By your side
5 Under the moonlight
Notas iniciais
Sob a luz do luar
Natsuki saíra do banheiro com roupas leves e uma toalha sobre a cabeça. Ele passava a mão com certa pressão sobre ela, tirando o excesso de água de seu cabelo, porém, assim que se deparou com o Syo deitado em sua cama, cessou seus movimentos e piscou algumas vezes, surpreso.
— Eh? Syo-chan está tudo bem? — perguntou preocupado, abaixando a toalha para seu ombro e deixando-a em volta de seu pescoço, e assim seguiu em direção ao mais novo que sentiu um arrepio ao ouvir os passos dele.
— S-Sim. — ele respondeu se esforçando para que sua voz saísse da forma mais natural possível, embora a agonia que o estava correndo monstruosamente por dentro tornava aquilo quase que impossível. Natsuki se aproximou da própria cama, observando do alto o loiro que se demonstrava um pouco tenso.
— Mas o seu rosto está todo vermelho e você parece estar transpirando... — comentou um pouco aflito, erguendo minimamente as sobrancelhas. Mesmo não podendo vê-lo completamente por ele estar de costas, aqueles detalhes ainda eram visíveis daquele ângulo — Ah! — exclamou assim que concluiu do que se tratava — Syo-chan por um acaso você está febril? — perguntou inclinando a cabeça singelamente para o lado.
— Não é nada disso... E-Eu estou bem. — sua voz tremulou por um momento, seguido de um leve encolher de seu corpo. Ele não fazia ideia de como iria sair daquela situação e pra piorar, sua condição mental não estava a favor disso. O único pensamento, ou melhor, a única coisa que impacientemente desejava era poder voltar a se tocar.
O mais velho piscou algumas vezes um pouco confuso enquanto mirava as costas do outro que permanecia levemente encolhido. Não foi preciso ele pensar muito para desconfiar do comportamento de Syo e concluir que ele estava a esconder algo.
— Hmm... Entendi. — Natsuki tirou a toalha do pescoço deixando-a na cabeceira da cama e em seguida deitou-se junto ao mais novo sob a coberta, onde o mesmo paralisou-se por completo — Não tem porque esconder Syo-chan, eu vou cuidar de você. — ele aninhou o pequeno por trás com os braços, colando inteiramente seu corpo ao dele.
Ok. Se antes já não fazia ideia de como dobrar a situação, agora menos ainda! Seu corpo estava gritando silenciosamente por um de estimulo físico e agora que a fonte deles estava abraçando seu corpo naquele exato momento sentia que ele poderia perder o controle de seus atos a qualquer instante. Mas aquilo não era o pior, ter Natsuki na cama com ele naquela situação não era o pior. Não mesmo. Sentir aquela respiração em seu pescoço, toda a extensão daquele longo corpo – incluindo cintura abaixo – contra o seu, o frescor de seu aroma mesclado ao suave do shampoo, aqueles longos braços o apertando de forma segura e seus batimentos em suas costas... Sim, isso era o pior. Sem sombra de dúvidas, ele estava ferrado.
— Oh~ Syo-chan você está abraçando o Piyo-chan! — disse surpreso ao reparar aquilo com um largo sorriso no rosto — Isso é tão fofo! Na verdade, duplamente fofo~ — ele riu, apertando com um pouco mais de força o pequeno, roçando a ponta de seu nariz juntamente de algumas mechas levemente úmidas na nuca do mais novo. Não era sempre que ele tinha a visão das duas coisas que ele mais gostava juntas daquela forma.
Os olhos de Syo arregalaram-se surpresos com o contato inesperado. Ele chegou a entreabrir os lábios quase permitindo que um gemido escapasse por eles. Sua sorte foi o arrepio que lhe percorreu o corpo inteiro e o fez selá-los a tempo de conter aquele som proibido. “Droga Natsuki! Você também não ajuda desse jeito!” gritou em seus pensamentos, torcendo o nariz quando se recuperou.
— ... Certo, certo, somos muitos fofos. — assentiu num tom apressado — Apenas não grude tanto, ok? — ele removeu o braço do mais velho que estava sobre si, tentando afastar o próprio corpo do outro, porém aquilo fora inútil. Natsuki logo em seguida se reaproximou e lançou seu braço novamente sobre ele, mas dessa vez para seu infortúnio, o envolvendo pela cintura e apoiando a mão sobre seu abdômen.
A nova investida de Natsuki fez com que Syo levasse rapidamente o dorso da mão ao rosto, pressionando-o contra seus lábios que estavam fortemente selados. Ele prendeu a respiração por um instante e só depois de engolir seco é que vagarosamente a retomou. Como ele gostaria de gritar, xingar, explodir naquele momento. Afinal, como foi que a situação chegou àquele ponto? Se a mão do outro descesse um pouco que fosse, ele iria tocar no que definitivamente não deveria, logo seu corpo se mantinha imóvel receoso, de fazer qualquer movimento que fosse.
— Não precisa se preocupar Syo-chan, minha imunidade é mais resistente do que você pensa~ — afirmou, rindo confiante e todo alegre. Ele achou extremamente meigo o fato de que Syo estava se afastando de si para evitar que ele contraísse seus sintomas. Aquilo apenas o fazia querer cuidar mais ainda dele.
“Esse idiota realmente pensa que eu estou doente!” o baixinho pensou inconformado.
O acumulo de impaciência no corpo de Syo era tão grande que cada vez mais estava ficando difícil mascarar sua situação. Ele decidira que, independente do método, iria correr para o banheiro e lá acabaria com isso de vez por todas. Quando ia se preparar para levantar, Natsuki aumentou a pressão sobre seu abdômen numa tentativa de diminuir o espaço entre seus corpos. Aquilo fizera com que o pequeno soltasse um gemido contido juntamente de um escolher logo em seguida, tentando desfazer aquele emaranhado de palavras que havia se formado em sua garganta após a pressão exercida em sua barriga.
Obviamente o estranho som produzido por Syo chamou a atenção do par de orbes verdes que estavam logo atrás dele e antes que Natsuki pudesse proferir qualquer palavra, o mais novo virou seu rosto para ele com uma expressão irritada.
— N-Natsuki! Eu já disse para você não grudar tanto! — ele debatia-se com certa cautela enquanto tentava remover sem sucesso a mão do loiro que estava lhe gerando toda aquela agonia. O outro riu.
— Não tem porque ser tímido agora~ — retrucou, puxando ainda mais Syo para perto de si.
— Natsuki me solta!! — gritou com um moderado tom de desespero, relutando de forma mais agressiva. O que claro, na visão do outro não passava de uma cena rotineira cuja qual estava mais do que familiarizado.
Natsuki continuou a segurar Syo com um sorriso que se manteve desenhado em seu rosto até o momento em que sentiu o cutucar de algo rijo na lateral de sua mão, o que fez o loirinho parar de se debater de imediato e permanecer imóvel. O estranho contato fez com que o mais velho piscasse algumas vezes incerto, aliviando um pouco a pressão sobre o corpo do pequeno.
Assim que Syo percebeu que Natsuki havia diminuído a força sobre seu abdômen, ele tentou fazer daquela a oportunidade perfeita de fuga, porém sua evasiva acabou por fazer com que a mão do mais velho descesse a ponto de apalpar a extremidade de seu membro.
— Eh? — Natsuki arregalou os olhos surpresos e piscando poucas vezes.
Syo cessou abruptamente seus movimentos e permanecendo estático no exato segundo em que sentiu os dedos do outro sobre o que ele esteve lutando para ocultar esse tempo todo. Queria desaparecer. Sumir tão rápido quanto gelo seco em água quente. Fugir dali. Seus inúmeros pensamentos banhados pelo sentimento de intensa frustração se acumularam e explodiram logo em seguida. Em uma fração de segundos sua mente estava branca, apenas lhe deixando o amargo gosto do constrangimento. Era tanta vergonha que ele não se importaria se o coração dele parasse naquele momento.
— Syo-chan você está… — murmurou num tom sem graça, voltando lentamente a mão para a cintura do mais novo.
O pequeno baixou o rosto, podendo sentir seus olhos azuis umedecerem. Ao julgar a reação de Natsuki, não conseguia deixar de pensar que, naquele momento, o outro estaria pensando diversas coisas estranhas sobre ele e aquilo apenas fazia sua coragem de encará-lo se extinguir. Isso se havia ainda lhe sobrado alguma depois de tudo.
Aquele curto intervalo de silêncio entre eles precisava ser rompido. Syo não fazia ideia do que dizer, até porque se dependesse dele, ele não iria falar tão cedo. Porém ele preferia arriscar a falar qualquer besteira do que esperar Natsuki lhe perguntar ou comentar algo.
— É-É. — ele sibilou receoso, afundando a lateral do rosto no travesseiro logo em seguida, xingando-se por ter dito aquelas palavras dentre tantas outras que poderia ter escolhido — ... V-Você pode pensar qualquer coisa estranha sobre mim... mas saiba que isso é sua culpa! — declarou rapidamente, sendo dilacerado internamente pela vergonha. Natsuki franziu levemente o cenho.
— Coisas estranhas? Eu nunca pensaria isso. — ele sorriu — Mesmo com uma ereção você continua sendo o Syo-chan fofo que eu amo~
Aquelas palavras fizeram o rosado emergir e se alastrar eficientemente pelas bochechas do loirinho. Foi extremamente embaraçoso ouvir aquilo, principalmente pela naturalidade de como foi dito. Por mais que aquelas palavras lhe trouxessem um alivio, elas também o deixavam mais sem graça, embora ele já devesse imaginar que Natsuki viria a dizer algo do gênero.
— ... E por que é minha culpa? — Natsuki perguntou curioso.
Syo mordeu levemente o lábio inferior assim que ouviu a pergunta. Ele não queria dizer o porquê. Não queria e não iria, era óbvio que não. Como dizer que ele ficou excitado por pensar no simples contato que eles há pouco tiveram e que a fragrância no lençol do outro foi o gatilho para aquilo tudo? E se a conversa liderasse a um ponto que tivesse de admitir estar se masturbando pensando nele? Ele não queria nem imaginar confessar algo assim. Quanto mais pensava mais seu rosto queimava com a vergonha, e, antes que pudesse se questionar se era realmente preciso responder a questão do outro, sentiu o invadir da mão de Natsuki por dentro de sua peça íntima.
— O-O que você pensa que está fazendo?? — ele pulou, rapidamente segurando o pulso de Natsuki e tentando impedir que aquela mão ingressasse ainda mais em sua veste.
— Apenas resolvendo o que eu criei~ — ele riu.
— Isso não é— — sua voz quebrou ao sentir os longos dedos do outro acariciar lhe vagarosamente. Antes que pudesse proferir alguma palavra contra, um gemido antecipou-se e escapou por seus lábios, o que fez com que ele automaticamente se encolhesse — ... Mn... Natsuki eu posso... fazer isso eu mesmo...! — resistia sem vitória aos toques do loiro, tentando conter os gemidos.
Natsuki não cedeu ao pedido do mais novo. Na verdade, ele envolveu completamente o membro do outro com sua mão e assim veio a roça-lo com mais vigor, consequentemente fazendo com que os tímidos e contidos sons provindos do baixinho se tornassem mais evidentes e frequentes.
Algumas vezes Syo murmurava o nome do outro numa tentativa de implorar para que ele cessasse o que estava a fazer, no entanto a frase morria aí; vez ou outra apenas disparava palavras de negações para o mais velho que apenas as ignorava. Sua mente estava virando um caos completo com tudo aquilo e sua a capacidade de raciocínio parecia se perder a cada movimento de subida e descida que sentia sobre seu membro. Ele se contorcia e contraía-se conforme os longos dedos de Natsuki o massageavam com mais entusiasmo, aumentando suas sentenças para que ele parasse em meio a sua respiração desordenada, embora não era exatamente aquilo que ele queria. Não pensava que ter o outro o tocando poderia ser tão... bom? Sim, era muito bom e seu sonho não se comparava àquilo. Seu rosto ardeu de vergonha só de pensar no que acabara de concluir.
Um arrepiou percorreu o corpo do baixinho assim que sentiu algo o cutucar por trás. Não foi preciso pensar muito para deduzir o que era, principalmente ao julgar o lugar pelo qual ele estava a sentir aquilo. Ele não pôde evitar de mirar Natsuki, encolhendo os ombros com uma expressão encabulada.
— O que foi? — o mais velho perguntou casualmente, parando seus movimentos sobre o outro.
— N-Não é nada... — ele arfou — É só que você... — desviou sua visão, baixando-os em direção à cintura de Natsuki e voltando-os timidamente àqueles olhos por trás das lentes.
— Bem, fica um pouco difícil de evitar com você gemendo de maneira tão adorável~ — deu uma pequena risada, demonstrando-se não estar incomodado com o fato do outro ter notado seu estado abaixo.
Syo corou logo em seguida e antes que pudesse retrucar algo, Natsuki ergueu-se sobre aquele pequeno corpo que encolheu-se ao tê-lo sobre si. O alto estudante o observava de baixo com seus olhos sutilmente úmidos e com sua respiração moderadamente ofegante, estando quase – para não se dizer completamente – vulnerável perante o outro.
Natsuki se aproximou de Syo depois de observar bem aquele rosto rosado e deu-lhe um suave beijo sobre testa, guiando novamente sua mão para dentro da peça íntima do pequeno para finalizar o que havia começado. Porém assim que adentrou aquele tecido, ele se mostrou pensativo.
— O que foi? — o pequeno perguntou nervoso.
— Suas roupas estão atrapalhando. — ele respondeu simples, franzindo o cenho. Não gostou muito da forma como as roupas de baixo de Syo estavam a limitar seus movimentos naquela posição, logo ele veio a retirá-las rapidamente contra vontade do outro que fechou as pernas e cobriu imediatamente seu membro, esbravejando inúmeras repreensões em direção a ele. Natsuki arqueou minimamente uma das sobrancelhas — Por que você está o escondendo? — mostrou-se confuso.
— Isso não é óbvio?!
— Haha, não tem porque ficar com vergonha~ — por mais que o mais novo lutasse para não deixar-se ser exposto, Natsuki abriu suas pernas e removeu aquelas pequenas mãos facilmente — Viu? — ele baixou os olhos com um sorriso que logo se desfizera, piscando duplamente e mostrando-se perplexo com o que estava a ver, deixando Syo extremamente sem jeito.
— O-O que você está encarando? — questionou tímido e igualmente irritado.
— Não, é só que... — desviou o olhar para um canto inferior do cômodo, soltando as mãos do pequeno logo em seguida. Ele corou levemente e levou uma das mãos ao rosto, cobrindo-o parcialmente por conta dos óculos e piscando algumas vezes antes de continuar — Syo-chan... — fez uma pausa que aumentou o suspense de suas palavras, pressionando com mais força a mão sobre o próprio maxilar — ... Você é muito fofo aqui em baixo também. — completou num tom tímido e mantendo o olhar em um ponto aleatório do quarto, não sabendo dizer se ele estava envergonhado ou feliz com aquilo. Provavelmente os dois. Syo franziu o cenho quase o máximo que pôde enquanto o rubro que consumia seu rosto ficava mais forte.
— Não fique vermelho por isso! — ele reclamou, tapando abruptamente o próprio membro mais uma vez; se alguém tinha que estar corando com aquela situação essa pessoa era ele, pensava. Assim que lançou aquelas palavras, viu Natsuki se aproximar dele.
— Eu não posso evitar e você sabe disso. — sorriu tranquilo, diminuindo a distância que havia entre seus rostos até que seus lábios alcançaram os do mais novo.
Syo alargou um pouco os olhos e, embora estivesse nervoso, ele hesitantemente aceitou aquele suave roçar de lábios que não muito depois se rompera. Mesmo que o contato tivesse sido interrompido por Natsuki, a distância entre seus olhares ainda era quase a mesma. Seu coração batia forte e cada vez mais se sentia mais ansioso com o cenário que ali se desenrolava. Ele mirava aqueles óculos e o verde que residia por trás deles, lançando um olhar convidativo aos mesmos como se estivesse os chamando para que se reaproximassem mais uma vez.
Natsuki aceitou aquele pedido silencioso, unindo o os lábios com os de Syo novamente. Dessa vez, ambos demonstraram-se mais seguros com o ato, permitindo a troca de pequenos e leves beijos entre eles. O contato entre os lábios se tornavam pouco a pouco mais intensos com a segurança que eles passavam a sentir juntamente com o desejo de querer mais daquele contato com o outro. Assim que Natsuki vira uma brecha entre os lábios entreabertos de Syo, ele adentrou cautelosamente com sua língua por ali, causando um arrepio no pequeno.
Syo fora pego de surpresa com a iniciativa de Natsuki, mas ele tentou não deixar aquilo transparecer e sim acompanhar o que estava acontecendo ali. Sua língua estava sendo envolvida pela do mais velho e vez ou outra o sentia explorar algum ponto de sua boca. Ele tentava repetir os mesmos movimentos de Natsuki até entender como deveria fazer, embora sentisse que estava mais se atrapalhando do que outra coisa.
Os longos dedos de Natsuki pousaram sobre uma das bochechas quentes e coradas do loirinho, apalpando-a gentilmente logo em seguida. As carícias trocadas entre as línguas logo pareceram ter iniciado uma briga entre si, consumindo do fôlego de ambos loiros para continuar. O que antes havia começado com um tímido toque, acabou por desenrolar um duelo.
Natsuki desceu suavemente sua mão pelo pescoço de Syo, apreciando cada centímetro percorrido daquela pele até ela ser protegida pelo tecido da camiseta que o outro estava a usar. Mesmo com aquela veste no caminho, ele seguiu rumo abaixo com a ponta de seus dedos, traçando caminhos que propositalmente engomavam aquela veste. Quanto mais o tecido se acumulava por seus dedos mais ele aumentava a pressão dos mesmos contra o corpo de Syo, produzindo alguns discretos gemidos por parte do pequeno que ansiava mais por aquelas mãos.
O mais novo sentia seu corpo arrepiar conforme a mão de Natsuki descia até chegar a sua ereção novamente. Ele não pôde evitar de arquear levemente seu corpo quando sentiu-o fazendo pequenas carícias sobre ela. Natsuki manteve seus movimentos ligeiramente ritmados desde a base até a extremidade do membro que pulsava em sua mão, trabalhando de forma caprichosa nele e alternando a pressão que aplicava ao longo de toda aquela extensão. O pequeno sentia seu corpo esquentar gradativamente a cada movimento do outro, como se a cada subida aquele fogo se alastrasse ainda mais em seu interior, anunciando que estava rumando ao clímax.
O violinista começou a perder a noção do que estava acontecendo conforme os estímulos que recebia ficavam mais intensos e a língua de Natsuki se aprofundava em sua cavidade bucal. Ambos movimentos eram tão envolventes que por um momento ele se esqueceu de respirar. Ele queria poder retribuir de alguma forma tudo aquilo que estava a sentir, logo ergueu ambas as mãos um tanto receoso e vagarosamente as levou em direção à cabeça de Natsuki, enlaçando os braços em torno do pescoço e o puxou um pouco mais contra si, aprofundando o beijo entre eles. Natsuki sorriu e em meio à empolgação aumentou consideravelmente a velocidade sobre o membro de Syo, o que fez com que o pequeno pressionasse com os braços ainda mais o rosto do outro contra si.
— Ngh... — Syo apartou o beijo, soltando um pequeno gemido — ... N-Natsuki... — disse ofegante, pressionando a testa contra a do outro — Desse jeito eu vou...!
— Tudo bem, não precisa se segurar~ — respondeu intensificando os movimentos de sua mão.
Syo contraiu os músculos, cerrando os dentes e os olhos em meio à respiração arfante, não conseguiu conter-se perante o estimulo que era realizado em seu membro, logo em uma das idas e vindas da mão de Natsuki ele liberara o fluído nas mãos do mais velho – acertando alguns respingos na própria camisa – juntamente de um grunhido de prazer, deixando os braços cair sobre o lençol da cama enquanto mantinha a respiração pesada.
Um sorriso de contentamento desenhou-se nos lábios do mais velho que dera um leve beijo sobre as mechas do loirinho, recuando logo em seguida para pegar uma caixa de lenços que havia em uma das gavetas da cômoda ao lado da cama.
O pequeno entreabriu os olhos ainda recuperando parte de seu raciocínio e meio a respiração descompassada viu o outro se aproximar com algo que se parecia com uma pequena caixa e quando ele percebeu o que era nas mãos do mesmo, um sutil corar pigmentou-se em suas maçãs. Imediatamente seus olhos miraram a mão de Natsuki que estava livre, percorrendo aqueles dedos cujo quais estavam parcialmente cobertos por aquele liquido esbranquiçado. Ele não sabia dizer se achava aquela uma cena estranha ou embaraçosa. Na verdade, o que causava aquela sensação era o fato de que parecia que apenas ele se sentia sem graça ou se mostrava alterado com aquela situação. Natsuki em nenhum momento o questionou ou o olhou de forma negativa, simplesmente manteve aquele sorriso gentil e fez o que bem entendesse sem demonstrar vergonha alguma. Ele não entendia o que se passava na cabeça de Satsuki por conta de seus atos, porém ele também não entendia muito do que se passava na cabeça de Natsuki por conta daquela expressão amena que vivia em seu rosto.
Em pouco tempo Natsuki limpara sua mão e assim se dirigiu ao outro que estava deitado, ajudando-o a se sentar e cedendo a ele alguns lenços. Syo começou a limpar algumas regiões e Natsuki sem muita demora veio a lhe ajudar, dessa vez ele não disse nada para o mais velho, apenas o deixou fazer como ele quisesse. Ele não conseguia deixar de encarar vez ou outra o volume presente na veste de Natsuki, se sentindo envergonhado e de alguma forma responsável por aquilo. Logo, assim que ele estava limpo, Syo levou uma de suas mãos àquele relevo presente na roupa do outro causando uma surpresa em Natsuki.
— Não é justo que... e-eu seja o único sendo agradado aqui. — murmurou com um bico nos lábios, não conseguindo encarar os olhos esverdeados do alto loiro, massageando timidamente aquele membro por cima daquele tecido.
— Syo-chan... Não. — declarou com uma expressão contida, segurando o pulso do pequeno e seguidamente retirando a mão do mesmo de si, o que causou uma expressão de confusão no mais novo.
— ... Por que não? — ele franziu o cenho levemente — Você acha que eu vou deixar você assim depois de tudo? — perguntou ainda um pouco corado, não entendendo porque não podia satisfazer o outro da mesma forma que ele lhe satisfizera.
— Não é isso...
— Então o que é? — questionou, vendo Natsuki hesitar antes de responder.
— Se isso continuar... Talvez eu não consiga me conter. — ele encolheu os ombros.
— Conter...? — Syo repetiu, tentando entender do que o outro estava enrolando para dizer. Natsuki suspirou e o encarou com seriedade.
— ... De querer fazer com você. — apertou os lábios em seguida, deixando um sutil rosado emergir em suas bochechas.
Antes que Syo pudesse questionar novamente, uma de luz lhe iluminou os pensamentos, aumentando aquele sentimento de embaraço. Um pequeno arrepio lhe percorreu o corpo quando entendera o sentido da palavra “fazer”. Isso porque o mesmo feixe que clareou sua mente também o lembrou de algo que ele havia chutado para os extremos cantos da memória, e que graças a todo o foco que estava a manter para compor a música ele acabou por esquecer.
Certa vez, assim que a academia se encontrava naquela atmosfera pesada, Syo estava a passear pelos corredores da escola em busca de inspiração para sua composição, onde acabou cruzando com a sala de piano e flagrando em segredo Ren e Masato juntos. E quando se diz juntos não é no sentido de dois amigos conversando casualmente, e sim onde um deles estava apoiado sobre as teclas do piano – apertando acidentalmente as notas em decorrência dos movimentos sinuosos – estando parcialmente despido com o outro que se pressionando contra ele em movimentos uniformes. Claro que ele não ficou ali por muito tempo depois de presenciar tal cena. Fora realmente esquecer de tal visão, sequer lembrava como havia conseguido esquecer. Com isso Syo tinha uma leve ideia do que seria o fazer entre homens.
— E... qual o problema em querer fazer? — Syo perguntou em um tom baixo e receoso pela resposta do outro.
— Isso. — Natsuki veio a apoiar sua mão sobre o peito de Syo. Mais precisamente sobre o local onde o outro recentemente havia sido operado, encarando-o com uma expressão semelhante à de dor.
Syo inicialmente não entendeu o que Natsuki quis dizer, mas depois compreendeu a preocupação dele. Seus pontos ainda eram recentes e o risco de que eles pudessem vir a se romper com atividades bruscas não podia ser deixado de lado. Porém, também não podia ignorar a situação, ainda mais porque finalmente ele estava livre daquela doença. O interesse em querer testar os limites de seu coração também estavam a influenciar sua decisão.
— Está tudo bem. — ele apoiou a mão sobre a do outro que estava em seu peito — Vai ficar tudo bem.
— Syo-chan... — ele tentou argumentar algo, porém o outro o interrompera.
— Natsuki. — chamou o outro em um tom sério, fazendo uma pausa e umedecendo os secos lábios logo em seguida — Eu quero fazer com você. — declarou, morrendo de vergonha por dentro por dizer aquilo em um tom tão firme.
Natsuki ouviu aquelas palavras não sabendo ao certo como prosseguir. Por mais que aquela fosse à decisão do pequeno, ele tinha de priorizar a segurança dele. Ele levantou-se da cama e foi até a frente da cômoda que residia ao lado da cama, vendo Syo o observa-lo incerto e ao mesmo tempo confuso. Lá Natsuki desligou o interruptor do quarto, fazendo assim com que a única luz que iluminasse o aposento fosse à do luar que invadia o local através da porta que dava para a sacada. Tal iluminação natural deu ao ambiente um aspecto elegantemente agradável aos olhos.
Syo não compreendia o que o outro estava tentando fazer. Ele viu Natsuki abrir a gaveta e tirar dela um frasco que não conseguiu reconhecer o que era e se dirigindo para a cama novamente. A interrogação permaneceu em seu rosto quando o outro sentou-se ao seu lado de frente para ele, suspirando antes de se pronunciar.
— Nós vamos fazer do seu jeito, Syo-chan. No entanto, se você sentir qualquer coisa estranha, nós vamos parar. — anunciou, fazendo com que um nervosismo mesclado a ansiedade se remexesse no estômago do pequeno.
— ... Ok. — assentiu ele, ficando cada vez mais tenso agora que ele sabia o que ia acontecer.
Natsuki pôde ver que Syo estava nervoso e logo ele aproximou do mais novo, lhe dando um suave beijo na testa e sorrindo para ele. Syo forçou um sorriso para mascarar toda aquela sensação que se acumulava dentro dele. As mãos de Natsuki rumaram às extremidades da camiseta do outro e gentilmente as puxou para cima, deixando assim o outro completamente despido. Ele retirou a própria camisa e a deixou de lado junto com a do baixinho.
Os olhos de Syo percorreram cada traço físico daquela pele que fora exposta e que estavam ligeiramente mais destacados graças à delicada luz que se refletia neles, fazendo um arrepio correr por seu corpo. Sentia-se de alguma forma tentado a tatear o tronco do mais velho. Natsuki lentamente aproximou-se dele e o beijou romanticamente enquanto jogava pouco a pouco seu peso contra o do outro até fazê-lo deitar. Embora não quisesse, Natsuki deixou os tentadores lábios de Syo e seguiu ao pescoço do mesmo, onde ali começou a lhe dar pequenos e graciosos beijos, fazendo uma trilha comportada que descia até o peito do mais novo. Quando chegou sobre o peito, ele imaginou a linha que ali fora traçada na cirurgia e então beijou aquela cicatriz com os beijos mais carinhosos que podia, agradecendo em cada um deles por permitir que Syo continuasse ali com ele, e em alguns pedia que nada desse errado.
Cada vez que os lábios de Natsuki se encontravam com sua pele, Syo sentia um esquentar como se Natsuki estivesse marcando seu corpo com aquele caminho que ele fazia, sentindo seu coração bater mais forte conforme aquelas carícias desciam. Natsuki continuou a trilhar por aquele corpo até se aproximar da região onde estava o membro do outro. Syo sentiu a respiração quente abaixo de sua cintura causando-lhe um frio na barriga e assim que fora olhar, seu membro havia sido envolvido pela boca de Natsuki, arrancando um gemido dele antes que pudesse protestar.
— ... Ah, Natsuki... Aí não...! — ele tentava afastar em vão a cabeça de Natsuki conforme sentia seu pênis ser coberto pela saliva presente na boca do mais velho.
Natsuki começou a acaricia-lo com sua língua e seus lábios, movimentando-se para cima e para baixo, fazendo com que o mais novo soltasse pequenos grunhidos de prazer. Aquela era uma sensação que Syo não sabia ao certo descrever, não era a mesma coisa que se masturbar, era bem mais prazeroso. Estranhamente mais prazeroso.
O maior tirou o membro de Syo da boca, lambendo aquela extensão com a ponta da língua, desde a base até a glande, fazendo a cada lambida a respiração do pequeno se mostrasse mais descompassada e se sentisse cada vez mais excitado, logo menos relutante quantos aos atos dele. Foi uma questão mínima de tempo até Syo ficar duro novamente. Em um momento Natsuki deu alguns pequenos beijos sobre aquela região delicadamente rosada, antes de voltar a coloca-la dentro de sua boca e tirar mais alguns sons provocantes do loirinho.
Depois de ter certeza de que Syo estava completamente ereto, Natsuki se afastou do membro dele e pegou o frasco que há pouco havia tirado da gaveta, colocando uma pequena quantia de um liquido transparente na palma da mão. Ele levou a mão com aquele conteúdo em direção à abertura inferior de Syo. O toque daquela textura gelada fez Syo estremecer.
— N-Natsuki, o que você... — sua frase fora interrompida quando sentiu os dedos com aquele liquido estranho massagear seu orifício. Ele não conseguia ver o rótulo do produto que Natsuki usara, o que o preocupou por não saber o que ele estava passando ali, porém aquilo deixou de ser problema quando sentiu o mais velho adentrar um dedo dentro de si. Uma sensação extremamente desconfortável predominou por seu corpo, contraindo os músculos em seguida como se estivesse rejeitando aquela presença — Natsuki, pare...! Tire o dedo daí... — ele suplicou em um tom tremulante, quase choroso.
— Se eu não fizer isso, vai ser pior depois Syo-chan. — disse, movimentando ainda mais o dentro de Syo.
Syo contraía-se ainda rejeitando aquela sensação que sentia por trás e quando achava que não podia piorar, a inserção do segundo dedo se mostrou ainda pior. Dessa vez uma mediana parcela de dor veio acompanhada do desconforto, o que fez com que suas negações e contorções aumentassem. Natsuki veio a colocar mais lubrificante em meio aos movimentos de seus dedos, esperando que aquilo ajudasse a diminuir os problemas para o outro.
Não muito tempo depois, à sensação que incomodava Syo havia amenizado, porém ainda se mantinha um tanto inconfortável. Não sabia dizer se era bom ou não. Ao invés de ficar envergonhado com o fato de Natsuki estar o tocando ali, estranhamente ele estava ficando mais excitado.
Natsuki veio a inserir cuidadosamente o terceiro, que fez com Syo soltasse um grunhido de dor, e assim ele cessou seus movimentos perante a entrada do outro.
— Natsuki... Quantos dedos você ainda vai colocar?? — Syo vociferou pensando se ainda teria de esperar pelo quarto dedo. O desconforto causado pelo terceiro dedo não foi nada agradável, além que este foi bem mais difícil de conter a dor.
— Esse é o último. — ele respondeu; não tinha certeza se seria, mas pela reação do companheiro preferiu dizer aquilo.
— É bom ser! — questionava-se se realmente era preciso passar por tudo aquilo. Até onde sabia mulheres não passavam por isso quando iriam ter relações sexuais, e nem era essa a questão, e sim como Natsuki sabia do que fazer — E além do mais, como é que você sabe que é assim que se faz? — questionou um tanto irritado.
— Bem... Isso é segredo~ — ele abriu um largo sorriso, e antes que Syo pudesse vir a começar sua frase, ele voltou a mexer os três dedos no interior dele.
Syo xingava Natsuki mentalmente por aquilo, soltando estranhos gemidos em decorrência daquela sensação. Sempre que ele vinha tentar a pronunciar algo, Natsuki mexia ou aprofundava seus dedos em seu interior, causando uma sensação estranha.
Quando Natsuki percebeu que a abertura de Syo estava mais flexível ele decidiu que iria colocar naquele momento. Lentamente ele retirou os dedos de dentro do pequeno e veio a remover as peças que ainda restavam em seu corpo. No momento em que Syo avistou o membro de Natsuki ele arregalou os olhos. Aquilo não iria entrar nele. Não. Definitivamente não caberia dentro dele, porém como negar tudo depois de ter chegado àquele ponto? Ele via Natsuki passar lubrificante em toda a extensão do membro dele, e aquilo o convenceu de que não daria pra voltar atrás mesmo.
— Syo-chan eu vou colocar, ok? — ele perguntou, se aproximando do outro. Syo respirou fundo.
— Ok. — ele tentou soar como se ele estivesse despreocupado, mas ele realmente não se sentia nem um pouco assim.
Natsuki pôs a ponta de seu pênis próximo à entrada de Syo, mirando-o nos olhos, avisando por seu olhar de que iria entrar. Syo contraiu os músculos no momento em que sentiu o membro do outro ali, e os relaxou logo em seguida, apenas mantendo os olhos inseguros em direção ao outro.
Lentamente Natsuki começou a adentrou seu membro por aquele orifício, soltando um pequeno gemido conforme ele entrava. Syo naquele exato momento soltou um grito de dor, sinalizando para o que outro parasse.
— V-Vai devagar...!— clamou ele em meio a dor. Natsuki de imediato parou de se mover e, só pouco tempo depois e com mais cuidado, voltou a se aprofundar no interior do pequeno.
Era completamente diferente de quando ele usou dos dedos. A dor era tão intensa, mas tão intensa que Syo contraiu-se, tendo de tampar a boca para segurar o alto grunhido que queria sair. Lágrimas de dor começaram a se formar em seus olhos e descer por seu rosto. Ele sentia-se que estava sendo dilacerado por dentro, recuando minimamente e instintivamente sua cintura. O que piorava era que ele havia sentido toda aquela dor sendo que mais da metade do membro de Natsuki ainda estava para fora.
Natsuki gradativamente pressionava-se contra a abertura do mais novo, parando quando ele sinalizava ou pedia para que ele parasse, e então retomando quando Syo permitia; adicionando vez ou outra mais lubrificante, embora não fosse aquilo que iria diminuir o sofrimento do loirinho.
Depois de muitas lágrimas e grunhidos, o membro de Natsuki estava por completo dentro dele. Syo mantinha os olhos cerrados, respirando pesado enquanto segurava com força o lençol da cama depois de tamanha luta para conter a dor; algumas gotas ainda rolavam pelo fino rosto dele. Natsuki levou a mão até o rosto úmido do mais novo que entreabriu os olhos ao sentir o toque do outro. Syo abriu um sorriso vitorioso.
Após ceder um breve momento para Syo se acostumar o todo o volume dentro de si, Natsuki começou a se impulsionar cautelosamente dentro dele. A dor ainda se mantinha persistentemente e presente nos movimentos do mais velho, o que proporcionava um tom mais choroso aos gemidos de Syo. Era tão apertado no interior dele que sequer parecia que ele havia usado os dedos anteriormente, além que aquela sensação era ainda mais intensa quando o mais novo contraía os músculos. Era como se ele o puxasse para o interior dele a cada vez que ele fosse se afastar.
A dor e o prazer vinham a cada impulso que Natsuki dava em Syo, causando uma mistura nos tons de seus gemidos. Embora a carga de dor fosse bem maior do que a de prazer, ele conseguia suportar aquela dor que parecia rasga-lo por dentro a cada estocada, causando os percorrer incessante de lágrimas por seu rosto.
— Acho que... devemos parar... — Natsuki anunciou, ameaçando se afastar.
— N-Não ouse...! — ele enlaçou os braços pelo pescoço do mais velho antes que ele pudesse sair de seu alcance.
— Mas Syo-chan você está sofrendo demais!
— E-Eu sei... Mas... — ele engoliu seco, erguendo o rosto com dificuldade, permitindo com que algumas lágrimas traçassem mais caminhos por seu rosto — Eu vou sofrer ainda mais se você parar agora... Então, não pare... — declarou, abraçando tremulamente Natsuki e hesitantemente mexeu sutilmente a cintura duas vezes, fazendo Natsuki soltar um gemido com aquilo.
Natsuki mostrou um pequeno sorriso e deu pequenos beijos para matar aquelas lágrimas que estavam a se formar nos cantos dos olhos de Syo. Ele retomou seus movimentos vagarosamente e gradativamente foi aumentando a velocidade, quebrando assim o silencio do quarto mais uma vez. Em meio a seus impulsos ele veio a masturbar Syo sem deixar nenhuma parte sem ser trabalhada, transformando parte dos anteriores sons de dor em prazer.
— Mmn... Natsuki... Natsuki... ... — ele pendulava a cabeça em meio ao conflito de sensações.
O interior de seu corpo queimava como se fosse derreter de dentro para fora. A mistura da dor e do prazer estavam tão agitadas quanto uma tormenta agressiva, causando um resultado estranhamente prazeroso. Além que ver aqueles olhos esmeraldas o observando naquele tipo de situação constrangedora parecia o enrijecer ainda mais.
Quando Syo percebera, ele já havia se acostumado com parte da dor e seus gemidos estavam se mostrando realmente altos. Seria um problema se aquela situação fosse exposta em meio aos outros alunos; logo ele levou uma das mãos à boca e cobrindo-a por não estar conseguindo manter seus gemidos sobre controle. Nesse exato momento, Natsuki parou de se mover e de estimula-lo, retirando a aquela pequena mão que ocultava os lábios do mais novo.
— Não tampe eles, eu quero ouvi-los.
— O-O que? E se... Alguém os ouvir...?
— O que tem? Eles apenas irão escutar os sons fofos que você faz~ — ele riu.
—N-Natsuki!
— Eu estava brincando~ — voltou a se mexer, não permitindo que Syo cobrisse a boca novamente. O silêncio daquele cômodo reforçava os gemidos do pequeno que pareciam ecoar pelo resto do dos outros aposentos.
— Syo-chan... sua voz... você precisa contê-la um pouco... — advertiu o mais velho em meio à respiração descompassada.
— Eu... estou tentando...! — retrucou arfando, achando ruim que o outro lhe chamara atenção por isso.
A cada impulso que Natsuki dava, um doce ou choroso gemido escapava pelos lábios de Syo em um tom nada discreto.
— ... É tão difícil assim contê-los...? — perguntou Natsuki um tanto sem fôlego.
— Não é... como se eu... quisesse...! — lançou aquelas palavras em meio aos gemidos e grunhidos, xingando o outro mentalmente. Seria bem mais fácil se ele o deixasse abafar aqueles sons novamente.
O mais velho piscou, pensou rapidamente em uma forma prática de ajudá-lo. Quando a solução aflorou em mente, ele se aproximou de Syo e pressionou seus lábios contra os dele, adentrando com a língua o mais profundo que pôde na boca do mais novo, cuja intensidade somada aos movimentos que realizava inferiormente roubaram o fôlego de outro. Poucos segundos depois ele rompeu o beijo seguido de um pequeno gemido.
— ... Isso é o suficiente para conseguir contê-los...? — Natsuki perguntou.
— Mais que o suficiente... — ele respondeu depois de um tempo, erguendo o rosto e iniciando outro beijo com o mais velho que sorriu.
Syo desceu uma das mãos, segurando o próprio membro e roçando-o em sintonia com os movimentos de Natsuki. O ritmo dos impulsos apenas aumentava, consumindo maior fôlego de ambas as partes e forçando o romper do contato bucal entre os dois. Tanto Natsuki como Syo estavam sentindo algo estava se acumulando em suas regiões, e na extremidade do membro de Syo já era visível o líquido pré-ejaculatório.
Natsuki ajeitou os óculos que ameaçava a deslizar devido aos movimentos, e viu neste momento a expressão do pequeno. Suas maçãs fortemente coradas, seus olhos cerrados ainda um pouco úmidos com aquela expressão contida de prazer, iluminadas graciosamente pela lua. Vê-lo daquela forma ao mesmo tempo em que o preenchera de alegria, também o fizera sentir um aperto no peito.
— ... Syo-chan... — ele sussurrou, levando uma de suas mãos à que estava livre de Syo, entrelaçando delicadamente seus dedos com os dele — Syo-chan... Você não precisa temer aquele sonho... — comentou em meio à respiração arfante e os impulsos — E se vier a acontecer... apenas lembre dessa sensação... — ele se aproximou do pequeno — ... Da sensação de eu estando dentro de você. Estando ao seu lado. — completou, dando um pequeno beijo na lateral da testa do pequeno.
Natsuki entendia o medo que Syo sentia quanto aquele sonho, porque ele sentiu o mesmo medo quando soube das condições do outro. Por isso ele queria mostrar que tudo ficaria bem daquele momento em diante. Que ele estaria ali por ele.
Syo entendeu a intenção das palavras de Natsuki, porém a forma como foram ditas lhe causou vergonha em Syo. No entanto, apesar do embaraço não só seu corpo, mas como o seu coração também caíram por aquela sedução.
Poucos momentos antes de Natsuki sentir que iria atingir o clímax, ele retirou com certo cuidado seu membro de dentro do outro e juntou com o do mais novo. Segurando ambos os membros de um lado, enquanto Syo os segurava do outro e assim os dois começaram a movimentar juntamente as mãos rapidamente. Syo arqueou suas costas somadas a um grunhido de prazer e alivio quando ejaculou juntamente com Natsuki sobre o próprio abdômen.
Natsuki deitou ao lado de Syo recuperando o fôlego. Um sorriso irradiante se fez em seu rosto. Ele estava tão feliz que mal podia acreditar que realmente eles tiveram a primeira noite deles. Syo também estava feliz por ter conseguido ir até o fim, porém ao contrário de Natsuki, ele estava bem exausto, mas mesmo com o cansaço ele sorriu de volta para o outro.
O mais velho veio a puxar alguns lenços e limpar os resíduos que se misturaram na barriga do pequeno e antes que ele pudesse dizer algum comentário para ele, Syo virou-se em direção a ele revelando-se adormecido. Era uma pena. Natsuki tinha tanta coisa para falar para ele, embora fossem coisas como sobre os gemidos e expressões fofas que era fizera ao longo do caminho. Ele puxou a coberta e cobriu ambos.
— Boa noite, Syo-chan~ — finalizou com um beijo sobre as mechas dele.
Natsuki também decidira ir dormir e logo retirou os óculos, revelando Satsuki. Após deixar o objeto sobre a cômoda, Satsuki não pôde deixar de evitar de olhar a expressão do pequeno enquanto ele dormia; de certa forma ele entendia porque Natsuki o achava fofo. Pensar no que há pouco ali ocorrera não o agradou exatamente, ele ainda se sentia um tanto inseguro de deixar alguém ir tão longe com Natsuki. No entanto, ver como ele estava feliz com o baixinho fazia com que ele não ousasse impedi-lo, ainda. Além de que ele tinha a impressão que Syo iria resolver pouco a pouco os traumas que Natsuki tinha, logo ele ajeitou-se debaixo da coberta e observou o outro por uns instantes, soltando um pequeno suspiro.
— Desculpe, Chibi. — murmurou com um sorriso discreto, caindo no sono logo depois de cobrir melhor o outro.
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