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18 Capítulo 18
Notas iniciais
Ps: Cap em sua homenagem.
E mais uma vez, obrigado pelos comentarios ^^
Não consigo levantar e meu corpo fica cada vez mais dolorido, não sei mais quanto tempo irei aguentar ficar aqui.
- Alex para!- alguém grita.
Ergo o olhar para a porta e vejo Adam. O que ele está fazendo aqui?
Respiro aliviada. Salva pelo gongo...
- Adam não é o que você... – Alex começa a se explicar.
Ele não diz nada, apenas se aproxima dela o suficiente para acertar um tapa em seu rosto.
- Você teve muita sorte de não ser o Nathan que viu isso. – ele diz em um tom ameaçador.
Sorrio de leve.
Eu que gostaria de ter dado aquele tapa nela, mas tudo bem.
- Você vai se arrepender, Cassandra. – ela pragueja e saí andando.
- Ela vai fugir. – ofego.
Adam me encara e dá de ombros.
Apoio-me da parede e faço força para ficar em pé novamente, só que meus músculos ainda estão tensos e doloridos demais. Sinto mãos segurarem perto de minhas costelas e me darem apoio para levantar.
- Vou te levar para o quarto. – Adam diz terno.
Sorrio e respiro fundo.
Por que sempre quando eu consigo vantagem, o inimigo saca uma arma e eu caio? Será pela a minha inexperiência com o mesmo assunto?
Adam me pega no colo para me ajudar a subir a escada, é como se minhas pernas tivessem vida própria e resolvessem a ficar paradas e eu tenho que arrasta-la.
Ele me coloca calmamente sobre a cama e me encara, seus olhos azuis me lembram os do Nathan.
- Onde estava?- franzo o cenho.
- O Nathan pediu para eu ficar hoje aqui cuidando de algumas entregas para amanhã, estava no porão. – ele sorri de canto.
- Como não escutou nada?
Ele retira do bolso da calça um iphone com fone ouvido.
- Estava meio surdo. – ele ri.
Concordo e viro para o lado. Meu corpo doí tanto.
- Ela acertou sua barriga?- ele diz preocupado.
- Não. – murmuro.
Espero que ela não tenho acertado mesmo.
- Quer que eu te leve no hospital?
- Chame o Nathan. – sussurro.
Como eu gostaria de ter o Lucas aqui comigo, pelo menos eu não estaria nessa paranoia, teria alguém para conversar.
Adam saí do quarto e eu fico em silêncio, apenas curtindo a minha dor.
**
Minhas dores estão amenizadas e já estou um pouco mais conformada com o que aconteceu há um tempo atrás.
Sento na cama e as dores voltam como se um trator tivesse passado por cima de mim, olho para o pé da cama e vejo o Nathan me encara, dou um sobressalto.
- Há quanto tempo está aí?- murmuro.
- Tempo o suficiente para saber que você sente dor. – ele rebate.
Ah! Agora ele vai me crucificar por sentir dor?
- O quê foi? Quem levou a surra fui eu. – retruco.
Ele fecha a cara.
- Não adianta fazer essa cara Nathan, seus métodos de me proteger, vão acabar me matando. – levanto da cama.
Nathan me encara com piedade e se aproxima de mim, fico estática em receio.
- Fiquei com medo. – murmura ele- Quando o Adam me falou o que aconteceu, eu quase tive um ataque.
- Devia ter tido. – falo ríspida.
Ele franze o cenho.
- Assim aprende a me escutar. – encaro.
Ele não entende que quanto mais quer me proteger mais ele me mata, apenas pelo fato de me deixar de lado.
- Essas últimas semanas você me deixou de lado como se eu não existisse ou como se você não se importasse comigo e isso é bem pior do que levar uma surra, eu sou uma pessoa que precisa de atenção, pode ser misera, mas preciso.
Ele contrai os lábios.
- Eu estava trabalhando com os negócios que o Lucas foi fazer no exterior, além de ter que cuidar da pessoa que espionava a gente, ela podia ser da polícia. – ele diz simplesmente.
Ah! Então é assim?! Ele prefere o trabalho a mim.
- Eu poderia ser da polícia e você nem sabe. – fecho a cara pra ele.
Nathan ri.
- Você não é. – ele diz convicto.
- Poderia ser.
- Mas não é.
O Nathan consegue ser pior que uma criança de cinco anos no sentido de petulância.
- Eu gostaria ser, apenas para ver a sua cara e esfregar nela que eu peguei você. – falo ríspida.
Ele sorri.
- Você não está falando nada com nada. – ele me encara divertido.
Fecho a cara.
Como às vezes eu gostaria de falar realmente o que eu penso.
- Nathan, quem é a Isabela?- arqueio uma sobrancelha.
Pelo o que eu lembro, a Alex citou o nome dessa menina enquanto me dava uma surra e me comparou a ela.
Ele fica lívido e estático.
- Eu fiz uma pergunta. – cruzo os braços.
- A Isabela é pra mim a mesma coisa que o Adolf é pra você. – ele diz de forma lenta, me fazendo decorar o que ele diz.
Nossa, ela foi tão ruim assim?
- E você não vai falar, né? – encaro-o inclinando a cabeça.
- Enquanto você não falar do Adolf, eu não irei falar dela. – ele sorri triunfante.
- Isso não é um jogo Nathan, Adolf realmente foi algo marcante na minha vida e eu não gosto de falar sobre isso. – encaro-o.
Seu sorriso some e ele dá de ombros.
Não é que eu queira fazer pirraça, mas Adolf realmente é um assunto que tem que ser trancado a sete chaves em uma caixa de granito e depois jogado em um buraco negro e ser esquecido por toda a eternidade.
- Não estou te obrigando a nada. – ele diz baixo.
- Acho bom.
- Posso ver onde mais você machucou?- ele me encara terno.
Respiro fundo.
- Sim. – volto a sentar na cama com certa dificuldade.
Ele senta ao meu lado, e aí que eu noto o grande hematoma em minha coxa direita, acho que foi causado pelos chutes de Alex.
- Vou pegar uma pomada. – ele levanta.
Concordo e encaro o chão de madeira.
Com quem será que a Alex estava falando no celular? O celular dela ainda está no escritório!
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