Businesses Closed
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu não esqueci de vocês, apenas estou viajando. Hoje conseguir pegar um pc emprestado de um amigo que fiz aqui no hotel e consegui fugir da minha mãe; ela acha que estou jogando bingo.
Escrevi o cap meio rapido e com o irritante que emprestou o pc, então pode ter erros e tals. Desculpa!
Meu corpo ainda está quente, minha pele parece está derretendo e eu não consigo respirar.
Abro os olhos e encaro uma luz branca forte, meu corpo está frio e confortante, consigo respirar. Vejo vultos a minha volta, eles viram sombras e depois pessoas, mas não sei quem são.
- Cassandra?- alguém fala comigo.
Olho em volta procurando o dono da voz e vejo o Nathan.
Minhas pálpebras ficam pesadas embora eu as mantenha abertas.
— Onde estou?- falo com dificuldade.
- No hospital.
Tenho uma leve lembrança do Lucas me carregando para um carro com a luz que eu vi quando estava dentro da mansão.
- E o Lucas?- murmuro.
- Estou aqui. – escuto a voz grossa dele.
Olho em volta e o vejo sentado no sofá com uma mascara de oxigênio e então percebo que também uso uma.
- O que aconteceu?- olho para o Nathan e depois para o Lucas.
- A mansão pegou fogo – Nathan comenta baixo-, o Lucas estava chegando e viu a fumaça, chamou os bombeiros e começou a ajudar as meninas a saírem da casa.
- Depois eu fiquei te procurando no meio delas, mas ninguém sabia de você. – o Lucas continua- Foi ai que você atravessou a janela de vidro e eu fui te socorrer.
Umedeço os meus lábios.
Se a mansão pegou fogo por completo, o que aconteceu com as armas.
- E as armas?- encaro o Nathan- O que aconteceu?
- Depois que o Muller colocou fogo na minha fazenda, eu transferi todas as armas que eu tenho para a casa da ilha em angra.
Suspiro. Meu corpo ainda está dolorido e um pouco ardido.
- Eu me queimei muito?- balbucio.
- 1º grau. – Nathan me encara.
Sinto um aperto no peito e meu coração dispara assim que me lembro do bebê.
- E o bebê?- balbucio com cautela.
Nathan dá de ombros.
- Eles fizeram um monte de exames. – ele diz baixo.
Remexo-me na cama desconfortável com a ideia.
O Nathan está me escondendo alguma coisa, tenho certeza que tem algo haver com aquele maldito incêndio e se eu tiver perdido o bebê? Tenho quase certeza que será um alivio para o Nathan.
- Você achou o Alek?- tento me distrair.
- Sim. – ele parece que vai dar um sorriso, mas muda de ideia e fica sério.
- Onde ele estava?
Nathan dá de ombros.
Respiro fundo, tentando ter paciência com ele.
Agora está certo que o Nathan está me escondendo muitas coisas e não só uma.
- Eles fizeram os exames que você precisava fazer também. – Nathan muda de assunto.
- Os que a médica pediu?- franzo o cenho.
- Sim. – ele dá um sorriso torto.
Menos mal, assim economiza uma viagem até outro lugar para efetuar os mesmo.
Os aparelhos ligados em mim já estão me irritam com esse bip... bip...bip e o Nathan consegue me irritar mais com esse negócio de esconder-me as coisas. Então vou manter a calma, estou gravida, estou debilitada e não posso ficar discutindo com ele.
Minha cabeça parece que vai explodir e sinto um arder na garganta, não consigo respirar.
Retiro a mascara do rosto e sento na cama, buscando ar. Meus pulmões parecem estar congelados e o ar não entra, começo a entrar em pânico.
Nathan corre para o lado de fora do quarto chamando uma enfermeira e o Lucas fica branco na cadeira. Não consigo puxar o ar para dentro dos pulmões, me sufocando.
Minhas mãos começam a tremer e suar, sinto o meu corpo ficar pesado demais. A enfermeira entra no quarto, não consigo acompanhar seus movimentos, apenas focalizo o meu olhar nos olhos azuis.
Ela me deita na maca e coloca a mão um pouco acima do meu busto e inicia uma massagem cardíaca, tenho quase certeza que ela pode osso esterno com isso. Nathan está perto da maca, me encara com espanto enquanto Lucas fica branco no sofá.
Meu coração pulsa na cabeça e minhas pálpebras estão pesadas, até que consigo dar uma tragada no ar. Expiro aliviada.
A enfermeira me encara mais tranquila e começa a anotar em uma prancheta- depois de medir minha pressão, e não deixo de perceber aquele olhar predatório em cima do Nathan.
Encaro-o séria e o mesmo me devolve um olhar confuso.
— Terá que passar a noite aqui. – a enfermeira quebra o silêncio- Talvez amanhã tenha alta.
Um gelo passa pelo meu corpo, tenho certeza que tem algo errado com o bebê.
- Por quê?- pergunto com certo receio sobre a resposta.
- Você passou por um susto muito grande e inalou a fumaça, esse fatores podem levar a perda do bebê. – ela encara o Nathan com esperança.
Cerro os dentes. Sinceramente, ela veio aqui paquerar o meu namorado ou trabalhar?
-Desculpa- falo em voz alta-, mas eu acho que a doente aqui sou eu. – todos voltam à atenção pra mim.
Nathan dá um sorriso tímido e vejo que ele está corado- andou fazendo coisa errada, e a enfermeira me encara com pouco caso.
- Pode vir aqui. – encaro-a.
Ela vem em passos lentos e com cara de quem comeu e não gostou.
- Fala. – ela cuspe as palavras pra fora.
Puxo o braço dela e faço-a ficar bem perto de mim, encaro os olhos castanhos dela.
— A próxima vez que olhar para o meu marido- faz uma pausa -, quem vai precisar de um hospital vai ser você.
Ela arregala os olhos e dá um sorriso amarelo, faço cara de santa e sorrio cinicamente. Após a saída dela, encaro o Nathan.
- Ela que estava me encara. – ele diz na defensiva.
Ah! Então ele tinha percebido e mesmo assim não deu um gelo nela. Argh! Que vontade de esgana-lo.
- E você não faz nada?!- falo perplexa.
- Queria que eu a mandasse parar de olhar pra mim?- ele pergunta irônico.
- Pare de ser cínico Nathan. – praguejo- Era só você dar um gelo nela, mas não, você sempre tem que ser superior.
- Cassandra menos. – ele diz hipócrita.
- Menos o caralho!- grito alto, e creio que posso ser ouvida do outro lado- Se eu saísse encarando qualquer homem do que jeito que ela te encarou... Você não ia gostar.
Ele cerra o maxilar.
Agora não sei mais se estou certa por estar falando isso ou se estou muito sentimental.
- O bom, é que você não faz isso. – ele diz e saí andando pra fora do quarto.
Fico estática na maca. É como se eu tivesse voltado no séc 19, onde as mulheres eram traídas e tinham que abaixar a cabeça e fingir que não viam. Ah, mas eu estou criticando um cara que tem prostitutas particulares...
Passo a mão no rosto e tenho vontade de chorar, porém não um choro sentimental e sim de raiva, por saber que daqui meses eu estarei gorda e varizenta, e tenho certeza que ele nem sequer vai olhar pra mim.
- Ei. – Lucas murmura- Não fica assim não.
- Você viu como ele falou?- encaro-o – Quer dizer que ele me traí e eu tenho que ficar quieta?
- Quieta não. – Lucas sorri- Porém não pode ficar chorando.
- E você quer que eu faça oque? Ria?- passo a mão nos olhos segurando as lagrimas.
Lucas ri.
- Minha mãe dizia que rir é o melhor remédio. – ele comenta.
Respiro fundo.
- Posso tentar um dia. – murmuro.
- Mas acho que com o Nathan isso não funciona. – ele sorri.
Rio.
- O sistema é bruto. – comento.
E volta a pensar, como uma criança pode vir com a nossa convivência. Sempre brigamos, gritamos e só faltamos nos matar, mas isso ficava entre a gente. Agora vai ter alguém no meio, alguém que irá crescer no meio disso.
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