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43 Capítulo 4
Bebi mais alguns copos de bebida, sempre sendo controlada pelo Nathan.
- Cassandra chega!- ele me repreende e toma o copo da minha mão.
- Me deixa em paz. – resmungo.
- Você está bêbada. – ele resmunga de volta.
- Bêbada mais feliz. – sorrio pra ele.
Ele revira os olhos e pega em meu braço, me levando entre a multidão até a porta da saída.
Acho que eu exagerei mesmo, minha cabeça está dando volta e a náusea reage em meu estomago.
- Acho que vou vomitar. – murmuro.
Nathan resmunga algo que eu não compreendo, coloco minha mão livre na barriga e olho para o chão, que parece ficar cada vez mais perto de mim.
**
Acordo com uma claridade forte e chata, obrigando-me a abrir os olhos e encarar o meu quarto, estou sozinha na cama e com roupa intimas, mas me lembro de estar com o Nathan ontem ou foi só um sonho estranho?
Levanta da cama e tropeço em minhas próprias roupas jogadas no chão, depois tropeço em Percy no corredor, até chegar à cozinha meio desorientada.
E lá estava ele, fazendo alguma coisa que eu não sei, mas gosto de olhar pra ele.
- Bom dia. –murmura ele.
- Só se for pra você. – resmungo.
- Quem manda beber demais. – ele diz igual um pai.
Reviro os olhos e deito minha cabeça na mesa, estou com uma dor no corpo horrível, com se eu tivesse participado de uma seção se masoquismo e minha cabeça parece que vai explodir.
- Aspirina. – Nathan coloca dois comprimidos sobre a mesa com um copo de água.
Pego os dois comprimidos e engulo com um só gole de água e depois engasgo.
- Vou tomar banho. – murmuro levantando da cadeira.
- Ok. – ele toma um gole de água.
Volto pro quarto e entro direto no banheiro, tomo uma ducha rápida e depois coloco um pijama confortável. Vou pra a sala e deito no sofá.
Fecho os olhos devagar e tento esquecer a dor latejante de minha cabeça.
Quando volto abrir, olhos azuis estão me encarando, levo um leve susto e depois sorrio.
- Quer me matar do coração?- murmuro.
Ele sorri.
- Desculpa. – ele me observa dos pés a cabeça- Vai ficar de pijama?
- Sim, não quero sair de casa hoje. – murmuro pondo a mão na cabeça- Ai.
- Se lembra de algo de ontem?- ele inclina a cabeça.
- Bem... – me esforço- Lembro-me de quando entramos até o momento que eu tomo o segundo copo de bebida.
Ele suprimi um sorriso.
- Saiba que você fez muitas coisas.
- Eu sei disso. – lamento- Não posso beber.
- Eu sei disso, mas você nunca me escuta.
Respiro fundo.
Ele tem razão, tenho que escuta-lo mais vezes.
- Você passou tão mal que desmaiou. – ele comenta sorrindo.
Arregalo os olhos.
- Sério?- indago.
Ele concorda.
- Sim, eu te trouxe pra casa e te coloquei na cama. – ele sorri meigo.
- Ah. – exclamo, então foi ele que tirou minha roupa. FOI ELE!
Sinto o meu rosto esquentar e escondo meu rosto em uma almofada.
- Cassandra?- ele balbucia.
- Você retirou minhas roupas?- murmuro contra a almofada.
- Não é a primeira vez que faço isso.
Ah, ele fez isso no dia da festa da Vic, aquele dia eu estava mais bêbada.
Contraio os lábios e retiro a almofada da minha cara.
- Deve ser normal pra você, né?- pergunto cautelosa.
- Por quê?- ele franze o cenho.
- Você já ficou com muitas meninas, então eu não passo de uma criança pra você. – minha voz sai em lamento.
- Não é verdade, eu só não te vejo como eu via elas. – ele sorri torto.
- Como você via elas?- ergo uma sobrancelha.
Ele dá de ombros.
Coloco minha mão no rosto, que pergunta de virgem eu fiz pra ele. Eu sou muito idiota.
- Você já falou com os meninos sobre o seu pai?-balbucio.
Ele nega brevemente.
- E não vai falar?
- Depois, eu preciso pensar direito. – ele passa a mão no cabelo- É complicado.
Concordo. Deve ser mais que complicado você saber que tem matar ou ser morto, principalmente quando o seu pai é o alvo e o mandante.
- Você não acha que foi o seu pai que mandou a Melissa atirar em você, acha?- balbucio cautelosa.
- Agora eu não acho mais nada. – ele volta a me encarar.
Olho para outro lugar, ele está realmente transtornado e cada vez menos quero conhecer o pai dele.
- Sabe ao menos onde o seu pai está?
- Não, eu não sei nada sobre ele, nem sei o nome dele!- ele diz perplexo.
Puta merda. Isso é mais difícil do que parece.
- Sabe o que vai fazer?- pergunto cautelosa.
Ele abre a boca, mas logo em seguida fecha-a sem argumentar nada.
- Está pensando em fugir?- indago.
Ele fica parado, com os braços estendidos ao corpo e os olhos opacos e misteriosos. Sinto um calafrio percorrer meu corpo.
- Você não pode me deixar de novo!- levanto do sofá.
Ele engole seco.
- Olhe, isso vai ser necessário, meu pai não pode achar você. – ele tenta se explicar.
- Nem você. – retruco.
- Eu vou fazer o que eu achar certo. – ele me corta antes mesmo de eu pensar algo em argumentação.
Engulo as palavras com dificuldades, mas fico em silêncio.
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