Notas iniciais
Quero agradecer a Apenas uma garota por recomendar a minha fic. Muito obrigada mesmo, não sabe como eu fiquei feliz com isso!
Ps: Cap em sua homenagem.
E mais uma vez, obrigado pelos comentarios ^^

Não consigo levantar e meu corpo fica cada vez mais dolorido, não sei mais quanto tempo irei aguentar ficar aqui.

- Alex para!- alguém grita.

Ergo o olhar para a porta e vejo Adam. O que ele está fazendo aqui?

Respiro aliviada. Salva pelo gongo...

- Adam não é o que você... – Alex começa a se explicar.

Ele não diz nada, apenas se aproxima dela o suficiente para acertar um tapa em seu rosto.

- Você teve muita sorte de não ser o Nathan que viu isso. – ele diz em um tom ameaçador.

Sorrio de leve.

Eu que gostaria de ter dado aquele tapa nela, mas tudo bem.

- Você vai se arrepender, Cassandra. – ela pragueja e saí andando.

- Ela vai fugir. – ofego.

Adam me encara e dá de ombros.

Apoio-me da parede e faço força para ficar em pé novamente, só que meus músculos ainda estão tensos e doloridos demais. Sinto mãos segurarem perto de minhas costelas e me darem apoio para levantar.

- Vou te levar para o quarto. – Adam diz terno.

Sorrio e respiro fundo.

Por que sempre quando eu consigo vantagem, o inimigo saca uma arma e eu caio? Será pela a minha inexperiência com o mesmo assunto?

Adam me pega no colo para me ajudar a subir a escada, é como se minhas pernas tivessem vida própria e resolvessem a ficar paradas e eu tenho que arrasta-la.

Ele me coloca calmamente sobre a cama e me encara, seus olhos azuis me lembram os do Nathan.

- Onde estava?- franzo o cenho.

- O Nathan pediu para eu ficar hoje aqui cuidando de algumas entregas para amanhã, estava no porão. – ele sorri de canto.

- Como não escutou nada?

Ele retira do bolso da calça um iphone com fone ouvido.

- Estava meio surdo. – ele ri.

Concordo e viro para o lado. Meu corpo doí tanto.

- Ela acertou sua barriga?- ele diz preocupado.

- Não. – murmuro.

Espero que ela não tenho acertado mesmo.

- Quer que eu te leve no hospital?

- Chame o Nathan. – sussurro.

Como eu gostaria de ter o Lucas aqui comigo, pelo menos eu não estaria nessa paranoia, teria alguém para conversar.

Adam saí do quarto e eu fico em silêncio, apenas curtindo a minha dor.

**

Minhas dores estão amenizadas e já estou um pouco mais conformada com o que aconteceu há um tempo atrás.

Sento na cama e as dores voltam como se um trator tivesse passado por cima de mim, olho para o pé da cama e vejo o Nathan me encara, dou um sobressalto.

- Há quanto tempo está aí?- murmuro.

- Tempo o suficiente para saber que você sente dor. – ele rebate.

Ah! Agora ele vai me crucificar por sentir dor?

- O quê foi? Quem levou a surra fui eu. – retruco.

Ele fecha a cara.

- Não adianta fazer essa cara Nathan, seus métodos de me proteger, vão acabar me matando. – levanto da cama.

Nathan me encara com piedade e se aproxima de mim, fico estática em receio.

- Fiquei com medo. – murmura ele- Quando o Adam me falou o que aconteceu, eu quase tive um ataque.

- Devia ter tido. – falo ríspida.

Ele franze o cenho.

- Assim aprende a me escutar. – encaro.

Ele não entende que quanto mais quer me proteger mais ele me mata, apenas pelo fato de me deixar de lado.

- Essas últimas semanas você me deixou de lado como se eu não existisse ou como se você não se importasse comigo e isso é bem pior do que levar uma surra, eu sou uma pessoa que precisa de atenção, pode ser misera, mas preciso.

Ele contrai os lábios.

- Eu estava trabalhando com os negócios que o Lucas foi fazer no exterior, além de ter que cuidar da pessoa que espionava a gente, ela podia ser da polícia. – ele diz simplesmente.

Ah! Então é assim?! Ele prefere o trabalho a mim.

- Eu poderia ser da polícia e você nem sabe. – fecho a cara pra ele.

Nathan ri.

- Você não é. – ele diz convicto.

- Poderia ser.

- Mas não é.

O Nathan consegue ser pior que uma criança de cinco anos no sentido de petulância.

- Eu gostaria ser, apenas para ver a sua cara e esfregar nela que eu peguei você. – falo ríspida.

Ele sorri.

- Você não está falando nada com nada. – ele me encara divertido.

Fecho a cara.

Como às vezes eu gostaria de falar realmente o que eu penso.

- Nathan, quem é a Isabela?- arqueio uma sobrancelha.

Pelo o que eu lembro, a Alex citou o nome dessa menina enquanto me dava uma surra e me comparou a ela.

Ele fica lívido e estático.

- Eu fiz uma pergunta. – cruzo os braços.

- A Isabela é pra mim a mesma coisa que o Adolf é pra você. – ele diz de forma lenta, me fazendo decorar o que ele diz.

Nossa, ela foi tão ruim assim?

- E você não vai falar, né? – encaro-o inclinando a cabeça.

- Enquanto você não falar do Adolf, eu não irei falar dela. – ele sorri triunfante.

- Isso não é um jogo Nathan, Adolf realmente foi algo marcante na minha vida e eu não gosto de falar sobre isso. – encaro-o.

Seu sorriso some e ele dá de ombros.

Não é que eu queira fazer pirraça, mas Adolf realmente é um assunto que tem que ser trancado a sete chaves em uma caixa de granito e depois jogado em um buraco negro e ser esquecido por toda a eternidade.

- Não estou te obrigando a nada. – ele diz baixo.

- Acho bom.

- Posso ver onde mais você machucou?- ele me encara terno.

Respiro fundo.

- Sim. – volto a sentar na cama com certa dificuldade.

Ele senta ao meu lado, e aí que eu noto o grande hematoma em minha coxa direita, acho que foi causado pelos chutes de Alex.

- Vou pegar uma pomada. – ele levanta.

Concordo e encaro o chão de madeira.

Com quem será que a Alex estava falando no celular? O celular dela ainda está no escritório!