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19 Capítulo 19
Nathan não demora muito para voltar com a pomada, acompanho seus movimentos com os olhos, sem dizer nada.
- Por que o Adam deixou a Alex ir embora? Ele poderia ter atirado nela. – comento.
Ele para e me encara.
- Se ele tivesse a matado, não iriamos saber para quem ela trabalha.
Hum... Eu não tinha pensado nisso.
- E como vocês vão descobrir? Vocês não têm rastreadores.
- Não subestime a máfia, Cassandra. – ele sorri.
Reviro os olhos.
- Eu iria subestima-la até a morte. – falo convicta.
Se ele acha mesmo que eu vou idolatrar a máfia apenas porque convivo com ela... Ele está muito errado, pra mim, isso não passa não passa de uma condição de vida, assim como traficantes.
- O Adam é melhor que eu nesse sentido, por que não pergunta pra ele o motivo?
Levanto da cama com dificuldade e caminho até a porta.
- Farei. – abro a porta e saio.
Desço a escada com dificuldade e cuidado para não cair, Nathan não vem atrás de mim.
Ela devia ter morrido e não levado um tapa na cara, isso eu fazia!
- Adam!- chamo-o do pé da escada.
Ele me encara do sofá.
- Por que você não a matou?- pergunto ríspida.
Não percebo que o Alek está na sala, mas ele parece não se importar.
- Não foi questão de matar Cassandra, mas se ela estava espionando a gente, ela trabalhava para alguém que quer prejudicar o Nathan, podia ser até a polícia. – ele diz paciente- Por isso foi melhor deixa-la ir embora para sabermos quem é o chefe dela.
- E se você não descobrirem?- cruzo os braços.
- Não tem como, se ele queria que ela matasse você, com certeza vai querer saber no que deu.
Tudo bem, o que o Adam fala tem certa lógica, mas ainda prefiro que a ideia da morte.
- Já acharam alguma coisa?- encaro-o.
- Ainda não, é só uma questão de tempo. – ele sorri.
- O celular dela está no escritório. – comento.
Ele levanta do sofá e corre para o escritório, escuto o barulho de ele revirar as coisas.
Sorrio.
Encaro a escada e não tenho a mínima vontade de voltar para cima, embora a cama seja um ótimo lugar agora.
- Falou?- Nathan aparece do meu lado.
Suprimo um grito e forço um sorriso.
- Sim.
- Vai querer ficar aqui embaixo?- ele me encara.
- Já desci. – dou de ombros.
- Mas eu poço te levar pra cima. – ele abaixa e me pega no colo- Você está mais pesada.
Fecho a cara e ele ri.
- Será por que eu sou dois em um?- sorrio.
Ele sorri.
- Gosto desse termo. – ele me encara.
- Sei...
Ele me coloca na cama e pega o tubo de pomada e depois me encara.
- Eu passo. – ergo a mão para pegar a pomada.
- Eu faço isso. – ele não me deixa pegar.
- Nathan... – falo em repreensão.
- Por favor. – ele me encara terno.
Respiro fundo.
- Comece por minha perna. – estico-a em seu colo.
Ele sorri e abre o tubo de pomada.
A pomada é gelada demais e o toque do Nathan me dá arrepios, não me deixando conter o riso.
- Rindo do que?- ele me encara.
- Nada. – sorrio- Isso me dá muito arrepio.
Ele concorda e continua passando a pomada em cima dos hematomas, em um ritual de massagem.
- Tem em algum outro lugar?- ele me encara.
Mostro o meu braço.
Ele volta a passar a pomada, agora ao longo do meu braço e o mesmo está mais dolorido que a perna.
- Quer ir para o hospital?- ele me diz sem me encarar.
- Por quê?- franzo o cenho.
- Pra ver se tem alguma coisa errada com o bebê, se é que isso já é um bebê. – ele sorri de canto.
- Eu adoraria. – sorrio.
Até que enfim vou poder sair da casa.
**
Depois de longos exames e uma conversa séria com a médica, descobri que não tem nada com o bebê, mas peguei uma receita de um mês inteiro de cama em repouso absoluto.
Agora sim o Nathan vai ter muitas razões para me deixar em casa.
- Podemos ir ao shopping?- encaro-o.
- Sim.
Sorrio.
Minha vida social está voltando ao poucos, pelo menos estou vendo gente diferente agora.
O shopping não está muito cheio, pelo motivo de ser um dia de semana e as pessoas devem trabalhar no dia seguinte e o cansaço mata. Caminhamos por vários corredores, eu gostaria de comprar algo para o bebê.
- Iremos morar na ilha?- encaro-o.
- Não sei, talvez não.
Então ainda não dá para montar o quarto do bebê.
- Posso comprar alguma coisa para o bebê?- encaro uma vitrine de loja.
Ele dá de ombros.
Encontro uma alô bebê, não hesito em entrar e arrastar o Nathan comigo.
- Posso ajudar?- uma atendente vem sorridente para mim, não sei se quer ganhar algo com o dinheiro ou com o Nathan.
- Quero macacões. – sorrio.
- Tem preferencia de cor?- ela me encara através de seus óculos estilo gatinho rosa.
- Amarelo, verde ou branco.
Ela concorda e vai para trás de um balcão, mexendo em uma prateleira cheia de roupinhas para bebê. Nathan fica ao meu lado, mas parece ignorar tudo a sua volta.
A atendente coloca vários estilos de roupinhas na cor que eu pedi em cima do balcão e me encara. Começo a mexer nas roupas, são macias e sinto uma vontade louca que o meu bebê estivesse ali para eu pega-lo.
- Mas eles têm temas e eu ainda não sei o sexo do bebê. – sorrio torto.
- Então você quer apenas o body?- ela me encara.
Ela é idiota?
- Sim, mas eu quero com temas unissex e não de carrinhos ou borboletas. – sorrio.
Ela faz cara feia e volta a mexer nas roupinhas. Olho de relance para o Nathan que se distraí com uma revista de mulheres com biquínis, bato da revista de leve e ela caí no chão.
- Desculpa. – falo cínica.
Ele revira os olhos e pega a revista voltando-a em cima do balcão.
Ela volta com vários estilos de body, culotes e macacões exatamente como eu pedi.
Começo a escolhe-los de um modo realmente muito critico, pensando e ver o meu bebê usando as roupas.
- O que acha desse?- mostro um body amarelo para o Nathan.
- É bonito. – ele diz sem ao menos ver.
- Você poderia olhar. – resmungo- Vou levar esses.
Ela separa e Nathan vai pagar. Saio da loja e encara a que tem logo em frente, a muitas coisas de computação lá, mas algo chama a minha atenção; uma câmera Nikon p510.
Caminho até a loja e olho o preço, está até razoável. Tenho que inventar uma desculpa para comprar isso. Pelo que já vi, Nathan tem muitas fotografias em seus lugares favoritos da casa, o que me faz pensar que ele gosta de tirar foto, então...
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