Notas iniciais
Leitora lindas da minha vida, tenho uma proposta um tanto indecente para vocês. Bem... eu sei que já enrolei demais e o Nathan e a Cassandra precisam "dormir junto" logo de uma vez, mas eu não sei escrever um cap assim, então gostaria de saber se alguma de vocês gostaria de escrever... Por favor, não se ofendam com essa proposta!

Ele atende o celular e vai para a sacada e eu fico parada no meio da sala, ainda sofrendo de dor de cabeça.

Alguém bate na porta repetitivas vezes, fazendo o maior barulho, minha cabeça lateja a cada batida.

- Já vai!- grito.

Abro a porta e dou de cara com uma Vic muito sorridente e animada.

- Oi. – ela sorri.

- Mais baixo. – murmuro pondo a mão na cabeça.

- Ih, a ressaca parou e ficou. – ela entra e observa o meu apartamento.

- Algum problema?- fecho a porta.

- Tem mais alguém aqui?- ela me encara.

Fico em silêncio procurando pela voz de Nathan que é quase inaudível.

- Sim, o Nathan. – falo simplesmente.

Ela agarra o meu braço e me arrasta para o quarto, trancando a porta atrás de si.

- O que houve?- franzo o cenho.

- Sabe aquele gatinho que vai te pegar na faculdade?- ela sorri animada.

- O Alek?- encaro-o inclinando a cabeça.

Não espero me surpreender, tudo que vem da Vic já uma surpresa.

- Eu fiquei com ele ontem!- ela diz animada.

Opa! Isso surpreende.

- Com o Alek?!- falo em espanto.

- Sim, algum problema?- ela cruza os braços.

- Não, nenhum. – contraio os lábios.

Sim! Tem vários problemas, e o maior deles é que ele não passa de um galinha mafioso.

- Eu deixei meu celular com ela. – ela senta ao meu lado.

- Ele vai ligar?- pergunto não muito crente que isso vai acontecer.

- Sim, ele quer sair comigo. – ela tira o celular do bolso.

Nós Duas encaramos o aparelho como duas crianças encarando um brinquedo novo e então ela guarda de novo.

- E você?- ela fala esperançosa.

- Eu o que?- franzo cenho.

- Hum... – ela olha o quarto- Dormiu com ele?

- Claro que não!- falo em espanto- Eu ainda sou virgem se é isso que você quer saber.

Ela arregala os olhos e vai pra trás.

Nossa, até parece que eu sou um bicho de sete cabeças, eu só sou virgem.

- Algum problema? – cruzo os braços.

- Bem, sim. – ela me encara- Quer ser uma mulher de quarenta anos virgem?

- Ah. – reviro os olhos- Não é pra tanto Vic.

- É sim meu amor, hoje meninas de treze anos estão tendo filhos. – ela sorri.

- Pronto, eu não sou uma vadia que durmo com todos que eu fico e também não sou irresponsável de ficar gravida.

- Você toma anticoncepcional?

Ah, agora ela está dando uma de minha mãe?

- Tomo. – resmungo.

- Ele é doente?

É, ele é muito doente.

- Não.

- Então por que ainda é virgem?

- Por que eu quero ser!- grito.

Ela me encara, analisando o meu estado.

- Se quer chamar a atenção, não vai conseguir com esse pijama. – ela ri.

Bufo e cruzo os braços.

- Vai, eu vou te ajudar. – ela vai até o meu armário.

Fico estática encarando-a pegar roupas e revirar o meu armário, ela dizia algo, mas eu não prestei atenção.

- Tome. – ela me entrega uma muda de roupa.

Vou para o banheiro e me troco rápido, a roupa é simples: uma regata branca que deixa os meus seios maiores e um shorts jeans curto.

- Satisfeita?- saio do banheiro emburrada.

- Sim. – ela sorri mordendo o lábio- Duvido que ele não goste.

Reviro os olhos e abro a porta do quarto.

- Mas então, pretende sair com o Alek?­- volto ao assunto anterior.

- Se ele me ligar. – ela diz cabisbaixa.

- Cassandra. – Nathan me chama da cozinha.

Caminho em passos rápidos até lá e encaro-o, ele está procurando alguma coisa.

- Onde tem prato?- ele para e me encara.

Caminho lentamente até o armário perto da geladeira e retiro um prato de lá.

- Pronto bebê. – sorrio.

Ele revira os olhos e coloca um ovo frito no prato.

- Sabe cozinhar?- ergo uma sobrancelha.

- Poucas coisas. – ele ri.

- Eu já vou indo. – Vic passa cantarolando.

- Tchau Vic, me dê noticias. – grito antes dela sair.

- Claro, tchau casalzinho.

- Não liga pra ela. – gesticulo com os lábios sem emitir som.

Nathan ri e coloco o prato na mesa.

- Não vai comer?- sento na cadeira e observo-o.

- Esse é pra você. – ele diz sem me encarar.

- Não estou com fome. – falo baixo.

- Você não comeu ontem. – ele diz sério.

Faço uma careta e puxo o prato pra mim.

Enquanto como, observo o Nathan e lembro-me do que a Vic me disse, será mesmo que vou ser uma mulher de quarenta anos virgem? E ainda solteira? E será que meus companheiros serão gatos?

Não! Eu não quero isso, eu quero ser uma menina normal, que namorou, que ficou, que vivei a vida e se casou depois, teve e filhos e pronto. Mas eu não consigo imaginar isso com o Nathan, ele parece bloquear qualquer pensamento meu desse tipo.

- Cassandra?- Nathan murmura.

- Eu sou virgem. – falo antes mesmo de pensar nas palavras.

Nathan engasga, meu coração acelera e eu quero enfiar minha cabeça no chão.

- Esquece o que eu falei. – falo rápido.

- Relaxa. – ele diz ainda engasgado.

Engulo seco. Argh! Eu tenho que pensar nas coisas antes de falar.

- Por que não me falou isso antes?- ele me encara.

- Por que não ia acontecer nada entre a gente.

Ele concorda.

- Mas e a piscina?- ele diz triunfante.

- Eu não estava raciocinando, então não conta. – contraio os lábios.

- Tudo bem. – ele diz sem esboçar nenhum sentimento, levanta e coloca o prato na pia.

Faço o mesmo que ele e ficamos paradas na cozinha, em silêncio. Meu rosto está queimando e eu estou morrendo por dentro.

- O Alek está nos esperando. – ele sai da cozinha.

- Tudo bem. – caminho atrás dele- Onde?

- Na mansão, vou te apresentar a única mulher que trabalha pra mim.

- E as sua prostitutas?- pergunta cautelosa.

- Na máfia. – ele sorri.

Nossa, eu preciso conhecê-la, ela deve ser super foda para trabalhar na máfia.

**

Estamos na mansão e como de costume, Nathan me vendou para eu não descobrir o caminho. Essa casa me trás sentimentos estranhos e nostalgia, um dia eu estive aqui e não foi nada legal.

Estou sentada na sala, encarando a lareira. Nathan foi ao escritório e creio que as meninas estão no andar de cima- só pelo barulho que fazendo, Leo está na cozinha fazendo alguma coisa e não vejo Lucas.

Nathan está agindo diferente comigo agora, depois que soube que eu era virgem, está tomando distancia de mim e não me encara do mesmo jeito.

- Nathan. – escuto a voz do Alek.

Viro no sofá e encaro-o, ele sorri pra mim. Ah, por que minha amiga foi gostar de você?

Nathan sai do escritório e volta para a sala, fico em pé ao lado dele. Alek volta para fora e quando entra novamente, está acompanhando de uma menina.

Ela é japonesa, tem o cabelo preto bem escuro repicado, tem uma cara angelical, mas algo nela me dá medo. É um pouco menor que eu, acho que centímetros de diferença, usava uma roupa de tecido diferente e não parece estar armada.

- Naomi. – Nathan a cumprimenta.

Encaro-o confusa, ela sabe falar nossa língua?

Sorrio para ela, mas ela não sorri de volta, simplesmente acena de cabeça.

Seu olhar é frio e eu sinto calafrios percorrem meu corpo.

- É Naomí ou Naomi?- murmuro para o Nathan.

- As duas pronuncias estão certas. – ela responde primeiro. Sua voz é normal, um pouco mais fria que a do Leo.

- Cassandra, ela é a nossa assassina profissional. – Nathan se aproxima dela.

Fico estática encarando a menina a minha frente, se eu a visse na rua, não diria que ela seria capaz de matar alguém.

- Usa arma também?- encaro-a com medo.

- Não gosto de armas. – ela diz calma.

Olho para Nathan confusa.

- Uso facas ou qualquer coisa do gênero. – ela parece perceber meu estado confuso.

Agora eu sei por que ela trabalha aqui.

Sem eu não me engano, Nathan a chamou por causa do pai dele.

- Naomi, precisamos conversar. – Nathan faz um gesto com a mão.

Ela caminha confiante até o escritório e percebo que até Nathan tem um pouco de medo dela.

- Ela é foda. – Alek senta no sofá.

Concordo sem mesmo saber como ela é.

- Eu tenho medo dela. – murmuro.

Ele ri.

- Todos aqui têm medo dela.

- O Leo não parece ter. – balbucio encarando-o de relance na cozinha.

- O Leo é assim mesmo. – Alek sorri torto.

Encaro seus olhos verdes e lembro da Vic.

- Precisamos conversar. – encaro-o séria.

- É comigo?- ele inclina a cabeça.

- Não, com a minha avó. – sou ríspida.

Ele ri e levanta, caminhamos até o corredor e entramos na primeira porta que eu vejo, que é o banheiro.

- Olha aqui. – encaro Alek bem séria.

Ele encosta na parede.

- Se você fizer a Vic sofrer, eu acabo com você. – ameaço-o.

Ele engole seco.

- Como sabe?

- Ela me contou. – estreito os olhos- E é bom você ligar pra ela.

Ele balança a cabeça positivamente.

Encaro-o por um tempo, não tenho mais nada a falar, mas se ele vacilar com ela vai se arrepender. Saio do banheiro e vou até a cozinha pegar um copo de água.

Viro para ir até a mesa e dou de cara com a Naomi. Levo um susto e vou pra trás.

- Naomi. – ofego- Que susto.

- O elemento surpresa é a melhor tática para se matar. – murmura ela.

Concordo com o coração na mão e sento-me à mesa.

- Trabalha a quanto tempo aqui?- tomo um pouco de água.

- Desde meus 15 anos.

Meu deus, ela é uma assassina de nascença. E também deve conhecer muito bem o Nathan.

- O que diz sobre sua experiência?- encaro-a com mais coragem.

- Homens são iguais aranhas, os mais perigosos são os pequenos. – ela diz calma.

Isso é uma indireta? Pois eu não entendi.

- Como assim?- balbucio com medo da reação dela.

- Quando virar mafiosa irá entender essa metáfora. – ela sai andando calmamente até a sala.

Aperto o copo em minha mão, como assim? Quando eu virar mafiosa?