Notas iniciais
Quero agradecer a Lucy por recomendar a minha fic, estou muito feliz mesmo, valeu linda!
Esse cap é em sua homenagem.

Estou deitada no sofá, quase dormindo, vendo um programa de culinária.

Alek está ao meu lado, também quase dormindo, às vezes resmunga algo do Nathan e depois volta a presta atenção na Tv.

- Mas que demora. – resmunga de novo.

- Ô velho rabugento, qual o seu problema?- me apoio no cotovelo e encaro-o.

- Nada. – ele sorri torto.

Volto a deitar no sofá e pisco pesadamente, durmo.

MINHA cabeça está levemente tombada e estou balançando de leve, suave como a brisa. Algo está envolvendo minhas pernas e segurando meu ombro gentilmente.

- Ela acordou?- alguém sussurra.

- Deixa-a dormir. – outra pessoa sussurra.

Essa conversa parece ser sussurra, me mexo. Não quero acordar.

- Está tudo pronto?- a voz sussurra de novo.

- Sim. – outra sussurra.

Tento abrir os olhos, embora ainda queira continuar dormindo.

Abro um pouco os olhos e vejo aquele maxilar forte, que seu perfeitamente que é do Nathan, fecho os olhos depressa.

Entramos em algum lugar, a brisa aqui é quente e prazerosa. Sou colocada carinhosamente em uma superfície macia.

- Cassandra. – alguém sussurra em meu ouvido.

Meço-me, não quero acordar.

- Acorda.

- Não. – gemo.

- Ande. – sussurra novamente.

Gemo em desaprovação e abro os olhos, encarando os olhos azuis nítidos a minha frente. Ah Nathan...

- Onde estou?- olho em volta.

- No meu barco. – ele sorri.

Barco?!

Levanto em um salto e olho em volta, estou em uma suíte.

- Por que estou aqui?- murmuro.

- Vamos para uma casa minha e quero ter certeza que você vai estar longe do perigo. – murmura ele.

- Desculpa, mas estar aqui é andar de mãos dadas com o perigo. – sorrio torto.

Ele sorri relutante.

- Estou com muita raiva de você. – murmuro.

- O que eu fiz agora?- ele inclina a cabeça e me encara.

- Simplesmente some depois de uma perseguição, não me explica nada, quase fui morta por uma psicopata ruiva e não posso mata-la e depois o Alek aparece do nada, falando que vai ser meu segurança por alguns dias, e, agora sou sequestrada de novo?- respiro, tomando folego.

Ele ri.

- A perseguição eu não sei explicar baby, o caso da Melissa eu sei.

- Então... ? – encaro-o séria.

- Eu gostaria que você não matasse ninguém, mas como isso já aconteceu. – ele contrai os lábios- O Fred está acabando comigo de novo, perdi meu negócio nacional e os federais já me deram um toque que a policia está na minha cola, então achei melhor ficar inativo durante um tempo, ou seja, seu matar ninguém.

- Mas quem ia matar seria eu. – cruzo os braços.

Ele fica tenso e respiro fundo.

- Pode falar. – só pela expressão que ele fez, sei que está escondendo algo.

- Sabe, quando eu te sequestrei, para não dar muito na cara que era um sequestro. Eu forjei um documento de casamento e aleguei que eu e você somos casados. – ele dá um sorriso torto.

Fico sem reação, encarando seus olhos azuis nítidos, tento manter minha respiração.

Por isso que algumas pessoas me chamavam de Sra. Frost, por isso ficamos nas mesmas suítes nos hotéis e o Jake perguntou se eu tinha algo sério com o Nathan. Agora estou mais nervosa e com raiva dele do que antes.

- Por que você não me contou?- indago nervosa.

- Não seria louco.

- Não sabe como eu odeio isso em você, fica me escondendo as coisas e eu descubro pelos seus amigos ou mesmo em deslizes que você tem. – cerro os dentes.

- Cassandra, eu tinha acabado de sequestrar você, acha mesmo que eu ia falar?- ele arqueia uma sobrancelha.

- Mas e depois?- praguejo- Quando saímos juntos, quando nos beijamos ou até mesmo quando tínhamos conversas descentes.

Minha irritação é palpável.

Ele morde os lábios.

- Desculpa. – murmura ele.

- Ah, até quando vai achar que uma desculpa sua melhora a situação?- estreito os olhos.

- Até quando você falasse isso. – ele dá um sorriso amarelo.

Mordo o lábio inferior.

Como ele pode esconder isso de mim? Isso não é nada pessoal dele, é nosso e ele conseguiu esconder.

- Você podia esconder qualquer coisa, mas nunca algo que me envolva nisso também. – encaro-o.

Ele permanece quieto e misterioso, seus olhos não demonstram nada. Como gostaria de ler pensamentos...

- Para onde vamos?- murmuro.

- Para a minha casa de praia. – ele ri torto.

Respiro fundo. Então somos “casados” e eu descubro isso agora?

Saímos da suíte e passamos por uma sala, e literalmente e do tamanho da do meu apartamento. Subimos uma escada e consigo ver o mar calmo e verde, algumas ilhas e a brisa quente.

- Olá casal. – Alek nos encara rindo.

Reviro os olhos e passo reto, sem encara-lo.

- Contou pra ela?- Alek murmura.

Nathan aquiesce, mas não comenta nada a respeito, melhor assim.

Lucas está sentado na proa do barco, em um lugar estofado de branco. Está com um ar calmo e juvenil.

- Oi. – sento de frente com ele.

- Oi. – ele sorri.

Abraço meus joelhos e encaro o mar.

- O que foi?- ele me encara curioso.

- Estou com raiva do Nathan. – murmuro.

- Alguma novidade?- ele ri.

- Mas ele não tinha o direito de esconder isso de mim, somos quase que casados.

- Você devia estar acostumada com esse jeito do Nathan, eu já acostumei. – ele sorri torto.

- Eu não.

Ele ri.

- Estava com saudades de você. – murmura ele.

- Também estava com saudades de vocês. – sorrio.

- Você viu a Melissa?- ele inclina a cabeça.

- Ela quase me matou de novo. – contraio os lábios.

Ele ri.

- Acho que um tiro não te derruba mais.

Rio.

- Concordo.

Nathan está conversando com o Lucas, parece tão relaxado e bonito, e pior é que ele é quase o meu marido... Ah meu menino confuso.