Burning Desire
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Aquela semana havia passado relativamente rápida para Elena. Entre as aulas na academia, as de dança do ventre com April e os preparativos para a noite especial com sua amada, por conta dos cinco anos juntas, ela não notou o tempo passar.
Era sábado à noite e a amorena estava mais que ansiosa para a chegada de Rebecka, e para consequentemente saber se ela iria gostar do que tinha preparado.
Entretanto em meio a essa ansiedade, também tinha algo que vinha incomodando Elena durante este tempo, e isso tenho nome, sobrenome e os olhos mais hipnotizantes que ela já vira.
Damon Salvatore.
O renomado empresário que até alguns dias ela só ouvira falar, agora tinha a chance de ver quase todos os dias. Ela nunca soubera que o próprio Damon em pessoa ia buscar sua irmã, ou talvez ela soubesse, só não prestara muita atenção por estar sempre com pressa para ir embora e notar qualquer coisa à sua volta.
Porém desde o dia em que o vira pela primeira vez, algo tinha acontecido, ela não poderia dizer se era bom ou ruim, só sabia que ele a instigou desde aquele breve contato.
Isso a preocupava, e não só por ele ser quem era ou ainda ser mais lindo do que ela gostaria de admitir. O fato é que havia algo naquele homem que a atraia e ela soube disso assim que seus olhos encontraram aquela mar revolto em meio a uma tempestade que eram os dele. Naqueles olhos havia mistérios, e Elena adoraria poder desvendá-los.
Também tinha a atração....e bom, isso era o que mais a perturbava. Elena nunca se sentira atraída por nenhum homem em toda sua vida.
É claro que ela já até havia beijado alguns e até já os tinha dado “permissão” para as famosas mãos bobas. Mas seus “ficas” com meninos só haviam acontecido entre seus dez e quinze anos. E como ela mesma gostava de dizer, rolou, pois ela ainda não havia se descoberto.
Suas preferências sexuais ficaram claras como águas quando beijou uma garota pela primeira vez...Mary... E com apenas um pequeno encostar de lábios ela sentira tudo que não havia sentido com nenhum rapaz, em amassos mais quentes.
Antes disso, a morena sempre se pegou “admirando” suas colegas enquanto trocavam de roupa no vestiário após as aulas de educação física, mas tentava colocar na cabeça que fazia aquilo apenas para compará-las com si mesma.
Porém sua visão passou a mudar no dia em que “sem querer” viu a líder de torcida do time da escola, Ashley Moroe, completamente nua.
Elena estava em uma das cabines do banheiro pronta pra sair quando ouviu passos adentrando o local. De início pensou ser só mais uma garota, mas logo pode ouvir alguns sussurros e distinguiu uma das vozes como sendo de um menino.
Arregalou os olhos pensando no por que ele estar ali, e obteve sua resposta ao escutar gemidos. Sem raciocinar sobre o que faria a seguir, ela destrancou a porta com um cuidado extremo e passou a espiar por uma pequena fresta.
O que viu, no entanto a fez ofegar de surpresa e também algo mais. Tyler Lockwood, o capitão do time, tinha Ashley sentada à bancada da pia enquanto arremetia seu pênis freneticamente para dentro da menina, que gemia sem parar.
A cena deixou-a úmida no mesmo instante, fazendo-a apertar uma coxa contra a outra na intenção de aliviar a sensação de aperto crescente de uma parte bem conhecida de seu corpo.
E a morena tinha mais que certeza que estava com uma puta excitação, mas não pelo garoto mais cobiçado da M.F High School, que estava nu em sua frente, e sim pela Monroe, a menina mais metida de todas, porém extremamente gostosa, comprovara Elena.
De onde estava tinha a visão perfeita dos seios da garota que subiam e desciam no mesmo ritmo das estocadas de Tyler, e quando o mesmo se afastava um pouco para logo em seguida bombear de novo, ela via seu alvo de maior desejo e cobiça do momento.
A boceta de Ashley era totalmente lisa, parecia ser muito apertada devido aos grunhidos do rapaz toda vez que a penetrava. E “ deliciosa” pensou deixando escapar um pequeno gemido, que só passou despercebido pois, a líder de torcida parecia mais com uma atriz de filme pornô, gemendo e gemendo cada vez mais.
A tortura de Elena seguiu-se por mais alguns minutos, quando finalmente os dois chegaram ao clímax para logo depois se ajeitarem e sair como se nada houvesse acontecido.
Ela esperou alguns segundos para sair de sua posição, mas ao invés de retira-se daquele ambiente que exalava sexo, sentou-se sobre o sanitário, com a respiração acelerada, mente nublada de prazer e o pior de tudo, sua calcinha completamente encharcada.
Elena já não pensava direito quanto desbotou a calça para em seguida baixá-la, juntamente a peça íntima, até os tornozelos. Sim, Elena Gilbert ia se masturbar, pela primeira vez pensando em uma menina e sem recriminar-se por isso.
Levou os longos e finos dedos ao sexo e gemeu ao sentir o quão fácil eles escorregavam por ali, não hesitou em enfiar três de uma vez dentro de si e começar a movê-los rapidamente.
Arremetendo cada vez mais rápido e forte enquanto tentava não gemer muito alto, forçava seus dedos a irem à mesma velocidade que Tyler usou, e estava tão excitada que não demorou pra gozar, desejando lascivamente que certa ruiva colocasse sua boca ali e a chupasse até um novo gozo chegar.
***
Rebecka que acabara de entrar estava estática , olhando tudo ao seu redor com um sorriso surpreso.
A sala parcialmente escura a não ser pelas dezenas de velas aromáticas espalhadas estrategicamente por todos os cantos, além das pétalas de rosas espalhadas pelo chão. N
ão sabia o que falar, tinha em mente que era um dia especial para as duas, mas não imaginava que sua namorada faria algo assim. Depois de examinar todo o local com cuidado e atenção seus olhos azuis encontraram sua bela Elena, um pouco a sua frente, parada diante do corredor que levava ao quarto.
Não pode evitar surpreender-se ainda mais surpresa ao notar as vestes da morena. Uma lingerie vermelha que atenuava bem sua pele oliva, uma cinta liga presa a minúscula calcinha de renda e salto alto preto. Os cabelos caiam em prefeitos cachos por sobre os ombros, além de usar uma maquiagem bem marcada nos olhos e finalizando com um batom da mesma cor da roupa. Ela nunca esteve tão sexy e tão comível, pensou aloira com um sorriso mais que pervertido nos lábios rosados.
Para ela era sim uma grande e inesperada surpresa ver Elena daquele jeito, pois quase sempre era Rebecka que comandava a relação, desde escolher as roupas certas para provocar ou até mesmo na hora do sexo. Porém ela precisava admitir que ver sua mulher vestida assim e com os olhos castanhos cheios de promessas silenciosas de que faria a noite das duas a mais perfeita e quente de todas, estava lhe deixando muito mais excitada que o normal.
E foi movida por esse desejo insano que andou a passos rápidos até a outra a enlaçando pela nuca e cintura, enfiando sua língua na boca da morena de forma quente e lasciva.
O beijo foi bruto, feroz, Rebecka parecia querer engolir sua parceira, que também não ficava atrás e devolvia na mesma intensidade as investidas da língua em sua boca.
Mordidas, chupões, gemidos e ofego eram tudo que se ouvia enquanto as duas amantes batalhavam por espaço uma na boca da outra. Cada vez mais próximas tão coladas como se quisessem se fundir.
Elena tinha preparado um jantar pras duas, afinal tudo ali tinha uma intenção bem mais romântica e algo que sua namorada não iria acreditar, ela não queria apenas uma noite de “sexo quente louco gostoso”, queria também algo especial.
Porém ao ter Rebecka ali se agarrando a ela de forma tão desejosa, ela se deixou levar, dizendo a si mesma que a surpresa maior podia esperar um pouco.
Em meio aos beijos e carícias seguiram até o quarto que encontrava-se da mesma forma da sala. A morena não perdeu tempo em já ir-se livrando das roupas, que a impediam de ter total acesso ao corpo tentador de sua mulher.
Rebecka fora arremessada no meio da cama de casal apenas de calcinha e sutiã pretos. Gostosa. Pensou uma Elena doida pra se perder naquelas formas que a enchia de tesão.
Engatinhando da forma mais sexy que conseguiu ela foi até estar totalmente em cima da loira. Seus seios se tocando ainda cobertos pelos tecidos, mas ainda assim lhes causando uma deliciosa sensação de êxtase.
Desceu sua boca até os lábios rosados e inchados, dessa vez beijando de forma calma, aproveitando o gosto uma da outra. Tinham muito tempo, e Elena sabia que iria aproveitar e o melhor de tudo provar da Barbie de todas as formas possíveis e por que não até impossíveis.
Pousou a boca na pele branca e macia do pescoço, pronta pra morder e deixar sua marca. Rebecka estava entregue a namorada, sabia que naquela noite ela estava à mercê dos desejos da outra e não se poria a isso, muito pelo contrario estava adorando cada minuto da deliciosa tortura que Elena a estava proporcionando, enquanto sugava sua garganta, prova disso era o fato de sua peça íntima estar já bem molhada.
Estava tão entorpecida, que ao menos se deu conta de que já estavam as duas livres de seus respectivos sutiãs. E que Elena já pressionava seus mamilos contra os mamilos da outra, numa fricção que só fazia a umidade de ambas aumentar ainda mais. Minutos depois foi a vez da calcinha da loira ser jogada pra longe, suas pernas foram abertas, dando a oportunidade para sua namorada literalmente cair de boca em seu sexo.
Ambas não puderam evitar o gemido que veio quando a língua quente de Elena se atreveu a passar inteiramente aberta por toda extensão de Rebecka. Completamente molhada seu sulco praticamente escorrendo pelo interior das coxas. Ela soltava ofegos enquanto a morena lambia seu ponto de prazer e lhe atiçava a entrada com os dedos.
Como se provasse da mais rara bebida que pudesse existir, Elena se transfigurara em uma cara de prazer extremo ao sentir o liquido quente descer por sou garganta, que veio logo após ter chupado o grelinho de sua parceira ao mesmo tempo em que afundava quatro dedos na cavidade úmida.
Mal dera tempo para que Rebecka pudesse respirar e ela já a estava beijando, deixando-a que sentisse seu próprio gosto. Rebecka até tentou inverter suas posições em meio ao beijo, mas fora parada bruscamente quando Elena montou em sua cintura, prendendo-a contra o colchão.
Uma perna de cada lado e um sorriso perturbadoramente safado estampado em sua face. A loira notou a umidade em sua barriga, assim que baixou o olhar notou-a já nua. A boceta totalmente aberta e convidativa em cima de si.
–Lena...
–Shiii. – Inclinou-se e sussurrou em seu ouvido. – Apenas observe e aproveite. – Uma lambida na boca, e Rebecka debateu-se embaixo da morena, sem sucesso algum.
Vagarosamente Elena arrastou seu corpo esguio até que pudesse entrelaçar suas pernas as de Rebecka, na famosa “tesoura”. Porém ela sabia que assim que começasse a se mover sua namorada daria um jeito de controlar a situação e ela não queria isso.
Então deu um jeito de elevar um pouco a cintura da outra e passar sua perna por baixo, de modo que conseguia prender Rebecka e conseguir ditar o ritmo. Um pequeno sorriso escapou da boca da loira, quando ela se dera conta de que realmente Elena estava fazendo tudo por seu prazer àquela noite e assim ela deixou que seus dedos se entrelaçassem aos da outra pare terem equilíbrio.
Assim começaram o movimento, seu tão amado “tribbing”, passaram a esfregar seus sexos, clitóris com clitóris. Primeiro devagar depois cada vez mais rápido. Tão intenso tão quente.
O cheiro de sexo já exalava pelo quarto. Os gemidos já não eram controlados, enquanto os sexos se tocavam despudoradamente. Rebolavam uma contra a outra, seus líquidos se misturando, as temperaturas juntas, as duas tão quentes. O mesmo aperto vindo de uma e de outra. As pernas tremendo, o ventre se contraindo.
–Ah...Becka...eu to quase...Annn
–Lena...isso...assim.
Vaginas de encontro rápido muito rápido, o suor se fazia presente no corpo de ambas. Dedos dos pés se esticando, músculos tencionados e quando o orgasmo veio ninguém ousou parar. Continuaram a se esfregar, de novo mais forte, enlouquecidas pelo desejo.
–Te amo Becka -
Eu também Lena! Até caírem lânguidas nos lençóis.
Elena esperou até as respirações das duas estivessem um pouco mais calmas para ir até sua cômoda, ainda nua, e tirara de lá aquilo que tornaria esse momento ainda mais perfeito.
Sob o olhar curioso de Rebecka, respirou fundo e começou a falar.
– Eu quis fazer tudo isso hoje, não só por que faz cinco anos que estamos juntas e cinco anos que você me faz a mulher mais feliz do mundo.
Assim que as palavras atingiram a loira um sorriso apareceu nos lábios rosados.
– Fiz tudo isso por que hoje começa uma nova etapa das nossas vidas, que eu tenho certeza que vai ser ainda mais feliz. E eu sei que pode parecer bobagem, mas não é. A gente já vive juntas, já divide tudo, mas eu quero que fique ainda mais formal se isso é possível.
Rebecka não conseguia entender onde sua namorada queria chegar com aquele discurso e até tentou interromper, mas sua fala morreu na garganta ao ver Elena estender uma caixinha de veludo preta com dois anéis em ouro branco dentro.
Seus olhos marejaram no mesmo momento, e ela soube que prendia a respiração.
–Rebecka Mikaleson você aceita ser minha amiga amante, mulher companheira pra todo sempre?
A morena perguntou com um meigo sorriso nos lábios, recebendo além do esperado sim, um beijo mais que apaixonado e que as levou a selar seu compromisso amando-se mais algumas vezes noite adentro.
Fale com o autor