Businesses Will Part
1 Capítulo 1
Acabei de me mudar para um prédio de luxo, perto de minha faculdade. Consigo tomar posse de minha herança depois de tantos anos na mão de um tutor controlador, posso viver minha vida de verdade, amadurecer.
Já estou me preparando para dormir, tranquei todas as portas do apartamento e peguei Percy, meu gato siamês.
- Boa noite Percy. – murmuro antes de deitar na minha cama.
Não sei que horas são, nem quanto tempo eu dormi. Apenas acordei com um barulho na cozinha e com frio.
Olho o quarto escuro, e não consigo ver nada. Meus olhos mal abrem, levanto com dificuldade e caminho até o corredor. O ar frio vem da sala, a sacada está aberta.
- Tem alguém ai?- A logico, só se for o fantasma da opera.
Engulo em seco e acendo a luz da sala, está tudo no seu devido lugar e não tem ninguém- nem fantasmas.
Vou até a sacada e fecho, deixando o ar mais agradável dentro de casa. Viro para voltar pro quarto, quando dou de cara com algo duro. Grito e depois disso não vejo mais nada.
**
Ao abrir meus olhos, noto que não estou no meu quarto, o ambiente está claro e parece ser de manhã. Minha cabeça está dolorida e eu não consigo abrir os olhos direito, a não ser na hora que vejo alguém sentado perto de mim e olhos azuis me encarando sérios.
Dou um salto pra trás e acabo sentando na cama, me encolho e encaro a pessoa a minha frente. É um menino, alto e de ombros largos- parece malhar, usa um boné vermelho da NY, uma blusa azul e uma calça jeans. Fios negros escapam de seu boné, sua pele é mais clara que a minha e seus olhos hipnotizantes.
- Achei que tinha desmaiado. – ele levanta.
A respiração me falta, não tenho fala, meus pensamentos me confundem cada vez mais. Abro minha boca para argumentar algo, mas fecho-a depois.
Onde estou? Estou certa que não meu apartamento, parece estar em uma casa. Não sei ao certo onde exatamente estou se ainda estou na cidade ou no campo- embora seja muito calmo para ser a cidade, o menino a minha frente é desconhecido, como tudo aqui.
- Onde estou?- sopro as palavras pra fora.
- Na minha casa. – ele sorri, revelando seus dentes brancos.
Respiro fundo, com dificuldade.
- Quem é você?
- Você tem muitas dúvidas Cassandra. –ele diz me repreendendo. Como ele sabe meu nome?
- Queria que eu tivesse o que?- rebato.
- Quero que ouça com atenção. – ele me encara serio.
Estufo o peito de ar, para disfarçar meu medo.
- Você está morando na minha casa, irá se comportar e me obedecer até a ultima ordem, não adianta fugir, não tem saída, não adiante gritar, pular, berrar, ninguém vai de escutar, poderá conhecer o local mais tarde e as meninas daqui também, e depois trataremos de negócios.
Morar? Negócios? Obedecê-lo? Que diabos ele está falando.
- Desculpa, mas não entendi. – falo com cara e coragem, e ele parece me fuzilar com o olhar.
- O que?- ele fala com dentes cerrados.
- O que eu estou fazendo aqui? Quem é você e onde eu estou?
- Você está aqui por negócios, eu sou Nathan Frost e está na minha casa. – ele diz devagar.
- Eu tenho que ir embora, isso é sequestro. – levanto da cama em um salto.
- Não, isso é melhor que um sequestro. – ele sorri arrogante.
Minha respiração fica ruidosa, olho pelo quarto e não há saída.
- Vou ligar para a policia. – ameaço, melhor dizendo, tento.
- Eu mataria você antes mesmo de achar um telefone. – ele diz presunçoso.
Mordo o lábio inferir com força.
Estou confusa, com medo e em pânico total. Estar em um lugar onde não se conhece nada, nem ninguém, onde você faz parte de um negócio, onde você faz parte de um sequestro. Isso com certeza não faz bem pra saúde.
- Quem é você?- balbucio.
Ele ri.
- Tem amnesia?
- Não. – franzo o cenho.
- Eu sou Nathan Frost.
- Eu sei disso, merda!- passo a mão no cabelo- Quero saber se é um assassino, lutador, assaltante, ladrão de bancos, estuprador ou sei lá que merda você pode ser...
Ele me olha com a cabeça inclina e depois sorri.
- Posso ser tudo isso e mais um pouco, Baby.
Minha palpitação aumenta, sinto uma vontade louca de atravessar paredes.
- Se comporte. – ele caminha até a porta e sai.
Olho em volta procurando algo que posso me tirar dessa, as janelas são protegidas por grades de presídio, não atravesso parede, portas trancadas. Merda!
Vou até a porta e bato com força.
- Me tire daqui!- grito e bato mais uma vez.
- Me tire daqui!- grito mais alto ainda.
Mas ninguém da resposta, não escuto barulho do outro lado, a porta é resistente e dura, como se fosse blindada. Vou para o meio do quarto e passo a mão no cabelo.
Onde é que eu fui me meter?
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