Burning Desire

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Hey voltei minhas divas. Bem vindas ao meu mundinho Elah Petrova Somerhalder, Caroly Fer, May Dobrev e Flor255, muito obrigada pelos comentários, amei Readergirl minha flor sempre comigo. Obrigada também a quem favoritou Desconectada, Sweet, e 4fun Link do restaurante que ele a leva http://miamidomeujeito.files.wordpress.com/2012/04/cecconis.jpg?w=560 Vestido da Lena http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSPB8mz9gPRt1M-ChbUCzLaQ1C50uJMwa0kSoP7Xwk2wRgHwCdE Enjoy

Vamos Elena, não é nada demais, é só um jantar entre amigos.

Era isso que a bela morena repetia sem parar, enquanto tentava achar algo ao menos que julgasse apresentável. Diante de si espalhadas por toda cama, havia peças e mais peças de roupas.

Nenhuma que preste!

Pensou já cogitando a possibilidade de ligar para Damon e desmarcar tudo, porém ao verificar o relógio à cabeceira notou que era tarde demais pra isso. Já eram 19:25, e o Salvatore disse que viria buscá-las às 20:00.

Estava mais que atrasada e ainda nem tinha escolhido uma roupa. Desde que saíra do banho, há quase uma hora que estava nesse impasse. Assim que saiu, não mais viu Rebekah, apenas encontro um bilhete em seu travesseiro.

Vou ficar um tempo na minha mãe,

Esfriar a cabeça, eu te ligo.

Por favor, me perdoa Lena.

Te amo.

Completamente sua Rebekah.

Elena não pode deixar de sentir um incomodo no peito, ao pensar que nunca haviam brigado daquela maneira. Também não pode deixar de sentir-se extremamente culpada por estar quase jogando um relacionamento de cinco anos fora, por conta de uma simples atração por um homem.

Mas, Damon não era um homem qualquer, longe disse. Ele a intriga e o que sentia estava muito longe de ser uma simples atração.

Foi tirada de seus pensamentos quando seu celular tocou apontando uma nova mensagem. Era Damon dizendo já estar a sua espera lá embaixo.

Não tinha mais tempo de ficar escolhendo, bem queria poder pegar uma de sua leggins e camiseta, mas achou que não seria legal. Ficava difícil saber o que vestir, quando não sabia aonde iria.

Por fim pegou um vestido justo, um pouco acima dos joelhos, de um tom azul. Não achou que era um estilo que combinasse muito com ela, mas havia gostado do resultado.

Calçou um salto preto que alongou ainda mais suas pernas. Na maquiagem nada de muito elaborado, afinal sempre gostou de estar o mais natural possível, apenas lápis e rímel, finalizando com um batom escuro, quase vermelho. Passou as mãos pelo cabelo, que por terem secado naturalmente tinham cachos nas pontas.

Olhando seu reflexo achou-se bonita, e em pensamento queria muito que Damon também achasse isso. Pegou uma carteira de mão e saiu praticamente voando, após perceber que estava vinte minutos atrasada.

Já na calçada do prédio Elena pode avistá-lo. Sexy. Foi o primeiro pensamento que lhe veio à mente. De braços cruzados, encostado ao carro, ele fitava o chão como se realmente houvesse algo muito interessante para ser visto ali, trajava calças jeans de lavam escura, coturnos pretos, uma camisa de linho branca e um blazer também da cor preta. Totalmente despojado, muito diferente de todas as vezes que Elena já o vira.

Damon estava perdido em devaneios, mas assim que percebeu uma pequena movimentação vinda do prédio, levantou seus o olhar dando de cara com a morena parada há uns poucos metros de distância. Ela o encarava e ele só pode retribuir completamente fascinado, pela imagem mais bela que ele julgou ter visto em toda vida.

Para ele Elena estava mais que linda naquela noite, o tom de seu vestido azul combinando perfeitamente com sua pele oliva. Ajustando e moldando ainda mais as curvas perfeitas. A cascata castanha caindo em perfeitos cacho por sobre os ombros.

Deus! Ela vai me enlouquecer!

Lentamente ele foi se aproximando até estarem frente a frente para poder pegar o mão da morena e levá-la aos lábios, logo após dando seu típico sorriso de lado e murmurando.

– Permita-me dizer o quão maravilhosa você está. – Elena deu um pequeno sorriso e corou diante do elogio. Damon achou-a ainda mais linda com vergonha, e perguntou-se mentalmente se era assim, com as bochechas num leve tom de vermelho, que ela ficava depois de uma intensa noite de amor. – Boa noite Elena.

– Boa noite Damon, e obrigada.

– Vamos? – Ela apenas afirmou e foi guiada até o carro, com Damon lhe abrindo a porta e logo de dirigindo para o banco do motorista.

O trajeto todo foi feito em silêncio, a não ser pela suave melodia que tocava. Elena até perguntou aonde iriam e ele somente disse ser uma surpresa e que ela provavelmente iria gostar. Ela duvidou um pouco disso, afinal não era assim tão fã de surpresas e Damon não a conhecia assim tão bem para saber do que ela gostaria ou não.

Ocorreu-lhe o pensamento que Damon talvez tivesse planejado para eles os mesmos programas que faria, com qualquer outra mulher que ele já tivesse saído. O que ele não sabia era que ela não era igual a todas as mulheres. Mais uma vez a culpa invadiu a mulher, pois de certa forma ela o estava enganando e não queria isso. Decidiu então que não importava o que aconteceria esta noite iria contar e uma vez por todas o que vinha escondendo.

Algum tempo depois Damon já estacionava diante de um luxuoso restaurante italiano. De Giorgio, foi o que Elena leu numa placa fixada em uma pequena parede aparentemente de tijolos vermelhos, ao lado direito da entrada.

Assim como fez quando saíram de seu apartamento, ele voltou a ser cavalheiro abrindo a porta e oferecendo-lhe o braço, que foi aceito de muito bom grado.

Adentraram e logo foram encaminhados para uma mesa um pouco afastada das demais, o que ela agradeceu, pois se já não se sentia bem só de estar em um ambiente assim , seria muito pior se tivesse sob o olhar de diversas pessoas. Ela sabia que seria assim quando vissem que ela era a acompanhante de Damon Salvatore.

– Gostou? – Damon perguntou assim que estavam acomodados e que o garçom já tinha lhe entregado um pequeno cardápio, que na verdade era uma carta de vinhos.

Elena olhou bem ao redor, um amplo espaço, muito bem dividido, mesas redondas com pequenos abajures no centro, as cadeiras acolchoadas. Ainda haviam árvores decoradas por luzes que dividiam o ambiente, além das colunas de madeira que vão do chão ao teto.

Oh, o teto.

Com certeza fora a parte que mais chamara atenção de Elena, pois não havia teto, quer dizer havia as mesmas madeiras que tinham no chão e nelas pequenos lustres estavam pendurados, mas não havia nada, além disso, ela podia ver a céu.

Damon percebeu o olhar e disse.

– Bom podemos dizer literalmente que teremos um jantar a luz das estrelas não? Em noites como estas, frescas, eles deixam assim “aberto”, mas quando há chuva tem tipo um forro.

Elena o olhou encantada, o lugar era realmente lindo, luxuoso demais, mas aconchegante de todo modo. Porém ainda estava um pouco incomodada.

– E então gostou? – Perguntou-a curioso enquanto o mesmo garçom os servia com o vinho que ele havia escolhido e lhes dava o cardápio. Ele deu um pequeno suspiro antes de responder.

– Damon, é lindo eu adorei... — Mas? — Não faz muito meu estilo. Desculpe se estou estragando as coisas, mas, eu...eu...apenas sou diferente. – Elena terminou murmurando sua última frase e abaixou o olhar logo depois.

Damon apenas riu um pouco e pôs sua mão sobre a dela em cima da mesa, Elena olhou-o rapidamente sentindo sua pele formigar pelo contato, mas não se afastou. E ele passou a fazer-lhe carinho com o polegar.

– Eu sei que você é diferente Elena. – Por um momento o coração da morena pareceu ter parado de bater, será que April havia dito alguma coisa. – Você é diferente de todas as mulheres com as quais já sai, e é isso que te faz ser ainda mais especial. Eu vi isso desde a primeira vez que pus meus olhos em você. – Terminou com um pequeno sorriso, que imediatamente fora retribuído.

Seu ser encheu de júbilo aos ouvir as palavras tão carinhosas dirigidas a ela. E um pequeno alívio tomou conta da mulher. Se Damon fosse descobrir a verdade, deveria ser por ela e ninguém mais.

– Podemos ir embora se quiser.

– Não Damon, é só bobagem minha.

– Eu quero que a noite seja perfeita, e se você não esta se sentindo bem, não tem por que ficarmos aqui.

Pronto ela havia estrago tudo, com essa mania de só querer tudo ao seu jeito. Só por que não estava acostumada a ir a lugares assim, não queria dizer que não pudesse ficar ali e aproveitar ao lado dele. Mas não ela tinha que abrir sua grande boca.

Idiota! Era isso o que sua consciência lhe dizia no momento.

– Damon, não...

Mas ele já havia chamo o garçom e logo eles já estavam no carro novamente.

Elena olhava a paisagem por sua janela e Damon mantinha olhar fixo à frente. Uma ideia um pouco louca veio a sua mente, mas ela resolveu que arriscaria, poderia ser divertido se Damon aceitasse é claro. Ela já havia arruinado tudo, se levasse um fora não mudaria nada.

– Damon. – Começou meio hesitante, chamando atenção para si assim que ele desviou os olhos para ela. – Eu queria te levar num lugar. Ela estava nervosa e pôs-se a morder a ponta do polegar.

Damon achou a cena engraçada e adorável ao mesmo tempo. Não estava bravo com ela, muito ao contrário estava frustrado consigo mesmo, ele sabia que ela era diferente das demais, e lá estava ele fazendo planos clichês e esperando que ela adorasse. Fora muito burro.

– Onde? – Perguntou com um sorriso.

– Só confia em mim. Minutos depois ela o fez estacionar perto de uma das entradas do Central Park. Desceram e um Damon mais que confuso questionou.

– Elena eu sei que o Central Park é lindo e um ótimo lugar pra passeio, mas não entendi o que quer fazer aqui.

– Deixa de ser chato e vem. – Ela o surpreendeu pegando sua mão e logo ele entrelaçou seus dedos. Elena praticamente o arrastou até estarem na Quinta Avenida.

O moreno encarou-a ainda buscando respostas e viu quando os olhos castanhos brilharam, seguiu seu olhar e encontrou o motivo de sua súbita felicidade. À frente deles havia uma barraquinha de cachorro-quente. Ele quase não acreditou no que seus olhos viam.

– Olha sem reclamar tá. Esse é o melhor cachorro-quente do mundo. – Elena parecia uma criança e Damon achou-a ainda mais perfeita. – E você só vai poder falar depois que comer, tenho certeza que vai achar a mesma coisa.

Não lhe restava alternativas a não ser aceitar. E foi isso que ele fez.

***

– Oh meu Deus, acho que nunca comi tanto na minha vida.

– Eu tenho certeza que não. Cinco Damon, sério? Pensei que fosse explodir. – Ele apenas deus de ombros enquanto andavam lado a lado, indo onde tinham deixado o carro. – Agora pode falar a verdade. Não é o melhor do mundo inteiro? Elena tinha os olhos brilhando em expectativa quando parou apenas para encará-lo.

– Tenho que admitir que sim.

– Eu falei, não foi.

Damon pode ver enquanto ela cruzava os braços contra o corpo, rapidamente tirou o blazer e lhe ajeitou sobre os ombros

– Não precisa.

– Claro que precisa não quero que se resfrie. – Passou sua mão pelos ombros da morena para que andassem abraçados e assim também pudesse aquecê-la.

Assim que estavam próximos ao carro, foi a vez de Damon arrastá-la para dentro do Park. E só parou assim que estavam de frente para um lago, ambos encostaram a grade lado a lado e ficaram observando como ele ficava ainda mais lindo a noite.

– Lindo não é?

– É perfeita na verdade. – Elena virou para encará-lo e corou com o olhar tão intenso sobre si. Damon a olhava como se pudesse ver através de sua alma, ela sentiu-se muito exposta naquele momento e abaixou o rosto para que não visse o quão vermelha havia ficado.

Damon olhava-a com tanta ternura e admiração, ainda pode ver corar antes que abaixasse a cabeça e deixasse que os cabelos caíssem como cortinas marrons em seu belo rosto.

Tão linda e perfeita!

Naquele segundo deu-se conto de que poderia, poderia não, estava completamente apaixonado por Elena Gilbert. E querei muito provar o gosto daqueles lábios avermelhados. Queria isso desde que a vira pela primeira vez, e foi o que fez.

Lentamente ergueu o belo rosto de encontro ao seu e foi aproximando seus lábios. Primeiro apenas um roçar bem leve, não queria assustá-la, nem que pensasse que estava indo muito rápido, mas ele queria mais que tudo sentir o gosto que ela possuía.

Elena sentiu todo seu corpo corresponder àquele simples toque, foi de leve e ela queria mais, por isso levou as mãos aos finos e negros cabelos e cedeu passagem para ele.

Damon segurou-a pela fina cintura, seus dedos apertando a pele quente enquanto sentiu ela o puxar com força contra si. Deixando claro que queria quilo quanto ele.

Quando as duas línguas quentes e famintas se encontraram não puderam segurar os gemidos que saíram de ambas as bocas. Era bom, era mais que bom, era perfeito a forma como se encaixaram naquele momento.

Prolongaram o máximo de tempo que puderam e quando o ar se fez necessário afastaram- se lentamente com pequenos selinhos e depois encostaram suas tentas, ambos ofegantes e de olhos fechados. Os dois sentindo-se no paraíso. Damon foi o primeiro abrir e quebrar o silêncio suspirando e sussurrou

– Não sabe como eu queria fazer isso. – Os lábios encostando-se por ainda estarem muito perto um do outro.

– Eu também. – Elena admitiu ainda ofegante e também sussurrando enquanto fazia carinho no pescoço do moreno.

Fora ela que tomou a iniciativa do próximo, e do próximo até virar-se novamente para o lago e Damon abraçá-la por trás, beijando seu pescoço e cabelo.

Ficaram assim por um bom tempo, só apreciando a presença do outro, até que Damon a levou pra sentar em um banco ali perto e poderem conversar e beijar mais. Damon sabia que depois de provar aqueles lábios tão macios, eles seriam seu vício por muito tempo.

E a morena senti-se da mesma maneira.Sentia-se tão bem naquele momento, que até esquecera tudo ao seu redor, pra ela só haviam os dois.

***

– Então a senhorita é uma moça do interior que veio pra cidade grande realizar seu sonho?- Já estavam conversando há um bom tempo e o tema da vez era a vinda dela a NY.

– Basicamente sim.

– Hum. – Damon a tinha entre suas pernas encostada a seu peito enquanto fazia-a carinho no cabelo com apenas uma mão, enquanto Elena brincava com os dedos da outra que estava em volta de seu corpo.

– E você mora sozinha?

Era uma pergunta simples, mas que fez todo o corpo da garota arrepiar. Realmente tinha esquecido o mundo ao seu redor, porém aquela pergunta a trouxe de volta a realidade. Esquecera de Rebekah e principalmente esquecera que estava ali pra contar a verdade. Respirou fundo e virou para ele.

– Não...eu...eu moro com uma...amiga. – Não tinha coragem o suficiente pra isso, não hoje. Já tinha estragado a surpresa dele, e agora tudo estava tão bom que não podia fazer aquilo. Contaria em outro momento, amanhã, amanhã contaria tudo.

– Certo, vou poder conhecê-la depois não é? E também o seu apartamento afinal você já foi à minha casa. – Ele disse divertido.

Elena não o respondeu, tinha cortado um pouco o clima. Ela estava se sentindo mal por não contar logo a verdade. Porém ele estava tão feliz, não podia tirar isso dele.

– O que houve, ficou calada der repente. – Ele pediu lhe acariciando o rosto, com olhos azuis tão brilhantes e preocupados.

– Nada, só...Damon...isso, nós dois eu não sei, não sei...- Ela estava agitada, não pronunciava nada coerente e ele colocou as mãos em seu rosto e a fez olhá-lo.

– Hey, clama! Elena, eu sei que é cedo e que você tem medo de não dar certo, eu entendo também tenho medo. – Damon falava tudo com bastante calma e firmeza queria que Elena acreditasse em cada palavra que dissesse. – E eu sei que tem algo aí dentro que você esconde. Notou quando uma pequena lágrima solitária escorreu pela face corada e delicadamente a secou. – E não precisa me contar o que é. Eu sei esperar e vou esperar seu tempo. Só me deixe estar com você Elena, deixe-me fazê-la feliz, eu sei que posso e é só isso que eu te peço. Uma chance de estar ao seu lado, por favor.

Damon terminou seu pequeno discurso e fitou-a na espera da resposta. Ele queria mais que qualquer coisa ter Elena para si, e não era só fisicamente, não era apenas atração, é claro que também a desejava em sua cama, nua sobre seus lençóis, gemendo seu nome. Queria isso e queria muito mais, queria o mundo ao lado da morena.

Elena estava sem palavras diante da intensidade daquele homem. Como podia provocar tantas coisas, tantos sentimentos dentro de si de uma só vez, isso a fascinava ao mesmo tempo em que a assustava, pois jamais havia se sentido assim. Não por um homem.

Sem palavras ela apenas assentiu e recebeu um sorriso largo em troca. Damon mais uma vez selou seus lábios e ela deixou-se levar. Pois naquele instante nada mais importava, nada mais existia. Apenas aqueles dois seres completamente entregues ou ao outro, e por que não, completamente apaixonados.

Notas finais
E então loves, gostaram? Espero que sim , por que eu amei escrever esse capítulo, Delena muito fofos E vcs não me disseram um nome pro nosso casal Rebekah e Elena A May sugeriu, Rebelenah, digam se gostam ou deixem sugestões E até mais sweet's Xoxo