Notas iniciais
ultimo cap :(
Quero agradecer as meninas; maluuhfics, Mine e a Camila Nemesio pelas recomendações, muito obrigadas meninas, adorei as recomendações.
Ps: cap em homenagem a vcs.

Escuto o choro fino da Genevive e me solto dele, subindo a escada o mais rápido que consigo. Entro no quarto e olho para berço.

– Shh. – me aproximo dela calmamente.

Ela continua a chorar, pego-a no colo com o maior cuidado e aninho perto do meu peito, vou até a pequena mesa de mármore e começo a fazer uma mamadeira. Escuto a porta abrir um pouco mais, olho de relance para ela e vejo Nathan.

– Ela já está te roubando pra ela. – resmunga ele.

Sorrio.

– Ela tem a prioridade agora. – encaro-o.

Ele concorda brevemente.

Começo a dar a mamadeira e caminhar pelo quarto, ela está mais calma agora, mais relaxada.

– Eu estava pensando... – Nathan se aproxima de mim- Podíamos fazer jus ao nosso relacionamento.

O que ele está querendo dizer com isso?

– Explique melhor. – murmuro.

Ele passa a mão no cabelo.

– Sabe, até hoje eu simplesmente não sei o que a gente tem, já faz quase um ano que estamos juntos, talvez pouco tempo para um casal moderno e muito tempo para um casal antigo...

Rio.

– Não faz nenhum sentido o que você está falando.

Ele ri nervoso.

– Olha, já temos uma filha- ele encara Genevive em meus braços-, eu...

As palavras parece travarem em sua boca, ele sua frio e olho para todos os lados menos para mim.

– Vamos conversar lá fora. – coloco Genevive no berço assim que a faço arrotar.

Caminhamos até o lado de fora e eu fecho a porta com o maior cuidado, só assim para eu conseguir fazer silêncio de verdade. Nathan me encara aflito e dá um sorriso forçado.

– O que foi?- fico de frente com ele.

Ele umedece os lábios.

– Quando eu fui atrás do Adolf, passei em frente a uma joalheria, resolvi entrar e dar uma olhada, algo ali me chamou a atenção e eu resolvi comprar para você. Então eu pensei melhor sobre nós e percebi que somos mais que um simples casal de namorados ou qualquer coisa do gênero, somos casados no papel, então por que não fazer jus a isso? Afinal, toda mulher merece um casamento descente. – ele diz devagar e dando sentindo a suas frases.

Meu coração bate descontrolado e minha respiração falha. Mas ele ainda não disse o que eu estou esperando.

– Então... ? – sorrio.

– Terei que ajoelhar mesmo?- ele arqueia as sobrancelhas.

Confirmo triunfante.

Ele respira fundo e retira algo do bolso, uma caixinha preta aveludada e abaixa na minha frente.

Meu deus, esse momento entrará na história da humanidade, Nathan Frost está de joelho, aos meus pés, totalmente redimido. Mas há uma coisa muito mais importante que isso, esse homem orgulhoso, autoritário, egocêntrico, teimoso e lindo está me pedindo em casamento e eu ainda fui capaz de pensar que ele não me amava ou acreditar nas pessoas a minha volta que só foram capazes de nos afastar ainda mais.

– Cassandra Bertolazzo, quer se casar comigo?- ele abre a caixinha e revela um lindo anel com um diamante grande e solitário.

Um sorriso involuntário se forma em meus lábios, sorrio igual o gato da Alice, abaixo e fico de joelhos.

Acaricio o seu rosto e sinto algumas lagrimas escorrem pelo canto de meus olhos.

– Sim. – inclino pra frente e o beijo.

**

Faz alguns meses depois do pedido de casamento, voltei a fazer faculdade e Nathan não largou o seu oficio em seu um mafioso. Mas isso não importa mais, conheci pessoas piores que ele no mundo.

Estou em frente ao espelho, me encarando pela ultima vez como uma mulher Cassandra Bertolazzo, pois daqui pra frente seria Cassandra Bertolazzo Frost, a imperatriz da máfia, mãe e médica.

Hoje é um dia especial, viemos para a casa da ilha e é aqui será o meu casamento, chamamos apenas algumas pessoas, amigos do Nathan, clientes e alguns poucos parentes. Uma única coisa me entristece hoje, minha não poder esta aqui ou meu pai, mas eu tenho uma família aqui, uma pouco fora do normal, mas são minha família.

Meu vestido é longo, tomara que caia com decote coração, modelo sereia, em renda com capa de tule bordada, com pérolas e cristais luciten, encaro o boque em minhas mãos, as rosas vermelhas cor de sangue dão um contraste com o vestido. Meu cabelo está normal, um castanho escuro brilhante com perfeitos cachos nas pontas, uma tiara que acompanha o véu caído em minhas costas.

– Vamos?- Naomi abre a porta.

Encaro-a.

É agora!

Caminho até ela com cuidado, ela me ajuda a passar pelos degraus da escada, vejo um homem parado junto à porta e é bem nesse ponto que a Naomi sai de perto de mim.

Se eu cair justo no meu casamento, não irei me perdoar nunca, é um momento tão importante para ser marcado com a lembrança de algo feliz e romântico, e não de um mico platônico.

Paro perto da perto e hesito em pedir licença ao homem na minha frente, mas enfim ele vira.

Ícaro! Arregalo os olhos. Creio que o Nathan não o convidou.

– Está linda. – ele sorri.

– Obrigada. – murmuro- Nathan sabe que está aqui?

– Adam me convidou.

Hum... Então o Nathan não sabe.

– Mas claro que tive que ter a permissão do Nathan para entrar. – ele resmunga.

– Estão se falando agora?- franzo o cenho.

– Não, Nathan jamais vai me perdoar, mas eu não posso perder o casamento do meu filho. – ele diz como se tivesse orgulho do filho- Ficarei de canto.

Sabe, Ícaro pode ter feito coisas horríveis no passado, mas nunca irá deixar de ser o pai do Nathan e todo ser humano erra, não igual ele errou, mas mesmo errando, ele nunca abandonou o Nathan a própria sorte.

– Podemos fazer uma trégua só por hoje. – sorrio.

Ele franze o cenho.

– Gostaria de me levar até o Nathan?- estendo a mão.

Ele arregala os olhos e logo depois sorri.

Ícaro abre a porta e pega na minha mão. Seus olhos azuis me lembram os do Nathan.

– Espere. –aperto sua mão- Poderia me falar o seu nome verdadeiro?

Estou entrando para a família agora, querendo ou não, Ícaro será o meu sogro e eu tenho que saber quem ele é, e não quem é seu personagem.

– Alexander. – murmura ele.

– Obrigada. – sorrio.

De fato, Alexander ou Ícaro pode estar mentindo mais uma vez sobre seu nome ou ele pode estar falando o nome verdadeiro e deixar as pessoas acharem que ele está apenas enrolando-as.

Entrelaçamos os nossos braços e passamos pela porta. As pessoas do lado de fora levantam, algumas parecem surpresas. Há bancos brancos em fileiras, arranjos de flores lindas, um tapete vermelho até o altar, onde Nathan está.

Aperto o braço do Alexander e respiro fundo, dou passos cuidadosos e calculados, me apoio um pouco nele e continuo em frente, erguendo a cabeça. Casando aos plenos 19 anos, que precoce.

Estou perto do altar, meu coração parece vir na boca, minhas mãos suam frio e minhas pernas parecem querer parar e voltar todo o caminho, olho para o lado e vejo Genevive no colo da Naomi, ela está parecendo uma boneca com aquela vestido rendado.

Nathan se aproxima, Alexander estende minha mão para ele, o mesmo a pega com firmeza. Encaro os olhos azuis e parece esquecer todo a minha volta. Alexander sai de perto de mim e eu continuo andando, só que agora acompanhada do Nathan.

O padre começa a falar, mas sinceramente, nem estou escutando-o. Minha mente flutua pelo tempo, por lembranças e momentos, sentimentos e ilusão, pessoas e solidão, até que eu encontrei os lindos olhos azuis que me guiaram para a vida de um modo bem diferente e inusitado, e a maior ironia é que eu sempre falei que nunca me envolveria com meninos de má influencia e cá estou eu, me casando com a má influencia em pessoa.

Seus olhos me fazem vagar pelo seu ser e imaginar no que sua mente está a refletir ou no que ele está a achar de tudo isso, já que ele tem o dom de não demonstrar nada.

– Cassandra Bertolazzo. – meu próprio nome me desperta.

Encaro o padre ao meu lado.

Olho para o Nathan e depois para as pessoas a minha volta, para a Genevive. Nathan pega as alianças e depois retira um papel do bolso, se posiciona em minha frente.

Ele olha para o papel de relance e depois me encara novamente.

– Tudo bem, meus votos. – ele olha em volta e sorri- Eles simplesmente não existem e nunca vão existir, me desculpe Cassie. Mas como explicar a profundidade dos meus sentimentos por você? Ou o fato de que eu irei lutar por você todos os dias da minha vida? Ou como você foi a minha luz no fim do túnel? Palavras não expressão isso. Elas não fazem lei ou justiça no mundo e sim nós. Então, sem votos. Eu simplesmente irei provar para você meus votos de casamento cada dia de nossas vidas, a cada segundo que estivermos juntos, a cada batimento cardíaco que eu tiver, a cada vez que eu olhar para você e saber que somos um só.

Isso foi um voto de casamento muito criativo e lindo.

Nathan desliza a aliança pelo meu dedo e depois sorri, algo em mim cresce e sai em forma de lagrimas, mas o que? Todos os sentimentos ao mesmo tempo, testo o pequeno anel em meu dedo.

Todos me encaram e sinto minhas bochechas esquentarem como nunca.

Nathan me entrega o microfone. Respiro fundo e tento ignorar as pessoas ali, como se só estivesse eu o Nathan ali.

Pego o papel e o encaro rapidamente.

– Desde pequena sempre soube que casamento é celebrar um milagre, é celebrar as possibilidades e por ultimo celebrar o compromisso. E é com ele que criamos a união e então sabemos que não somos mais de nós mesmo e sim um conjunto, que unido consegue ultrapassar qualquer coisa, mas quando separado, fica fraco e indefeso, e esse é o nosso verdadeiro estado antes do casamento, antes da união, cujo próprio ditado diz; a união faz a força e é com ela que venceremos a vida, e eu quero estar ao seu lado quando isso acontecer. Pode contar comigo.

Pego a aliança e deslizo por seu dedo.

Nos encaramos por segundos intermináveis, dou um passo pra frente e quase caio, mas Nathan improvisa e me segura delicadamente. Sorrio.

Beijo-o delicadamente.

Voltamos para o padre ou juiz, eu não sei o que ele é, assinamos o papel que o Nathan um dia falsificou.

**

Essa é a melhor festa de casamento que eu já fui e o melhor ainda é que ela é minha. Já dancei com muita gente hoje até achar o Nathan, quer dizer, o meu marido.

A música é agitada e boa para dançar descontrolávelmente, mas simplesmente estamos em câmera lenta, curtindo um ao outro.

– Gostei do seu voto. – sorrio.

– Obrigado, deu trabalho pensar nele. – ele sorri.

– Gosto de saber disso, gastou tempo comigo.

– Eu sempre gasto tempo com você. – ele diz triunfante.

Reviro os olhos e sorrio.

– Gostei do seu vestido. – ele comenta.

– Obrigada, deu trabalho para acha-lo.

– Acho que entendo, por que também demorei para ajustar o terno.

Rio.

Vejo Naomi passar com Genevive no colo, vou até ela.

– Posso ficar com ela?- estendo os braços e Genevive se joga neles.

Naomi dá um sorriso breve.

Volto a dançar com o Nathan, só que agora Genevive fica no meio dos dois. Ele a pega do meu colo e me excluem da dança.

– Traidores. – resmungo.

Ele sorri e parece dançar com ela nos braços.

Ah, agora sim ele é o meu menino de olhos azuis e meu príncipe desencantado e espero que isso dure mais que depois da morte.

Notas finais
até o epilogo ;)