Burning Desire

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi Decidi postar logo esse capítulo pra vocês saberem um pouco mais da vida da Elena. E também ter uma noção de como vai se desenvolver a história. Tem que ser um pouco rápido já que é um short né? Ah e obrigada Rosygilbert pro comentar. Enjoy.

Atrasada!

Era isso que a consciência de Elena gritava para ela a cada cinco minutos desde que ela acordara as 7:40 de uma manhã de segunda, sendo que devia estar na academia às oito.Não iria dar tempo de tomar café.

Mais uma vez.

Foi o que ela pensou enquanto corria em direção ao banheiro de seu quarto tropeçando nas roupas todas espalhadas e recordando com um sorriso pra lá de malicioso da noite quente e maravilhosa que teve. A qual foi um dos motivos para que estivesse atrasada de novo.

Achou que bateu o recorde mundial ao tomar banho e conseguir se trocar em menos de dez minutos. Nada muito elaborado, sua calça preta de legging de sempre, uma regata branca suas meias e tênis de corrida. O cabelo preso num rabo de cavalo e nada de maquiagem somente um brilho labial pra não sair tão sem cor.

Dirigiu-se pra sala pegou sua bolsa no sofá e já estava na porta quando uma voz a chamou.

– Atrasada de novo amor?

Virou a tempo de encarar sua namorada com uma xícara de café fumegante em mãos, escorada a parede que dividia sala e cozinha, com uma camisa masculina que não chegava à metade de suas coxas e um sorriso divertido.

Naquele momento Elena pensou que não pudesse ter imagem mais excitante e mordeu os lábios para reprimir um gemido.

– Sim, e por sua culpa senhorita Mikaelson.

Rebecka por sua vez andou em direção a morena com risos e ar de quem diz culpada. Deixou seu café sobre a mesinha de centro que havia em frente ao sofá branco e não hesitou ao enlaçar a cintura curvilínea de sua parceira.

– Vai me dizer que não gostou do que fiz contigo. Sussurrou sedutora mente ao ouvido de Elena que fechou os olhos. –Hein? Mordeu o lóbulo arrancando um suspiro exagerado da outra e sorriu satisfeita consigo mesma por saber que tinha tal efeito sobre ela.

– É claro que gostei Becka, sabe que eu sempre adoro tudo que faz comigo. Agarrou sua nuca e deu um selinho demorado na loira mais que sexy à sua frente. – Agora eu tenho mesmo que ir.

Mas não conseguiu se soltar antes que Rebecka a prensasse junto à porta e colar seus lábios em um beijo faminto e feroz. Elena não demorou muito a corresponder e logo suas línguas batalhavam por espaço.

Rebecka sabia exatamente o que fazer e como fazer para deixar sua namorada louca de desejo.

Elena não podia culpá-la, para ela Rebecka era uma verdadeira tentação. Loira, alta de olhos azuis, rosto de anjo corpo mais que perfeito, voz angelical, uma verdadeira Barbie. Só que numa versão absurdamente pervertida e sexy.

Minha Barbie.

Pensou Elena ao adentrar suas mãos por baixo da camisa e apertar a bunda da loira. Percebendo que aquilo estava ficando cada vez mais quente e também que sua calcinha começava a dar indícios de “umidade” ela resolveu separá-las. — Agora eu vou. A boca de ambas vermelhas e inchadas, a respiração descompassada e muito desejo no olhar.

– Tudo bem vai mesmo antes que eu faça uma loucura. Respondeu uma Rebecka totalmente ofegante tentando dar um jeito no cabelo.

– Te amo Becka. Saiu, não antes de ouvir um eu te amo também.

Só ao sair de seu prédio notou como o dia estava quente em Nova York, o verão chegara pra valer e ela comemorou o fato de ter colocado a regata.

De qualquer forma ela suaria assim que começasse suas aulas de dança. Ela era professora desde que se formou pela New York University, foi lá também que conheceu sua namorada que cursava fotografia.

Ela tinha seu próprio estúdio, era muito boa no que fazia e sempre foi muito requisitada para cobrir qualquer tipo de vento e no momento era free lancer em uma revista de moda.

Ah Rebecka... Desde que descobrira sua preferência sexual, isso aos 15 anos, Elena só havia se relacionado brevemente com duas meninas ainda no colegial.

A primeira...Mary...Foi só pra comprovar suas suspeitas que gostava mais de bocetas do que de paus.

Depois foi a vez de Meg, Margareth na verdade, foi com ela que Elena deu início a sua vida sexual. Que sua namorada não soubesse disso, mas Elena ainda recordava-se daquela boca carmim que a fazia delirar e implorar por mais.

Enfim veio a Barbie, e com ela uma relação mais madura, (ela hoje com 24 e Rebecka com 26 anos) e também muito, mais muito mais quente. Não havia nada que já não houvessem experimentado na cama.

E no sofá, no chão, na cozinha no chuveiro, lembrou a morena com um sorriso pervertido nos lábios enquanto sentia o metrô parar.

Rapidamente ela passou pelas portas e seguiu rumo a Flair’s Academy, lembrando-se que semana que vem elas iriam completar 5 anos juntas, precisava pensar em alguma coisa pra sua amada.

Jogou sua bolsa em algum canto depois de cumprimentar suas alunas e logo começou seu alongamento, não poderia perder tempo afinal fora ela que se atrasara exatamente meia hora.

Minutos depois ela já observava as meninas começarem seus passos e executar perfeitamente as piruetas que ela havia-lhes passado. Em sua maioria eram meninas de dez a dezesseis anos, essa aula em especial era de ballet, mas Elena não gostava de prender-se a um ritmo ou dança por isso cada dia ou cada semana era algo novo.


****

Ao final ela já guardava suas coisas não vendo a hora de poder chegar em casa e descansar, afinal não tinha dormido nada.

– Até amanhã senhorita Gilbert! Uma a uma suas alunas iam se despedindo da mesma.

Notou que restava apenas uma sentada no canto da sala muito entretida em arrumar suas coisas na mochila.

– April? A menina de lindos olhos azuis e pele tão branca como a neve a olhou e deu-lhe um sorriso tímido. –Bem April eu não quero que me ache mal educada e tal, mas já as liberei para ir. Não queria ser rude só queria poder fechar logo o salão, ir para casa e quem sabe ter mais uma segunda dose de sua mulher.

– Oh eu sei Elena, estou apenas esperando meu irmão. Ele disse que já está vindo, mas não gosta que o espere na rua. Ela apenas manejou a cabeça, concordava com isso e claro não deixaria que a garota ficasse sozinha.

April era sua aluna mais aplicada, e por que não dizer preferida também. Elena costumava dizer que via a si mesma em April quando estava descobrindo seu amor pela dança. Além de esforçada ela tinha dom pra coisa e Elena não media esforços para ajudá-la sempre que tinha alguma dúvida.

Conversaram um pouco sobre quase tudo, mas principalmente sobre o que mais amavam. E a jovem até perguntou se sua professora algum dia poderia lhe ensinar a dança do ventre.

– Elena? Posso lhe perguntar algo? A morena concordou esperando que prosseguisse. –A senhorita tem namorado?

Uma April mais vermelha que um tomate abaixou o olhar parecendo que encontrara algo muito precioso no piso de madeira polida abaixo de si.

A outra por sua vez quase engasgou, mas forçou-se há responder um pouco constrangida também.

–Não April, eu não tenho um namorado. E não era uma mentira ela não tinha mesmo um namorado não é? Não lhe admirava que lhe perguntassem isso, afinal ninguém por ali sabia de sua vida pessoal, e levando em conta que nunca aparecia com ninguém ou nenhum homem, era de se esperar.

Elena não notou, porém depois de sua resposta a menina quase não pode esconder um esplêndido e travesso sorriso.

As duas tomaram um pequeno susto ao ouvirem uma voz grave, extremamente rouca e sedutora ecoar no local. E viraram-se imediatamente para onde ela vinha.

Na porta da sala havia um homem, cuja beleza era digna de uma pintura renascentista. Cabelos negros estrategicamente desalinhados pele tão branca quanto à de April e os olhos...

Ah os olhos. De um azul tão mais tão profundo, que Elena pensou que poderia se afogar neles. Trajava preto da cabeça aos pés. -Vamos April.

– Claro, ah Damon essa é minha professora Elena, Elena esse é meu irmão Damon.

Viu ainda imóvel quando o belo moreno a sua frente lhe estendeu a mão. Elena podia contar nos dedos quantas coisas no mundo podiam deixá-la de boca aberta. E a partir de agora ela sabia que uma dessas coisas era Damon Salvatore.

Não que ela tivesse algum interesse nele, bem ao contrário ela nunca sentiu qualquer tipo de atração por nenhum homem, em toda sua vida, mas se tinha uma coisa que ela não podia negar, era o quanto Damon era bonito.

– É um prazer conhecê-la senhorita Elena. Condenou-se mentalmente por gostar da forma como seu nome fora pronunciado por aquele homem, e quando o mesmo levou sua mão aos lábios podia jurar que todo seu corpo foi percorrido por uma pequena descarga elétrica, que fez todos os seus pelos eriçarem, e soube que ele percebeu ao dar-lhe o sorriso mais sacana que ela já recebera em toda sua vida.

Parada assistiu enquanto os irmãos dirigiam-se para fora, e só pensou que precisava de duas coisas, primeiro...precisava manter-se longe de Damon Salvatore...e segundo queria urgentemente fuder Rebecka.

Notas finais
E então gostaram? Devo continuar? Xoxo.