Businesses Will Part
68 Capítulo 29
Ele se aproxima de mim, recuo.
- Você vai fazer um aborto. – ele me encara.
Meu coração para e minhas pernas amolecem. Quem é esse Nathan?
- Não!- minha força volta- Eu não vou fazer!- bato de frente com ele.
Ele arregala os olhos e logo depois fica com um olhar frio.
- Ninguém diz não pra mim, Cassandra. – ele diz ríspido.
- Eu falo. – praguejo- Não! Não! Não!
Ele segura o meu braço e me bate contra a parede com força. Arfo.
- Eu falei que você vai fazer. – ele pragueja.
Estou com medo. Não sei o que aconteceu com ele, mas ele não é o mesmo, ele está agressivo, raivoso, agressivo.
Fecho minha mão e acerto um soco na cara dele.
- Primeiro, você não fale assim comigo. – dou um tapa na cara dele- Segundo, você não tem o direito de tocar em mim assim. – dou outro tapa na cara dele- Terceiro, você não deve desmerecer o seu filho.
Nathan cerra o maxilar e respiro fundo, certamente eu brinquei com fogo.
- Eu não quero um filho. – resmunga ele.
Seguro as lagrimas. Eu esperava qualquer reação dele, menos o mandato de aborto.
- Agora é tarde para falar isso. – rebato.
Caminho até a porta.
- Abra a porta. – mando-o.
- Não. – ele cruza os braços.
- Nathan, abra a porta. – tento manter a paciência.
- Não. – ele diz devagar e petulante.
Ah Frost, eu mato você.
Estou quase certa que o Nathan sofre de distúrbios bipolares ou eu realmente nem conheço ele.
- Cassandra. – ele diz mais calmo- Olhe para o meu estado.
Contraio os lábios.
- Estou sem condições de discutir, então faça por menos.
- Faça por menos?- falo indignada- Foi você que chegou louco, gritando e me agredindo.
Ele contrai os lábios.
- Então faça você por menos. – falo sério- Eu sou a gravida aqui, eu que deveria estar dando uma louca e não você.
Ele ri sarcástico.
- Quando você matar o tanto de pessoas que eu matei hoje, você fala em ser louca.
Passo a mão no cabelo. Que pai o meu filho vai ter...
- Eu quero ver a minha vó. – mudo de assunto para não ficar mais em choque do que já estou.
- A velha vai ficar bem. – ele diz sem dar importância.
Cerro o maxilar.
- Dobre a língua para falar da minha vó. – rosno.
- Ficou dolorida por uma velha que não é nada sua?- ele sorri petulante.
Ele não sabe com quem está falando!
Avanço nele mais uma vez, porém ele segura os meus braços com forças, me deixando sem defesa.
- Me bate. – ele diz provocante.
Mecho minhas mãos, sem sucesso.
- Nathan, me solta. – digo frágil.
- Posso pensar no seu caso. – ele diz perto do meu ouvido.
Mexo minha perna para ajudar a me soltar, então ele interfere me prendendo contra a parede.
- Nathan. – tento não gaguejar de medo.
- Você fica tão linda assim. – murmura ele.
Estufo o peito e prendo a respiração. Obrigo-me a não demonstrar medo.
- Você se drogou?- contraio os lábios.
- Eu não uso droga. – ele rebate.
Menos mal...
- Você lembra quando fomos para Las Vegas?- ele me encara terno.
- Lembro. – murmuro. Naquela época eu poderia sentir algo por você.
- Lembra quando eu falei que se fizesse algo errado, sofreria as consequências?- ele sussurra perto do meu ouvido.
Estremeço.
- Lembro. – falo baixo.
- Está na hora das suas consequências por fugir de mim. – ele morde o lóbulo de minha orelha.
Sinto um arrepio passar por minha espinha.
- Não. – tento dizer firme.
- Agora não é hora de dar sua opinião. – ele passa os dentes em meu maxilar.
Respiro fundo e pesado.
Meu corpo está tênue, soou frio e não tenho forças para me soltar. O Nathan deve estar com algum problema sério.
- Não vou fazer nada com você nesse estado. – falo firme.
- Isso se chama saudade.
Seja forte Cassandra.
Ele afrouxa um pouco a mão que prende as minhas.
- Não, você está fora de si Nathan. – empurro-o.
Ele me encara confuso.
- Acha que eu sou aquelas vagabundas da sua casa?- cruzo os braços- Você não me machuca assim e depois tem o que quer, não mesmo.
Ele contrai os lábios.
- Agora abra a porta. – ordeno.
Ele levanta e caminha até a porta, destrancando-a.
Volto para sala o mais rápido que posso.
- Lucas, abaixa a arma. – encaro-o.
Ele faz o que eu mando e minha vó me encara confusa.
Sorrio torto.
Alguém agarra o meu braço e me arrasta pra fora, olho para o lado e vejo o Nathan. Puxo o meu braço e ele aperta mais.
- Nossa conversa ainda não acabou. – ele diz sério.
Reviro os olhos.
Ele me coloca dentro do carro, vejo minha avó vir correndo. Tento abrir a porta, porém a mesma está trancada, minha avó é contida pelo Leo e Nathan entra no carro.
- Me deixe sair. – resmungo.
- Como eu disse, nossa conversa ainda não acabou. – ele me encara e logo depois liga o carro.
Tento abrir a porta, mas ela continua trancada. Dou um soco no vidro para não descontar no Nathan.
- Toma. – ele me entrega uma venda.
Reviro os olhos e coloco-a.
Com certeza ele é bipolar.
**
O caminho foi longo? Não sei dizer, acho dormi.
Nathan retirou a venda quando já estávamos dentro da mansão. Sinto arrepios por lembrar o que já passei aqui dentro.
Saio do carro rápido e caminho até a porta, abro-a e rolo os olhos pelo lugar. Está a mesma coisa.
- Quanto tempo. – alguém fala comigo.
Procuro pelo dono da voz e vejo Naomi, sorrio.
- Sim. – concordo.
Nathan passa por mim e me arrasta para dentro da casa, subimos a escada e ele continua me segurando. Entramos em um quarto desconhecido por mim.
Tem paredes claras e apenas uma azul, moveis de madeira escura, uma cama de casal no meio do quarto e algumas fotos.
As fotos são de uma mulher de cabelo liso negro e grande, pele alva e um lindo sorriso.
- Minha mãe. – Nathan diz breve.
Mordo o lábio e sento na beirada da cama. Nathan entra no banheiro e escuto o chuveiro ligar.
O Nathan tem surtos bipolares, eu percebi isso pelo estado que entrou na fazenda, pelo estado de quando falou que sentia saudade e pelo estado que está agora.
Abraço o meu ventre. Ah meu bebê, o que será de nós com o seu pai?
Fale com o autor