— Você está com 19 semanas Chichi, meus parabéns, está tudo bem com seu bebê. – ela sorri.

— Doutora já dá para ver se é menino ou menina? — ela perguntou ansiosa.

— Só um minuto. — ela continuou mexendo aparelho por mais alguns segundos e deu um sorriso. _ Qual é o seu palpite Chichi?

— Eu acho que vai ser menina, mas o meu noivo jura que é um menino.

— Hum... Acho que o seu noivo está certo, parabéns Chichi vai ser mãe de um menino! — a obstetra confirma e os olhos de Chichi brilharam.

— É menino doutora?

— Sim, um menino bem grande por sinal.

Chichi começou a chorar e Bulma alisou o rosto dela, não quis contar a Chichi, mas também achava junto com Goku que seria menino.

— Aí Bulma o Goku vai ter um treco quando eu contar pra ele!

— Quer que eu imprima as imagens? – a obstetra pergunta.

— Claro doutora, imprimi duas, por favor, eu quero dar uma para o meu noivo.

— Pode deixar vou fazer algumas imagens para você. É o primeiro filho Chichi? — ela perguntou, não era a médica que estava sempre acompanhando Chichi nos ultrassons anteriores.

— É sim doutora.

— E como está sendo pra você essa experiência?

— Eu nem sei explicar é estranho pensar que tem uma vida crescendo dentro de mim a cada dia, mas a cada segundo que penso nele eu gosto ainda mais.

— É assim mesmo e já te adianto essa sensação não é só com o primeiro filho... — a mulher continua conversando com elas enquanto imprimia as imagens.

Chichi saiu de lá nas nuvens louca para encontrar Goku e contar pra ele as duas foram para um ponto de táxi em frente à clínica e a morena começou a ligar para o telefone do namorado, mas ele não atendia.

— Droga o Goku não atende!

— Ele deve estar ocupado Chichi, ele disse que ia estar numa ocorrência.

— Eu tô ansiosa demais pra contar para ele.

— Eu sei, mas relaxa ele disse que assim que saísse iria pra sua casa vai para lá espera por ele e aí você conta com calma.

— É você tem razão, acho que vou fazer um jantar pra ele, ele vai ficar tão feliz ele sabia que ia ser menino!

Bulma viu um táxi vindo e fez um sinal com a mão para ele parar.

— Olha chegou o táxi, eu só não vou com você porque marquei de encontrar com o Vegeta na delegacia.

— Tá bom amiga, obrigada por ir comigo.

— Eu sempre vou com você sua boba, agora vai, qualquer coisa me liga.

As duas se despediram e Bulma colocou Chichi no táxi, estava muito feliz por sua amiga está formando a família dela e sonhava se um dia teria a sua. A delegacia já estava bem perto dali e foi caminhando até lá, pois tinha combinado de encontrar com Vegeta para eles almoçarem fora.

***

Vegeta saiu de dentro do laboratório onde tinha ficado um bom tempo conversando com Vanessa, após mais de um ano em uma investigação que quase lhe custou tudo ele decidiu entregar a pasta com tudo que tinha descoberto sobre Thomas Freeza. Não tinha certeza se era o suficiente para se abrir uma investigação formal, mas com certeza tinha o que precisava. Vanessa também achou melhor entregar logo tudo àquilo para Bills para que ele pudesse tomar as devidas providências eles não podiam mais continuar naquele investigação sozinhos eles tinham se arriscado muito inclusive Vegeta.

Assim que saiu da sala da perita Vegeta se aproxima de Raditz que estava na mesa dele e ficou em pé escorado na mesma de frente para o amigo.

— Eu já tenho tudo que preciso para fazer a denúncia Raditz. – ele diz baixo.

— E quando vai fazer isso?

— Eu só preciso de uma reunião com o Bills e o promotor Champa e eu vou mostrar tudo que eu descobri. – responde animado.

— E como você vai explicar para eles como conseguiu aquelas provas? Você vai dizer que invadiu o galpão no porto no meio da noite? — Raditz o questionou, já tinha descoberto o que o amigo fez para descobrir alguma das provas que ele tinha.

— Se for preciso eu vou!

— E aí você vai preso junto com o Freeza!

— Raditz é sério isso, vai me questionar depois de tudo que eu já te contei?

— Eu só tô com medo por você e Vegeta, eu não tô com um bom pressentimento.

— Eu não vou voltar atrás, eu tenho provas que aquele cara não é quem diz ser.

— Mas você não tem provas que ele tem envolvimento naquele esquema criminoso.

— Isso é só uma questão de tempo Raditz, eu já descobri diversas contas no exterior no nome dele contas com valores exorbitantes em dinheiro que não passam nem perto da receita federal, imóveis no nome do assessor parlamentar dele, no nome do filho e até no nome da esposa, imóveis que não tem nenhum documento legal nem mesmo uma escritura! Além de um cara que se diz advogado e que têm visitado todos os traficantes que prendemos e eu também descobri que esse mesmo cara não tem o nome que diz ter e trabalha com o Freeza como segurança dele. Quer mais prova do que isso?

— Tá, você me convenceu! Como vai fazer isso agora?

— Vou pedir para Luísa intermediar uma reunião para mim, preciso falar com Bills e o Champa a sós.

— E obviamente você vai querer ficar à frente dessa investigação, não é? – Raditz levanta a sobrancelha.

— Mas é claro, se eu já consegui coletar tudo isso acha que vou abandonar agora e deixar outra pessoa fazer o meu trabalho?

— Você é só um agente Vegeta, você não é investigador criminal, não vão deixar você participar.

— Eu participo de qualquer jeito, não preciso da permissão de ninguém. — Raditz suspirou, conversar com Vegeta era difícil, principalmente quando ele tinha razão.

— Bills não está na cidade agora você vai ter que esperar ele vir aqui.

— Que seja, eu espero.

— Porque você não vai logo adiantando o assunto com Satan? Assim fica mais fácil...

Os dois continuam conversando, não estavam falando alto, a entonação da voz somente um ouvia do outro, mas não perceberam que estavam sendo observados por um outro policial, na verdade eles já estavam sendo observados há muito tempo e não sabiam...

***

Tights estava digitalizando a agenda de Freeza no computador quando avistou um homem alto se aproximando da mesa dela, ele tinha o semblante sério e chegava lhe dar medo algumas vezes, já tinha visto aquele homem algumas vezes conversando com Freeza sempre as portas trancadas e sabia que ele era um policial apesar do homem nunca ir ao escritório de uniforme ou distintivo, mas sempre via a arma embaixo da camisa dele e sabia o nome dele. Não entendia o porquê da súbita amizade do deputado com um policial federal estava começando a ficar encucada, pois estava sempre pegando uma conversa ou outra pela metade com um conteúdo bem estranho.

— Boa tarde! — o homem disse a ela com a voz áspera.

— Boa tarde.

— Quero falar com Dr. Freeza.

— Ele já está lhe esperando, pode entrar.

Sem dizer mais nada o homem passou por ela entrando na sala, Freeza estava com Dodória na sala, outro que não saia de lá, mas o próprio deputado tinha lhe dado a ordem de que quando aquele homem chegasse lhe mandasse entrar, mas que ele era estranho ah se era!

Zarbon entrou na sala sem precisar de convite encontrando justamente quem queria.

— Boa tarde doutor Freeza, Dodória. – cumprimenta fechando a porta atrás de si.

— Boa tarde Zarbon, tem alguma coisa pra mim? — Freeza pergunta olhando o policial que tinha subornado há um tempo e que desde então vinha trabalhando pra ele sendo seus olhos e ouvidos dentro do departamento de polícia.

— Tenho e infelizmente não são boas notícias. – Zarbon se aproxima dos dois cruzando os braços.

— Sente-se. O que houve?

— Soube que o Vegeta reuniu um dossiê de provas contra o senhor e que irá entregá-las há alguns dias para o Bills e o promotor Champa.

— Mas que filho da mãe! – Freeza xingou se levantando da cadeira. _ Aquele garoto insolente, quem ele pensa que é? – vociferou o homem.

— Você tem certeza disso Zarbon? – Dodória pergunta.

— Tenho sim, coloquei uma escuta na mesa deles, os dois estão sempre cochichando pelos cantos e ouvir quando eles disseram. – responde.

— Depois de tudo que eu fiz ele ainda teve a coragem de prosseguir com a investigação?

— Esse policial é audacioso senhor Freeza, eu lhe disse, ele não iria desistir. – Dodória comenta vendo Freeza rosnar.

— O Vegeta é o queridinho do Bills e do Satan por ele ser assim, ele nunca desiste.

— Onde está esse dossiê Zarbon?

— Eu não sei, mas está com o Vegeta ainda, com certeza está na casa dele.

— Vou reunir uns homens, mandamos invadir a casa dele e pegar o dossiê. – Dodória sugere.

— Não, tenho uma ideia muito melhor. – Freeza comenta enquanto sua mente pérfida maquinava um plano. _ A namorada dele vai nos ajudar. – comenta deixando seus homens espantados e volta a se sentar.

— A garota? Como assim Freeza? – Dodória não estava entendendo nada.

— Meu filho está caído de amores pela garota, está depressivo, não quer fazer mais nada. – O homem suspira enquanto sua mente trabalhava.

— E o que isso tem a ver com esse problema Freeza? – Dodória questiona.

— Apesar de tudo ele é meu filho e não posso deixá-lo assim, prometi ajudá-lo a ter a garota, mas para isso preciso afastá-la do policial que claramente não irá abrir mão dela tão fácil.

— Senhor Freeza eu ainda não consigo entender onde tudo isso se encaixa!

— Dodória, você já está comigo há tanto tempo, me admira não conseguir compreender. Eu tenho um plano que irá resolver todos os meus problemas de uma única vez. Tiro o policial do meu caminho, destruo esse dossiê e meu filho vive feliz com a garota dele.

— E o que o senhor pretende fazer? – agora é a vez de Zarbon perguntar mantendo os braços cruzados.

— É um plano em etapas e eu mesmo cuidarei da primeira etapa. Agora quero que você volte pra delegacia e continue vigiando, descubra onde e quando o Vegeta irá entregar esse dossiê e me avise.

— Sim, senhor Freeza. – Zarbon se levanta para voltar à delegacia e Dodória pergunta ainda confuso.

— Freeza como assim o senhor mesmo irá cuidar da primeira parte do plano?

— Vou ter uma conversinha com... Bulma. Ela precisa entender umas coisinhas... – o homem sorriu e Dodória começou a entender...

***

Bulma estava chegando à delegacia, já avistava o departamento de longe, mas quando passava por um beco se sentiu sendo puxada para dentro dele, se assustou com o movimento inesperado e quando olhou melhor viu que era Sam que tinha lhe puxado para o beco.

— Sam!? O que... O que significa isso? – ela pergunta surpresa, a quase dois meses não o via.

— Oi Bulma, desculpa se te assustei, eu só queria ver você.

— O que foi que aconteceu com você, porque não está indo pra aula está perdendo muitos pontos e trabalhos.

— É que eu tô trabalhando muito com meu pai.

— Seu pai não pode fazer você trabalha no horário das aulas!

— Isso não importa Bulma, foi você que me mandou ficar longe esqueceu?

— Eu disse longe de mim, não dos seus estudos Sam!

— E do que adianta entrar naquela universidade se você vai virar a cara pra mim a cada vez que me olhar? – ele tocou no rosto dela e Bulma segurou a mão dele.

— O que você tá fazendo com sua vida Sam? Até pouco tempo éramos tão amigos e agora...

— Tudo mudou quando eu decidir não ser só seu amigo

— Você está se sabotando por causa de uma besteira Sam!

— Pra mim não é, estou me mantendo longe porque seu namorado me ameaçou, mas não estou fazendo isso por ele, eu não tenho medo dele.

— Eu sinto muito pelo o que Vegeta tenha lhe dito, mas você tem que entender que toda essa situação foi muito chata...

— Ele se sentiu ameaçado por mim eu vi, ele sabe que poderia ter acontecido alguma coisa de verdade entre a gente. – acusa.

— O quê? Não! É claro que não!

— Se você admitisse seria melhor pra nós dois Bulma.

— Admitir? Você tá louco? – Bulma se afastou e Sam a puxou pelo braço de novo.

— Eu acho que eu amo você Bulma!

— Para Sam! Você está completamente fora de si! Olha o que você tá falando!

Bulma agora conseguiu se afastar dele e o olhou sem conseguir reconhecê-lo, aquele na sua frente não era o rapaz que conheceu na universidade meses atrás.

— Eu sei que você tem medo Bulma, sei o que ele representa pra você, ele esteve com você quando ninguém mais quis ficar, você tem medo de se separar dele e ficar sozinha, mas não vai, vou estar aqui pra você.

— Você não sabe o que está dizendo!

— Sei, e você também sabe, só não quer admitir.

— Fica longe de mim Sam! – Bulma deu as costas pra ele para ir embora, mas ainda o ouviu gritar.

— Eu posso fazer você feliz de verdade Bulma!

Ela se afastou tentando não ouvir e tentando não deixar as palavras dele lhe afetarem porque ele estava errado (...)

...