By The Chance
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Quando Melinda abriu os olhos aquela manhã, estranhou um pouco a cama na qual estava deitada. Demorou alguns segundos para ela se lembrar que estava na cama de Coulson e logo em seguida recordou-se de tudo que acontecera na noite anterior.
—Oh meu Deus! — ela sussurrou para si mesma.
Phil não estava ao seu lado, como o esperado. Porém, Skye estava lá, acordada, brincando com os próprio pés. Melinda puxou a menina para seus braços, para lhe dar bom dia.
—Bom dia meu amor. — ela beijou as bochechas rosadas da menina. Skye sorriu. -Onde está seu papai?
—Papai está aqui.-uma voz anunciou da porta. Coulson trazia uma bandeja que colocou na frente de Melinda. — Esse é o seu café da manhã. — ele pegou a mamadeira que estava ao lado do suco, a entregando a Skye. — E esse é o seu café da manhã. — Coulson apontou o resto das coisas que estavam na mesa para Melinda.
—Oh, obrigada! — Melinda sorriu.
Phil se aproximou, em direção aos lábios dela, porém May se afastou. Se sentindo um pouco constrangido, ele acabou perguntando:
—Tem algo errado? — Melinda paralisou.
—Não. — ela respondeu com sorriso.
—Então por que não quer me beijar? — ele se aproximou novamente, ficando há alguns centímetros dela.
Melinda colocou a mão na frente da sua boca, com vergonha.
—É porque eu ainda não escovei meus dentes. — ela respondeu, o som da sua voz abafado por sua mão.
—Eu não me importo. -Phil puxou sua mão, colando seus lábios ao dela. Melinda não deixou de sorrir. — Agora sim você pode aproveitar seu café.
Melinda começou a comer, dando pedaços de fruta a Skye assim que ela lhe entregou a mamadeira. A bandeja tinha um pouquinho de tudo: as frutas, suco, torradas e um pouco de geleia. Coulson roubava alguns pedaços enquanto eles conversavam sobre coisas que aconteceram na festa, no dia anterior.
Eles passaram o resto do dia assim, cuidando de Skye, se beijando ocasionalmente. No cochilo da tarde da criança aproveitaram para assistir Capitão América, depois de tanta insistencia dele. Melinda até derrubou algumas lágrimas no final do filme. E antes do anoitecer, eles passearam com a menina pelo parque de mãos dadas. De noite, fizeram amor de novo.
Melinda sentia como se estivesse em um sonho. Porém, não podia negar que havia uma pequena parte dela que tinha medo de tudo ter acontecido tão rápido. Uma pequena parte dela receava que aquilo fosse apenas um sonho.
****
Na manhã de segunda-feira, ela não queria sair da cama. May queria ficar no seu paraíso, com sua filha deitada em seu colo e nos braços do homem que amava. Porém, a empresa não tinha os mesmos objetivos.
Dessa forma, ela se levantou, tentando não acordar os dois. Em alguns minutos ela tomou banho, se vestiu, se despediu de ambos com um beijo e seguiu o trajeto até a SHIELD.
****
Natasha foi a primeira pessoa conhecida que ela encontrou na empresa. A ruiva encarava algo no tablet e não percebeu a entrada dela. Melinda jogou sua bolsa sobre mesa, fazendo um grande barulho.
—Bom dia para você também. — Natasha disse depois de recuperar do susto.
—Bom dia. — a chinesa respondeu doce.
—Melinda May, bem humorada a essa hora da manhã? O que aconteceu? — Natasha estudava a expressão da amiga. -Parece que alguém transou com o chefe...
—Nada aconteceu. — ela se sentou em sua mesa, tentando desconversar. — Bem, uma coisa aconteceu: Skye me chamou de mãe esse final de semana!
—Ah, sabia que ela ia aprender rápido! Eu e a Jemma passamos boa parte dos últimos dias a ensinando a te chamar de mãe. Aposto que você surtou! — a russa respondeu toda animada.
—Então foram vocês! — Melinda respondeu brava. — Claro que eu surtei, Natasha, eu não sou a mãe dela. Precisa ver a cara do Phil quando escutou a filha me chamando de mãe.
—Coulson ficou muito bravo?- Nat perguntou receosa.
—Não, ele parecia surpreso. Mas não ficou com raiva nem nada. Apenas temos que explicar para Skye que eu não sou mãe dela. — Mel respondeu a amiga, um pouco de ressentimento na voz.
—Claro que você é mãe dela, Melinda! Você a alimenta, a põe para dormir, até para dormir com você, conta histórinhas, leva ao médico. E a ama. Isso tudo são coisas que apenas mães fazem, na minha opinião.
—Vamos apenas focar no nosso trabalho. — Melinda findou a discussão.
*****
Durante a manhã, May apenas fez sua ronda diária nas salas de treinamentos, tomou café com alguns funcionários após o almoço e finalmente voltou ao escritório.
Coulson chegou alguns minutos depois que ela tinha chegado. Melinda, que estava sentada na mesa conversando com Natasha, ficou de pé rapidamente.
—Olá meninas! — Phil disse, como de costume. O corpo de Melinda ardia com vários sentimentos que passavam em suas terminações nervosas: medo, expectativa e um pouquinho de prepotência por saber que tinha transado com aquele homem. Ele a olhava como se ela estivesse sem roupa no meio da empresa.
—Olá, Coulson. — Natasha respondeu e Melinda sussurrou algo parecido após.
—Mel, você pode passar na minha sala quando terminar, hm... Qualquer coisa que esteja fazendo com a Nat? — ela apenas acenou, confirmando com a cabeça.
Quando o chefe fechou a porta da sala, May percebeu que prendia a respiração e soltou o ar num suspiro.
—OH MEU DEUS! Vocês com certeza transaram! — Natasha disse, num certo volume escandaloso.- A tensão sexual estava tão grande aqui que dava para cortá-la com uma faca.
—Natasha. — May a repreendeu, sentindo suas bochechas quentes e pensando que com certeza estaria vermelha.
—Tudo bem. — Natasha voltou a se sentar. — Mas vocês transaram não é?
Melinda tentou ignorar, mas ela sorriu. Natasha quase caiu da cadeira.
—Fique calada. — May apenas respondeu isso e saiu em direção à porta do chefe.
Melinda abriu a porta sem bater, encontrando Coulson sentado na mesa do centro da sala. Ele levantou os olhos para ela, já sorrindo malicioso. Ela se aproximou com alguns passos.
—Você demorou. — ele constatou.
—Estava terminando meu assunto com Natasha. — ela rolou os olhos-Precisa de algo, Phil? — ela perguntou, séria.
Coulson não disse nada. Apenas a puxou pela cintura e a beijou. Alguns segundos depois eles se separaram, ofegantes.
—Você quer jantar comigo? — ele a convidou.
—Nós jantamos juntos todos os dias- ela respondeu, passando os braços áreas do pescoço dele.
—Não, um encontro de verdade. Por favor? — Coulson a fitava.
—E Skye? — ela perguntou, lembrando da criança.
—Jemma ficará com ela. Não voltaremos tarde.
—Okay. Está marcado. — a mulher concertou o colarinho do terno dele.- Sabia que toda essa história de Skye me chamar de mãe é invenção da Natasha e da Jemma?
—Parece que elas fizeram um bom trabalho então. — Phil a beijou novamente, de forma mais terna. — De qualquer jeito, você acabou assumindo os papéis de mãe com Skye. Ela ia acabar te chamando assim de qualquer maneira.
—Pois é. — ela lhe deu um selinho antes de se afastar. — Porém, agora temos que trabalhar.
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