By The Chance

9 Capítulo 9


Notas iniciais
como eu disse, philinda dessa semana me deixou super inspirada... Espero que vocês gostem.

O terceiro dia que Melinda acordou na casa dos Coulson era um sábado. Skye estava empurrando a mulher, que abriu os olhos assustada com o movimento. A neném estava praticamente em cima dela, claramente acordada demais para às 7 da manhã.

—Bom dia também, Skye. — a chinesa sorriu enquanto arrumava o cabelo da garotinha. Ela estar na sua cama era algo comum nas últimas noites, já que sempre que chorava pela madrugada, Melinda a carregava até a cama e ela permanecia lá o resto da noite.

Quando teve coragem suficiente para levantar-se, pegou Skye nos braços e sua toalha, para um banho. Como fazia todas as manhãs, espiou o corredor antes de sair do quarto, para procurar algum sinal de Coulson. Como a porta do escritório estava fechada e algum barulho de voz vinha de lá, ela presumiu que ele já estava trabalhando.

Melinda correu para o banheiro, fechando a porta atrás de si. Depois de acionar todas as travas de segurança, pôs a menina em cima de alguns tapetes enquanto se despia. Mesmo na ducha, ela mantinha os olhos na criança, que agora tinha uma mania de se apoiar nos móveis para erguer o corpinho e ficar alguns segundos de pé, e estava fazendo isso pela tampa do sanitário.

Porém, quando ela se virou para tirar a espuma do outro lado do corpo, ouviu um choro forte. Skye tinha caído e chorava assustada. Primeira reação de Melinda foi enrolar-se na toalha e pegar a criança nos braços, tentando acalma-la. Ao mesmo tempo a porta do banheiro se abriu, revelando Coulson.

Melinda o olhou assustada, pensando em como ainda estava molhada e apenas enrolada em uma toalha. Os olhos de Phil espelhavam os dela, pelo susto de encontrar a mulher semi-nua.

—Desculpe-me! -ele exclamou quando encontrou sua voz. Apesar do tom arrependido, seus olhos não abandonavam as curvas dela. -Skye estava chorando e pensei que ela estivesse sozinha no banheiro.

—Tudo bem. — Melinda queimava de vergonha. Skye já parara de chorar e agora apenas queria descer novamente. -Ela caiu. Se assustou. Nada grave.

Percebendo que estava se prologando demais com aquela porta aberta sem dizer uma palavra, ele estendeu os braços para a filha e Melinda a entregou.

—Vou levá-la lá para baixo, você termine seu banho. — ela assentiu, ainda com muita vergonha para dizer mais alguma coisa.

Assim que Coulson fechou a porta, ela voltou para baixo do chuveiro — ainda ligado — e terminou o mais rápido possível.

Propriamente vestida, ela desceu as escadas, encontrando Skye com uma grande mamadeira encarando a TV. Sem coragem de olhar para Coulson, na cozinha , ela se sentou ao lado da pequena e ficou encarando o aparelho. Skye terminou a refeição e lhe entregou a mamadeira, e quando Melinda a levou para a lava-louças, Phil já não estava lá.

*****

No domingo pela manhã, Jemma e Fitz apareceram para saber como a menina estava. Skye estava inquieta, escorando em todos os móveis e tentando ensaiar alguns passos.

—Desde que ela começou o tratamento, não teve mais febre. Às vezes ela resmunga durante a noite, mas depois que a deito na cama ela para. — Melinda contava para Jemma, com os olhos alternando entre Skye e as escadas, já que Coulson estava no escritório. Desde o acidente do dia anterior ela pouco o vira.

Depois de alguns minutos de conversa, a menina que até então parecia ter se cansado, ergueu-se sozinha no meio na sala. Atenta aos movimentos dela, quando ela vacilou, tentando levar a perninha à frente, Melinda ficou alguns segundos sem reação, perdendo qualquer assunto que Jemma contava com entusiasmo. Quando Skye apoiou a primeira perna à frente, ela percebeu que precisava chamar o pai.

—Phil! Phil! Rápido... Skye está andando!!

O homem desceu rapidamente as escadas, assustado com os gritos da chinesa. Skye, achando divertido a pequena bagunça, forçou mais alguns passos, até chegar aos pés de May.

Maravilhado com o acontecimento, Phil a segurou no colo, a rodando e dando pequenos pulos. A menina gargalhava e todos faziam a maior festa.

Quando Coulson percebeu que não tinha gravado os primeiros passos da filha, correu para o segundo andar para buscar seu celular. Melinda colocou a menina no chão novamente e ela se ergueu e começou a andar de novo.

—Acho que a paz acabou. — Jemma comentou baixinho com Fitz.

*******

Jemma estava certa. Depois dos primeiros passos e das primeiras quedas, a menina tomou gosto de explorar o mundo de uma maneira nova.

No dia seguinte, Phil instalou os portões de segurança nas escadas, aumentou o número de travas na cozinha e instruiu a May que portas permanecessem fechadas.

Todas as noites, quando conseguiam colocar a menina adormecida no berço, Melinda sentia que conseguira vencer um exército de 1000 homens apenas com as próprias mãos. Porém, o sorriso que Skye abria no dia seguinte pela manhã fazia com que Melinda se sentisse no próprio paraíso.

*********

—Vamos lá, Skye, é a última dose do remédio. — Melinda tentava fazer com que a garotinha abrisse a boca, sentada no cadeirão de alimentação.

Seguindo a aplicação de todas as doses como a médica receitara, o tratamento chegou ao fim. Depois de conseguir que a menina engolisse as gotinhas, Melinda se jogou na cadeira em frente ao bebê.

Skye tinha o tamanho normal de uma criança de quase um ano, mas de alguma forma sempre conseguia deslizar para fora da cadeira de alimentação para começar a dar seus passinhos pela casa. Uma vez no chão, Melinda a guiou escadas acima.

Estava na hora de arrumar sua mala, para voltar ao seu apartamento. Por mais que ela não quisesse ir embora, o prazo combinado era de uma semana.

Depois de arrumar tudo, elas aguardaram a volta de Coulson na sala de estar.

Melinda lia uma revista e Skye explorava a segura sala de estar quando Phil abriu a porta. A chinesa sorriu para ele e a menina caminhou até a entrada, rotina a qual já estava acostumando.

Naquela noite, Skye dormiu segurando o colarinho da blusa da mulher, que demorou um pouco mais para se desvencilhar dos dedinhos. Quando desceu as escadas, Coulson a esperava com uma taça de vinho, sentado no balcão da cozinha. Melinda sentou-se de frente para ele e experimentou aquele líquido vermelho escuro. Feliz com o prazeroso sabor, não pode deixar de fazer uma pequena exclamação.

—Que bom que gostou. — Phil disse, com uma nuance maliciosa na voz.

Melinda rolou os olhos.

—Meu pai me ensinou a gostar de vinhos. Mesmo que meus irmãos preferissem cerveja. — ela disse, desdenhosa.

—Você nunca me disse nada sobre sua família. Conta muitas coisas da faculdade, mas pouco sei sobre sua origem... — ele disse, curioso.

—Não há muito o que contar. Minha mãe abandou eu e meu pai para seguir uma carreira de Agente do governo. Eu sou filha biológica dos dois, mas tenho dois irmãos adotivos mais velhos: Lance e Alphonso.

—Sua mãe é uma agente do governo?- Phil perguntou, surpreso

—Sim. Ela que me incentivou a aprender todas as lutas que sei. Apesar de meus pais serem nascidos na China, meu pai pouco se lembra de lá. Já minha mãe sempre sentiu saudades da sua terra natal, a última vez que tivemos o paradero dela era em terras orientais.

—Parece que você sente falta deles. — Melinda apenas negou sua sugestão. Um longo silêncio se impôs antes que ela voltasse a falar.

—Eu já arrumei minhas coisas. Amanhã volto para meu apartamento.- ela disse, levando a taça nos lábios .

—Já? Acreditava que faltavam alguns dias ainda. — ele exclamou.

—Combinamos uma semana. A última dose dos medicamentos de Skye foram hoje pela amanhã. Ela vai ficar bem. — Melinda pousou suas mãos na mesa, brincando com os próprios dedos e a base da taça.

Coulson deu um pequeno suspiro antes que ela sentisse seus dedos nos dela. O coração de May acelerou em seu peito.

—Eu não vou ficar tão bem assim. — ele admitiu com a voz baixa — Eu sei que soa dependente e ridículo para um homem da minha idade, mas eu não consigo fazer isso sozinho. Não consigo cuidar de Skye, da empresa e fingir que tudo está bem. — ele apertou a mão dela. — Com certeza essa semana foi a melhor que passei nesses meses. Skye está tão apegada a você e era bom conversar com alguém que me responde com mais que barulhos engraçadinhos. E foi porque você estava aqui, Melinda. Por isso preciso te perguntar mais uma vez! Mude-se para cá, seja uma colega de casa...

—Coulson, eu... — ela suspirou — Preciso pensar um pouco.

Notas finais
amei os comentários de ontem!!! Espero que hoje tenham mais comentários, quero saber muito o que vocês estão pensando!!! E sim, só vem Philinda