By The Chance
17 Capítulo 17
Notas iniciais
—Melinda, você vai se atrasar. — Jemma a alertou mais uma vez, enquanto contornava a cama para não perder Skye de vista.
—Eu sei que vou! — a mulher falou enquanto delineava os olhos. -Se não tivesse sido tão difícil escolher uma roupa eu não estaria tão em cima do horário.
—Você estava perfeita na sua primeira escolha. Mas realmente, esse vestido é bem melhor. — Jemma gesticulou para a peça que ela usava: um vestido branco, com alguns detalhes cinzas que ia até o meio das coxas e possuía um decote V.
—Tem certeza que não é demais? — May perguntou, sentindo se como uma adolescente enquanto fechava a caixinha de joias com mais força que o necessário.
—Você está linda. — Jemma respondeu, colocando Skye no colo.
—Mama... Inda! — Skye balbuciou.
—Obrigada meu amor! — Melinda respondeu, dando um beijo na bebê e deixando uma marca de batom vermelho em uma das bochechas. — Mamãe vai voltar daqui a pouco, tudo bem? — Melinda ainda estranhava referir a si mesma como mãe. — Jemma, nossos celulares estão ligados, tem comida na geladeira e qualquer problema você pode nos chamar.
—Vai ficar tudo bem, Mel. Fitz chegará em alguns minutos. — a menina tranquilizou-a. -Diga tchau para a mamãe, Skye.
—Tchaaaaaaau. — a criança acenou enquanto Melinda saia do quarto.
Coulson já a esperava no andar debaixo, o que fez May hesitar no primeiro degrau. Ainda se sentindo uma adolescente, borboletas flutuavam em seu estômago o que estava a deixando um pouco tonta.
—Melinda, você não vem? — a voz dele veio da sala de estar, o suficiente para tirar-la do seu torpor.
Quando estava na metade dos degraus, Phil surgiu no final da escada, a encarando admirado. As borboletas no estômago dela pareciam bater asas com mais forças.
—Você está linda! — ele disse, antes de depositar um rápido beijo em seus lábios. -Está pronta para um jantar magnífico?
Ela apenas acenou com a cabeça, com medo que sua voz entregasse seu nervosismo.
Eles saíram da casa e foram em direção a garagem, no fundo do jardim. May pegou as chaves do SUV, porém Coulson negou, tirando o molho da sua mão e pegando outra ao lado.
—Acho que está no dia da Lola dar uma volta. — ele apontou para o carro que ficava sempre coberto ao lado da SUV.
Melinda não perguntou exatamente o que era, pois pensou que era algo relacionado com Rosalind. Porém, quando Coulson puxou a capa, exibindo um Corvette 1962 vermelho, ela entendeu o porque daquele carro ser tão bem guardado.
—Wow. — foi tudo que ela conseguiu dizer.
—É, eu sei. Item de colecionador. — Ele se aproximou, abrindo a porta do carona para ela. Melinda sentou-se no estofamento de couro vermelho e aguardou que ele desse à volta para assumir a direção.
—Parece uma coisa muito preciosa para ficar na garagem por tanto tempo. — Melinda comentou assim que deixaram a rua.
—Lola representa momentos felizes da minha vida. — Ele pousou uma das mãos na perna dela. — Faz algum tempo que eu não tenho esses momentos... Talvez um dia eu até deixe você dirigi-la.
Melinda sorriu para ele e de repente todo o nervosismo dela desapareceu. Se Phil estava feliz, ela não podia negar a felicidade a si mesma.
Phil estacionou na frente de um pequeno restaurante, há algumas quadras de casa, onde era possível observar casais jantando em algumas mesas dentro do estabelecimento.
—Nunca tinha percebido esse restaurante aqui. — ela disse, assim que ele abriu a porta do passageiro.
—Abriu há algumas semanas. Mas Maria Hill me deu boas recomendações daqui. — Phil segurou a mão dela e a guiou para dentro do restaurante.
A garçonete os levou para a mesa reservada, conforme Phil solicitou. Eles ficaram um pouco afastados dos demais clientes, com total privacidade. Uma vez acomodados, a garçonete os deixou sozinhos, levando seus pedidos e prometendo voltar logo com o vinho escolhido por Coulson.
Alguns minutos de puro silêncio é apenas trocas de olhares precederam uma crise de risos. Ambos estavam constrangidos e não sabiam exatamente o que dizer ou fazer nessa situação.
—Desculpe-me, faz algum tempo que eu não tenho um encontro. — Phil começou, tentando amenizar a tensão.
—Tudo bem. Eu nunca tive um encontro. — ela confessou. — Pelo menos, não tão elaborado. Eu não sei o que fazer para ser diferente das outras noites que jantamos juntos. — ela riu sem graça, brincando com as pontas do guardanapo.
—Não precisa ser diferente, Mel. — ele pegou a mão dela.
No momento que a garçonete chegou com os respectivos pedidos, eles já tinham conversado sobre a empresa, sobre os amigos e o assunto em questão era Skye.
—Temos que procurar um novo pediatra. — Phil explicou, enquanto eles arrumam os guardanapos para começar a refeição. — Doutor Lincoln me ligou hoje, notificando da sua mudança para o interior.
—Aquela médica que atendeu Skye no hospital daquela vez parece uma boa médica. — Melinda sugeriu. -Peggy Carter, lembra?
—Vou olhar as referências dela. Não podemos ficar sem um pediatra de plantão. — Phil prometeu, feliz por terem achado um ponto confortável no encontro.
****
O jantar acabou cedo demais. Phil sugeriu que eles fossem ao parque para aproveitar o resto da noite, antes de voltar para casa e dispensar Jemma.
O céu estava estrelado e a lua brilhava estonteante. Eles deixaram Lola estacionada na entrada do parque e caminharam de mãos dadas, em silêncio, até debaixo de uma árvore.
Phil se sentou no chão e estendeu seu casaco, para que Melinda não estragasse o vestido. Ela se sentou entre as pernas dele, deitando em seu peito. May se sentia tão pequena em seus braços, se sentia segura. Coulson beijou seu ombro, enquanto a trazia para mais perto do seu corpo.
—O que você está pensando? — ele não segurou a curiosidade.
—Que tudo parece um sonho. — ela suspirou.
—Então eu sou o homem do seus sonhos? — ele brincou, beijando o pescoço dela. May se virou um pouco, de forma que conseguisse sua expressão.
—Não deixe isso subir a sua cabeça! — ela completou e Phil a beijou por longos minutos.
Decidiram que estava ficando tarde e voltaram para a casa. Jemma brincava com Skye sentada no chão, enquanto Fitz quase dormia ao lado delas. Ao entrarem no campo de visão do casal, Jemma cutucou o amigo.
—Boa noite. — Melinda se aproximou e Skye estendeu os braços para ela. — Pensei que essa mocinha já estaria dormindo.
—Ela não quis, nós tentamos. — A menina explicou, reprimindo um bocejo.
—Muito obrigada, Jemma. Vocês já podem ir. — Coulson disse, e os adolescentes acenaram um tchau antes de atravessarem a porta.
—Eu vou levar Skye lá para cima. — Melinda anunciou. — Quando terminar de , suba. — Ela o beijou, antes de subir as escadas.
Coulson subiu alguns minutos depois, May e Skye já estavam de pijamas, deitadas em sua cama. A criança estava abraçada com a mulher, a cabeça deitada em seu peito. Ele ficou na porta por alguns momentos, observando sua família.
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