By The Chance
8 Capítulo 8
Notas iniciais
—Vou permanecer aqui durante a semana dos medicamentos de Skye. — Melinda anunciou depois de se levantar do Carpet e preparar um café forte para Phil.
Eles passaram o resto da noite apenas cochilando, atentos a qualquer barulho que a garota poderia fazer no andar acima. Quando os primeira raios de sol invadiram a sala, May convenceu a levantar-se depois de ter pensado em muito tempo na proposta do chefe.
Coulson sorriu a sua resposta: pelo menos ele teria uma ajuda constante durante o tratamento da filha. Porém, ainda não era o que ele desejava.
Assim que terminaram de tomar o café, Skye começou a chorar, fazendo com que Melinda fosse atende-la rapidamente.
A criança parou de soluçar quando a mulher a pegou no colo. Sentindo-a quente, Melinda administrou as gotinhas recomendadas pela médica. Quando a garota consegui terminar a primeira mamadeira, May avisou pai:
—Phil, eu vou até o meu apartamento. Vou buscar algumas roupas para passar a semana. Volto antes de você sair para a SHIELD.
—Eu estava pensando em não ir hoje. Skye doente e tudo mais. — ele respondeu
—Você está cheio de coisas para fazer pela empresa. Já eu não preciso fazer nada demais durante a próxima semana. Eu fico, você vai. — Melinda completou com um tom indiscutível. -Vou levar Skye para meu apartamento, para você conseguir descansar um pouco
Coulson apenas assentiu a ordem da mulher, que saiu da casa carregando uma grande bolsa para bebês, fechando a porta com força atrás de si.
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Em casa, Melinda colocou Skye sentada no meio da sua cama de casal, rodeando-a com seus brinquedos e travesseiros.
—Fique aqui. — ela sussurrou para a garotinha, que sorriu depois de levar um bichinho de plástico a boca.
Melinda pegou um banquinho, odiando o quanto era baixa é incapaz de alcançar o topo do armário, onde guardava as malas maiores. Encarando seu armário, começou a colocar calças jeans e várias blusas na mala. Completou com alguns pares de lingeries discretas e alguns materiais para higiene pessoal. Quando chegou a hora de escolher entre roupas para dormir, ela amaldiçoou todas as suas colegas de faculdade e eu pai: ou seus pijamas eram sexy demais ou ridiculamente infantis. Ela pegou algumas peças e jogou na mala, sem pensar muito, já que Coulson jamais a veria nelas.
Quando Melinda se voltou para Skye, a menina observava toda a confusão que ela aprontava em volta da cama. Melinda fechou a mala e percebeu que ela era muito grande para que uma pessoa com seu tamanho não conseguiria caminhar com tal objeto e uma criança. Frustrada, ela se deitou ao lado de Skye e olhou para a menina:
—Vamos assistir um pouco de desenho e depois ligar para seu papai vir nos buscar? — ao mesmo tempo, ela ligava a TV e sintonizava ao canal infantil.
Depois de alguns minutos, Melinda entoava canções junto com os bonecos coloridos, tão animados. Skye balançava as mãos ao ritmo.
Tempos depois Melinda decidiu que era necessário ligar para Phil para não perder o horário da próxima dose de remédio da menina.
Ele atendeu no segundo toque. May desconfiou que ele não tinha dormido.
—Phil... Tem como você nos buscar aqui? Percebi que não vou conseguir voltar com Skye, a bolsa dela e a mala...
—Tudo bem. — ele respondeu satisfeito. — Estou tirando o carro da garagem. Qual o apartamento?
—402. -Melinda sussurrou, olhando em volta para seu quarto que estava um caos.
Preferiu transferir a mala para a sala e sentar-se com Skye em um dos sofás. Em poucos minutos o interfone soou da cozinha e May encaixou Skye em sua cintura para tentar arrastar a mala para o corredor. O elevador fez barulho de chegada antes que ela saísse de sua sala. Coulson se apressou para ajuda-la.
—Olá! — ele olhou para o tamanho do objeto. -Parece que você conseguiu tudo que precisava. — Melinda rolou os olhos, trancando a prova.
Skye adorou — como sempre- a pequena viagem de elevador. A garotinha olhava para todas as paredes antes de encarar e bater palminhas para o espelho. Melinda encarava uma teia de aranha no teto e podia sentir os olhos de Phil nela. Uma vez no Hall, Coulson caminhou até a saída enquanto May dava uma palavra ao porteiro.
—Peter. Por favor, guarde minha correspondência. Todas as tardes virei buscá-las, Okay? — o porteiro assentiu. — Qualquer um que venha me procurar, avise pode me achar no final da rua. Vou passar uma semana fora.
Melinda saiu pelo portão e Coulson já arrastara a mala por metade da entrada. Percebendo que Skye ainda estava encaixada na sua cintura, ela mudou a menina para uma posição mais confortável.
Parecia que todos os moradores da rua estavam pendurados na janelas ou em seus jardins. Todos observaram o progresso do casal até a varanda da casa dos Coulson.
—Metade da rua acha que somos um casal. — Melinda disse, assim que estavam dentro da casa. Ela podia interpretar muito bem os olhares que recebia.
—Rapidinho eles esquecem. — Coulson gritou do meio da escada, que subia para deixar a mala no quarto de hóspedes. Melinda observou com certa luxúria a demonstração de força do homem. Porém, Skye resmungou, a trazendo para realidade.
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A primeira noite que Melinda passou na casa já foi completamente estranha. Depois de colocar Skye para dormir, decidiu fazer um chá para que estimulasse o sono. Então, mesmo de pijama, desceu até a cozinha torcendo para que Coulson já estivesse dormindo e evitasse um momento constrangedor. Porém, assim que pôs a chaleira no fogão ela sentiu alguém atrás dela. Com um sorriso arrependido e se amaldiçoando, ela se virou para o chefe.
—Hm. É um bonito pijama da Mulan. — ela perdeu tempo olhando para seu ridículo (e super curto) pijama de criança. — Tenho a sensação que é tamanho infantil.
A brincadeirinha do homem ferveu o sangue da morena.
—Pelo menos está em melhores condições que essa camisa do Capitão América. — ao qual Melinda achava que ele ficava lindo usando, mas preferiu guardar isso para si.
—Não ofenda. Cap é um heroi nacional. E cada buraco aqui foi conquistado com louvor. — ele retrucou, passando o indicador por um dos buracos na borda.
Por algum tempo, os dois ficaram apenas se encarando, ambos com sorrisos refletidos no olhar. Quando a chaleira apitou, eles quebraram o momento, Coulson abriu a geladeira e Melinda preparou seu chá. Antes de subir as escadas, ela ainda pode ouvir a voz dele vindo da cozinha:
—Obrigada por ficar aqui, Mel. Boa noite!
Ela deu um sorriso em direção a ele e sussurrou um boa noite para ele antes de subir o resto das escadas.
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