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2 Capítulo 2
Ainda estou muito confusa em relação às coisas que estão acontecendo comigo. Ele não voltou mais no quarto e eu também parei de tentar sair daqui.
Estou sentada em um canto, abraçando meus joelhos e balançando de leve, meu rosto está inchado de tanto que já chorei, minha voz rouca e garganta dolorida, por causa dos gritos que dei, e minhas mãos roxas dos socos dados na porta, não consigo mais levantar e nem tenho forças para isso.
Agora é só ter sorte.
Fungo e passo a mão no rosto.
- Você esta horrível. – uma voz rouca e quente chama minha atenção.
Ergo o olhar e vejo o Nathan de frente comigo. Ataque cardíaco...
Respiro fundo, não tenho força.
- Como fez isso na mão?- ele abaixa na minha frente.
- Eu soquei a porta. – fungo mais uma vez.
Ele balança a cabeça em um movimento negativo.
- A porta é blindada. – comenta me encarando.
- Eu descobri isso.
- A Sue está vindo trazer suas roupas. – ele levanta e vai até a cama.
- Eu quero ir embora. – murmuro.
- Talvez um dia. – ele é breve.
- Por que está me prendendo aqui? Qual o seu problema comigo?- levanto bruscamente.
- Opa! Pode ir baixando a bola. – ele fala sério.
- Não! Eu não vou baixar a bola, não enquanto você não me falar o que eu estou fazendo aqui, por que e quem é você?!- explodo com muitas perguntas.
Ele fica impassível, não diz nada e nem faz nenhum gesto.
- É melhor você baixar a bola.
Alguém pigarreia na porta, nós dois olhamos.
É uma mulher loira, olhos castanhos, usa um terninho preto e carrega uma mala, tem um ótimo corpo.
- Essa é a Sue. – Nathan meio que apresenta a mulher.
Reviro os olhos e bufo.
A mulher ainda está parada na porta, meu coração dispara com a ideia que eu tive. Corre...
Disparo na direção dela, até que trombamos e ela cai no chão. Estou fora do quarto, olho o corredor extenso cheio de porta e não penso duas vezes em sair correndo.
Estou quase na ponta da escada, pela qual eu desço voando- pulando os degraus, estou em uma sala gigante, com janelas enormes de vidro- sem grades, com moveis chiques e bonitos, continuo correndo para o lado direito e entro no que parece ser uma cozinha, tem moveis planejados e é do tamanho da sala do meu apartamento.
Minha respiração fica ruidosa, minha palpitação está acelerada demais e estou perdida, essa casa parece um labirinto.
Corro para o lado esquerdo e acho uma grande porta de madeira, abro e quando vou passar trombo com alguém, o impacto foi tão forte que caio sentada.
Vejo Nathan se aproximar de mim com um sorriso glorioso, olho para a porta e vejo um menino, usando um boné azul da NY, uma blusa branca, parece ser social, tem os três primeiros botões abertos e uma calça jeans. Parece ser loiro e tem olhos mel.
Merda²!
- Quem é a fugitiva?- o menino na porta se aproxima de mim.
- Essa é a Cassandra. A menina que eu te falei. – Nathan para e me observa serio.
- Como ela escapou?- o menino estende a mão pra mim, mas ignoro virando o rosto.
- A Sue foi levar as roupas pra ela, só que ela saiu correndo antes que a Sue pudesse fechar a porta. – Nathan parece zangado.
- Essa é das boas. – o menino sorri- Quer ficar no chão?- dirige a palavra pra mim.
Estendo a mão com dificuldade, à mesma está latejando.
- Caramba, o que ela fez na mão?- o menino se espanta ao ver o estado de minha mão.
- Eu soquei a porta do quarto. – murmuro.
- Todas as portas daqui são blindadas, poderia ter quebrado a mão. – ele diz paciente.
- Descobri na porrada.
Ele ri e me levanta.
Assim que levanto, consigo ver, atrás do Nathan, umas cinco meninas. Todas vestindo roupas curtas e vulgares me dá náusea ver isso, usam maquiagem fortes e cabelos presos em diferentes penteados.
O Percy está no colo de uma delas, o que faz meu sangue ferver.
Me solto do menino e caminho até elas.
- Meu gato. – falo entre dentes.
Ela me encara com desdém e entrega o Percy.
- Me leve embora daqui. – dirijo a palavra para o Nathan.
- Não.
- Ela vai trabalhar com a gente?- uma das meninas diz.
Sinto um arrepio passar por minha espinha, não quero trabalhar aqui, muito menos como elas.
- Não, ela é visita. – Nathan se aproxima de mim.
Visita? Quer dizer que eu vou embora?
- Preciso conversar com ela. – Nathan pega no meu braço e me arrasta para o final do corredor onde eu estou.
Debato-me, não quero ficar sozinha com ele, principalmente agora que sei que ele está puto da vida comigo.
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