Notas iniciais
Esse cap vai em homenagem para todos as minhas lindas leitoras! Fico muito feliz com vocês, pois sem vocês eu nunca iria continuar essa fic.

- Olha aqui. – dou um tapa no peito dele- Eu sei que agora não é hora de falar disso, mas temos que nos resolver. – me afasto dele.

- Resolver o que?- ele inclina a cabeça por lado.

- Bem, é que já tá ficando chato esse negócio de vai e volta, então temos que resolver. É ficar ou largar. – falo firme.

Já estou cansada de voltar e sair, de acabar e começar tudo de novo. É agora ou nunca Frost.

Ele fica parado, me encarando. Analisando os fatos jogados me cima dele, analisando a minha pessoa. Cruzo os braços e espero paciente até demais.

- Já pensou?- apreço-o.

Ele sorri.

- Eu também não aguento mais isso, então escolho ficar. – ele diz baixo.

Meu coração bate descontroladamente e me segura para não pular de alegria.

- Ok, então ficamos. – falo concordando.

Ele ri.

- Gosto desse seu jeito de resolver as coisas. – ele afaga meu rosto.

- Ah, agora você gosta. – resmungo.

Ele revira os olhos.

- Você tem que ver meu lado também Cassandra... Meu próprio pai está querendo me matar, tenho que garantir a proteção dos meus clientes e dos meus amigos, além da casa e da Sue. E também tem você, o que eu mais protejo nesse mundo, ver você apanhar daquele jeito só para poder ficar ao meu lado... – ele parece buscar as palavras- Isso dói, dói muito.

Não sei por que, mas sinto remorso. Como se eu que tivesse sido errada.

Suspiro.

- Você também tem que ver o meu lado. – murmuro- Acha que é fácil ser sequestrada, não saber o motivo, não saber o que querem com você, participar de uma tentativa de assassinato, quase morrer, matar pessoas, ver alguém quase morrer, ser perseguida e gostar do seu sequestrador. – tomo folego- Isso também não é fácil.

Ele mordo o lábio apreensivo e concorda comigo.

- Se formos ver Nathan, não passamos de crianças mimadas que não se suportam. – sorrio- Pois só precisamos aprender a se respeitar e conviver junto.

- Então namore comigo.

Tenho fraqueza e quase caio no chão, meu coração dispara descontrolado, minha respiração falta e minha voz não sai.

- O que disse? – ofego.

- Quer namorar comigo?- ele diz mais devagar.

Meu coração parece parar e eu fico sem reação.

Mil coisas estão passando em minha mente, minha boca fica seca e eu não consigo falar nada.

Respiro fundo.

- Se quiser, não precisa responder agora. – murmura ele.

Acena rápido com a cabeça, ainda atordoada com a pergunta que ele fez agora pouco.

- Cassandra?

Viro e vejo minha vó me encarando meiga.

- Oi vó. – falo quase gaguejando.

- Estou atrapalhando?- ela nos encara.

- Claro que não. – sorrio amarelo- Tenho que ir. – encaro o Nathan.

Ele sorri torto e concorda.

- Depois nos falamos. – murmura ele.

- Não. – minha vó interrompe- Eu posso pedir para o meu motorista vir me pegar.

- Não precisa vó. – caminho até ela- Eu te levo.

Ela pega na minha mão e encaro o Nathan por cima dos meus ombros.

- Ele precisa mais de você do que eu. – ela diz compreensiva.

Olho de relance para o Nathan, que encara o tumulo da mãe.

- Tem certeza que não quer que eu vá com você?- volto a perguntar.

- Sim. – ela afaga o meu rosto e logo depois beija- Depois conversamos.

Sorrio fraco.

- Vou adorar te ver de novo.

Ela volta a caminhar para a saída e eu encaro o Nathan.

Mordo o lábio, esqueci de falar sobre o ataque de hoje cedo.

- Hum... Nathan eu tenho que te contar uma coisa.

Ele me encara.

- Fala.

- Hoje eu saí com a Vic e fomos meio que atacadas por uma mulher. – balbucio.

- Se machucaram? – ele diz preocupado.

- Não, a Naomi e o Alek nos salvaram a tempo, porem eles não sabiam quem era a mulher. – desvio o olhar do dele.

Ele franze o cenho e passa a mão no cabelo.

- Como a Victoria reagiu?- ele se aproxima de mim.

- Eu não sei, mas demos calmamente pra ela e o Alek ficou pra cuidar dela.

- Vamos. – ele pega na minha mão e me arrasta para fora do cemitério.

**

Estou em casa primeiro que o Nathan. Naomi me encara séria, Alek e a Vic estão no quarto.

A campainha toca e eu abro a porta sem sair do lugar. Nathan entra e nos encara.

- Quem era a mulher?- ele encara a Naomi.

A mesma levanta rápido e fica em uma pose de prontidão.

- Ainda não sabemos, já pedi para o Leo investigar. – ela diz firme.

Os olhos de Nathan não param, olham para todos os lados e ele parece pensar em algo.

- Onde está o Lucas?- ele volta a falar com a Naomi.

- Ele sai cedo hoje, não disse para onde ia. – ela faz uma careta.

Nathan resmunga algo e caminha em círculos, parecendo a Vic quando descobriu sobre a máfia.

- Faz um favor pra mim?- ele a encara.

- Qualquer um. – ela fica em uma pose ereta.

- Volte pra mansão e ajude o Leo com a pesquisa? – ele a encara duvidoso.

- Tudo bem. – ela vai até a porta- Até Cassandra.

- Até. – murmuro.

Nathan continua andando em circulo, igual um retardado e resmunga algo que não consigo entender.

- Está tudo bem?- inclino a cabeça.

Ele para e me encara.

- Não.

Caminho até ele e seguro sua cabeça entre as minhas mãos.

- Você está muito estressado, sabia?- sorrio.

- São tantos problemas. – suspira.

Inclino a cabeça pra frente e o beijo carinhosamente.

- Eu sei como te deixar mais calmo. – sorrio um tanto maliciosa.

Ele ri.

- Hum... Você é muito convincente.

Mordo o lábio e sorrio.

ESTOU deitada em cima do Nathan, totalmente ofegante e cansada, o mesmo parece relaxado e afaga minhas costas delicadamente.

Espero não ter feito muito barulho, Alek e a Vic estão no quarto ao lado.

Lembro-me do pedido do Nathan e sinto meu estomago embrulhar. Nunca pensei em namorar um mafioso e outra, ele já tão dominador e protetor comigo sem não termos nada, imagine quando começarmos a namorar...

- Nathan... – murmuro.

- Sim. – murmura ele.

- Vamos parar de brigar?- encaro-o.

Ele ri.

-As brigas são as melhores partes do relacionamento, porque depois vem a reconciliação. – ele sorri lascivo.

- Sei...

Ele ri.

Deito a cabeça em seu peito de novo e com a ponta do dedo contorno seus músculos.

- Isso dá arrepio. – comenta ele.

Rio.

- Você vai embora?- essa ideia me entristece.

- Por que eu iria?- ele me encara.

- Por causa do seu pai.

Ele suspira.

- Eu sei me resolver com o meu pai, não vou te deixar por causa disso.

- É muito bom saber disso. – murmuro.

Encaro o seus olhos azuis reluzentes e suspiro. Ele é tão lindo, mas tão ordinário, tão fechado e aberto ao mesmo tempo, nervoso e dócil. Ah, ele continua sendo o meu príncipe desencantado, só meu.