By The Chance
15 Capítulo 15
Notas iniciais
—Coulson, eu... Eu nunca incentivei que ela me chamasse dessa maneira. — Melinda disse receosa aos olhos assustados dele. Mas aos poucos, sua expressão se suavizou.
—Está tudo bem, Mel. Skye é uma criança esperta. Ela deve ter aprendido de outra forma. — Phil respondeu, mas se virou, não deixando que ela pudesse ver sua expressão. — Hm, leve-a para cima, foi um dia bem cansativo, ela ficará mais confortável. Eu vou te esperar aqui.
May acenou com a cabeça, subindo os degraus lentamente para não despertar a garotinha no seus braços. Diferente das últimas noites, ela deitou Skye no seu próprio berço.
Assim que a menina abraçou seu travesseiro, Melinda pode se concentrar no nervosismo que perturbava seu estômago: Coulson a esperava no andar de baixo e ela não fazia ideia do que iria acontecer. Ela não sabia se descia com o vestido que usava ou trocava por seu habitual pijama, o que ela fazia sempre que Skye dormia. Porém, antes que perdesse a coragem, caminhou até a escada com passos decididos, sem pensar no que usava.
No primeiro andar, Coulson estava sentado em uma das pontas do sofá, com um copo de whisky nas mãos e assistia TV. Melinda sentou na ponta extrema, virada para ele, ensaiando os milhares de cenários possíveis para os minutos seguinte.
—Nada de vinho hoje? — ela disse, tentando tornar o ambiente mais leve.
—Precisava de algo mais forte. — Ele respondeu, desligando a TV e se virando na direção dela. Melinda brincava com as suas próprias mãos, dominada pela expectativa. — Eu acho que preciso te pedir desculpas.
May levantou uma sobrancelha, surpresa com a abordagem dele. Ela não sabia exatamente o que responder.
—Phil, eu... Não acho que tem nada que você precise se desculpar. — ela respondeu. — Ah, eu... Eu...
—Mel, eu preciso me desculpar sim. Eu não devia ter tido essa reação em relação a você e Thor. Quem você se relaciona não é da minha conta, na verdade. Porém, eu não pude me controlar. Me desculpe.
—Não há porque ter ciúmes, Philip. — ele a encarou, ao escutar seu primeiro nome completo. — Faz algum tempo que eu não tenho olhos para outros homens. — ela afastou o olhar dele, focando em alguns pontos do sofá. Ela suspirou, tomando coragem- E o beijo foi muito.. Ah... Se eu soubesse, tinha te beijado antes.
Melinda sentiu Phil se aproximando, seu calor queimando sua pele exposta. Ele puxou o queixo dela, de forma que ela não conseguiria fugir ou desviar o olhar.
—Você pode fazer isso agora... -ele respondeu, sussurrando.
Melinda se inclinou em direção a ele, seus lábios se tocando levemente, com mais calma que o beijo anterior. Coulson desceu a mão que repousava no rosto de Melinda para a base das costas dela, a trazendo para mais perto até que seus corpos estivessem colados.
O beijo se tornava mais feroz, tornando mais contato necessários, mãos explorando ambos corpos e aproveitando cada momento. Phil a puxou para si e em um instante que se separaram Melinda subiu em seu colo, ajoelhando ao lado de suas coxas.
O beijo foi retomado, ela pode sentir os lábios dele se curvando em um sorriso contra os dela e ela não pode deixar de sorrir junto. May trabalhou com os botões da camisa dele, a tirando logo em seguida. As mãos de Coulson subiam e desciam o trajeto entre seus quadris e suas coxas.
Quando o ar foi necessário, Phil distribuiu beijos na linha da clavícula dela, afastando seus cabelos. A mão dele alcançou o zíper do vestido que ela usava, mas parou, esperando que ela consentisse. Melinda sorriu, tirando ela mesmo a peça. Ela usava uma lingerie preta da Victoria Secret e se sentiu grata por vesti-las mais cedo.
Livre do vestido, ela se ocupou em tirar as peças que Coulson ainda usava, o deixando apenas de bóxer. Essa última acabou sendo perdida junto com a lingerie de Melinda.
Quando Melinda voltou ao colo dele, os corpos dele se uniram, ambos gemeram em uníssono.
Phil observava Melinda admirado, totalmente enfeitiçado pelos movimentos dela, extremamente sexy com um sorriso travesso no rosto.
Cada terminação nervosa de May parecia transbordar de prazer, dessa forma, ela chegou ao orgasmo primeiro. Coulson a alcançou em alguns instantes.
Os dois permaneceram ainda alguns minutos nessa posição, Melinda descansando a cabeça no ombro dele, ambos ofegantes.
*****
Quando Coulson escutou o choro de Skye no quarto ao lado, também pode sentir alguém tentando levantar da cama ao seu lado.
—Pode deixar, eu vou pega-la. — ele calçou os chinelos no escuro e foi em direção ao quarto da garota.
—Olá minha princesa, o que aconteceu? — ele disse, sussurrando para não assusta-la. Assim que o pai entrou no campo de visão de Skye, o choro cessou. Porém, quando ele a pegou nos braços a menina indagou:
—Mama? — ela perguntou, os olhos negros brilhando no escuro.
—Mel? — Phil perguntou, para ver se ela respondia da forma ideal para a chinesa.
—Mama!- Skye fez uma careta, prestes a voltar a chorar.
—Mamãe está no quarto, Skye. Papai vai te levar até ela, Okay?
Coulson colocou o cobertor e o travesseiro da filha no seu braço livre e voltou para seu quarto, onde Melinda ainda parecia adormecida.
Phil colocou Skye na cama e a menina engatinhou até a mulher, se aconchegando nela.
—Olá meu amor, veio dormir com a Mel? — a chinesa falou baixinho.
A menina fechou os olhos e Coulson se deitou ao lado das duas, observando Skye procurar um lugar confortável entre os cabelos de Melinda.
—Ela te chamou de mamãe de novo. Acho que ela realmente aprendeu assim. — Phil contou baixinho, enquanto ele acariciava uma das pernas da criança, deitada entre os dois.
—Eu vou ensiná-la a falar direitinho. — Melinda prometeu.
—Você se incomoda de Skye te chamar assim? — Melinda negou -Eu acho que podíamos deixar assim por enquanto. Depois explicamos como as coisas funcionam para ela.
Phil deu um beijo na testa de Skye e um nos lábios de Melinda, antes de passar os braços em volta delas e deixar o sono lhe alcançar.
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