Businesses Will Part
60 Capítulo 21
Notas iniciais
- Ainda está nervosa?- balbucia ele.
- Sim.
- Olha, se eu soubesse que ia dar esse problema, eu falava. – murmura ele.
Como assim? Ele ainda não assumi o erro!
- Você tem problema?!- sento na cama.
Ele franze o cenho.
- Você achava que isso não ia dar problema?- falo perplexa- Acha mesmo que eu não me importo em saber que eu não sou filha da mulher que me criou? Que o meu pai não passa de um... Um... — Que palavra eu uso- Você sabe o que ele foi. – simplifico.
Ele passa a mão nos olhos e inspira fundo.
- Mas garanto que tudo isso que você está passando, não chega a um terço do que eu sofro. – ele diz sério- Então acho melhor você pensar um pouco.
- Como?- praguejo- Como pensar se você me esconde tudo! Como pensar se eu nunca sei de nada!
- Eu escondo porque eu acho certo. – ele rebate.
- Então tudo é certo pra você, porque pelo visto você me esconde mais coisa. – cruzo os braços.
- O que eu escondo diz respeito apenas a mim. – ele pragueja.
- Mentira!- grito e minha voz falha- Isso que você escondeu diz respeito a mim e não a você!
O que ele acha que é? O rei da minha vida? Que pode esconder qualquer coisa que eu não me importo?
- Eu tenho culpa que você não para pra escutar e sai socando os outros. – ele retruca.
- Eu soco mesmo! E se precisar eu soco de novo!
- Está esperando o que?- ele faz um sinal com as mãos.
Estreito os olhos.
Ah Frost, tem certeza que está fazendo isso?
- Você não tem a razão agora. – ele continua.
Avanço nele, com cara e coragem. Ele precisa aprender a calar a boca.
Assim que chego perto o suficiente, ele prende as minhas mãos e me prende contra a parede. Realmente ele é muito forte.
- Como eu já disse pra você, é melhor você pensar antes de agir. – murmura ele.
Puxo minha mão, mas sem sucesso.
- Eu faço o que eu quero. – rebato.
Ele sorri.
- Eu sei disso, por isso gosto de você. – ele me encara ternamente- Nenhuma menina que eu conheço, teria a coragem de dar um soco na minha cara, brigar comigo e ainda vir pra cima de mim.
- Por isso as pessoas são únicas Nathan. – murmuro.
Ele respira fundo e me solta calmamente. Meus braços se estendem ao lado do meu corpo e estão pesados.
Assim que ele se afasta de mim. Tomo folego e saio do quarto. Vou até a sala e o pessoal ainda está lá.
- Você está melhor?- Lucas me encara.
- Sim. – sorrio- Nada como colocar os pensamentos no lugar.
- Cassie. – Vic vem até mim- Vou para a minha casa.
Caminho até ela e a abraço. Não sei se fico feliz por ela ter perdido o bebê ou se fico triste.
- Tchau. – murmura ela.
- Se precisar, me liga. – murmuro.
Ela aquiesce e vai até a porta.
- Tchau. – murmuro ao Alek.
Ele acena com a mão e segue a Vic.
- Nós já vamos também. – Naomi vem até mim.
Nós?
- Tchau. – Leo vem até mim.
- Tchau. – murmuro meio intrigada, eles estão juntos?
Naomi acena assim como o Alek e os dois saem.
Lucas e a Mari fazem a mesma coisa. Logo o apartamento está vazio, em silêncio desolador.
- Eles já foram?- Nathan aparece no corredor.
Levo um leve susto. Tinha me esquecido dele.
- Sim. – murmuro- Você vai?
- Quer que eu vou?- ele me encara.
Ô pergunta difícil de responder.
- Metade de mim não quer mais olhar pra você e a outra metade quer olhar pra você sempre. – murmuro.
- E qual metade você vai ouvir?- ele sorri.
- A que me der vontade. – retruco.
Ele ri alto e eu quase não consigo me segurar para não rir.
- Você é tão teimosa.
- Obrigada. – pego um copo e encho-o de água.
Tomo um longo gole.
- Pode dormir aqui, mas vai dormir no quarto de hospedes. – encaro-o.
- Tudo bem.
Sorrio.
- Você não... – ele pigarreia- Vai tirar essa roupa?
- O que tem ela?- encaro a minha blusa.
Ele passa a mão no cabelo.
- Nada, só troque ela. – ele diz tímido.
Dou de ombros e caminho até o meu quarto. Passo pelo espelho e assim que vejo de relance, volto.
Entendi perfeitamente porque ele queria que eu trocasse, ela está muito colada e molhada. Coro.
Sinto calafrios e vou tomar um banho descente.
Assim que termino, coloco o meu pijama de calor e saio a procura do Nathan pelo apartamento, entro no quarto com o maior cuidado e vejo a luz do banheiro acessa.
Encaro a cama. Ela precisa de lençóis e fronha. Lá vou eu buscar...
JÁ terminei de arrumar a cama pra ele e estou arrumando o meu cabelo. Fiz um rabo de cavalo simples.
- Cassandra!- Nathan grita alto.
Corro para o quarto.
- Oi. – tento falar alto.
- Você está surda?- ele diz nervoso.
- Não, por quê?- franzo o cenho.
- Estou te chamando faz séculos. – resmunga ele.
Reviro os olhos.
- O que você quer?
- Toalha.
Merda, esqueci-me da toalha.
Vou para o armário e pego a primeira toalha que vejo, abro um pouco a porta e estico o braço, entregando a toalha.
Ele segura a minha mão e me puxa pra dentro do banheiro.
- Nathan!- repreendo-o.
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