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45 Capítulo 6
Notas iniciais
obs: cap em homenagem a Crystal, a Pal Lage e é claro, para a Tai.
Encaro o copo em minha mão. Naomi tem mesmo razão, se for pensar em certa forma eu sou mesmo mafiosa, estou junto com o Nathan há um mês eu acho, já matei varias pessoas e já descobri coisas sobre a máfia que mais ninguém sabia. Agora só falta eu começar a participar das vendas.
Pensar nisso me dá calafrio, uma menina criada tão rigidamente como eu, em escolas ótimas, com pessoas extremamente educadas, entrou em medicina e agora está envolvida com máfia! O que a minha avó vai achar de mim?
Apoio minha cabeça nas mãos e balanço-a de um lado para o outro. O que eu fui fazer?
Alguém pigarreia na minha frente, ergo o olhar e vejo Leo.
– Oi. – murmuro.
– Está tudo bem?- ele me encara.
Seu olhar é gelado como o de Naomi, sua voz soa fria assim como a dela e passa repentinamente em minha mente que eles combinam.
– Sim, por quê? – franzo o cenho.
– Nada. – ele desvia o olhar.
Olho para a mesa e encontro o revolver dele e me lembro da primeira vez que ele entrou no quarto com o Nathan, ele tinha essa mesma feição.
– O que você faz por aqui?- alguém tinha que falar algo, ficar em silêncio logo com o Leo não da certo.
– Hum... Digamos que eu sou a eficiência. – ele sorri torto.
Hum... O Leo é a eficiência daqui.
– E o Alek?- me ajeito na cadeira.
Ele me encara por uns instantes.
– O Alek é a visão daqui.
Acho que por isso que ele cuida da segurança nas missões.
– E o Lucas?- inclino a cabeça, ele nunca faz o trabalho sujo.
Leo contrai os lábios, me encara sério, parecendo buscar as palavras certas para me explicar.
– O Lucas é a força.
– Força?- arqueio uma sobrancelha- Ele é tão normal.
– Ele é o irmão do Alex, então ele não é normal. – Leo ri.
– Mas perto de vocês...
– Mesmo perto da gente, é que o Nathan não quer força-lo, ele chegou agora no grupo então ainda não tem muita manha, mas não fale que ele é normal.
Franzo o cenho.
– Por que não?- inclino a cabeça.
– Antes de ele vir pra cá, ele era um caso perdido. – Leo levanta e sai da cozinha.
Caso perdido? O Lucas? Eu diria que o Nathan é o caso perdido, mas o Lucas!
Coloco o copo na pia e volta pra sala, a casa está em completo silêncio. Nathan ainda está trancado no escritório, Leo sumiu assim como a Naomi e o Alek.
Sorrio sapeca enquanto caminho até o escritório do Nathan, hesito em frente à porta e bato fraco. Ninguém responde. Então bato mais forte até escutar um “Entre!”.
Abro a porta devagar, Nathan está sentado na mesa encarando papeis, tento não fazer barulho e fecho a porta.
Nathan ergue o olhar pra mim, aqueles olhos azuis tão hipnotizantes me analisam rapidamente e depois voltam para o papel.
– Atrapalho?- murmuro.
– Não. – ele diz sem me encarar.
Aproximo-me dele devagar e fico em frente a sua larga mesa de madeira escura, acho que se fosse mesa de jantar, seis pessoas comeriam perfeitamente nela.
Ele larga a caneta bruscamente, levo um sobressalto, mas continuo de frente pra ele.
– O que quer?- ele me encara.
– Não tinha nada pra fazer lá, resolvi vir te ver. – sorrio amarelo.
Ele esfrega o queixo e concorda.
Consigo ainda perceber que ele está agindo diferente comigo, como se eu tivesse um problema.
– Por que está fazendo isso?- debruço na mesa.
– Isso o que?- ele volta a me encarar.
– Depois que eu falei que era virgem, você começou a se afastar e quase me ignorar. – encaro-o profundamente.
Ele engole seco.
– Eu sou apenas virgem, não um bicho de sete cabeças. – continuo.
Ele dá de ombros e volta a escrever, me ignorando por completo.
Parece estar falando com as paredes por aqui, ele não me encara, não fala comigo e nem sequer toca em mim. Até parece que eu tenho uma doença infecciosa.
– Nathan olha pra mim. – falo levemente séria.
Ele continua encarando os papeis.
– Nathan!
Ele parece não me escutar.
Os nervos ficam a flor da pele e eu passo a mão em sua mesa, levando tudo ao chão. Ele arregala os olhos e me encara espantado.
– Agora pode prestar atenção em mim?- cerro os dentes.
Ele estreita os olhos.
– Fala.
– Por que está me tratando assim?- encaro-o séria.
– Eu não sei também. – ele encara os dedos.
Reviro os olhos.
– Você é tão complicado. – suspiro.
Ele passa a mão no cabelo e noto que faz um tempo que ele não usa boné.
– Eu preciso resolver umas coisas, depois podemos conversamos.
Argh! Ele sempre termina uma conversa assim, sempre acha um jeito de acabar com a discussão e depois nada de resolve.
– Eu não vou sair daqui. – bato na mesa e o encaro mortalmente.
Ele morde o lábio inferior e estreita os olhos. Levanta da mesa e caminha lentamente até mim, minha palpitação aumente e minha boca fica seca. Mas me obrigo a fica firme.
– Está muito rebelde ultimamente. – ele me analisa.
Estufo o peito e ignoro-o.
– Se não vai sair, eu te tiro daqui. – ele diz confiante.
– Tente. – falo desafiando-o.
Ele abaixa e me pega no colo, ajeitando minha barriga em seu ombro e fazendo meu dorso cair em suas costas.
– Nathan!- repreendo-o.
Ele me ignora e sai andando.
– Me coloca no chão!- grito histérica e dou um soco nas costas dele.
– Quieta. – ele me balança.
– Se não me largar... – ameaço-o.
Passamos pela sala, onde encontro as meninas, o Lucas, o Leo e a Sue. Escondo o meu rosto de tanta vergonha.
– Nathan!- grito mais uma vez.
Ele me leva até o quarto que eu fiquei enquanto estava sendo sequestrada. Ele entra e fecha a porta, depois me solta, me fazendo deslizar pelo seu corpo másculo e perfeito. Ficamos frente a frente, consigo sentir sua respiração e o seu cheiro me embriaga.
Ele se aproxima de mim, passa delicadamente pelo meu rosto, até chega a minha nuca e segura. Inclinando minha cabeça um pouco para baixo, me fazendo encarar seus olhos azuis novamente, me puxou para mais perto e me deu um beijo calmo, nossas línguas se sincronizam numa sintonia perfeita. Ainda segurando minha nuca, desceu os beijos para o meu pescoço e deu um leve chupão no lugar. Sinto o meu corpo arder por dentro e eu quero algo que não sei direito o que é.
– Nathan... Eu quero que minha primeira vez seja com você. – murmuro, sem pensar novamente. Ele para e se afasta de mim.
– Cassandra, essa era a ultima coisa que eu queria ouvir. – ele murmura em lamento.
Encaro-o sem entender nada.
– Eu não quero que se sinta forçada a nada, eu gosto do jeito que estamos. – seus olhos azuis brilham com sinceridade.
Me afasto dele. Sinto um dor em meu peito, essa foi a pior coisa que ele já fez ou falou pra mim. Sinto as lagrimas se formarem em meus olhos. Enxugo-as antes que elas possam escorrer.
– Sabe, eu não quero ser uma mulher de quarenta anos virgem. – comento.
Escuto ele rir e se aproximar de mim.
– Mas isso não te faz ficar com o primeiro...
– Você não é o primeiro. – corto-o- Eu já tive outros namorados.
Ele respira fundo.
– Nathan, eu estou pronta. – falo confiante.
– Tem certeza que é isso que você quer?- ele me encara meigo.
Aproximei-me dele e beijei-o e acho que ele entendeu isso como um “sim”. Meu coração dispara, estou mesmo fazendo isso? Estou em uma mistura de nervosismo, ansiedade, medo, embora eu também esteja com vontade de fazer isso, fazer isso com o menino dos olhos azuis.
O beijo ficou mais acelerado, mais selvagem, aproveitei para desfrutar de seu corpo, até que percebo que minhas mãos estão na barra de sua camisa, não consigo retira-la por estarmos muito juntos um do outro. Ele se afasta de mim e então consigo retirar sua blusa bem lentamente, memorizando cada musculo de seu abdômen perfeito. Me sinto como a Alice no mundo das maravilhas, estou entrando em colapso. Jogo a blusa dele em qualquer canto do quarto. Ele volta a me beijar mais urgentemente, até que sentir suas mãos na barra da minha blusa, ele a retirou com cuidado e bem lentamente.
Parou de me beijar nos lábios e foi para o meu pescoço, beijando-o delicadamente e me fazendo ter arrepios prazerosos, ele para bem rente ao meu busto. Segura em minhas coxas e as ergue, me fazendo abraçar sua cintura, ele me leva até a cama, me deitando de costas nela, bem carinhosamente. Encaro os olhos azuis e sinto a apreensão de novo. Será que vai dar certo? Será que vou fazer tudo certo? Sou interrompida ao sentir os beijos deles indo em direção aos meus seios cobertos pelo sutiã e seguir até o “pé” e de minha barriga.
Ele para perto da barra do meu shorts e olha pra mim, seus olhos queimam os meus de certa forma que acho que não consigo respirar. Seus dedos seguram gentilmente o botão de meu shorts e me olhou novamente, como se pedisse permissão para continuar. Com as mãos tremulas, mostro a ele como abrir e ele retira o shorts, desvio o olhar, estou morrendo de vergonha. Já estive assim na frente dele, só que agora eu estou sóbria do que está acontecendo. Ele deita sobre mim e me beija carinhoso, assim que para, me encara ternamente.
– Eu vou bem devagar, quero que nunca se esqueça disso. – ele sussurra- Eu não vou te machucar, ok?
– Tá bom. – falo concordando com a cabeça, parecendo uma criança.
Ele leva as mãos até o feche de meu sutiã e abre, descendo as alças devagar, tirando-o e jogando em qualquer canto do quarto, após o ato, volta a me encarar. Cubro o meu busto em completa vergonha e sinto o sangue em meu rosto.
– Os das prostitutas são maiores e mais bonitos. – murmuro me encolhendo.
– Mas eles são de silicone, e eu ainda prefiro os seus. – ele se aproxima de mim e retira a minha mão com carinho.
Ele volta a me beijar e logo em seguida beija o meu pescoço e vai descendo até o meu busto, que agora está desnudo. Ofego ao sentir sua boca neles e pareço queimar por dentro. Ele desce mais os beijos, até a barra de minha calcinha. Arfo. Não sei se sinto vergonha e peço para ele parar, ou se me deixo levar pelo momento. Ele segura minha calcinha pelas laterais e foi descendo de forma torturante. Voltou a me beijar e o sinto tocar intimamente em mim, ofego entre seus lábios, seus movimentos ficam mais rápidos e eu pareço formigar, me sinto uma criança no parque de diversão quando experimenta ir na montanha russa pela primeira vez. Não consigo controlar o que eu sinto, é algo automático.
Algo se acumulava dentro de mim, como se fosse explodir, mas Nathan parou com os movimentos antes que isso acontecesse. Estou arfante diante dele, ele me encara de novo e sorri abertamente, depois a me beijar mais calmamente, embora minha respiração esteja descompensada. Minhas mãos agem por conta própria, até pararem na barra da calça dele. Fico agitada, não sei o que fazer... Deve tira-la? Espero ele tirar? O que eu faço?!
Ele se afasta lentamente de mim e acaba com a minha duvida, retirando a calça juntamente com a cueca, tento ser discreta, ou pelo menos não olhar diretamente para lá, mas é quase inevitável e fico totalmente corada.
– Você tem, hã... preservativo?
– Na minha carteira... Ah, no bolso da calça. – ele pega a peça de roupa e logo em seguida retira o pacotinho laminado.
Respiro fundo. Estou entrando em combustão, minha respiração está ruidosa e meu coração bate tão rápido quando as asas de um beija-flor.
Ele deita sobre mim novamente e me beija terno, senti-o me invadir. Cara isso dói, mordo meu lábio na tentativa de não fazer muito barulho, pois minha vontade é de gritar. Nathan se movimenta devagar, e a dor diminui aos poucos, já ouvi falar que isso é verdade na primeira vez.
Já não aguentava mais segurar, e soltei um gemido fraco, ao mesmo tempo em que arqueei as costas, ele aumentou um pouco a velocidade, me fazendo gemer um pouco mais alto. Me sinto como Eva provando do fruto proibido e o pior é que isso é viciante e eu preciso sempre demais.
Nossos corpos se mexem em sincronia, falo coisas sem sentidos às vezes e consigo escutar Nathan ofegar em meu ouvido. Ele mordisca a minha orelha e suas mãos passeiam pelo meu corpo, passo minhas mãos em suas costas, arranhando de leve, ele geme baixo e fica arrepiado. Ele parecia sentir o mesmo prazer que eu sinto, e isso é bom, principalmente quando tem o Nathan envolvido nisso.
Meus músculos ficam tensos e eu pareço que vou explodir. O meu ápice chega trazendo varias sensações juntas, Nathan chega um pouco depois de mim.
Estou ofegante, tremula e cansada. Encaro os olhos azuis brilhantes e não consigo dizer nada, nem ao menos me mexer direito.
Ele sai de dentro de mim, faço uma careta.
Respiro fundo. Nossa...
Meu cabelo está grudado na testa, estou totalmente suada e cansada. Nathan nos cobre e deita ao meu lado. Coloco a mão no rosto.
– Para de me encarar. – murmuro.
Ele ri.
– Mas eu gosto de te encarar.
Ele se aproxima mais de mim e me abraça, não consigo mais manter meus olhos abertos e acabo dormindo de novo.
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