Buying A Love
8 Capítulo 7: Christmas Eve
Notas iniciais
Capítulo 7: Christmas Eve
Maki estava sentada em uma mesa de um café. Especificamente, no Café onde Nico trabalhava, sentada na frente da ruiva estava uma mulher de cabelos vermelhos sua mãe. Conseguira evitar que ela e Nico se encontrasse por duas semanas, mas agora foi inevitável.
– Por que me seguiu? – Maki perguntou visivelmente desgostosa.
– Eu tenho que cuidar de você. – A mulher respondeu visivelmente nervosa. Maki não estava entendendo em tudo.
– Aconteceu algo? – A ruiva perguntou sem entender.
– Yazawa Nico não é? – A mulher disse baixo para que Nico que estava atendendo uma mesa próxima a delas não escutasse. – Seu pai investigou sobre a vida dela. Ele está furioso com esse namoro. – Respondeu.
– E a senhora também está. – Não foi uma pergunta.
– Se eu não soubesse a verdade você não estaria aqui agora. – Ela respondeu.
– Mãe, a senhora sabe o porquê de eu estar fazendo isso. Eu jamais iria me aproximar de alguém como a Nico se não fosse o papai e sua mania de querer arranjar alguém para eu me casar. – Maki acusou.
– Eu sei que tanto ele quanto você têm culpa do que está acontecendo agora. – Ela rebateu.
– Nico chan, hora de trocar de lugar. – Kotori disse se aproximando de Nico. – Hoje é véspera de Natal então teremos trabalho até mais tarde. – Colocou a mão no ombro da morena que parecia preocupada.
– Espero que meus irmãos se comportem na casa da Honoka. – Nico murmurou cansada.
– Honoka chan adora os seus irmãos, e eles são muito bem educados, não se preocupe. – Kotori tentou animar a sua senpai.
– Obrigada, Kotori. – Nico agradeceu dando um leve sorriso.
– Agora vamos voltar ao trabalho antes que o chefe reclame. – E então ambas se separaram.
– Maki. – Maki então olhou para o lado. Ali estava um rapaz bonito, alto, de olhos azuis e cabelos dourados. Um primo distante.
– Hideki. – Ela murmurou. Uma vez seu pai tentara uni-los, mas não deu muito certo, Hideki era um garoto legal, mas muito autoconfiante, e arrogante aos olhos da ruiva.
– Seu pai disse que estaria aqui, então vim te ver. – Ele então puxou uma cadeira para se sentar.
– Estou esperando a minha namorada sair do expediente. – Maki respondeu diretamente para a surpresa de sua mãe e de seu primo.
– Você está namorando? – Ele perguntou surpreso. Ouvira algo de seu tio, mas o próprio pai de Maki não acreditava nessa história, além disso, pelo que ele contou, era uma menina pobre, órfã de pai, com uma mãe doente e três irmãos pequenos para criar.
– Sim. – Maki respondeu em um monossílabo.
– Com licença. – Kotori se aproximou da mesa. – Vocês já tem o menu? – A Maid perguntou gentilmente enquanto o segurava na frente do peito.
– Não vamos querer obrigada. – A mãe de Maki respondeu. Kotori não estava entendo. – Estamos apenas esperando uma pessoa. – Ela concluiu.
– Se precisarem podem chamar, eu sou Minalinsky. – E com isso Kotori se afastou da mesa do trio. Maki observou a figura da tal Minalinsky, quando contasse para Hanayo e Rin que quase fora atendida pela mesma, as duas provavelmente chorariam.
– Você disse que está namorando uma garota? – Hideki perguntou ainda perplexo.
– Exatamente. – Maki respondeu segura de si, nem parecia que a ruiva estava mentido. E então a mãe da ruiva fez uma observação, se alguém que conhecesse bem Maki a ouvisse falando saberia ser mentira, ela estava muito segura e nem um pouco envergonhada por dizer tal coisa.
– Kotori chan! – Kotori olhou para trás, era a figura de Nozomi, a cartomante estava com Eli. Se não estivesse enganada, ambas deveriam estar na casa de Honoka naquela hora.
– Nozomi chan, Eli chan, aconteceu algo com os irmãos da Nico chan? – Kotori perguntou já preocupada.
– Na verdade não, só viemos porque a Kokoro queria comer um bolo, mas tinha que ser feito pela Nico. – Eli explicou.
– Ainda bem. – A maid respondeu colocando a mão sobre o peito em alivio. – Eu vou ver se tem algum e trago para vocês. – Kotori então saiu dali as pressas.
– Nozomi. – Eli cutucava a cartomante. – Aquela ali não é a Maki? – Perguntou indicando a ruiva que olhava na direção onde elas estavam.
– Ah, Maki chan! – Nozomi exclamou se aproximando rapidamente da ruiva. – Esperando a Nicocchi? – Perguntou sem rodeios.
– Não! Eu apenas vim com a minha mãe. – Maki disse desviando o olhar e corando.
– Ah, desculpe por minha falta de educação, eu sou Toujo Nozomi, e essa é Ayase Eli, estudamos na Otonokizaka. – Se apresentou rapidamente.
– Nishikino Machie, mãe da Maki. – Se apresentou também. – E pelo que vejo, conhecem a namorada da Maki. – A mulher olhou de canto para a filha.
– Estudamos na mesma sala, e somos amigas dela. – Eli respondeu.
– E como ela é? – A mulher perguntou.
– Nicocchi é uma pessoa muito difícil de se lidar, é mandona, orgulhosa, e por vezes chata. – Nozomi respondeu sorrindo, e sua resposta fez a mulher lançar um olhar irritado para Maki que desviou o olhar.
– Nozomi! – Eli chamou a atenção da cartomante. – Nico pode ser desatenta às vezes e tudo mais, mas ela é uma boa pessoa, se esforça para poder cuidar dos irmãos e ajudar na casa, pode ser orgulhosa, mas é muito honrada. – Eli resolveu elogiar a amiga.
– Nozomi, Eli... – Nico apareceu atrás das duas. – Aqui está o que pediram. Vocês não precisam fazer tudo que a Kokoro pede e... – A morena parou de falar assim que viu Maki e mais duas pessoas ali.
– Nicocchi, essa é a mãe da Maki chan, se apresente para ela. – Nozomi disse divertidamente. Viu Nico olhar para Maki desesperadamente, como se pudesse achar uma saída se o fizesse.
– Me chamo Yazawa Nico, estudo no segundo ano na Otonokizaka e sou n-namorada da Maki chan. – Nico fez uma reverencia. – Prazer em conhece-la, Nishikino san. – A morena estava tensa. Por algum motivo aquilo a deixava nervosa.
– Nishikino Machie. – A mulher deu um leve sorriso para a surpresa de Maki.
– Nico, quanto fica o bolo? – Eli perguntou.
– Podem levar, eu já paguei por ele. – A morena respondeu dando de ombros. — Se continuarem fazendo tudo que a Kokoro pede, ela vai ficar mal acostumada, por isso não façam mais isso. – Pediu seria.
– Mas o bolo ia ser por nossa conta. – Eli disse com o cenho franzido.
– Foi a Kokoro que pediu não foi? E ela é minha irmã, certo? Então não há necessidades de vocês pagarem quando eu posso o fazer. – Nico respondeu duramente.
– Nico... — Eli murmurou. – Você não muda nunca... – A loira soltou um suspiro cansado.
– Nicocchi é muito dura em relação a dinheiro. – Nozomi apontou. – Eu também quero agradar seus irmãos de vez em quando. – A cartomante retrucou.
– Vamos deixar essa conversa para depois, Nico ainda tem muito que fazer. – A morena retrucou com as mãos na cintura.
– Bom final de trabalho, Nicocchi. – Nozomi bagunçou os cabelos da Maid.
– Nozomi! – A morena exclamou colocando as mãos na cabeça, mas logo suas duas amigas estavam indo embora. – Maki chan, o que está fazendo aqui? Eu não disse que hoje eu ia sair tarde? — Nico perguntou preocupada.
– Acho que eu posso fazer o que eu quiser não é? Eu apenas quis vir aqui. – Maki respondeu em seu caráter usual, Nico apenas deu um sorriso de canto.
– Por acaso Maki chan queria tanto assim me ver hoje? – Nico provocou fazendo a ruiva corar furiosamente.
– Não! Não é como seu eu tivesse vindo aqui apenas para te ver. Eu... – Maki foi aos poucos perdendo as palavras, o que fez Nico sorrir suavemente.
– Nico vai tentar sair mais cedo então Maki chan. – Com isso a morena se afastou. A mãe de Maki tinha um sorriso calmo nos lábios, Nico não parecia ser tão ruim quanto seu marido a retratara.
– Essa é a sua namorada, Maki? – Hideki perguntou.
– Sim... Minha namorada... – Maki murmurou olhando para a mesa. Estava realmente doente, por mais que não tenha entendido qual doença poderia ser aquela.
Maki continuou sentada ali na companhia de Hideki e de sua mãe. Não entendia o porque de seu primo continuar ali, não que não gostasse dele, mas as coisas que ele falava era um pouco ofensivas.
– Maki chan, terminei aqui. – Nico disse de volta ao seu uniforme escolar. Estava com um cachecol rosa envolta do pescoço.
– Foi mais demorado do que pensei. – Maki retrucou se levantando.
– Me perdoe. – Nico disse sorrindo enquanto oferecia sua mão para a mais nova. Maki olhou bem para a mão que a fora oferecida, relutantemente deixou sua mão depositar se sobre a de Nico.
– Vamos parar de perder tempo. – Maki murmurou. – Mãe, eu estou indo. – Avisou antes de começar a andar puxando Nico consigo.
– Até outro dia, senhora Nishikino. – Nico se despediu rapidamente da mulher.
Maki puxava rapidamente Nico pelas ruas da cidade. O lugar em sua maior parte enfeitado com luzes coloridas e brilhantes. Nico não contestou apenas seguiu os passos da ruiva. Era estranho andar de mãos dadas novamente, era um calor misterioso que aquecia por dentro e por fora.
– Aconteceu algo Maki chan? Nico não esperava encontrar a sua mãe assim tão cedo. Foi um pouco assustador. – Confessou.
– Não era para você a encontrar tão cedo, Nico chan. Vamos mudar os planos e... Você não precisa se encontrar com meus pais tão cedo. – A ruiva concluiu.
– Eu farei o que você quiser Maki chan. – Nico respondeu apertando mais a mãos da ruiva na sua. Já estava começando a criar um vinculo com a mais nova. – Já que estamos aqui, porque não vamos ver as luzes da praça? Disseram que estão lindas. – Propôs sorrindo.
– Parece uma boa ideia. – Maki respondeu, mesmo que já tivesse ido ver mais cedo acompanhada de sua mãe.
Ambas rumaram em direção da grande praça do distrito. Akihabara estava realmente linda, mesmo que as casas não tivessem a tradição de enfeitar, as lojas estavam enfeitadas, inclusive as arvores da calçada.
– Ow! – Nico exclamou ao ver a grande arvore feita de luz de led amarela logo no meio da praça. Algumas outras arvores menores feitas de luzes coloridas estavam espalhadas pelo local. Inclusive um trenó com renas.
– Esse ano o Papai Noel não vai ir a minha casa... – Maki murmurou para o espanto de Nico. Poderia Nishikino Maki ainda acreditar em Papai Noel?
– Por que acha isso? – Nico perguntou sem querer estragar as fantasias da ruiva.
– Porque eu menti ao meu pai a respeito de ter uma namora enquanto na verdade eu estou pagando alguém para fazer isso. – Maki respondeu como se fosse o obvio.
– Espere aqui. – Nico pediu mudando completamente o rumo da conversa antes de sair correndo. Maki observou a morena entrar em uma loja de games, se perguntava o que a morena ia fazer lá dentro.
A ruiva olhou para o céu estrelado, se perguntava exatamente o que Nico iria fazer, bem a morena sempre conseguia a surpreender. Inconscientemente sorriu levemente enquanto fechava os olhos e se lembrava de Nico. Com aquele corpo pequeno, e com um coração gigantesco. Certo que as vezes era orgulhosa e arrogante, mas ainda sim era uma pessoa boa.
Ao longe a mãe e o primo de Maki a observavam. A ruiva estava sozinha no meio de um parque cheio de casais e Nico havia entrado em uma casa de games. Aquilo não havia causado boa impressão aos olhos da senhora Nishikino, que se preparava para se aproximar da filha.
– Maki chan! – Nico exclamou enquanto vinha correndo mais uma vez, dessa vez trazia algo grande e marrom em seus braços. Maki olhou assustada para Nico que trazia consigo um urso de pelúcia que era quase do tamanho da morena.
– Nico chan? – Maki disse assustada vendo a morena parar de correr.
– Não sou o Papai Noel, mas aqui, seu presente de Natal. – Disse estendo o enorme urso em direção da ruiva. Relutante Maki o pegou nos braços. A pelúcia era um pouco pesada, porem seu pelo era fofo e suave, além de ser bem macio.
– Obrigada, mas Nico chan, isso deve ter sido caro. – Apontou.
– Na verdade... – Nico coçou a nuca. – Eu ganhei ele naqueles jogos de mira. – Confessou sem graça. – Atualmente eu sou muito boa nesse tipo de jogo, já que sempre tenho que pegar algo para os meus irmãos. – Maki então pareceu entender.
– Obrigada, Nico chan. – Maki respondeu com um sorriso em seus lábios, o que fez Nico sorrir também. Aquele mesmo sorriso que fazia Maki tão feliz, estava certa em pensar que se Nico sorrisse do mesmo jeito que ela sorria na foto a faria feliz, pois aquele sim havia sido um grande presente de Natal.
– Acho que é melhor Maki chan ir para casa agora. – Nico quebrou o clima feliz com aquilo. – Eu tenho que ir pegar meus irmãos na casa de uma amiga, e seus pais ficarão preocupados se Maki chan chegar muito tarde. – A morena murmurou, Maki deu um leve sorriso, além de tudo Nico era responsável.
– Amanhã você pode ficar com a sua família, Nico chan. É o único dia em que meus pais ficam em casa o dia inteiro, e eu quero aproveitar isso. – A ruiva informou. – Nos veremos apenas depois do ano novo. – Nico então assentiu.
– Maki chan, Nico tem que trabalhar durante todo o dia na pausa do começo do ano, espero que não seja um problema. – A morena disse encolhendo os ombros.
– Eu te contratei apenas para os fins de semana, não vai ter problema. – Maki lembrou tranquilamente. – Então até o ano que vem. – Maki ia se afastar quando Nico segurou a manga de sua blusa.
– Podemos ir ao templo juntas na madrugada do dia primeiro, se não tiver nenhum problema para a Maki chan, é claro. – Nico propôs rapidamente. – Minha mãe vai estar em casa no ano novo, e minha tia virá para ajudar. – Explicou a situação.
– Faremos isso. – Maki respondeu segurando se para não sorrir. – Feliz Natal Nico chan, e boa noite. – E rapidamente Maki beijou uma das bochechas da morena antes de sair correndo com o rosto em chamas.
O que era que estava acontecendo consigo afinal? Não conseguia entender mais nada, se não estava ficando doente, o que mais poderia ser? Maki apertou mais o urso em seus braços enquanto corria.
Nico levou a mãos a bochecha que Maki havia beijado. Fechou com força a mão livre. Era só o que faltava, estava se apaixonando pela ruiva, e era a ultima coisa no mundo que poderia acontecer. Jamais poderiam ficar juntas. Aquilo tudo, agora, iria se tornar um grande e complicado problema.
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