Butterfly Fly Away

3 Capítulo 3 - Dificuldades


Notas iniciais
Desculpem por fazer vocês esperarem ' Bom, mas aqui vai o cap! Espero que gostem!

Winry estava triste, muito triste. Sua mãe iria viajar para a cidade central para atender alguns clientes em especial, e ela teria de ficar em casa com o pai. Ela não tinha nada contra passar cinco dias com o pai, mas iria sentir muito a falta da mãe, já que eram muito ligadas, assim como ela e o pai. Sempre quando ela saía com Winry para fazer compras, comprava alguma coisa para ela. Poderia ser um doce, um brinquedo, mas sempre alguma coisa era para Winry. Quando elas saíam para comprar vestidos para Winry, ela sempre escolhia vestidos lindos, de acordo com o gosto da filha. E ela sempre levava Winry, Ed e Al ao parquinho no fim de semana para brincarem juntos, já que Trisha durante esses dias andava muito solitária e triste.

Ela, com lágrimas nos olhos, se despedia da mãe, que iria ficar fora por aquele pequeno período de tempo, que para ela pareciam mais décadas. A mãe olhou a filha fungando, e sorriu, indo ao seu encontro.

— Não se preocupe, meu amor, eu voltarei em breve — Disse Sara, dando um beijo em sua testa. — Papai vai cuidar de você enquanto eu estiver fora, certo? Preciso ir, é importante.

— Certo — Ela disse, enxugando as lágrimas e abraçando a mãe.

Winry sabia que para que a mãe saísse, teria que ser muito importante, porque ela não tinha o costume de viajar para atender clientes. Winry ficou triste, e o pai se despediu da esposa com um beijo, e olhou pra ela e sorriu docemente.

— Que tal algumas panquecas de chocolate para o café, querida? — Os olhos dela brilharam.

— Claro! — Ela disse, sorrindo. Adorava panquecas de chocolate e o pai era um cozinheiro muito bom.

Ele foi até a cozinha e eles prepararam juntos as panquecas (ela ajudava dando os ingredientes, enquanto o pai fazia as panquecas) e depois o pai despejou sobre elas uma deliciosa calda de mel e chantili, e estavam prontinhas para comer. Winry comeu as suas panquecas, deliciando-se a cada pedaço que levava à boca, mas aí se lembrou de sua mãe. Ela ficou um pouco triste, e o pai percebeu.

— O que foi, amor? — Disse o pai, curioso.

— Papai... — Ela disse, quase em um sussurro. — Queria que a mamãe comesse das suas panquecas também.

Ela encarava as panquecas no prato, pensativa. O pai sorriu docemente de novo.

— Vamos fazer mais panquecas quando a sua mãe voltar, certo? Aí comemos todos juntos. — Ele disse, limpando o canto da boca dela, que estava sujo de mel e chantili. Ela olhou pra ele e sorriu.

— É mesmo! Vamos fazer panquecas bem gostosas pra ela. — Winry disse, colocando um pedaço de panqueca na boca. Estava quase terminando de comer.

— Isso mesmo e... — O pai nessa hora olhou para o relógio, que marcava 11:00. — Nossa! Está quase na hora de você ir pra escola! Vamos, termine de comer e me dê seu prato pra eu lavar.

Ela obedeceu, colocando o último pedaço na boca e entregando o prato ao pai, que foi até a pia passar uma água rápida. Depois lavaria melhor, agora teria que arrumar Winry para a escola.

Ele deu banho nela e a arrumou, e ela ficou linda com o seu vestidinho azul-bebê e o cabelo preso em um rabo de cavalo gracioso, com as suas sandálias azul escuras e meias de seda brancas. Ele por último colocou novamente aquela colônia de alfazema nela e a deixou linda para ir pra escola. Ele arrumou as coisas dela, colocando o livro e os gizes de cera e hidrocores, lápis e o resto do material dentro da mochila, e viu o livro “Lá no alto das nuvens” dentro da mochila.

— Que livro é esse, querida? — Perguntou o pai, curioso.

— É um livro muito legal que a professora lê pra gente. É sobre um esquilo que a floresta dele é destruída e ele tem que se mudar pra cidade, que é um lugar muito feio e fedido, e ele encontra amigos e eles estão em busca de um lugar chamado Animália, onde todos os bichinhos são livres — Ela explicava, enquanto mostrava ao pai as figuras. — É o meu livro preferido.

— Então vou ler pra você hoje à noite, o que acha? — Disse o pai, pegando o livro e colocando-o dentro da mochila. Os olhos de Winry brilharam.

— Sério, papai? Que legal! — Ela lhe deu um abraço, e ele riu. Criançinhas se contentam com tão pouco...

Ele colocou o resto das panquecas em uma vasilha e guardou dentro da mochila dela, junto com um garfo de plástico, pra que ela comesse no lanche, junto com um suco de caixinha sabor morango. Depois foram andando até a escolinha, e lá ela viu Ed e Al brincando como sempre faziam antes da aula começar. Pareciam estar fazendo castelinhos na caixinha de areia.

— Oi Winry! Vem brincar! — Disse Al, acenando para ela e sorrindo.

— Estou fazendo uma fortaleza para o meu castelo! Você pode ser a princesa! Eu e o Al seremos os cavaleiros — Disse Edward, olhando pra ela e sorrindo, acenando também.

— Já vou! — Ela disse, acenando de volta e sorrindo animada. Ela já ia, quando o pai a chamou.

— Êpa, cadê o meu beijo? — Disse o pai, se agachando e mostrando a bochecha.

Ela voltou e seu um beijo na bochecha do pai e se despediu dele, novamente correndo ao encontro dos amigos.

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Urey voltou para casa, entrou em seu escritório e abriu um envelope bege, cheio de papéis. Todos esses papéis eram contas, ainda não pagas. Conta de luz, de água, de telefone, de cartão de crédito, da escola de Winry... todas estavam altas. Ele estava ficando preocupado com isso. Não que não pudesse pagar por tudo aquilo, mas é que precisaria apertar o cinto esse mês. Seu salário como médico era de R$15.000,00 mas os impostos tinham aumentado e agora estavam de 29,5%, só restando R$ 10.650,00 reais para pagar todas as contas, e elas estavam bem altas esse mês. Ele com certeza teria que apertar o cinto, mas estava era preocupado com Winry, pois não queria preocupá-la desnecessariamente. Queria que ela se concentrasse nos estudos e na escola, e não com problemas de adultos.

Depois de ir no banco pagar as contas atrasadas e as no prazo, ele olhou cansado para o relógio. Estava quase na hora de ir pegar Winry na escola. Ele foi ao carro e se dirigiu até a escola, chegando na mesma hora em que o sinal bateu para as crianças saírem. Assim que Winry saiu, ele acenou para ela, chamando-a, sorrindo como sempre. Ela foi ao encontro dele, sorrindo e acenando também. Ele não queria que ela percebesse uma ligeira aflição em seus olhos. Para ela, tudo estava certo, e dependendo dele, assim continuaria, apesar de vários pensamentos ainda invadirem a sua mente.

You had to do it all alone

Make a living

And make a home

Must of been as hard as it could be

--------------------tradução--------------------

Você teve que fazer tudo isso sozinho

Fez uma vida

E fez um lar

Deve ser mais difícil do que parece

Notas finais
Desculpem a demora desse cap xD Os que gostam da minha fic devem estar retados comigo *é lixada na saída*
Bom, espero que tenham gostado. Só uma curiosidade: Lá no alto das nuvens é mesmo um livro, e muito bom, porque eu tenho (tenho vírgula, eu dei aos meus priminhos). Muito fofo, eu recomendo.
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