Businesses Will Part
51 Capítulo 12
Notas iniciais
Acordo com uma falação alta. Estreito os olhos e olho em volta, ainda está claro. Passo a mão no rosto e levanto da cama, pego a camisa do Nathan do chão e coloco uma calcinha box. Saio do quarto ainda cambaleando.
- Pelo amor de deus Vic. – Alek lamenta- O que você quer saber?
- Nada!- ela rosna- Coisas como essas se dizem no primeiro encontro, sabia?
Alek passa a mão no rosto e resmunga algo.
- Eu te conheci na balada. – ele diz mantendo a calma- Não posso sair falando para todas que eu fico que sou mafioso.
Ela bufa e finalmente eles me percebem.
- Ops, acho melhor eu voltar para o qualquer. – sorrio amarelo.
- Não!- ela aponta pra mim- Irá ficar aqui.
Engulo seco e permaneço no lugar.
- Vocês mentiram pra mim e não tolero mentira. – ela diz nervosa.
- Foi para o seu bem. – falo paciente.
- Bem?- ela indaga- Bem seria se você tivesse me falado que havia sido sequestrada por ele.
- Vic eu... – tento me explicar.
- Fica quieta!- ela grita- Eu vou embora. – ela pega a bolsa do sofá.
- Vic não! Vamos conversar!- vou atrás dela.
- Nem chegue perto. – ela avisa.
Paro de imediato e a encaro.
Ela sai e fecha a porta com força, encaro o Alek esperando alguma reação dele.
- É melhor ir atrás dela. – opino.
Ele respira fundo.
- Vou voltar todo roxo, mas vou. – ele sorri presunçoso- Fica muito sexy com essa roupa.
Encaro minha roupa, ou melhor, camiseta. Fico ruborizada.
- Ah, cala a boca e anda logo. – estreito os olhos pra ele.
Ele ri e sai.
Passo a mão no rosto de novo, tentando focalizar algo em minha cabeça. Percy se esfrega em minhas pernas, claramente pedindo carinho. O pego no colo e vou para a cozinha preparar algo para eu comer.
Faço um chá de camomila, sento na bancada e afago o Percy enquanto tomo o meu chá e penso no Nathan.
A questão do pedido ainda está na minha cabeça, à resposta já está fora dela. Por um momento não sei mais o que eu quero, estou perdida e com medo de tomar a decisão errada, temos muitas brigas por coisas tão idiotas, imagina quando estivermos namorando, eu irei morrer de ciúmes dele e provocar mais brigas. Por outro lado, eu o quero do meu lado, o quero só pra mim e gosto de estar perto dele.
- O que está pensando? – mãos fortes abraçam-me pelas costas.
- Coisas. – murmuro perto da xícara de chá.
Ele ri.
- Eu estava procurando a minha camisa, mas acho que já achei. – murmura ele.
Rio.
- Ela fica bem em mim. – comento convencida.
- Eu prefiro você sem nada. – ele sussurra.
Arregalo os olhos e coro.
- Nathan!- repreende-o.
Ele ri.
- Calma, só falei o que acho.
- Sei... – contraio os lábios.
Ele sorri contra o meu pescoço.
Ficamos em silêncio, viro na bancada, ficam de frente pra ele.
- Acho que o Alek gosta da Vic. – comento.
- Ele gosta. – Nathan afirma.
Sorrio de felicidade. Não preciso me preocupar com eles. Pelo menos ele não vai trai-la.
Ele inclina o corpo pra frente e toca os meus lábios com muito cuidado, iniciando um beijo calmo. Largo a xícara e abraço seu pescoço, enlaçando sua cintura com minhas pernas.
Prendendo seu corpo junto ao meu.
Quando terminamos o beijo, estou ofegante. Continuo o abraçando e prendendo-o junto a mim.
- O Lucas precisa me encontrar, vou precisar da minha camisa. – sussurra ele.
- Posso ir junto?- sorrio meiga.
Ele me encara sério.
- Posso pensar no seu caso.
- Então irá sem camisa. – falo petulante.
- Chamarei a atenção de todas as mulheres. – ele sorri presunçoso.
- Ah, pena que você já é meu. – sorrio irônica.
Ele ri.
- Como você é cruel.
- Eu sei disso. – pisco algumas vezes.
Desço da bancada e Nathan vai pra cozinha, observo-o sem camisa e ele é o pedaço de mal caminho mais delicioso que eu já vi. Mordo o lábio em pensar isso.
Ele senta junto a mesa e toma um gole de chá e um plano maquiavélico passa pela minha mente. Algo que eu nunca teria coragem de fazer, mas para mostrar ao Nathan que não é só ele que sabe ser desejado.
- Aqui está a sua camisa. – fico de frente pra ele na mesa.
Ele ergue o olhar pra mim, esperando pela camisa.
- Vá se trocar e depois me dá. – ele diz baixo.
- Não é necessário baby. – falo em um jeito meloso até demais.
Retiro a blusa na frente dele, ficando apenas de calcinha, fazendo-o quase cair da cadeira.
- Eu estava pensando em por silicone. – falo apenas para provoca-lo.
Ele engole seco.
- Você que sabe. – ele diz com dificuldade.
Aperto o meu seio direito bem devagar e Nathan engasga.
- Vou me trocar. – saio andando.
Caminho sorrindo, eu sei mexer com ele bem profundamente.
ESTAMOS EM um restaurante, esperando por Lucas, que certamente tem um assunto muito importante para dar ao Nathan e pelo o que eu sei, por isso ele ficou fora durante um tempo.
- Foi maldade aquilo. – Nathan resmunga.
- Oras, é só pra saber que sente algo por mim. – rio.
Ele balança a cabeça negativamente e ri.
- Ainda terá vingança. – murmura ele, de um jeito um tanto sexy.
Mordo o lábio.
- Hum... Quero só ver.
Nathan está bebendo um vinho que aparenta ser bem cara, mas eu fiquei na coca com gelo e limão mesmo, não quero fazer vexame de ficar bêbada em um restaurante chique como esse.
- Será que o Lucas vai demorar muito?- Nathan diz impaciente.
- Acho que sim, já faz uns 20 minutos que estamos esperando. – deduzo.
Ele demora mais uns dez minutos.
Está bonito como sempre, cabelos loiros bagunçados, olhos azuis observadores, só está um pouco mais formal que o normal. Não deixo de notar a linda mulher ao seu lado, ela tem o cabelo castanho com reflexos loiros, pele clara e um ótimo corpo.
- Oi. – Lucas senta ao lado do Nathan.
- Oi. – respondemos em uni som.
- Essa é a Mariana. – ele apresenta a menina.
Ela sorri, devolvo o sorriso.
Mariana senta ao meu lado. Lucas começa a falar um pouco sobre ela. Pelo o que eu entendi, ela tem 22 anos, é uma sniper, já trabalhou pra máfia e está disposta a ajudar o Nathan a acabar com o pai dele e que eles estão ficando.
Não digo uma palavra sequer, eu posso conversar sobre qualquer coisa do mundo, menos máfia. Pra mim isso era coisa de filme.
Depois do jantar vamos para o meu apartamento, e lá sim eu bebo vinho.
- Veio da onde Mariana?- tento puxar assunto.
- Do interior. – ela não é muito especifica.
- Morava em fazenda?
- Sim. – ela sorri.
- Ah, minha avó tem uma fazenda, eu adoro ir pra lá. – sorrio.
- Realmente o campo é melhor que cidade, mas também é o lugar preferido para mafiosos. – ela sorri.
- Claro, é um lugar bem pacato. – concordo.
Até que ela é bem simpática, mas não é de falar muito, igual a Naomi.
- Vocês estão ficando a quanto tempo?
Ela encara a taça de vinho.
- Há algumas semanas e você?
- Eu o que?- franzo o cenho.
- Há quanto tempo está ficando com o Nathan?- ela sorri.
- Bem... – se formos pensar de uma forma básica- Faz um tempo já.
- Hum...
Observo os meninos conversarem, não duvido muito que seja sobre o pai do Nathan ou sobre a mulher que me atacou no bar.
Mariana está inquieta ao meu lado, mudando de posição quase toda hora. Como se tivesse algo revelar.
- Está tudo bem?- encaro-o.
- Sim. – ela fica corada.
Sorrio e volto a prestar a atenção no Nathan.
- Eu preciso falar uma coisa. – Mariana diz em tom alto.
Todos voltam a atenção pra ela, Lucas fica branco.
- Fale. – Nathan diz sério.
- Nathan... – ela faz uma pausa- Eu tenho algo muito importante pra te falar.
Hum, o negocio vai ser bom. Tomo um gole do vinho.
Mariana respira fundo.
- Nathan, eu sou sua irmã. – ela diz tudo de uma vez.
Engasgo na taça de vinho, Nathan fica branco, parece que vai desmaiar e Lucas arregala os olhos.
- Sim. – ela diz firme- Sou sua irmã por parte de mãe e passei anos te procurando, até que...
- Como assim?- ele a interrompe.
Meu deus, o Nathan tem uma irmã por parte de mãe, será que rolou pulo de cerca?
- Nossa mãe teve um relacionamento com um homem fora do casamento e então eu nasci, fui escondida por ela por causa do seu atual casamento, ela mentiu falando que havia perdido o bebê e logo depois ficou gravida de você, encobrindo tudo. – ela sorri torto- Depois da morte dela, não havia mais proposito para eu me esconder e fui atrás de você, para te tirar desse mundo.
Gostei dela...
- Nathan, essa briga é de cachorro grande, se continuar com isso, vai morrer. – ela diz preocupada.
- Por que devo acreditar em você?- ele estreita os olhos.
- Porque eu sei que o Ícaro é de verdade, eu sei coisas dele que você nem sonha... – ela parece convincente.
Hum... O nome do pai do Nathan é Ícaro.
Nathan respira fundo e parece não acreditar.
- Por favor Nathan, desista. – ela meio que implora.
Ele fica firme.
- Vá embora. – diz frio.
- Nathan... – ela se aproxima dele.
- Eu preciso pensar, portanto saia. – ele diz sério.
Ela passa a mão no rosto e sai, Lucas e segue em silêncio. Continuo sentada assimilando o que acaba de acontecer.
- Você tem uma irmã. – falo me acostumando com ideia.
- Não!- ele rosna- Eu não tenho.
- Logico que tem, ela acabou de falar isso. – falo meio obvia.
Nathan bufa e anda em círculos
- Isso não pode ser verdade. – ele passa a mão no cabelo.
Mordo o lábio. Acho que ter uma irmã não é algo que o agrada. Com certeza.
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