Notas iniciais
Desculpa a demora para postar, mas amanhã vou ter prova de matemática, então fiquei estudando a tarde inteira... E foi mal se ficou pequeno, é que minha cabeça agora está cheia de números e formulas.

- Ainda está nervosa?- balbucia ele.

- Sim.

- Olha, se eu soubesse que ia dar esse problema, eu falava. – murmura ele.

Como assim? Ele ainda não assumi o erro!

- Você tem problema?!- sento na cama.

Ele franze o cenho.

- Você achava que isso não ia dar problema?- falo perplexa- Acha mesmo que eu não me importo em saber que eu não sou filha da mulher que me criou? Que o meu pai não passa de um... Um... — Que palavra eu uso- Você sabe o que ele foi. – simplifico.

Ele passa a mão nos olhos e inspira fundo.

- Mas garanto que tudo isso que você está passando, não chega a um terço do que eu sofro. – ele diz sério- Então acho melhor você pensar um pouco.

- Como?- praguejo- Como pensar se você me esconde tudo! Como pensar se eu nunca sei de nada!

- Eu escondo porque eu acho certo. – ele rebate.

- Então tudo é certo pra você, porque pelo visto você me esconde mais coisa. – cruzo os braços.

- O que eu escondo diz respeito apenas a mim. – ele pragueja.

- Mentira!- grito e minha voz falha- Isso que você escondeu diz respeito a mim e não a você!

O que ele acha que é? O rei da minha vida? Que pode esconder qualquer coisa que eu não me importo?

- Eu tenho culpa que você não para pra escutar e sai socando os outros. – ele retruca.

- Eu soco mesmo! E se precisar eu soco de novo!

- Está esperando o que?- ele faz um sinal com as mãos.

Estreito os olhos.

Ah Frost, tem certeza que está fazendo isso?

- Você não tem a razão agora. – ele continua.

Avanço nele, com cara e coragem. Ele precisa aprender a calar a boca.

Assim que chego perto o suficiente, ele prende as minhas mãos e me prende contra a parede. Realmente ele é muito forte.

- Como eu já disse pra você, é melhor você pensar antes de agir. – murmura ele.

Puxo minha mão, mas sem sucesso.

- Eu faço o que eu quero. – rebato.

Ele sorri.

- Eu sei disso, por isso gosto de você. – ele me encara ternamente- Nenhuma menina que eu conheço, teria a coragem de dar um soco na minha cara, brigar comigo e ainda vir pra cima de mim.

- Por isso as pessoas são únicas Nathan. – murmuro.

Ele respira fundo e me solta calmamente. Meus braços se estendem ao lado do meu corpo e estão pesados.

Assim que ele se afasta de mim. Tomo folego e saio do quarto. Vou até a sala e o pessoal ainda está lá.

- Você está melhor?­- Lucas me encara.

- Sim. – sorrio- Nada como colocar os pensamentos no lugar.

- Cassie. – Vic vem até mim- Vou para a minha casa.

Caminho até ela e a abraço. Não sei se fico feliz por ela ter perdido o bebê ou se fico triste.

- Tchau. – murmura ela.

- Se precisar, me liga. – murmuro.

Ela aquiesce e vai até a porta.

- Tchau. – murmuro ao Alek.

Ele acena com a mão e segue a Vic.

- Nós já vamos também. – Naomi vem até mim.

Nós?

- Tchau. – Leo vem até mim.

- Tchau. – murmuro meio intrigada, eles estão juntos?

Naomi acena assim como o Alek e os dois saem.

Lucas e a Mari fazem a mesma coisa. Logo o apartamento está vazio, em silêncio desolador.

- Eles já foram?- Nathan aparece no corredor.

Levo um leve susto. Tinha me esquecido dele.

- Sim. – murmuro- Você vai?

- Quer que eu vou?- ele me encara.

Ô pergunta difícil de responder.

- Metade de mim não quer mais olhar pra você e a outra metade quer olhar pra você sempre. – murmuro.

- E qual metade você vai ouvir?- ele sorri.

- A que me der vontade. – retruco.

Ele ri alto e eu quase não consigo me segurar para não rir.

- Você é tão teimosa.

- Obrigada. – pego um copo e encho-o de água.

Tomo um longo gole.

- Pode dormir aqui, mas vai dormir no quarto de hospedes. – encaro-o.

- Tudo bem.

Sorrio.

- Você não... – ele pigarreia- Vai tirar essa roupa?

- O que tem ela?- encaro a minha blusa.

Ele passa a mão no cabelo.

- Nada, só troque ela. – ele diz tímido.

Dou de ombros e caminho até o meu quarto. Passo pelo espelho e assim que vejo de relance, volto.

Entendi perfeitamente porque ele queria que eu trocasse, ela está muito colada e molhada. Coro.

Sinto calafrios e vou tomar um banho descente.

Assim que termino, coloco o meu pijama de calor e saio a procura do Nathan pelo apartamento, entro no quarto com o maior cuidado e vejo a luz do banheiro acessa.

Encaro a cama. Ela precisa de lençóis e fronha. Lá vou eu buscar...

JÁ terminei de arrumar a cama pra ele e estou arrumando o meu cabelo. Fiz um rabo de cavalo simples.

- Cassandra!- Nathan grita alto.

Corro para o quarto.

- Oi. – tento falar alto.

- Você está surda?- ele diz nervoso.

- Não, por quê?- franzo o cenho.

- Estou te chamando faz séculos. – resmunga ele.

Reviro os olhos.

- O que você quer?

- Toalha.

Merda, esqueci-me da toalha.

Vou para o armário e pego a primeira toalha que vejo, abro um pouco a porta e estico o braço, entregando a toalha.

Ele segura a minha mão e me puxa pra dentro do banheiro.

- Nathan!- repreendo-o.

Notas finais
Quem quer escrever a continuação?