- Você tem que ir para a Espanha?- encaro-o chorona.

Ele suspira.

- Sim. – ele diz por fim.

- Não, fique comigo. – aperto-o mais.

- Você pode mandar o Lucas. – Naomi comenta.

- Isso, mande o Lucas.

- Não é fácil assim. – ele diz baixo.

- Nathan, eu acabei de acordar de um coma e agora que posso ficar com você, você simplesmente vai embora. – falo indignada.

Ele dá de ombros e eu soco o peito dele.

- Que se dane então. – me afasto dele.

Ainda não mudo de ideia, ele continua sendo um estranho.

Os médicos me acompanham até o quarto de novo e fazem curativos em meus braços.

Naomi sobe de volta ao quarto com a Genevive nos braços.

- Oi pequena. – sorrio enquanto pego-a no colo- Estava com saudades.

Naomi senta no sofá perto da cama e fica em silêncio.

Genevive é tão perfeita, invejo seus olhos, são tão perfeitos.

Naomi fica comigo até o horário da visita acabar e eu não largo minha pequena por um segundo, fiquei tanto tempo longe dela que agora não irei desperdiçar um milésimo sequer.

**

Recebi alta do hospital alguns dias depois, estou esperando Naomi vir me pegar e enquanto espero me arrumo um pouco, coloco roupas normais, arrumo o cabelo descentemente e me sinto jovem novamente, ás vezes, eu me esqueço que tenho apenas 18 anos e que já estou beirando os 19.

A porta abre e vejo Nathan entrar, fecho a cara.

Ainda estou nervosa com ele, ele não veio mais me visitar depois que falou que ia para a Espanha, ele não me considera em nada nessa vida.

- Demorou muito. – comento.

Ele sorri de canto.

- O transito me atrasa um pouco. – ele se aproxima de mim.

- Por que não veio me ver mais?- me finjo de chateada.

- Estava preparando a sua surpresa de ultima hora.

Franzo o cenho.

Nathan não de fazer surpresa pra ninguém, muito menos de se importar com as pessoas a sua volta, então isso é meio estranho.

- Que surpresa?- pergunto curiosa.

Ele dá de ombros.

- Vamos?- ele me encara.

Respiro fundo.

Lá vamos nós para a vida de mãe.

Caminho ao lado dele, um pouco distante até. Quem olha nunca diria que nós somos alguma coisa, até que eu duvido que somos alguma coisa, ele nunca parece se importar comigo.

Entro no carro e permaneço em silêncio.

Ele segue para o city américa, me lembro de algumas coisas daqui, a casa da Naomi é aqui, não?

- Vou para a casa da Naomi?- encaro-o.

- Não. – ele sorri.

Franzo o cenho e começo a prestar a atenção no caminho que ele faz, ele segue reto pelo parque Toronto e depois dobra uma a esquerda.

- Por que tanto mistério Nathan?- batuco os meus dedos em minhas próprias coxas.

- Surpresa. – ele diz petulante.

Ah, tinha me esquecido desse lado infantil dele de me esconder às coisas.

O carro para enfrente a uma casa branca, seu portão é abertos, permitindo ver à fachada da casa, que é de deixar o queixo cair.

- O que viemos fazer aqui?- encaro-o de relance.

Ele desce do carro sem dizer nada, faço o mesmo e o acompanho até o portão, os mesmo é aberto por ele e então nos entramos juntos.

A porta da frente está aberta, assim que entro, fico paralisada na soleira da porta. Ela já está toda mobilhada e decorada, sua vista dá direto ao lado do parque Toronto, é bem aberta e aconchegante, tendo a maior parte das paredes de vidro.

Nathan fica ao meu lado e entrega a chave na minha mão.

- Não estou entendo. – comento.

- A casa, eu comprei pra você. – ele me encara- Para nós.

Fico estática encarando-o. Tenho a leve imprensam que o Nathan Frost que eu conheço foi abduzido por alienígenas e eles fizeram um transplante cerebral e o mudaram totalmente.

- Não creio. – falo sem ar.

- No que?- ele entra na casa.

Faço o mesmo e fecho a porta atrás de mim.

- Você está com febre?- pergunto preocupada.

Ele ri.

- Temos uma filha agora, não podemos ficar viajando de um lugar para o outro, tirando que você faz faculdade aqui.

Mordo o lábio inferior e olho a casa mais uma vez.

- Você nunca está comigo, o que farei nessa casa sozinha?- cruzo os braços.

- E se eu prometer ficar?- ele em encara com a cabeça inclinada.

Promessa é só isso que ele sabe fazer.

- Se você não voltar todo dia, prometo que coloco outro no seu lugar. – ameaço- Pode ser até o Lucas.

Ele arregala os olhos.

- Você teria coragem?- ele se aproxima de mim.

Sinto as minhas bochechas corarem ao receberem aquele olhar lascivo dele.

- Não me subestime. – estufo o peito.

- Mas eu gosto de fazer isso. – ele sorri malicioso.

- Nem vem. – recuo.

Ah, esse jeito dele me deixa tão fraca e vulnerável a qualquer coisa, ele sabe me deixar perdido com um simples sorriso e o pior é que eu gosto disso. E nunca seria capaz de colocar outro no lugar dele, ninguém chega aos pés dele.

- Estou debilitada. – coloco a mão na testa.

Ele ri.

- Percebi.

Quando vejo, ele já está de frente comigo, levo um susto e vou pra trás, batendo na parede.

Por que eu fujo dele nessas horas?

Meu corpo parece agir por intuição própria, como uma presa foge do predador, quanto mais eu fujo dele, mais eu quero que ele chegue perto.

- Nathan... – chamo-o sem proposito algum.

- Por que fugir se você não tem medo?- ele sussurra perto do meu ouvido.

- Porque fica mais legal assim. – fecho os olhos e tento relaxar.

Meu corpo está tremulo e ansioso pelo toque dele, faz tanto tempo que eu não o toco, não o vejo, não o sinto.

Escuto-o sorrir.

Em minha mente moto varias cenas do que pode acontecer a seguir, e quanto mais imagino, mas quero que aconteça... Pare com isso Cassandra!

- Abra os olhos, gosto de encarar seus olhos. – murmura ele.

Um olho depois o outro.

Sorrio encabulada.

- Seus olhos são lindos. – ele comenta.

Reviro os olhos.

- Não seja hipócrita, os seus olhos são os mais bonitos, todo mundo quer ter olhos assim.

Tá, quando a conversar passou para cor de olhos?

Encaro-o fixamente, memorizando mais uma vez seu rosto e sinto o seu cheiro incrivelmente bom.

Inclino o meu corpo para frente, ficando nas pontas, consigo alcançar sua boca, meus lábios hesitantes finalmente tem os dele.

Á medida que vou relaxando, me entrego mais ao beijo e ignoro qualquer coisa que venha em minha mente, bloqueio qualquer pensamento indeciso ou objeção que eu tenha.

Abraço o pescoço dele e puxo para mais perto de mim, voltamos a encostar-se à parede. Exploro sua boca como se fosse nosso primeiro beijo, ele domina o beijo mais uma vez, deixando-o mais necessário e envolvente, suas mãos seguram fortemente minha cintura, deixando a área um pouco dolorida.

Nossos corpos parece quererem se fundir um ao outro, meu coração bate acelerado e eu preciso cada vez mais desse beijo.

Ele se afasta de mim, busco ar enchendo meus pulmões de ar de depois solto com força. Nathan inclina a cabeça para o lado e se aproxima de mim mais uma vez, seus dentes passam pela linha do meu maxilar e me causam prazerosos arrepios.

Ofego.

Ah Nathan, do mesmo jeito que você me deixa queimando de nervosa, ele consegue me deixar queimando de desejo.

Notas finais
Quem quer escrever a ultima cena hot que eles vão ter?