Businesses Will Part
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Vic me arrasta para dentro da festa, mas não tiro os olhos daquele menino, não sei por que.
- O que foi?- Vic me encara.
- Nada. – dou um sorriso amarelo.
Nos aproximamos de uma mesa cheia de meninos e com algumas meninas.
- Gente essa é a Cassandra. – Vic me apresenta.
Sorrio.
Os meninos sorriem de volta e as meninas nem me encaram, será por causa do meu vestido?
- Eu vou dar uma olhada, já volto. – Vic me solta e sai andando.
Olho em volta e o menino continua nos mesmo, perto do open bar e seus olhos azuis continuam me analisando.
Mordo o lábio inferior e saio andando no meio das pessoas.
Será que ele é mesmo o Nathan ou a minha depressão está me fazendo ter alucinações e imagina-lo aqui, afinal o que ele tem haver com essa festa?
Procuro por Victoria, não conheço ninguém nesta festa a não ser ela e estou meio perdida.
- Cassie! – uma voz familiar me chama.
Viro lentamente e avisto Igor. Ele está usando um smoking preto e uma mascara cinza, está lindo. E aproposito, ele é meu amigo de infância.
- Oi. – balbucio.
- Está linda. – ele me olha dos pés a cabeça.
Sorrio sem graça.
- Viu a Vic?- balbucio.
- Quê?- ele ergue uma sobrancelha.
- Viu a Vic?- grito um pouco mais alto que a musica.
- Ah não. – ele ri.
- Obrigada. – grito de novo.
Ele sai andando e eu continuou andando no meio das pessoas procurando pro ela. Até trombar em alguém.
- Estava procurando você. – Vic sorri.
- Idem.
- Vem, vamos beber e dançar. – ela pega em meu braço e me arrasta para a pista de dança.
**
Estou na pista de dança, segurando uma garrafinha de Smirnoff e dançando meio cômica. Não sei quantas bebidas já tomei e perdi a conta dos caras que já dei um fora, nenhum deles consegue superar o Nathan e isso da raiva.
Vic me enturmou com algumas delas, se a bebida já não afetou meu cérebro, os nomes delas são Erica, Beatriz e qual o nome da outra... Ma... Na... Isa... Rafaela!
Estou enjoada, acho que bebi demais.
- Vic eu vou parar um pouco. – falo tonta.
- Tudo bem, nos vemos depois. – ela diz animada e da mais um gole em sua bebida.
- Ok. – caminho para fora da pista e deixo minha garrafa em uma mesa.
O ambiente aqui está muito quente e isso me deixa pior do que já estou. Minha cabeça está latejando e tenho náusea com frequência. Sou muito fraca para beber.
Vou para o lado de fora do buffet, tomar um ar fresco. E isso ajuda muito, a brisa fresca refresca o meu corpo quente e melhora as minhas náuseas, me sinto mole.
Fico parada durante um tempo, de olhos fechados e me sinto em um mundo paralelo. O que a bebida não faz comigo?
Mãos fortes seguram me cintura, abro os olhos com o susto e não reconheço o menino.
- Me solta. – praguejo, mas estou mole demais.
- O que uma gatinha faz sozinha aqui fora?- ele sorri.
- Nada do seu interesse. – rosno- Me solta!
Ele continua me segurando forte, o enjoo volta e tenho fraqueza nas pernas.
- Quer dar uma volta?
- Não. Quero que me solte!- praguejo mais uma vez.
Minha palpitação aumente, embora eu não consiga pensar nem reagir a isso.
- Você é muito nervosa, sei de um jeito de te deixar calminha. – ele sussurra.
Meu estomago embrulha e eu fico mais tonta, não consigo focalizar nada a minha volta, está tudo rodando e eu fico cada vez mais mole.
- Me solta!- grito com os dentes cerrados.
Ele me ignora.
- Acho que você entendeu. Ela quer que você a solte. – alguém fala atrás do menino.
Olho por cima do ombro do menino que me agarra e vejo o menino de olhos azuis do começo da festa. O menino me solta e eu quase caio no chão, encosto no canteiro de flores e coloco a mão na barriga.
O menino de olhos azuis vem até mim, mas não consigo falar nada. Em vez disso, viro e vomito nas tulipas que enfeitam o jardim.
O menino, solidário, segura meu cabelo em um rabo de cavalo improvisado.
Estou com tanta vergonha de mim, me sinto uma idiota. Primeiro por que um estranho veio me salvar de outro estranho, depois eu vomito e ele vem me ajudar e por ultimo, ele continua sendo um estranho.
Minha garganta começa arder e a náusea passa, mas minha cabeça parece que está pulsante e dando voltas.
- Você está bem?- o menino me encara.
Olho em seus olhos azuis tão nítidos e conhecidos, se eu não tivesse bêbado acho que o reconheceria.
- Sim, muito obrigada e desculpa pelo vexame. – me ajeito.
- Você tem que ter mais responsabilidade com bebidas, Cassandra. – ele diz sério.
- Como sabe meu nome?- balbucio.
Ele sorri e retira a mascara. Fico em choque.
Meu deus é ele, ele está aqui, ele voltou. Está na minha frente, de carne e osso, não é invenção da minha mente. Ah! Meu príncipe desencantado.
- Senti sua falta. – murmuro.
- Eu também senti. – ele se aproxima de mim e retira seu blazer, jogando em cima de meus ombros- Vou te levar para casa.
Seguro o blazer e aquiesço, tudo que eu mais quero no momento e ficar perto dele. Vamos até o carro dele e não é o BMW de antes, não consigo ver a marca, mas é de luxo.
NATHAN me ajudou a entrar no apartamento e vomitei mais uma vez na garagem do prédio.
Meu coração bate em alegria por estar ao meu lado de novo e eu praguejo mentalmente por fazer essa cena na frente dele. Embora ele demonstre nenhuma objeção, sei que deve estar me achando uma criancinha idiota.
- Vou te dar um banho. – ele me encara.
Arregalo os olhos e minha mente sai do efeito da bebida.
- Não. – franzo o cenho.
- Relaxa, é só um banho, não vou abusar de você. – ele ri.
- Eu consigo tomar banho sozinha. – falo firme.
- Então vá até o seu quarto. – ele cruza os braços fortes.
- Tá. – fecho a cara e caminho meio que na diagonal no corredor.
Acho a porta do meu quarto entro e dou de cara com algo duro.
- Ai!- exclamo.
- Você ainda não atravessa paredes Cassandra. – ele vem até mim.
- Bem lembrado. – murmuro.
Ele me leva até o banheiro do meu quarto e fecha a porta, vai até o box e abre o chuveiro. Estou encolhida no meio do banheiro.
- Acho que vou vomitar de novo. – murmuro.
- O vaso sanitário está atrás de você. – ele ri.
Fico encarando-o retirar a camisa e noto que hoje ele está mais educado e compreensivo do que antes. Por quê?
Ele fica apenas de cueca, sinto meu rosto queimar e agradeço em parte por estar bêbada.
- vire. – murmura ele.
Meio sem jeito, fico de costas pra ele e sinto seus dedos ágeis deslizarem o zíper de meu vestido, fazendo cair aos meus pés.
Afasto-o com o pé e abaixo a cabeça, estou muito tonta.
- Tem sorte de eu estar bêbada. – murmuro.
- Não estou me aproveitando de você. – murmura ele.
- Espero que não. – rebato.
- Vem. – ele corta a discussão que podia começar e me leva para o box.
A água gelada me desperta como um susto. Encaro-o, ele está mesmo aqui. Não é imaginação, sorrio e sinto as lagrimas se formarem em meus olhos e se misturarem com a água gelada do chuveiro.
- Eu realmente senti sua falta!- abraço-o com firmeza, não vou permitir que ele me deixe de novo.
Ele me abraça de volta, encosto a cabeça em seu peitoral desnudo e escuto o seu coração bater.
- Também senti sua falta. – murmura ele.
- Por que foi embora?- balbucio.
- Eu não sei, tive medo de te machucar. – ele beija o topo de minha cabeça.
Ah Nathan você só me machuca quando a intenção não machucar...
Abraço-o mais firme e quero que isso dure para sempre.
Fale com o autor