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42 Capítulo 3
Umedeço meus lábios e ficamos em silêncio.
Depois de um longo período de tempo se encarando em completo silêncio, Nathan diz alguma coisa:
- Quer fazer alguma coisa?
Processo algo interessante para a gente fazer alguma coisa, tento não ser muito maliciosa.
- Eu que te pergunto. – sorrio torto.
- Bem... – ele senta no sofá- A casa é sua, você que manda.
Ah! Agora que mando.
- Podemos ver Tv. – pego o controle do sofá.
- Você que sabe. – ele sorri torto.
Que ideia péssima eu tive agora, mas vai ter que ser está.
Sento ao lado dele e ligo a Tv, fico passando de canal em canal procurando um programa legal para assistir, até que o celular do Nathan toca. Ele levanta e vai atender o telefonema na sacada e eu desligo a Tv.
Deve ser muito importante ou confidencial para ele atender longe de mim e do barulho da Tv.
- Quer ir à balada?- Nathan aparece na sala de novo.
- Sim, pelo menos é algo legal de se fazer. – sorrio.
- Nós vamos sim, manda o endereço por mensagem. – ele volta a falar no telefone.
O Alek ainda não desistiu da ideia de ir para uma balada.
Levanto do sofá e corro para o meu quarto, encaro o meu armário a procura de alguma roupa para ir.
Finalmente acho uma roupa legal: Regata elemento Acqua, uma calça fórum, um cinto Osklen e um sapato alto Jorge Alek.
- Nossa, você para uma balada, não para um desfile. – Nathan entra no quarto.
Rio.
- Obrigada. – termino de passar o meu rímel.
**
O local está lotado, uma fila gigante e fico até desanimada em ter que ficar esperando na fila.
- O que foi?- Nathan me encara.
- Olha o tamanho da fila. – falo cabisbaixa.
Nathan sorri triunfante.
- Vamos entrar como Vips, sem fila.
Mordo o lábio inferior, nunca pensei que ficar com um mafioso tinha seus lados positivos.
Nathan paga a entrada para nós dois, embora eu tenha insistido muito em pagar a minha. Entramos no local, a musica é alta, as luzas coloridas e algumas não param de piscar, me deixando tonta.
Vamos até o camarote vip, conseguimos ver a pista e outro camarote de lá, a musica não é tão alta e as luzes não dão tanta tontura.
- Pensei que não queria vir na balada. – Alek diz petulante.
- Eu não queria vir com você. – retruco.
Nathan ri.
Olho em volta e vejo a Vic.
- Vic?- pergunto cautelosa.
- Oi!- ela sorri.
Está com mais algumas meninas, que creio que estavam na festa passada em que eu bebi demais.
Ficamos um tempo na área vip, até que a bebida começou a fazer efeito em mim e eu querer ir para a pista de dança junto com a Vic.
- Acho melhor você parar de beber. – Nathan retira uma garrafa da minha mão.
Não me importo mais continuo dançando, ainda não estou bêbada, estou mais ou menos sóbria das coisas.
- Cassandra. – Nathan diz sério.
- Vem dançar. – arrasto-o para o meio da pista.
Ele balança a cabeça negativamente mais me segue até a pista de dança. A musica é perfeita para o momento e por causa do álcool tenho a cara e coragem de dançar na frente dele.
Me junto com a Vic e as meninas, fazendo uma rodinha, embora eu não perca o contato visual do Nathan.
Mordo o lábio inferior e vou descendo, acompanhando as meninas e depois subo bem devagar, sem perder o contato visual com o Nathan, que por sua vez, me encara espantado.
Pisco pra ele e continuo dançando, agora descompromissada e solta, ignorando-o por completo.
Me sinto devassa por fazer isso com ele, e agradeço por ter bebido e estar junto com as minhas amigas.
Ele se aproxima bem confiante de mim e eu sinto o sangue em meu rosto.
- Onde está o seu namorado que não está vendo isso?
Sorrio e dou de ombro.
Continuo dançando de frente com ele.
Ele sorri lascivo e se aproxima de mim novamente.
- Então é solteira?- ele me encara.
- Talvez. – sorrio.
Ele sorri.
- Tem muitos meninos olham pra você aqui. – ele comenta ainda me encarando.
- Hum... – olho em volta- Até que tem uns bonitinhos. – comento provocando-o.
Ele se aproxima mais de mim e me beija de surpresa, deixando nossos corpos mais próximos um do outro.
- Pena que você é só minha. – ele sussurra após o beijo.
Mordo o lábio inferior e fico corada.
Ele se aproxima de mim de novo e me beija carinhosamente.
Paramos de dançar e voltamos para o camarote, sento no sofá e ele senta no meu lado.
- Onde está o Alek?- olho em volta.
- Acho que foi para a pista de dança. – ele olha em volta.
- Quer fazer o que?- volto a encara-lo.
Ele se aproxima de mim e começamos a nos beijar de novo.
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