Burning Desire
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Acordar para Elena naquele dia não fora algo fácil. Sobressaltada ela despertou em meio a lençóis de seda azul. Com mais susto ainda percebeu não estar em seu quarto, muito menos era aquele que estivera algumas semanas antes.
O quarto de Damon.
Sua mente soprou enquanto imagens da noite anterior invadiam-lhe sem permissão. As cenas no estúdio. Rebekah, Sage. Logo depois a ligação do moreno e a partir disso tudo era um borrão sem fim.
Sentou-se a cama e imediatamente levou as mãos às têmporas, sua cabeça latejava. Permitiu-se olhar o ambiente a sua volta e viu como retratava bem a personalidade de seu dono. Todo em tons escuros e claro nas paredes, sempre Van Gogh.
Ao seu lado direito estavam às mesmas imensas janelas vitorianas, que iam do chão ao teto, e que compunham toda casa. As cortinas estavam cerradas, mas ainda assim pequenos feixes de luz adentravam o espaço.
Movida por uma súbita curiosidade ela se pôs de pé e as abriu, ficando completamente encantada com a preciosa imagem diante se seus olhos sonolentos.
A vista do quarto dava diretamente para os jardins laterais. Aquele que secretamente ela já havia visitado uma ou duas vezes nos dias que estivera por ali. Decididamente os Salvatores tinham um lindo jardim, todo cheio das mais diversas flores, algumas que ela nunca vira antes, e todas muito bem cuidadas.
Com um pequeno clique ela abriu as janelas duplas querendo muito poder sentir o aroma das rosas que avistava bem abaixo de si. Inspirando profundamente de olhos fechados, ela permitiu-se relaxar enquanto sua narina era invadida por muitos perfumes.
Por um segundo todas as preocupações lhe abandonaram. A culpa que a assolava, Rebekah e seu poder de convencimento, o momento cada vez mais próximo da conversa que precisaria ter. Tudo ficou longe.
Porém tinha que sair do seu estado de inércia, não poderia fugir por toda vida. E aquele homem que se preocupava tanto com ela a ponto de encontrá-la, quando nem ela mesma sabia onde estava, e que lhe cuidara tão bem, merecia a verdade, por mais que esta verdade pudesse machucá-lo.
Na sala da mansão, Damon encontrava-se sentado no sofá a fitar um ponto qualquer na parede enquanto sorvia pequenos goles de seu uísque preferido.
Sua noite não havia sido das melhores, em sua mente ele tentava entender o que havia acontecido com certa morena que vinha roubando cada segundo de seu pensamento desde que a conhecera.
Dividir a cama com Elena de certo não havia sido nada fácil, não quando ela estivera tão inquieta durante o sono. Foi bem difícil fazê-la dormir, pois ela estava bastante nervosa e não consegui dizer nem duas palavras sem que começasse a chorar.
Ele queria muito saber o que havia acontecido, mas ao deparar-se com a mesma tão frágil daquela maneira, ela resolveu que o melhor era levá-la para sua casa e fazê-la se acalmar.
Assim que chegou pediu que April e Madeleine a ajudassem no banho, ele mesmo cedeu outra de suas camisas para que a morena ficasse mais confortável, e bem lá no fundo uma voz em sua cabeça dizia que ela gostava mesmo era de vê-la vestida com suas roupas.
Depois quando ele também já havia tomado seu banho, que tinha forçado Elena há comer um pouco e também lhe dado um calmante, deitou-se ao seu lado na cama e a trouxe para seus braços.
Porém o moreno não estava preparado para a sensação que se apossou de seu coração assim que a teve aninhada em seu corpo. Ele jamais poderia descrever com palavras tudo que sentiu naquele momento. A paz e o conforto que lhe dominaram, jamais seriam esquecidas, ou apagadas de seu ser.
Elena logo adormeceu, e ele ficou a admirar seu anjo. Tão bela e perfeita. Damon não entendia como podia sentir tudo que sentia por aquela mulher, só o que sabia era que Elena era a mulher da sua vida, disso ele tinha certeza.
Ela o encantava, o inebriava de todas as formas possíveis, todas as ações da morena, todos os seus gestos, até seu jeito de falar e andar lhe achavam a atenção e lhe agradavam. Elena era o que era uma pessoa simples de riso fácil e isso era o que mais gostava. Aquele sorriso perfeito acompanhado daquele brilho único no olhar.
Havia também seu desejo insano de provar cada parte daquele corpo curvilíneo, em uma palavra comum e chula, Elena era muito gostosa, tudo nela o excitava além dos limites que julgava ser possível.
Ainda assim era muito mais que atração física, ele sentia-se bem só por ter a companhia da bela mulher ao seu lado. Sentia-se a vontade com Elena, e queria estar sempre perto dela.
Logo ele dormiu também, satisfeito por tê-la ali em seus braços, mas Elena despertou diversas vezes chorando e murmurando coisas desconexas demais para sua compreensão. E assim foi durante toda a noite o que explicava um pouco suas olheiras e o fato de estar bebendo tão cedo.
– Que coisa feia maninho. – Ele voltou-se para a figura de sua irmã descendo graciosamente as escadas enquanto tentava equilibrar alguns livros nas mãos e tinha uma mochila nas costas. – Bom dia Damon.
April chegou perto o suficiente para dar-lhe um beijo demorado na bochecha e depois sentar-se no sofá a sua frente enquanto arrumava seus livros na bolsa.
– Bom dia.
– Então, onde esta a Elena?
O rapaz tomou o restante do líquido que ainda havia em seu copo e virou-se um pouco para pegar a garrafa que estava na mesinha atrás de si e enchê-lo novamente, recebendo no processo um olhar nada amigável de sua irmã.
April odiava esse seu terrível hábito, mas ela não sabia que Ra isso que o acalmava por muitas vezes. E dessa vez, ele estava muito nervoso e preocupado com a morena que dormia em sua cama.
– Dormindo ainda, ela esteve muito agitada durante a noite.
– Certo. – April acenou com a cabeça, mas sua língua parecia coçar dentro de sua boca para que ela perguntasse o que queria ao moreno.
– Sabe irmãzinha, acho que se você morder sua língua um pouco mais forte é capaz de arrancar um pedaço.
Damon comentou sorrindo enquanto deixava a bebida de lado e a olhava com divertimento claro nos olhos. Só ele sabia o quão curiosa April Salvatore poderia ser, e sabia também exatamente sua expressão quando estava querendo perguntar algo.
– Seu idiota! – A garota retrucou brava enquanto lançava uma das almofadas no mesmo que caiu na gargalhada assim que a agarrou o objeto e foi com ele em direção a menina e deitando-se em seu colo.
Ela o recebeu de bom grado, sempre foram muito apegados e carinhosos um com o outro. April quando pequena costumava dizer que Damon era seu cavaleiro andante, que sempre a salvaria dos dragões e da bruxa má. A ligação entre eles só ficou ainda maior com a perda dos pais. Eles eram tudo um pro outro.
Começou a fazer um leve carinho nos cabelos negros desalinhados com uma mão enquanto Damon brincava com o anel que estava na outra.
– Ela te disse o que a deixou daquele jeito?
A pequena tinha um pressentimento de que a crise de sua professora tivesse muito haver com Rebekah, e queria muito saber o que a loira poderia ter feito para que Elena ficasse daquele jeito.
– Não. – Damon respondeu distraído ainda brincado com seus dedos. – Ela tava muito abalada com o que quer que tenha acontecido, não quis pressionar.
– E você tem alguma ideia do que pode ter sido?
Havia um pouco de receio e hesitação na voz de sua irmã, mas Damon pareceu não ter percebido.
– Nope.
– Você gosta muito dela não é mano?
O moreno largou o anel com que brincava e virou-se no colo da irmã para poder ver a expressão séria em seu rosto de menina.
Se ele gostava de Elena Gilbert?
Estava bem claro que ele era louco por ela. E gostar era muito pouco pra dimensão de seus sentimentos. Com toda certeza do mundo ele a amava.
Ele encarou bem aqueles olhos azuis iguais aos seus antes de responder, com toda convicção do mundo.
– Eu a amo April.
A garota não escondeu sua surpresa e até deixou escapar um pequeno ofego. Sabia que seu irmão estava muito envolvido por sua professora, só não imaginava que o veria assumir assim que a amava. Ela nunca o vira dizer ou demonstrar isso por nenhuma de suas ex-namoradas.
Aliás, Damon só demonstrara amor por ela seus pais e Madeleine.E agora, ali estava ele revelando sem medo algum que estava apaixonado por Elena Gilbert. O que era uma surpresa até para o próprio Damon, que nunca pensou que poderia em tão pouco tempo envolver-se tanto com alguém.
– Eu não sei o que dizer...Acho que desde que papai e mamãe se foram, nunca te vi mais vivo e feliz. – Era doloroso pros dois lidar com a perda daqueles que mais amavam, mas era uma verdade que April precisava dizer.
Desde aquele fatídico dia que Damon meio que deixou de ter uma vida social, de viver em função de si, para viver por sua irmã. Para cuidar de April e da empresa que seu pai deixara.
É claro que se relacionou com algumas mulheres, umas por mais tempo, se consideramos que o maior durou seis meses, e outras por uma noite, só por diversão e prazer. Mas nunca nenhuma foi capaz de despertar um terço do que Elena o tinha feito sentir.
– Elena é diferente.
– Fico feliz por você. – Damon pegou as pequenas mãos e lhes depositou um demorado beijo.
– Eu também.
[...]
Assim que sua irmã saiu para escola, Damon decidiu subir antes de ir trabalhar e ver como estava sua morena. Encontrou-a de frente a janela de olhos fechados e com expressão serena.
– Hey, você acordou. – Elena que estava distraída deu um pequeno pulo e colocou a mão no peito ao virar-se para ele. – Desculpe, não queria assustá-la. – Ele pediu aproximando dela.
– Não, tudo bem.
Ela estava nervosa, suas mãos suavam e ela temia. Ajeitou uma mecha teimosa de seus cabelos atrás da orelha e encarou o homem que se já estava bem próximo de si.
Se ela achou a vista do jardim a coisa mais linda daquele dia, era por que ainda não havia visto Damon Salvatore. Ela se perguntava, se toda vez que o visse iria sentir seu estômago dar voltas assim.
E também, qual era o segredo daquele homem, que parecia estar cada vez mais lindo toda vez que o olhava.
Damon deu mais um passo em sua direção e levou suas mãos ao rosto da morena pra poder acariciar-lhe as maçãs rosadas com seus polegares. Elena fechou os olhos apreciando o contato e recebeu a boca macia em seus lábios num pequeno selinho.
–Conseguiu descansar?
O moreno falava tão carinhosamente e aquilo aquecia e fazia bem a ela. Elena levou suas mãos às dele, mantendo-as unidas em sua face e só depois se permitiu abrir os olhos e se afogar naquele mar de preocupação.
– Sim. Obrigada Damon.
– Por quê?
– Por tudo, por ter ido me buscar, por cuidar de mim.
Ele apenas inclinou-se e deu-lhe mais um beijo, dessa vez um pouco mais demorado. Elena por sua vez não esperou um minuto sequer para encostar sua cabeça naquele peito largo e passar seus braços pela cintura do moreno, que retribuiu de imediato afundando seu rosto na cortina chocolate.
– Não por isso pequena, eu sempre vou estar aqui pra você. – Sussurrou baixinho em tom de promessa e apertou-a ainda mais em seus braços.
Elena sentiu lágrimas inundarem seus olhos e logo transbordarem, escorrendo por sua face e morrendo no terno escuro de Damon. Assim que um soluço irrompeu por seus lábios, ele os afastou e segurando de novo seu rosto à fez encará-lo, enquanto os olhos azuis demonstravam sua agonia.
–
Não chore anjo, por favor.
– Eu...a gente precisa conversar Damon.
– Eu sei, eu sei...só não precisa ser agora não é, se acalme. – Tentou abraçá-la de novo, mas Elena o afastou.
– Tem que ser agora...eu...eu não aguento mais esconder isso.
Damon a observou secar as lágrimas inutilmente, ao passo que se sentia confuso. Não entendia do que Elena falava, e não sabia o que ela teria pra esconder, pior, ele nunca imaginou que ela tinha algo a esconder.
– Elena.
– Não Damon, só me escuta ta bem? – Ela estava nervosa, e isso era visível por suas palavras atrapalhadas e as mãos inquietas. – Depois você pode fazer o que quiser, pode até me xingar e bater...só me escuta primeiro.
Visivelmente Damon estava atordoado com as palavras da morena. Como assim bater? Para ele, Elena só podia estar ficando louca se pensava que ela seria capaz de lhe encostar um dedo que fosse. Ainda assim concordou e deixou que ela prosseguisse.
– Céus, eu não sei como dizer isso! Eu...
Elena dava voltas pelo quarto e em momento algum olhava pro homem pardo a sua frente. Tinha medo de encará-lo e perder toda a coragem que estava reunindo para revelar seu segredo.
– Eu...eu não consigo...você vai me odiar e eu não posso te culpar. – Damon mantinha-se parado no mesmo lugar onde ela o afastara e a observava angustiado, enquanto a morena soltava frases que fugiam de sua compreensão. – Eu sou tão fraca. Fraca por não conseguir falar, fraca por não olhar pra você. Eu me deixei levar por ela... ela sempre consegue tudo que quer de mim.
Elena chorava e levava as mãos aos cabelos os puxando e Damon apenas a assistia com lágrimas nos olhos. Queria ajudá-la, mas não sabia como.
Tinha certeza que a mulher andando a sua frente não estava bem psicologicamente e não queria vê-la assim. Tudo que queria era pegá-la nos braços e lhe embalar como um bebê, pois no momento sua morena parecia uma criança que se perdeu da mãe.
– Elena...amor o que você ta dizendo.
– Para!
Foi um grito, Elena estava fora de si e estava conseguindo assustá-lo.
– Como pode me chamar de amor? Você não me conhece.
Atônito ele a viu se jogar no chão de joelhos e chorar copiosamente. Imediatamente ele se agachou e a tomou nos braços como queria fazer, chorando junto a sua garota ele dizia que tudo ficaria bem.
– Shiii...ta tudo bem...ta tudo bem.
– Não ta bem Damon, não ta nada bem...eu preciso te dizer...eu...não me odeie...não me odeie...
– Hey...olhe pra mim. – De novo Elena teve seu rosto entre as mãos fortes que a acariciavam. – Olhe pra mim, eu nunca vou odiar você princesa. Eu te amo.
Mais lágrimas escorreram pela face morena avermelhada, assim que aquelas três palavrinhas entraram por seu ouvido. Damon não podia amá-la, ela não merecia esse amor, ela não o merecia.
– Não...você não pode dizer isso...não...não pode me amar.
– Claro que posso Elena. Você já se viu meu amor, como eu poderia não me apaixonar por você?
– Você não entende Damon...eu sou uma pessoa horrível, você vai me odiar, ter nojo de mim. Eu tenho.
Ela mal podia falar o choro lhe tomava todo o fôlego, não sabia que ainda tinha lágrimas pra derramar depois de todo choro da noite anterior, depois de chorar agora, mas incansavelmente cada vez mais lágrimas brotavam de seus olhos, que agora nem pareciam mais castanhos e sim vermelhos.
–
Então me diz Elena...me diz por que não posso te amar...por que você tem nojo de você mesma. Fala Elena!
Ele também gritou dessa vez. Damon estava cansado de vê-la falar essas coisas, triste por vê-la chorar. E cada vez que Elena não terminava uma frase a raiva também ia crescendo dentro de si.
Muitas ideias se formando em sua cabeça. Será que Elena tinha outro?
Não, ela não faria isso comigo, não podia fazer!
– Hein Elena!
– Eu sou lésbica!
Depois dos dois gritos e da confissão, tudo que restara no quarto fora um profundo e angustiante silêncio. Todo que se podia ouvir eram os soluços cada vez mais altos de Elena.
Damon prendera a respiração assim que as palavras saltaram da boca da morena. Estava incapacitado de falar ou sequer pensar, não acreditava no que acabara de ouvir, ela só podia estar brincando com ele.
– Como?
– O que você ouviu...sou lésbica.
Dessa vez fora Damon que se pôs a caminhar em círculos pelo quarto, enquanto Elena permanecia sentada ao chão de cabeça baixa, com vergonha demais para olhá-lo.
– Você só pode estar de brincadeira com a minha cara não é Elena.
– Eu nunca brincaria assim com alguém.
– Eu...Elena você não pode ta falando sério. – Ele correu a mão pelos fios negros os desalinhando ainda mais, e parava em frente à Elena. – Me diz como isso hein? E a gente, tudo que nós tivemos. Todo esse tempo você brincou comigo Elena, não foi?
– Claro que não Damon, pelo amor de Deus. – A morena ficou de pé e se aproximou dele que recuou. Com um aperto no coração pela mínima rejeição do homem ela começou a falar.
– Eu sempre me senti atraída por mulheres e desde a minha adolescência que eu me assumi. Nunca senti nada por nenhum garoto.
“Até beijei alguns no ensino médio, mas foi só pra confirmar que eu não gostava disso. E eu nunca me relacionei com ninguém do sexo oposto, por que eles não me atraiam, mas aí eu conheci você e...”
– E ai decidiu que queria brincar comigo? Com o cara que ficou caído por você no primeiro segundo.
O nervosismo e a surpresa já haviam abandonado o corpo do advogado, agora o que ele sentia era raiva. Raiva por aquela mulher diante dele que o fizera de palhaço.
– Não Damon, eu juro que não, acredita em mim, por favor. Eu sei que não tenho o direito de pedir isso, mas acredita em mim. – A morena tentou mais uma vez a aproximação e dessa vez conseguiu, foi até ele e o fez olhá-la nos olhos enquanto dizia com toda convicção do mundo. – Acredita em mim, eu gosto de você Damon. O que nós temos vivido é real, gosto de você como nunca gostei de ninguém.
– E você tem alguém?
– Sim.
Não foi mais que um sussurro, mas ela soube que seu moreno ouviu, assim que viu a dor transparecer nas orbes cor do céu. E isso foi o que mais lhe machucou.
– E onde ela está?
– Damon...
– Quem é ela Elena?
– Rebekah, nós meio que brigamos e demos um tempo.
Damon riu sem humor aparente diante da resposta. – Você brigou com a namoradinha, e aí quis brincar de casinha com o idiota aqui?
– Que droga Damon eu já disse que não! Eu gosto de você, você me excita e homem nenhum conseguiu isso, será que você não entende?
Partiu de Elena a iniciativa de segurar o rosto do rapaz com ambas às mãos e dar-lhe um beijo, que um pouco relutante fora correspondido.
O beijo foi calmo, apenas os lábios se roçando, provando o gosto um do outro. Encostaram suas testas e nenhum foi capaz de abrir os olhos.
– Eu gosto de você.
Ela murmurou tocando seus lábios a cada palavra dita e só aí eles se permitiram olhar-se.
A morena quis enxergar no olhar de Damon, que ele acreditava que estava tudo bem, mas tudo que conseguiu ver foi dor e confusão. Ela havia feito tudo que não queria, ela o tinha magoado e nunca se perdoaria por isso.
– Eu preciso pensar.
–Damon...
–Não Elena...eu...eu vou...vou pra empresa depois nos falamos.
E rapidamente ele atravessou a porta, sumindo, deixando para trás uma Elena completamente quebrada e aos prantos.
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