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2 Capítulo 2
Continuamos sentados na cantina. Lucas está inquieto, mas não diz nada sobre o Nathan ou Alek e sei que ele sabe de alguma coisa. Será que isso está ligado com o motivo do choro dele?
- Pode falar. – encaro-o terna.
Ele engole seco.
- Não tenho o que falar.
Continuo encarando-o, só que mais séria.
- Só estou com medo que aconteça algo ruim com o meu irmão.
Tudo bem. O que de ruim aconteceria ao Alek nesse momento? Será que o Nathan é capaz de feri-lo, mesmo sendo um de seus amigos?
Deve ser algo muito grave, se o Lucas está com medo sendo que ele deveria ter ódio do irmão depois do acontecido com a Mariana.
**
A tarde passou bem rápido, em um piscar de olhos já havia escurecido. Eu continuo no hospital com a companhia do Lucas, Vic ainda não acordou e a acho que não podemos entrar no quarto.
O celular do Lucas toca, ele levanta e se afasta de mim.
Cruzo a perna em cima da outra e suspiro. Encosto a cabeça no encosto do sofá e fecho os olhos, minhas mãos deslizam para o meu ventre.
Ah meu bebê, o que será de nós?
- Cassandra. – uma voz firme me chama.
Abro os olhos num salto e vejo os olhos azuis me encararem.
- Onde estava?- levanto.
- Depois conversamos. – ele diz sério.
Parece que ele não está muito feliz...
Caminho ao lado dele até o lado de fora do hospital tem um lamborghini aventor preto parado, chamando a atenção. Eu já vi esse carro na garagem da mansão antes.
Entramos e ele me entrega uma venda.
- Quando vai parar com isso?- resmungo.
- Quando eu tiver a certeza que você não vai embora.
Como assim? Se eu não vou embora?
Coloco a venda e tudo escurece.
ESSE carro anda muito rápido ou o Nathan pegou um grande atalho para a mansão. Estamos dentro do carro em silêncio, Nathan está apreensivo.
- Agora eu entendo por que o meu pai me colocou no internato. – murmura ele.
Controlo minha respiração e agitação.
- Foi para a minha proteção. – ele me encara.
- Como?- indago confusa.
- Ele era o chefe da máfia naquela época e eu seria o herdeiro, o que significa que a máfia dele iria crescer e ficar mais forte.
Qual o lado negativo nisso?
- Isso era ótimo pra ele, mas para os rivais não. Um herdeiro de mafioso significa uma ameaça, significa o aumento de algo poderoso o aumento de uma era e isso não é bom para os outros. Já que a máfia é um toma lugar do outro.
- E o que isso tem haver com a gente?- falo confusa.
- Significa que o bebê não é uma boa noticia para os meus rivais na máfia.
Coloco a mão no meu ventre.
Ele quer dizer que vão tentar matar o meu bebê?
- Ele não tem nada haver com a máfia. – falo protetora.
- Eu sei. – ele me encara- Mas ele é meu filho Cassandra, querendo ou não, ele é herdeiro da minha máfia.
Sinto um aperto no peito. Meu bebê nem deu sinal de vida e já corre risco de vida.
- Ele vai ser a continuação da máfia, vai fazê-la crescer mais e isso não é bom para os outros. – ele diz baixo.
- E se eu não deixar ele se misturar na máfia?- pergunto.
Ele me encara pensativo.
- Assim ele vai estar desprotegido e você também.
Então quer dizer que os mafiosos que perseguem o Nathan vão começar a me perseguir por causa do bebê? Só porque ele é filho de um mafioso não quer dizer que ele vai ser um.
- Quer que eu faça o que?- encaro-o.
- Fique em segurança. – ele me encara.
- Onde?- pergunto irônica.
- Aqui. – ele sorri.
Encaro a mansão.
- Existem lugares mais seguros. – sorrio irônica.
Ele ri.
- Mas é perto de mim que você está segura.
- Só me explica uma coisa. – encaro-o – Por qual motivo vão querem matar o meu bebê?
Ele respira fundo.
- É como se ele fosse um novo mafioso, só que a máfia já está feita pra ele e isso o torna forte. E lembra que eu te falei sobre o Fred, quanto maior for à máfia, mais cobiçado ele vai ser e quem o matar, fica com tudo. Lembra?
Franzo o cenho, tentando lembrar. E infelizmente consigo, ele tem razão, quando o Fred morreu, ele passou a mandar na máfia do Fred também e como o meu filho tem o direito de metade da máfia do Nathan, quem o matar vai ter metade da máfia do Nathan?
- Eu acho que entendi. – murmuro.
Ele me encara terno.
- Vou tentar te obedecer mais vezes. – suspiro.
- Não precisa ser assim também, só quero que me ouça, quando eu realmente estiver falando sério. – seus olhos azuis estão preocupados.
- Vou tentar. – falo com a maior sinceridade que consigo.
- Pra começar, não fuja de mim. – ele sorri.
Rio nervosa.
Saímos do carro e vamos direto para a casa, que no momento está passando por um momento de faxina. Até sei por que...
Quantos foram para o quintal será?
Até que as prostitutas trabalham, limpar o chão já é um progresso pra elas.
- Quer comer alguma coisa?- Nathan me encara.
Nossa, eu não comi nada hoje. Meu estomago ronca só de pensar.
- Sim. – murmuro e ando mais rápido para a cozinha.
Não deixo de reparar nos olhares tortos que recebo.
Sento na bancada e encaro o Nathan, ele anda confiante de um lado para o outro.
Embora eu ainda não entenda esse negocio de máfia e de ter poder, terei que confiar nele e não tentar me proteger sozinha, já que agora eu não sou mais uma só.
- No que está pensando?- Nathan fica de frente comigo.
- Nada. – dou de ombros- Só estou com medo.
- Mas eu estou aqui para proteger vocês. – ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
Sorrio sem jeito.
- Que sorte a minha. – falo irônica.
Ele ri.
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