Abraço o Alek e observo Nathan abraçando a loira e parece ignorar as pessoas repararem nisso.

Estou me sentindo uma trouxa, na minha festa de noivado meu marido está agarrando uma loira vadia, já estou sendo corna bem antes do casamento. Eles parecem o casal de noivos, ela não para de cochichar algo no ouvido dele e ele apenas ri.

- Quem é ela?- murmuro no ouvido do Alek.

- Uma ex do Nathan. – ele sussurra.

Agora me sinto como um vulcão prestes a explodir e queimar uma loira vagabunda.

Ele é MEU! Só MEU! Me sinto egoísta de pensar assim, mas é verdade.

Caminho elegantemente e antes mesmo que eu chegue perto deles, consigo ver o beijo discreto que ela dá no canto da boca dele. Ah, pediu pra morrer.

- Vamos passear loira. – rosno e agarro nos cabelos dela.

- Isabela!- Nathan me repreende.

- Cala a boca que você é próximo.

Arrasto a vadia loira para o lado de fora da casa, às pessoas me seguem murmurando algo desfavorável no momento, paro de frente a beirada da piscina.

- Espero que vaca saiba nadar. – jogo a loira da piscina e alguns fios do cabelo dela ficam em minha mão.

- Nathan!- ela grita e passa a mão no rosto- Olha que essa louca fez comigo!>

- Louca o caralho, eu sou a noiva dele e se você chegar perto do MEU marido, eu acabo com a sua raça de cachorras!- dou ênfase no meu.

Ela bufa e algumas mulheres que estão ali batem palma para mim.

Quando eu viro, Nathan está bem atrás de mim e não parece muito feliz.

- Você viu a palhaçada que você fez?- ele diz com o maxilar cerrado.

- Eu?-falo perplexa- Foi você que ficou agarrando-a na frente de todos, em plena festa de noivado!

Ele acha que eu sou uma das prostitutas dele?

- Ela era uma amiga. – ele diz sério.

- Ela só faltou dá pra você na frente de todo mundo. – rosno.

- É melhor você se controlar. – ele me ameaça.

Meus nervos estão saltando para fora, meus olhos fuzilam os dele, estou queimando por dentro, nunca senti tanto raiva ou ciúmes do Nathan.

- Está agindo como uma criança. – continua ele.

Sem pensar, atinjo o rosto dele com um tapa forte e barulhento, minha mão lateja e meu coração para, ao mesmo tempo que lagrimas brotam em meus olhos.

- Quem está agindo como criança é você Frost. – murmuro e saio andando, ignorando o espanto das pessoas a minha volta.

Acho que essa tapa demonstra todo a frustação que passei ao lado dele e também serve como um toque para ele saber que as atitudes que ele toma me machucam.

As lagrimas escorrem, mas elas são apenas ódio e raiva dos dois, da vadia e do Nathan.

Corro até a escada e subo do jeito que consigo, andar de salto não é para qualquer uma. Entro no quarto e fecho a porta, retiro os sapatos e vou fazendo isso com o vestido, ficando apenas de roupas intimas.

Vou até o banheiro e ligo a ducha. Me sinto como uma mulher traída na frente de todos e ainda recebendo sermão por ter feito alguma coisa, ele acha que eu sou o que? Um cachorrinho que abaixa a cabeça quando recebe uma bronca? Não, como dizia a minha avó, eu sou um cavalo selvagem que ninguém nunca vai conseguir domar, nem mesmo o idiota do Frost.

Volto para o quarto e dou de cara com o Nathan.

- Vá embora. – falo sem encara-lo.

Ele continua em silêncio absoluto, nem sua respiração consigo escutar.

Pego meu pijama e volto para o banheiro, passando por ele e não dou a dignidade de olhar para ele.

- Olhe pra mim. – ele agarra o meu braço.

- Não. – sou firme.

Então ele me vira e me faz ficar bem perto dele.

- Nenhuma mulher bateu em mim. – ele me encara.

- Bem, você estava merecendo. – retruco.

- Por que você me bateu?

- Você ainda pergunta?- falo perplexa- Você está agarrando aquele loira, como se ela fosse a sua noiva, ficava rindo e cochichando algo no ouvido dela, as pessoas começaram a comentar e eu me senti uma mulher corna, mesmo que nossa casamento não seja de verdade. Então eu agi como eu bem entendi e você ainda vem me dar sermão?

Ele respira fundo.

- Ela era a sua ex e você queria que eu ficasse quieta?- pergunto indignada.

- Eu não quero nada com ela. – murmura ele.

- Não, só parecia que vocês iam transar ali mesmo.

Ele reprimi um riso e tenta se manter sério.

- Agora me solta. – puxo o meu braço e saio andando para o banheiro.

TOMEI UMA ducha rápida, retirei as lentes, embora ainda não me sinta como a Cassandra de antes, é como se eu tivesse reencarnado em outro corpo, outra pessoa. A festa acabou antes mesmo de começar, Nathan foi se esclarecer com os convidados e pedir desculpas pelo show que aconteceu.

- Está mais calma?- Nathan entra no quarto.

- Não fale comigo. – corto-o.

- Cassandra não fique assim comigo. – ele se aproxima.

- Quer que eu fique como?- viro e encaro-o- Sorridente e finja que nada aconteceu?

Ele respira fundo.

- Não, mas também não me crucifique.

Ignoro-o e deito na cama, me cobrindo e encolhendo-me embaixo das cobertas.

Escuto seus passos pelo quarto, embora eu não saiba para onde ele vai, acho que vai para o banheiro, relaxo e me descubro.

Nossa, essa foi a festa de noivado mais estranha que já vi, se eu pensar por lado, foi engraçado ver a cara das pessoas e a cara daquela vaca, a única parte que não gostei foi a parte relacionada ao Nathan.

Assim que a porta abre de novo, me cubro mais uma vez e viro para a parede branca. Sinto a cama mexer e a coberta levantar um pouco.

Respiro fundo e fecho os olhos bem rápido. Mãos fortes abraçam minha barriga e o corpo quente e cheiroso do Nathan se aproxima do meu.

- Cassandra... – ele murmura no meu ouvido.

- Estou dormindo. – corto-o.

Ele ri.

- Me desculpa. – ele beija meu pescoço, me fazendo sentir arrepios.

Rio baixo.

- Não. – falo firme.

- Ah não seja difícil comigo. – ele murmura no meu ouvido e logo em seguido morde o lombo de minha orelha.

- Não. – sou firme.

- Você é uma menina muito difícil. – ele morde o meu ombro.

- Ai!- rio.

- Gosto da sua risada. – ele sussurra.

- Hm... – não consigo pronunciar nada.

-Isso significa o que?

- Hm...

- Cassandra fale direito.

- Hm...

Ele ri.

- Você é teimosa. – ele me abraça mais forte- Me desculpa?

- Talvez... – volto a falar.

- Isso já é um começo. – ele murmura no meu ouvido.