Buying A Love
10 Capitulo 9: Eu vou fazê-la feliz.
Notas iniciais
Capitulo 9: Eu vou fazê-la feliz.
Nico estava na frente do grande portão da mansão de Maki. Suas mãos suavam pelo nervosismo. Havia encontrado um vestido de sua mãe que lhe servia bem e era bonito, seu cabelo estava em um único rabo baixo e descia pela frente de seu ombro. Tudo apenas para encontrar se com o pai de Maki em um jantar formal.
O portão foi aberto pelo porteiro assim que recebeu a permissão. Percebeu a presença de mais pessoas do que o imaginado devido os vultos que via pelo jardim. Elas pareciam analisar cada detalhe da roupa de Nico. Cada singela passada que a morena dava.
– Nico chan. – Maki chamou pela morena que estava visivelmente nervosa. Nico estava deslumbrante mesmo com roupas não tão finas quanto às demais pessoas. E ela provavelmente estava se sentindo intimidada pelos outros convidados.
Essa era a intenção de seu pai, intimidar Nico com a presença das mais refinadas pessoas e seus filhos e filhas. Queria jogar na cara de Nico que qualquer um daqueles garotos ou garotas era melhor que a morena.
Naquela noite Maki fez questão de se vestir o mais simples que podia. Não queria que Nico se sentisse mal ao seu lado. Não queria que a morena se sentisse mal durante toda a noite. Queria que ela pudesse relaxar um pouco.
– Boa noite. – Nico cumprimentou com um sorriso nervoso.
– Vem cá. – Maki puxou Nico para um abraço. Assim do nada e na frente de todos. Algo que Maki nunca havia feito na vida, nem mesmo com seus pais. – Fica calma, e seja confiante como sempre. – Pediu calmamente.
– Suas amigas tentaram me ensinar um pouco de bons modos, mas não sei se posso o fazer com tantas pessoas olhando. – Nico murmurou devolvendo o abraço.
– Claro que pode. – Maki queria passar confiança para a morena. – Você pode fazer o que quiser Nico chan. – A ruiva assegurou.
– Maki chan não está agindo como sempre. – Nico respondeu se sentindo mais calma nos braços da ruiva. – Obrigada. – Murmurou se separando de Maki, agora se sentia mais confiante.
– Vou te apresentar ao meu pai de uma vez. – Maki disse segurando a mão de Nico. A morena ainda estava tremendo pelo nervosismo e aquilo era fofo. Nico não precisava passar por isso agora, uma vez que não era nada mais que uma farsa.
– Sim. – Nico respondeu respirando fundo enquanto entrelaçava seus dedos aos de Maki. Por algum motivo aquele ato já havia se tornado um costume entre elas. E era muito tranquilizador também.
Nico havia decido engolir os sentimentos que começavam a florescer em seu peito. Iria ignorá-los para o bem de sua família e eventualmente esquecê-los. Tinha que aproveitar que eles estavam apenas no começo, era mais fácil de contê-los assim.
Maki por sua vez ainda estava confusa. Depois do Check Up concluiu que havia algo de estranho consigo e que não era uma doença. Não sabia o que era. Não era paixão porque Nico era de longe o tipo por qual se apaixonaria. Alias nem sabia qual tipo de pessoa a atraia, mas a morena não deveria ser esse tipo.
– Papai. – Maki chamou pelo senhor moreno que estava de costas. O homem então se virou assim como os amigos do mesmo que estavam conversando.
– Maki. – O homem então olhou para Nico. – E essa eu suponho que seja a gata de rua que você quer colocar em nossa casa. – Apontou para Nico.
– Boa noite senhor. Eu sou Yazawa Nico. – Nico disse seu nome com um sorriso fofo nos lábios. A morena era profissional o suficiente para conseguir forjar um sorriso a ponto de ele parecer tão real.
– Yazawa Nico? – Um dos homens murmurou. – A filha da Yazawa Kaoru e Yazawa Kouta? – Maki olhou para o amigo de seu pai. Era dono de uma multinacional.
– Exatamente. – Nico continuou sorrindo.
– Sinto muito pelo que aconteceu com seu pai. – O homem murmurou colocando a mão no topo da cabeça de Nico. – E sua mãe como tem passado? Desde que ela pegou a licença nunca mais a vi. – Nico olhou sem entender para o senhor.
– Quem é o senhor? – Perguntou sem rodeios fazendo o rir.
– Sou o chefe da sua mãe. – Ele explicou. – Kawamura Ryou, não se lembra? Eu era o amigo do seu pai. – Se apresentou rapidamente.
– Minha mãe está bem na medida do possível. Obrigada. – Nico sabia que grande parte da conta do hospital caríssimo fora paga pelo chefe de sua mãe. Mesmo que ela tentasse esconder isso. Aparentemente ele era o melhor amigo de seu pai quando eram jovens.
– Você conhece a família dela? – O pai de Maki perguntou.
– Sim. O pai dela era meu amigo na época do colégio. Assim que nos formamos a mãe dela engravidou e por isso ele não pode entrar na faculdade. – Explicou para o Nishikino. Ele então deu um sorriso de canto e maldoso.
– Quer dizer que ela é a responsável por toda a família viver na miséria? – Perguntou sarcasticamente. Nico fechou a mão com força em torno da mão de Maki.
– Não fale assim. – Ryou pediu. – Nico chan é uma boa menina. – Ele então sorriu para a morena.
– Boa menina? – O pai de Maki ergueu uma sobrancelha.
– Vamos falar com a mamãe Nico chan. Com licença papai. – Maki então começou a andar puxando Nico consigo. Sabia que seu pai ia falar algo desnecessário novamente. – Me perdoe. – Murmurou apenas para Nico ouvir.
– Ele não disse nada além do que eu já ouvi Maki chan. – Nico respondeu sem olhar para Maki. — Se ele fosse dizer alguma outra coisa também não seria nenhuma mentira. – A ruiva olhou assustada para Nico.
– Você não deveria pensar dessa forma. – Maki repreendeu a mais velha. – Vamos falar com a minha mãe. Ela até gosta de você já. – Afirmou tornando a puxar a morena.
Maki não entedia seu pai, Nico era educada, mostrou se ser educada com o tal Ryou, ainda tentou ser gentil mesmo ele dizendo coisas ofensivas, se perguntava o que tinha de errado com a morena. Classe social? Agora estava conhecendo uma faceta de seu pai que desejava não ter que conhecer.
– Nico chan. – A mãe de Maki se aproximou rapidamente. – Meu marido foi muito grosseiro com você? – A mulher perguntou preocupada.
– Não se preocupe senhora Nishikino. – Nico disse sem olhar para a mulher. Estava sim ofendida, mas iria aguentar aquilo. Tinha que aguentar pelo bem de Maki.
– Você pode dizer a verdade para a minha mãe. Ela também não aprova o que meu pau diz a respeito de você. – Maki murmurou tocando o rosto de Nico com as pontas dos dedos. Machie então observou a cena. Elas eram bem convincentes.
– Não se preocupe comigo Maki chan. – Nico disse segurando a mão que estava em seu rosto. – Eu aguento muito mais coisa ainda. – E então Nico mostrou um sorriso que até então Maki desconhecia. Um sorriso de canto esbanjando confiança.
– Logo, logo tudo isso acaba. – Machie disse com um sorriso calmo nos lábios. – Aguente apenas mais um pouco. – Nico apenas assentiu.
– Senhoras e senhores, o jantar está servido. – Um homem vestido de branco anunciou. Machie sabia que agora sim, Nico seria posta a prova.
E como esperado os pratos eram os mais variados e os mais difíceis de se comer usando talheres ocidentais. Até mesmo alguns filhos de pessoas ricas se atrapalhavam com os talheres. Por sorte Maki estava ajudando Nico no que podia e a morena não estava se saindo tão mal, o que não evitava alguns comentários maldosos feitos pelas demais garotas.
– Yazawa, me diga o que realmente quer com a minha filha? – De repente o silencio foi quebrado pelas palavras do anfitrião. Nico foi pega de surpresa.
– Fazê-la feliz. – Respondeu depois de um tempo. – Eu adoro a Maki chan. – Emendou.
– Não foi isso que perguntei. Eu quero saber suas verdadeiras intenções, como roubar o dinheiro dela. – Ele foi direto. Até mesmo alguns convidados se sentiram desconfortáveis com a pergunta.
– Eu não sou nenhuma ladra. – Nico respondeu estreitando os olhos. – Não preciso do dinheiro da Maki chan e nem do seu dinheiro. Mesmo que eu estivesse na rua e morrendo de fome eu não iria recorrer a tal coisa. – Respondeu sem rodeios.
– Então o que está fazendo namorando a minha filha? – Ele perguntou direto.
– O senhor acha que a Maki chan não é uma pessoa digna de fazer alguém gostar dela pelo que ela é e não pelo dinheiro? – Maki olhou assustada para a morena. – Fique sabendo que a Maki chan é maravilhosa. – Maki corou furiosamente com o que Nico dissera.
– Maravilhosa? Onde? – Um dos garotos perguntou. Era um dos garotos com qual Maki havia saído e deixara falando sozinho.
– Sim Yazawa, diga por que a acha maravilhosa. – O pai de Maki incentivou.
– Porque a Maki chan é. Ela é linda, além de ser gentil comigo. É inteligente, centrada, sabe o valor que tem. Ninguém veria essas coisas na Maki chan se estiver só ocupado em olhar para si mesmo. – E por algum motivo Maki temeu por sua namorada de aluguel. – Não se pode prestar atenção em alguém estando focados em si mesmos. – Garantiu um pouco arrogante.
– Nico chan. – Maki murmurou segurando o braço da morena. – Por favor... – Maki estava visivelmente envergonhada e preocupada.
– Por isso você é maravilhosa Maki chan. – E então beijou a testa da mais nova. Nico sorriu calmamente. Dessa vez usaria aqueles sentimentos que estava nascendo em seu ser. Queria garantir a felicidade e o tempo de Maki.
– Maki não é o tipo de garota que eu lutaria por. – Hideki murmurou para provocar. Estava do lado de Nico, mas queria ver que tipo de resposta ganharia daquela língua que se mostrara um tanto quanto afiada.
– Para mim a Maki chan é o tipo de garota por quem eu travaria uma guerra apenas para ver sorrir. – Respondeu sem olhar para ninguém além de Maki. E era exatamente isso que estava fazendo, travando uma guerra para ver Maki sorrir. – Eu quero fazer da Maki chan a pessoa mais feliz desse mundo. – Concluiu.
Maki sentia seu coração se aquecer e bater cada vez mais rápido. Nico estava dando respostas constrangedoras na frente de uma plateia de pessoas requintadas. Se não fosse tudo uma farsa, teria sido a melhor declaração de amor que alguém poderia fazer.
– E você se acha que está no nível da Maki? – O senhor Nishikino perguntou.
– Não existem níveis quando se ama, senhor. – Nico respondeu. – E mesmo que existam eu irei trabalhar duro para poder alcançar a esses níveis que todos apontam. Eu sei que eu atrapalhei a vida dos meus pais e frustrei os sonhos deles, mas eles sempre trabalharam duro para poder dar a mim e aos meus irmãos tudo. Apenas preciso seguir o exemplo de ambos. – Machie estava surpresa com Nico.
– Seu pai morreu há dois anos não é? Sua mãe está doente e não pode trabalhar, e você está trabalhando para manter a casa. Tem certeza que não é dinheiro o que quer da minha filha? Eu pesquisei muito sobre você. – O senhor Nishikino havia deixado a melhor pergunta para depois.
– Jamais aceitaria dinheiro que eu não trabalhasse para ter. – Nico respondeu em tom alto e claro. – Não sou esse tipo de pessoa, posso ser pobre, mas ainda sou uma pessoa honesta e honrada. – Nico jogou sua ultima cartada.
– E se você tiver sido contratada para se fazer de namorada pela minha filha? – Maki sentiu seu coração falhar uma batida e seu sangue congelou. Por sorte Nico estava mais confiante.
– Não mesmo. Não faria algo assim. – Nico disse convicta assustando Maki.
– E pode me dar uma prova? Beijando a minha filha na frente de todos por exemplo. – Ele desafiou vendo o olhar de Maki. A ruiva não sabia fingir. Nico olhou para Maki e deu um sorriso singelo querendo passar confiança.
– Não farei nada que não queria Maki chan. – Nico murmurou acariciando o rosto da ruiva.
– Por favor... – Maki pediu sem jeito.
– Tem certeza? – Nico perguntou preocupada.
– Apenas o faça, Nico chan. Eu confio em você. – Maki então fechou os olhos com calma.
Nico olhou para os lados, as pessoas estavam olhando. Olhou para Maki, a garota estava ansiosa e tinha o cenho franzido. Que seu pai a perdoasse por estar mentindo e enganado todo mundo, até mesmo aquele que fora o seu melhor amigo em vida.
– Com licença. – Nico murmurou ajeitando o seu cabelo apara trás da orelha.
Os lábios se tocaram calmamente. Nico pode sentir os lábios trêmulos de Maki contra os seus. Eles eram quentes e macios, um toque adocicado, talvez por conta da sobremesa. Calmamente moveu seus lábios contra dos de Maki. Capturando primeiro o lábio superior para se afastar um pouco e capturar o lábio inferior de Maki entre os seus e então encerrar o contato.
A garota rica estava com as bochechas quentes e tão vermelhas quanto seus cabelos. Nico também estava envergonhada, enquanto as demais pessoas estavam no mínimo surpresas. Fora dito a todos que aquele namoro era uma farsa.
Nico sorriu minimamente para Maki, a ruiva então soltou o ar que tinha prendido por conta do nervosismo. O senhor Nishikino se encostou em sua cadeira. Nico não aprecia ser tão ruim assim, viu a sinceridade nos olhos da morena a cada pergunta. E a duvida já era inexistente. Só podia aceitar, se aquilo fosse fazer Maki feliz. E agora a sala de jantar estava um caos devido aos comentários.
– Satisfeito? – Machie perguntou tocando o braço do marido.
– Não posso fazer mais nada. – Ele admitiu sua derrota.
~*~
– Me desculpe. – Maki murmurou constrangida.
– Eu que peço perdão... Eu não deveria ter forçado algo assim. – Nico murmurou. Estava no portão da casa de Maki, pronta para ir embora. – Desculpe por não saber como te beijar para parecer mais convincente, foi meu primeiro beijo. – Confessou envergonhada.
– O meu também... – Maki confessou sem jeito.
– Perdão. Provavelmente você estava guardando o para alguém especial. Vamos fingir que nada aconteceu. – Nico sugeriu.
– Faremos assim então. – Maki concordou. – Boa noite Nico chan. – Desejou antes de beijar a bochecha da morena. – Tenha uma viagem segura de volta.
– Boa noite Maki chan. – Nico então pegou a mão da mais nova para depositar um beijo na costa da mão.
– Eu te levo até sua casa, Nico chan. – Ryou parou o carro na frente do portão. – Não aceito não como resposta. – O homem disse sorrindo
– Vai com ele. – Maki pediu. – É mais seguro. – E Nico suspirou sem outra alternativa.
– Nos vemos no próximo final de semana então. – Com isso a morena correu em direção do carro do amigo de sua família.
Maki acenou para o carro que agora dava partida. Hanayo tinha razão. Estava se apaixonada por Yazawa Nico. Aquilo era terrível.
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