Buying A Love
9 Capitulo 8: Eu quero te ver.
Notas iniciais
Capitulo 8: Eu quero te ver.
Nozomi estava sentada observando Nico trabalhar na casa, era o ultimo dia do ano, e como a mãe de Nico teria alta naquela tarde, o chefe da morena a liberou para terminar todos os preparativos.
– Você não quer uma mão? – Nozomi ofereceu.
– Pode pegar o desinfetante no banheiro? – Nico perguntou enquanto tirava o pó de alguns moveis do quarto de sua mãe. Nele havia uma espaçosa cama de casal, um guarda roupas, uma penteadeira, e uma estante onde tinha fotos de toda a família, inclusive do pai de Nico, e até mesmo uma foto de Nico e Nozomi quando crianças.
– Nico, o que mais você quer que eu faça? – Eli perguntou preocupada. Eli, Nozomi, Honoka e Umi estavam ajudando a limpar a casa. Kotori queria ter vindo, mas tivera que trabalhar, era sexta feira.
– Pode sair com a Umi ou a Honoka fazer compras para o almoço de hoje? E Eli, você já sabe né? – O olhar que Nico lançou foi um repreendedor, a loira apenas riu.
– Eu sei que você ainda quer preservar seu orgulho. – Eli respondeu.
– Agora que Nico tem outro trabalho posso pagar mais pelas coisas. – Nico murmurou voltando sua atenção para os quadros que estava limpando.
– Nicocchi, Maki chan não vai ficar brava com você? – Nozomi perguntou segurando o desinfetante em uma mão e um balde com agua na outra mão.
– Não. – Nico respondeu olhando para Nozomi. – Tatami se limpa com o aspirador de pó... – Nico disse fazendo Nozomi rir.
– Não para o tatami, mas para o piso de madeira do corredor, eu vou limpar aqui do lado de fora, era isso que Nicocchi estava planejando fazer não é? – A cartomante disse ainda rindo.
– Eu vou indo então. – Eli disse saindo do quarto da mãe de Nico. – Ah Nico, onde estão seus irmãos agora? – Eli deu por falta das crianças.
– Limpando o quarto deles. – A morena respondeu dando de ombros. – Nico disse que tínhamos que impressionar a mamãe. – Explicou.
– Eles realmente respeitam e gostam muito dela. – Eli ponderou.
– É porque a mamãe é uma mulher digna de respeito e admiração. – A morena disse sorrindo e Eli e Nozomi se entre olharam. De fato a mãe de Nico era uma pessoa admirável, não apenas uma pessoa, uma mãe admirável, e também uma chefe de família.
– Quer que eu traga algo em especial? – Eli perguntou antes de começar a andar.
– Apenas um pouco de carne. – Nico respondeu. – O restante é o básico como farinha, leite, ovos, e negi. – A morena disse voltando a prestar atenção na estante.
– Tudo bem. – Eli respondeu saindo de vez do campo de vista de Nozomi e Nico.
– Nicocchi, e como andam as coisas com a Maki chan? A ultima vez que vocês se encontraram foi na véspera do Natal. – Apontou.
– Nem faz tanto tempo assim Nozomi. Além disso, ela sabe que Nico vai estar ocupada, Nico explicou sobre a mamãe. – Nico respondeu.
– E não está sentindo falta dela? – Nozomi perguntou para provocar. Nico corou furiosamente e evitou olhar para a cartomante.
– Por que Nico deveria estar? Não somos namoradas, nem nos conhecemos direito ainda. Sem contar que na maioria do tempo que passamos juntas a Maki chan tem uma expressão de tédio no rosto. – Nozomi então soltou um risinho. – O que foi agora? – Nico perguntou irritada.
– E por que me parece que o fato da Maki chan parecer entediada parece te incomodar tanto? – A cartomante viu então sua pequena amiga corar.
– N-não diga besteiras. – Nico decidiu encerrar a conversa por ali.
– E você deu algum presente de Natal para ela? – Nozomi perguntou já sabendo a resposta. Havia encontrado com Rin que havia contado sobre um misterioso urso gigante que Maki havia ganhado de uma pessoa misteriosa na noite de Natal.
– Por que Nico deveria dar um presente para Maki chan? – Perguntou para disfarçar.
– Me responda você, Nicocchi, talvez um urso de pelúcia gigante. – Nozomi insinuou provando que sabia de algo.
– Maki chan me esperou para darmos uma volta, apenas aconteceu de Nico ganhar o premio naquela loja de tiro ao alvo. – Nico mentiu. Havia ido até aquela loja especificamente para ter aquele urso, e jogara cerca de seis vezes até conseguir.
– Nicocchi é boa nessas lojas. Se é assim, não vou dizer mais nada. – Nozomi disse com um sorriso de canto que deixava claro que podia ler através da mentira de Nico.
– Você deveria arranjar um namorado e parar de ficar em cima de mim Nozomi. – Nico retrucou emburrada.
– Nicocchi age assim, mas no fundo gosta desse meu jeito não é? – A cartomante provocou mais uma vez a mais baixa.
– Fique quieta! – Nico exclamou mau humorada.
– Eu acho que se Nicocchi se apaixonasse pela Maki chan seria algo muito bom. – Nozomi disse olhando de canto Nico corar furiosamente. Talvez a morena já estivesse caindo em amores pela a Ojou sama.
– Não diga besteiras Nozomi! Maki chan é como a minha chefe, apenas isso. – Nico esbravejou irritada.
A verdade era que não podia se apaixonar por Maki, porque seria como se aproveitar da ruiva se caso isso viesse a acontecer, e se se apaixonasse por Maki, largaria aquele trabalho de namorada de aluguel de imediato, e isso seria um problema. O único sentimento que se permitir construir era o de amizade. Apenas isso e nada mais.
– Que expressão séria é essa Nicocchi? – Nozomi perguntou preocupada, Nico geralmente não pensava tão seriamente a menos que fosse questões financeiras, e isso era preocupante.
– Nada Nozomi... – Nico respondeu ainda seria. – Apenas uns assuntos meus. – A morena murmurou sem olhar para a cartomante.
– Problemas com dinheiro? – Perguntou ainda preocupada.
– Apenas pensando que trabalho farei quando a Maki chan enjoar disso tudo. – Nico declarou dando de ombros.
~*~
Maki estava jogada em sua cama. A cabeça apoiada no urso que Nico havia dado de presente de Natal. Era um urso de qualidade pelo menos. Sua mão direta segurava a pata do urso com força.
Por que queria tanto vê-la? Não fazia nem uma semana que havia a visto, e quando chegara em casa naquela noite com aquele urso seu pai se surpreendeu e passou a realmente acreditar em tal romance. Ele não estava tão barulhento mais. Pelo menos no Natal ele não dissera nada.
E falando em Natal havia ganhado um presente do Papai Noel. E pensar que não havia sido uma boa menina naquele ano... Como Papai Noel fora tão generoso e dera um colar de brilhantes? Não que fosse o que queria, mas mesmo assim.
Alias o que queria? Queria ver Nico... Mas qual era o fundamento de tal desejo que dominava seu ser? Apertou mais a pata do urso em sua mão, não estava mais entendo o que estava acontecendo com seu próprio corpo e mente.
A cada segundo do dia parecia que apenas podia pensar na morena e naquele belo e encantador sorriso. Naquelas bochechas fofas e pele macia. No calor das mãos, no jeito de falar e da voz. Será que se ligasse Nico ficaria brava? Mas ela ficaria brava por que se estava pagando para isso? Além do mais, por que queria ligar para Nico?
Foi então que o entendimento chegou até Maki. Os sintomas que tinha eram os mesmos que grande parte das meninas dizia ter quando estavam apaixonadas... Maki fechou os olhos com calma, aquilo não podia estar acontecendo. E não estava acontecendo, se negava a isso.
Maki sentou se na cama e coçou a nuca, a imagem de Nico não saia de sua mente, e então aproveitou isso para achar alguma coisa que podia ser odiosa na morena. O temperamento e a pavio curto? Pelo menos com suas amigas ela parecia ser bem exigente e orgulhosa. Fora isso... Havia alguma outra coisa?
Não conhecia Nico direito, então não tinha como estar apaixonada. Maki suspirou aliviada, então aquilo que estava sentindo podia ser qualquer outra doença. Depois do recesso do começo do ano iria ir fazer um Check Up no hospital de seus pais. Tinha que saber se estava doente ou não.
– Maki chan! – Rin havia aberto um pouco da porta. – Você realmente está aqui. – A garota com manias de gato disse feliz.
– Rin! O que eu disse sobre bater na porta antes de entrar? – A ruiva exclamou irritada.
– Me desculpe. – Rin murmurou sem jeito. – Logo vamos sair para ir ao templo. – A garota com manias de gato informou.
– Eu vou trocar de roupa, saia, por favor. – Maki pediu e sem dizer duas vezes Rin saiu do quarto. – Nico chan disse que iriamos nos encontrar para irmos ao templo. – Lembrou.
Rin estava com Hanayo esperando Maki descer, se perguntava qual motivo para Maki estar demorando tanto. Além disso nos últimos pares de dias Maki estava estranha, algo estava mexendo com a ruiva.
– Maki chan. – Hanayo disse se levantando. Maki estava vestindo um kimono vermelho com desenhos de florais em tons azulados e brancos.
– Um kimono nya! – Rin exclamou com os olhos brilhando. – Maki chan está muito linda vestida assim nya. – Rin exclamou animada.
–Rin não fique gritando assim. – A ruiva ralhou constrangida.
– Mas Rin chan está certa, Maki chan está muito bonita. – Hanayo sorriu levemente.
– O-obrigada. — Maki estava envergonhada agora, Hanayo apenas sorriu para a amiga.
– Vamos indo então nya! – Rin exclamou começando a andar. Maki nada disse apenas seguiu a amiga com manias de gato junto de Hanayo.
Maki andava pelas ruas olhando atentamente ao seu redor, estava procurando Nico, mesmo que fosse um ato inconsciente. Hanayo havia percebido, porem Rin parecia alheia a isso. Finalmente, depois de uma grande escadaria o trio chegou ao templo.
– Ah! Maki chan! – Honoka exclamou correndo em direção da ruiva. Maki olhou para a outra sem ter a noção de quem poderia ser. – Ah você não me conhece, eu sou Kousaka Honoka, sou kouhai da Nico chan. – A garota se apresentou.
– Ah... – Maki murmurou ainda tentando processar as informações.
– Honoka! – Umi finalmente foi capaz de alcançar a amiga. – Não fique correndo por ai como uma criança! – Repreendeu firmemente a outra.
– Umi chan, não é para tanto. – Kotori dizia sem graça.
– Ela é assim porque você passa a mão na cabeça dela toda vez que ela faz algo errado Kotori. – Umi também repreendeu a outra.
– Mas é porque Honoka viu a Maki chan. – Honoka se justificou apontando para ruiva.
– Honoka! – Umi chamou a atenção da outra. – Como você pode chamar ela assim se nem ao menos a conhece? Não é porque a Nico senpai a chama desse jeito que você também tem o direito. – A arqueira ralhou.
– Mas Umi chan! – Honoka ia protestar.
– Sem “mas” Honoka. – E então ela se virou para o trio de ginasiais que estava um tanto quanto confusas. – Me perdoe por ela, Honoka sempre age dessa forma. – Umi fez uma reverencia.
– Não se preocupe e... – Maki parou de falar quando seus olhos captaram a imagem de Nico vestida de Miko, seu coração falhando uma batida para logo começar a bater rapidamente em uma frequência arrítmica. A morena estava parada ao lado de Nozomi falando algo que não podia ouvir. Eli apareceu logo depois para ajudar a menor do grupo com a caixa.
– Hm? – Rin e Hanayo começaram a olhar para mesma direção que Maki. Ali viram a pequena Yazawa Nico com aquela roupa branca e vermelha tradicional, os cabelos presos em um rabo único e um pequeno sorriso no rosto.
– Yazawa san está muito fofa com aquela roupa né? – Hanayo disse colocando a mão no ombro de Maki. – Por que não vai até lá falar com ela? – Perguntou em um tom de voz baixo.
– E-eh! – Maki olhou assustada para a amiga de óculos. – Não é como se eu quisesse ir até lá. – Maki disse virando o rosto para o lado. Olhou de canto para a figura de Nico que ainda não a havia percebido. E por que a morena não a percebia logo e vinha em sua direção?
– Maki chan agindo Tsundere de novo? – Rin perguntou.
– Não estou! Alias viemos aqui para rezar não é mesmo? Vamos indo. – Maki disse empurrando as duas amigas e ignorando completamente as alunas de Otonokizaka.
Nico olhou para onde Honoka e as outras estavam, podia jurar ter ouvido a voz de Maki vindo daquele lado, mas ruiva não estava lá. Talvez fosse apenas a sua imaginação pregando algum tipo de peça.
– Nicocchi? – Nozomi chamou pela outra.
– Nada Nozomi. – Nico respondeu com uma faceta tristonha. Havia dito para Maki no Natal que poderiam ir juntas ao templo, mas Maki nunca respondeu ao seu convite. Não podia nutrir nenhuma esperança sobre isso.
– Nico chan, Nozomi chan, Eli chan. – Honoka correu em direção do trio. Umi apenas suspirou cansada enquanto Kotori ria sem graça. Honoka não aprendia nunca. –Maki chan estava aqui até agora pouco. – Honoka informou fazendo Nico olhar assustada para a outra. Ela havia vindo então.
– Onde ela está? – Nico perguntou rapidamente.
– Honoka não sabe, mas ela foi para aquela direção. – A garota apontou para direção que Maki havia ido. Nico olhou para Nozomi que apenas sorriu.
– Obrigada. – E com isso a morena saiu correndo na direção que Honoka havia apontado.
– Ela não pode negar mais. – Nozomi murmurou calmamente. – Nicocchi está começando a se interessar pela Maki chan. – A cartomante concluiu.
– Do que está falando? – Eli perguntou sem entender.
– Nada Elicchi, apenas algo me veio a mente. Me pergunto por quanto tempo mais isso tudo vai durar. – Nozomi murmurou ainda sendo misteriosa.
~*~
– Maki chan! – Nico gritou assim que avistou a ruiva. Maki olhou para Nico que agora tentava recuperar seu folego.
– Nico chan. – Estava surpresa pela morena a achar no meio de tanta gente. E então viu um belo e grande sorriso se desenhar nos lábios de Nico.
– Feliz Ano Novo. – A morena declarou andando na direção de ruiva.
– Feliz Ano Novo, Nico chan. – Maki deu um sorriso singelo. Sem dizer uma palavra suas mãos se encontraram e seus dedos se entrelaçaram. Maki corou levemente e Nico sorriu mais ainda.
Definitivamente as coisas não estavam indo do jeito que queriam.
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