Burning Desire
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Ela sentia beijos molhados em seus seios, combinados com leves mordidas e algumas sucções. A sensação era tão gostosa e inebriante que ela não podia fazer nada além de arquear seu corpo em direção aquela boca e chamar-lhe gemendo.
– Damon.
Suspiros satisfeitos se misturavam aos sons das ondas e tornavam-se a música perfeita para aquele momento. Duas almas apaixonadas entregando-se por completo uma a outra.
Damon estava adorando brincar com os seios de sua morena. Enquanto Elena se mantinha deitada na areia, ofegante e lívida de prazer.
Ele os apertava em suas mãos pensando em como eles foram feitos para estar ali. Em seus dedos. Os beijava como se beijasse a própria boca de Elena. Sugava os mamilos como se chupasse uma língua
Os gemidos arqueios e ofegos de Elena eram seu maior incentivo pra continuar as carícias. E eram também os responsáveis pelo volume em sua calça.
Os pelos do corpo de Elena estavam odos arrepiados não só pelos toques do morno, como também pela água gelada do mar que ainda chegava até onde os dois se encontravam.
Porém era outro ponto de seu corpo que estava mais que molhado, um ponto pulsante entre suas pernas. Que ela tentava aliviar arqueando seus quadris em direção aos quadris de seu moreno.
– Amor. – chamou baixinho, mas Damon continuou com sua boca pecaminosa grudada em seu busto. – Damon.
– Hum. – encarou-a quando sentiu um puxão mais forte em seu cabelo.
– Eu sei que você adora eles. – se referia aos seus seios, os quais o moreno tinha fixação. – Mas outro dia você brinca por que agora eu quero você.
– Outro dia? – perguntou deixando outra mordida no seio esquerdo e ganhando um “hurrum” esganiçado de sua mulher. – Eu vou poder fazer o que quiser com eles?
Elena viu o brilho luxurioso que passou pelos olhos azuis e ficou encantada. Como podia negar qualquer coisa a eles. Mesmo que não soubesse o que “qualquer coisa” queria dizer.
– Qualquer coisa, só me deixe sentir você.
E então ela sentiu. Duro e rápido Damon se arremetia na carne quente que o acolhia e esmagava.
Embalados pelo som da noite e do mar, em um vai e vem rápido e louco, os dois foram até a beira do precipício de onde se jogaram, mergulhados no prazer de se derramarem um no outro.
Todas as sensações e lembranças ainda eram bem vívidas na cabeça de Elena, mesmo que já houvessem se passado duas semanas desde que estivera naquela praia. Aquela que veio a se tronar o seu lugar preferido.
A cada giro e salto que dava as memórias assolavam sua mente, lhe enchendo o coração de felicidade e amor. Tudo que seu amado fizera, os cartões, as rosas, o “sequestro” e por fim o pedido rondavam por seu pensamento de segundo em segundo.
Estava feliz. Mais que feliz na verdade. Sentia-se completa, tão cheia de plenitude e leve que poderia até flutuar. E flutuava mesmo.
Na imensa sala cheia de espelhos e barras. Ela rodopiava embalada pela música calma e clássica. Seus movimentos fluíam livres e seguros.
Mais um giro, seguido de outro e de outro e enfim 10 giros perfeitos em torno de si mesma. Para depois fazer uma “aterrisagem” perfeita.
Ouviu palmas e quando virou em direção a porta Damon estava lá em seu terno preto e uma gravata vinho. Sexy e lindo como de costume. Em seus lábios um sorriso de dentes brancos e olhar orgulhoso. Elena riu.
– Está aí a muito tempo. – desligou a música.
– Não muito. Mas o suficiente pra te ver concentrada e linda. – ele chegou mais perto a pôs as mãos em sua cintura lhe dando um selinho. – Eu já te vi dar aulas de muitas coisas quando ia buscar April, mas nunca balé.
– Fazia algum tempo que eu não dançava e hoje me deu vontade. – deu de ombros. – Eu me apaixonei e soube que queria fazer dança assim que minha mãe me levou a primeira aula de balé.
Elena riu nostálgica. Sempre senti saudades de sua mãe, da família em geral, mas isso estava ainda mais forte hoje.
– Sabe eu nunca passei um aniversário sequer longe deles, nem mesmo depois que me mudei pra Nova Iorque Ou eles vinham passar o dia comigo ou eu dava um jeito de ir até lá. – suspirou. – Mas, acredita que eu esqueci completamente que meu aniversário estava chegando e eu não fiz nenhum plano?
Damon olhou-a com compaixão dizendo que entendia e fazendo-lhe um pequeno carinho onde suas mãos permaneciam.
– Eu falei com a minha mãe hoje e ela disse que eles não podem vir. – suspirou encostando sua cabeça no peito de Damon.
– Sinto muito meu anjo. – beijou-lhe a cabeça passando as mãos por suas costas como conforto.
Permaneceram assim por alguns segundos até que Damon os separou para beijar-lhe o lábios, sem língua, carinhosamente.
– Eu sei que não supre a falta dos seus pais nesse dia, mas eu tenho algo pra você. – sorriu maroto.
Elena riu. – Não precisa amor. Você é tudo que eu poderia querer. Ele não resistiu e a beijou mais uma vez.
E também Damon já havia lhe acordado hoje pela manhã com beijos e um café na cama. Ela não precisava demais nada. Só estar ao lado dele.
– Eu faço questão. – disse assim que se separaram e lhe entregou uma caixa retangular de veludo azul.
Ela o olhou curiosa e assim que abriu seus olhos marejaram acompanhados de um sorriso.
– Feliz aniversário princesa.
– Amor... É lindo.
Dentro da caixa havia um cordão com um pingente de bailarina de ouro cheio de pedras de cristal. Era perfeito e Elena não continha seu fascínio com a peça. Tocando-a a delicadamente.
– Gostou?
– Amei é perfeito. – sorriu. – Você é perfeito.
– Eu fiquei dias procurando algo que você gostasse. Eu não queria te dar uma simples joia, até por que já tinha as alianças. Ai eu vi esse e achei que combinaria com você.
– É lindo Damon, eu adorei.
– Até parece que você estava adivinhando já que justo hoje decidiu dançar.
– Obrigada amor.
– Não tem de que.
– Não, não por isso. Quer dizer também, mas obrigada por você ser assim. E fazer que eu me apaixone cada dia mais. Você é incrível, especial e eu sou um garota de muita sorte por te ter em minha vida. Eu te amo.
– Também te amo. – sorriu antes de selar suas bocas uma vez mais. – Agora deixa eu colocar isso.
Pegou o cordão da caixinha enquanto Elena se virava. Se pôs atrás da morena os observando nos inúmeros espelhos naquele ambiente.
Assim que prendeu o fecho Damon beijou-lhe o ombro e abraçou sua cintura, repousando a cabeça na curvatura do pescoço da morena. Se conseguir para de admirar a imagem diante de si.
Os dois sorrindo feito bobos, abraçados e cada vez mais apaixonados.
– Linda, ficou perfeito em você. – sussurrou em seu ouvido mordendo-lhe o lóbulo e ganhando um pequeno gemido.
– Me dá seu celular. – ele arqueou as sobrancelhas e lhe alcançou o aparelho. – Quero registrar esse momento.
Elena levou a mão livre as do moreno que estavam em sua cintura e capturou a imagem. Damon sorriu e depositou um beijo molhado em sua bochecha. Que Elena registrou também.
– Olha. – ela mostrou.
– Linda.
– Hurrum, vamos fazer isso mais vezes. Quero ter muitas fotos de nós dois.
– Certo. – riu.
– Hum, agora eu vou tomar banho e depois aproveitar o resto do “meu dia” com você.
Damon afastou-se um pouco coçando a nuca o que fez com que a mulher o olhasse desconfiada.
– Sobre isso Len. – ela o questionou com o olhar. – vai ter um jantar de um sócio da Salvatore e eu preciso ir. – a morena bufou. – Mas vai ser rápido, eu juro.
– Damon eu queria ficar aqui passar esse dia com você e a sua irmã.
– Eu sei amor. Mas olha, a gente vai fica meia hora e volta que tal? Se eu pudesse não ir você sabe que eu não iria.
– Tudo bem Damon.
– Hey olhe pra mim. – pediu segurando o queixo da morena – Vai ser rápido eu prometo. Aí voltamos pra casa e seremos só você eu e a April.
– Você quis dizer você, eu, April e o Matt não é? – ela riu provocando e Damon fez careta.
Elena lembrou perfeitamente da noite que April trouxe o garoto em casa pela primeira vez, dois dias depois que voltaram de Los Angeles.
E Damon fez essa mesma carranca de agora durante todo jantar ou a cada vez que Matt se pronunciava e o moreno o cortava com comentários mal humorados e sarcásticos.
April coitada só faltava querer se esconder em baixo da mesa tamanha vergonha que seu irmão a estava fazendo passar.
Elena queria mais era gargalhar da cara de medo do garoto toda vez que seu noivo falava com ele. Mas continha-se diante dos olhares suplicantes de sua cunhada pra que desse um jeito em seu irmão.
E ela até tentou, as vezes segurando sua não ou fazendo carinho em sua coxa por baixo a mesa, mas não deu muito certo.
Damon foi extremamente duro e fez várias regras para o namoro dos dois. Regras que faziam a morena soltar um pequeno riso toda vez que ouvia uma.
Eram coisas como só poderem namorar na mansão, nada de beijos ou agarramentos. Só mãos dadas e nada de saírem sozinhos.
Claro que Elena não concordava com isso e até tentou argumentar com o moreno. Só que não deu muito certo, então ela ajudava April e Matt a darem uma escapadinhas.
– Nem me lembre daquele QuarterBack aproveitador de irmãzinhas.
– Tudo bem senhor ciumento. Agora se me der licença eu vou tomar banho.
– Isso é um convite? – questionou malicioso vendo-a se distanciar.
– Na verdade é uma intimação. – e saiu correndo pela porta.
[...]
– Elena. – Damon chamou ao adentrar o quarto do casal e encontra-lo vazio. Trajava um elegante smoking preto com direito a gravata borboleta e colete.
– No banheiro. – ouviu a voz de sua noiva e enquanto esperava acabou mexendo em sua gravata. Tentando ficar mais confortável.
Odiava usa-las sejam de que modelos fossem. Já era pra ter-se acostumado, afinal era um advogado e empresário bem sucedido e devendo comportar-se como tal. Gravatas faziam parte de sua vestimenta habitual. Porém tinha a impressão que elas sempre o sufocavam.
Ouviu passos ecoando e assim que virou para onde eles vinham prendeu a respiração. Diante dele a figuram mais bela e encantadora que ele já tivera oportunidade de ver na vida.
Elena em um vestido longo Pink acompanhado de brincos e uma pulseira de brilhantes. Os cabelos castanhos estavam presos em um coque deixando apenas sua franja solta emoldurando seu rosto que continha uma leve camada de maquiagem.
Na visão dele estava mais que perfeita.
– Damon. – ela o chamou quando parou a frente do mesmo que a encarava de forma penetrante.
– Você está linda. – sorriu pegando sua mão e depositando um beijo em seus dedos.
– Você também não está mal. – brincou.
– E isso quer dizer que com certeza seremos o casal mais bonito da festa. – retribuiu a brincadeira. – Vamos?
– Claro.
Não demoraram muito pra chegar ao lugar onde seria o jantar. Pelo fato de que era talvez o restaurante mais caro de Manhattan, e feito exclusivamente para a nata da do Uper East Side.
Olhando a fachada Elena diria que se tratava de uma construção antiga, elegante muito elegante, porém antiga. Parecia com uma casa.
Havia colunas e arcos, muitos similares aqueles da Roma antiga, por todos os lados dividindo o ambientes e até as mesas. No meio do salão havia uma escada. E foi para ela que os dois foram direcionados.
O andar superior não era muito diferente do térreo, a não ser por duas paredes que continham enormes janelas. Porém o que causou estranheza na morna foi o fato de que o local estava vazio.
Tentou impedir Damon de andar para lhe perguntar, mas ele apenas os guiou para um canto. Uma mesa no canto onde haviam quatro pessoas. A morena não demorou muito a reconhece-las e ficar surpresa.
– Mãe?
A mulher de cabelos escuros e muito parecida com Elena se levantou e veio de encontro a filha, abraçando-a carinhosamente. Enquanto as lágrimas invadiam à ambas.
– Feliz aniversário meu amor. – seu pai logo juntou-se as duas.
– Papai.
– Olá meu bem. Que saudades que eu estava da minha menina.
– Eu também pai. Dos dois. – ela sorriu m meio as lágrimas que já desciam livres por seu rosto. – Mas mãe eu fale com você hoje. E você disse que não podia vir.
Miranda e Grayson sorriram diante da confusão da filha e mandaram um olhar cheio de significado pra um certo moreno.
– Acho que você pode culpar seu namorado por isso. – sua mãe comentou divertida e Elena murmurou um “obrigada” sem som para Damon que a observava com um lindo sorriso junto a April. E logo se perdeu nos baraços reconfortantes dos pais.
Todo o jantar Elena não tirou o sorriso do rosto o que automaticamente fazia com Damon também sorrisse. Para ele era fundamental fazer Elena feliz, e ao que parecia estava conseguindo.
– Adorei conhecer seus pais Lena. – comentou April quando já estavam no carro ido pra mansão. – Só é uma pena que eles tenham ido embora.
– Pois é, eles não queriam deixar a casa o Jeremy e a mulher sozinhos por muito tempo. Parece que meu sobrinho pode nascer a qualquer momento.
Elena não podia estar mais feliz. Tivera um dia perfeito, pudera ficar um pouco com os pais. Damon tinha sido incrível os trazendo e fazendo surpresa, além disso ainda soube que seu sobrinho logo nasceria.
Mas ainda assim, tinha uma ponta de tristeza dentro de si. E isso por conta de seu irmão. Que não veio ao seu aniversário como sempre e nem ao menos ligou. Ela esperava que agora que era “normal” na visão dele, eles iriam retomar a relação de irmão, mas isso não acontecera e a deixara extremamente magoada.
– Hey meu anjo que foi? – Damon tocou sua mão assim que pararam em um sinal. Ela nem percebera que tinha passado a encarar a janela enquanto divagava sobre seu querido irmão.
– Não foi nada amor. – sorriu.
– Dam. – a pequena Salvatore chamou manhosa do banco de trás. – Será que o Matt pode dormir lá em casa? — ele a olhou pelo retrovisor.
– Mas é claro... Que não. – respondeu irônico e viu quando olhos iguais ao seus reviraram. – Me diz o endereço que eu deixo o Mutt em casa.
[...]
– Que foi? – o moreno perguntou enquanto ficava descalço só vestido com a calça, ao perceber que Elena não tirava os olhos dele.
– Nada.
Elena tirou suas joias. Em seguida desfez seu penteado deixando a cascata de cabelo chocolate cair sobre seus ombros. Procurou o zíper de seu vestido e o desceu lentamente.
E dessa vez era Damon quem a observava. Totalmente encantado e pensando como ele poderia ser tão sexy até em pequenos gestos.
Decidiu desviar o olhar assim que viu a lingerie preta com rendas, mas ele mesmo ficou seminu, apenas com uma boxer azul.
– Ainda não acredito que você me fez essa surpresa toda. – ela disse assim que voltou do banheiro com uma camisola também preta transparente.
– Você merece. – o moreno estava sentado na cama com as costas apoiadas na cabeceira.
– Também não acredito que você pediu minha mão pros meus pais. – riu e Damon revirou os olhos.
– Só quis tornar ainda mais oficial. E eu já disse, mas repito que faço tudo por você Elena Gilbert.
A morena já estava na cama nesse momento. Sentada do mesmo modo que seu noivo e de mãos dadas, olhando-se ternamente.
– Eu sei. – olhou profundamente naqueles olhos azuis que a hipnotizavam. – E sei também que já disse isso talvez um milhão de vezes hoje. – ambos riram. – Mas, obrigada. Obrigada por existir na minha vida Damon Salvatore e por fazer tanto por mim. Eu te amo.
A última frase foi sussurrada como se fosse um segredo ultra secreto.
– Também te amo.
– E eu queria que você fizesse outra coisa por mim hoje. – pediu aproximando seus rostos.
– O que? – murmurou encarando os lábios tão próximos aos seus.
– Quero que me ame esta noite como nunca amou. Quero que me faça sua de todas as formas, porque eu quero ser sua e completamente sua pra sempre.
E então naquela noite as mesmas paredes de sempre presenciaram, uma vez mais, dois amantes incondicionais em um momento de amor, paixão e entrega únicos.
[...]
Elena sentiu a claridade incidindo diretamente em suas pálpebras.
Tinham mesmo esquecido de fechar as benditas persianas ontem à noite?
Estava caindo de sono, afinal a noite fora bem agitada. Resmungando virou na imensa cama tateando e encontrando um espaço vazio ao seu lado.
– Damon? – nenhuma resposta foi ouvida.
Espreguiçando-se Elena resolveu que mesmo morrendo de sono, não conseguiria dormir mais Foi ao banheiro e depois de fazer todo seu ritual da manhã resolveu descer.
Já no corredor ela conseguia ouvir algumas vozes alteradas. E uma em especial lhe chamou atenção. Aquela voz irritante. Seria Bonnie?
Mas o que ela faria ali e àquela hora da manhã.
– Você só pode estar ficando louca garota. – era Damon e muito nervoso ela percebeu.
Em passos rápidos logo ela estava no topo da escada de onde podia ver toda a sala e quem estava lá. Como suspeitara era mesmo Bonnie e ao lado dela um senhor moreno.
Damon também estava lá e passava as mãos pelos cabelos parecendo totalmente nervoso. April estava ao seu lado preocupada. Resolveu ouvir o que diziam.
– Agora eu sou louca? Não era isso que você dizia enquanto estava na cama comigo. – aquilo embrulhou o estômago da morena, mesmo que soubesse que eles já tinham tido um caso. Era ruim ouvir isso assim.
– Isso foi a muito tempo.
– Não, não faz. – Bonnie já havia visto Elena e por isso resolveu atingi-la olhando-a diretamente enquanto pronunciava a frase que destruiria o mundo da morena. – Tanto é que eu estou grávida E o filho é seu.
Mais uma vez Elena sentiu o embrulho e seu mundo girou antes que tudo apagasse.
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