Burning Desire

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Me inspirei na música BloodStream do stateless. É a música que toca no 1x22 quando o Damon beija a Kath pensando ser a Elena. Espero que gostem!

Curiosa ela observava cada mínimo detalhe do caminho que percorriam, através da janela do carro, disposta a descobrir qualquer coisa que lhe indicasse onde estavam indo. Já que seu amado noivo insistia em não lhe dizer nada sobre pra onde, ou o que fariam naquela noite.

As únicas palavras que ele se designou a lhe dar foram. “Apenas escolha uma roupa e fica ainda mais linda pra mim, meu anjo. Deixa que do resto eu cuido.”

Não sabia bem o motivo, mas o tinha odiado por isso. Além de quer a tarefa de se vestir quando não se sabe para onde vai, é muito difícil. E se ela fosse levar em conta como Damon era uma caixinha de surpresa quando se tratava jantares e afins, ela não duvidava que era capa de estarem indo jantar com o presidente.

Exagerada e dramática!

Foi o que sua mente pintou em letras vermelhas e garrafais em sua frente.

Ela bufou irritada, aliás nem ao menos sabia por que estava tão mal humorada assim. Aliás ela sabia sim, experimente ter que se vestir, como ela já disse, sem saber para onde vai, e toda e qualquer roupe que lhe agrade, de uma hora pra outra comece a parecer feia demais. Ou ainda quando suas roupas preferidas estão todas apertadas e incomodando.

Era isso o que um mês inteiro se enfiando em potes de sorvete e barras de chocolate, tinha lhe rendido. Estava gorda. Quase grunhiu de raiva e prometera a si mesma que nunca mais comeria nenhum tipo de doce.

Pior era lembrar da forma como Damon a encontrara, assim que chegou ao quarto para buscá-la, já vestido, e segundo Elena, ainda mais lindo e irresistível naquela pólo vinho, jeans escuro e tênis branco.

Elena estava sentada no meio do close cheia de roupas ao seu redor e com as mãos no rosto enquanto resmungava baixinho. Em vão o moreno tentou lhe convencer de que não estava gorda coisa alguma, mas quem disse que ela acreditou, ou que ao menos ligou para o que ele lhe dizia.

Não. Ela estava muito ocupada o odiando por ser tão lindo e tão perfeito, e que absolutamente tudo lhe caia perfeitamente bem. Sentia ódio da beleza digna de obras de arte, que Damon Salvatore possuía.

Damon por sua vez, não entendendo e menos ainda compreendendo o motivo de tanta irritação por parte da morena, apenas fez pouco caso e riu de tudo, o que só fez a raiva da morena aumentar, até que ela gritou com ele, sim, gritou, o assustando, para logo depois cair em prantos, um que mais parecia que não teria fim.

Já nos braços fortes, de um Damon confuso e que tentava à todo custo consolar sua noiva, Elena teve vontade de se bater. Desde quando chorava por uma besteira como aquela? Desde quando são emoções tinham ficado assim tão à flor da pele?

Depois de pedir desculpas ao menos um milhão de vez ao noivo, que apenas riu do novo desespero dela para que ele a perdoasse enfim resolveram sair. E foi o próprio Damon no fim que decidiu pela roupa que estava usando agora. Um vestido preto de alças largas, que não precisava de sutiã, colado em seu tronco e que depois descia solto até um palmo antes de seu joelho. Na maquiagem nada elaborado demais, apenas rímel, blush e batom. Os cabelos soltos, e um sarpam fechado na mesma cor do vestido.

– Len?

A morena foi tirada de seus pensamentos, onde ela era uma completa idiota, pela voz preocupada do homem ao seu lado. Com a porta aberta e um mão estendida em sua direção.

– Oi

– Vamos?

– A gente já chegou? – o viu acenar com um sorriso divertido, sinal que ela devia estar fazendo no mínimo uma cara de idiota, era claro que deviam ter chegado senão por quê motivos estriam parados. – Desculpa, eu viajei aqui. – pediu segurando a mão que lhe era oferecida e saiu do veículo.

– Eu percebi.

Damon entrelaçou seus dedos e se pôs a andar, estavam em uma área coberta, Elena arriscaria a dizer uma garagem. E logo deduziu estar certa quando chegaram a um elevador. Viu o moreno se dirigir ao painel, mas não identificou quais números ele apertou antes de voltar para junto de si.

Ele a envolveu em seus braços e ela se recostou no peito forte vendo os números passar e o sentindo depositar beijos em seu cabelo ao mesmo tempo que ela aspirava aquele cheiro maravilhoso que só o seu Damon tinha.

– Onde a gente tá?

– Já vai saber princesa. – o sentiu rir contra seu pescoço lhe causando arrepios, enquanto o elevador parava e abria suas portas. – Vem. – a pegou outra vez pelas mãos e se dirigiu à uma porta de madeira escura.

Elena olhou ao redor e notou que era a única. Logo notando se tratar da cobertura do edifício onde se encontravam. Esperou que Damon tocasse a campainha ou qualquer coisa, já estava se preparando para ser apresentada a algum amigo ou sócio dele.

Porém foi surpreendida quando viu o mesmo tirar uma chave do bolso. Confusa ela adentrou quando a passagem lhe foi concedida.

A primeira impressão que a morena teve ao adentar ao espaço amplo que era a sala do tal apartamento, foi que quem quer que morasse ali deveria ter tanto dinheiro quanto seu noivo.

Ela tinha sensação que o local era bem maior que a maioria dos apartamentos convencionais por aí. A sala onde ainda estavam misturava modernidade e antiguidade, desde os tons dos móveis e objetos de decoração onde predominava o preto mesclado ao chumbo, até as poucas pinturas nas paredes.

Tudo com um toque de classe e extremo bom gosto. O sofá em L todo branco no meio do cômodo e bem de frente para uma parede, toda recoberta da mesma madeira da porta ela notou, com uma TV no seu centro e logo abaixo da mesma um aparador, que ela constatou sem nenhuma surpresa ser também negro, e com alguns livros em seus compartimentos.

Ao seu lado direito, quase que ao fundo do cômodo ela viu um mini bar, a sua frente, mais à esquerda um corredor que deduziu levar à cozinha.

Ainda mais confusa e até um pouco impaciente, Elena virou-se para Damon que se manteve o tempo todo atrás de si, enquanto a mesma fazia sua minuciosa análise. Ela quase poderia dizer que viu um sorriso divertido brincando nos lábios róseos, mas decidiu deixar pra lá e focar no mais importante. Saber o que faziam ali.

– Damon. – prevendo o que sua noiva diria, Damon apenas preferiu cala-la com dois de seus dedos, antes de arrasta-la até a escada e ouviu um pequeno bufar da morena.

No final da escadaria outro corredor com cinco portas, mas ao contrário do que Elena esperava não pararam ali e sim subiram mais uns lances de escadas, ao final desta Damon lhe deu um sorriso cheio de dentes antes de empurrar a porta de correr, e lhe dar espaço para entrar.

E Elena nunca estaria preparada para a linda e surpreendente visão que encheu seus olhos. Eles estavam numa área de lazer por assim dizer.

À sua esquerda um deck de madeira com piscina e jacuzzi cobertas. Bem acima destas haviam luminárias que descia em forma de cascata, suas luzes com formato muito semelhante a lanternas japonesas.

Do lado direito uma lareira artificial, que a deixou extremamente encantada se fazia presente, um tanto afastado, mas bem de frente para esta, havia um novo sofá. Desta vez de cor negra e abaixo deste um tapete felpudo. Um espaço extremamente confortável e que deu a morena a estranha e gostosa sensação de lar.

No entanto não foi cada uma dessas coisas que a fez ficar parada, surpresa e deliciada. Mas sim, o que estava bem a sua frente.

Primeiro havia um caminho iluminado por velas e pétalas de rosas brancas e vermelhas, este a levaria direto para uma mesa posta para dois. No centro um elegante castiçal se fazia presente. Mais pétalas espalhadas pela toalha branca.

E arrebatando tudo isso, a visão de uma Nova York completamente iluminada bem abaixo deles, era exposta pela imensa parede de vidro.

Levada pela euforia ela moveu-se até estar com suas mãos espalmadas naquela superfície gélida. Maravilhada demais para pensar em qualquer coisa.

Damon riu e foi ao seu encontro colocando suas mãos em torno da cintura fina. Abraçando-a e repousando sua cabeça no ombro dela.

– Gostou?

– Amei, é lindo. – sorriu.

– Fico feliz. – beijou demoradamente sua têmpora direita

Elena virou-se em seus braços e logo pôs os seus no pescoço dele, também o abraçando da forma que mais gostava, aquela onde podia brincar com os fios da nuca do moreno. E foi isso a primeira coisa que fez, mesmo que inconsciente de suas próprias vontades e necessidades.

– O que é tudo isso Damon?

– Pensei que já tivesse ficado claro. – brincou enquanto uma de suas mãos que repousavam no quadril de Elena, passou a subir por suas costas. – Esse é o nosso momento longe de tudo e todos! – procurou o olhar da morena, prendendo-a com o seu ainda mais intenso do que Elena conseguia se lembrar, a mãos pousada no pescoço da mulher ao posso que seus dedos lhe acariciavam a bochecha vermelha.

– Pensei que íamos a um restaurante. – sussurrou trêmula diante da intensidade com a qual Damon lhe olhava.

– Quis uma coisa digamos mais íntima.

– E de quem é esse apartamento ou melhor de quem é o palácio? – brincou arrancando o riso de Damon que não respondeu. – Espera! É seu?

Como era idiota, ela pensou. Claro que seria dele, com tanto dinheiro Damon deveria ter ao menos uns vinte desses espalhados por aí. Não sabia como, mas ainda se surpreendia ao constatar o quão rico ele era. Talvez nunca fosse se acostumar com isso.

E no fundo as vezes chegava a pensar o que alguém como ele estaria fazendo com alguém como ela. Não que ela não tivesse dinheiro também, só não tinha tanto quanto ele era óbvio.

Sua família nunca foi milionária, uma classe média ela arriscaria dizer. Isso classe média do interior. Nunca lhe faltou nada, e quando veio estudar na cidade que nunca dorme, eles continuaram a lhe ajudar. Porém depois de formada e trabalhando na Flawer’s, ela decidiu que já era hora de se virar sozinha e se virava bem. Ganhava o suficiente para manter uma boa vida.

Damon limitou-se a dar de ombros e piscou-lhe maroto antes de guia-la até a mesa e os servir. Jantaram entre conversas amenas e sorrisos cheios de cumplicidade.

Para os dois era fácil se desligarem do mundo e de qualquer coisas que não envolvesse nenhuma deles, quando estavam um na presença do outro.

Bastava um olhar para se conectarem e esquecer tudo em volta. Eram apenas os dois. Damon e Elena. Elena e Damon, e o quanto se amavam, o quanto se queriam, o como seu amor poderia e superaria qualquer coisa.

Trocaram carícias, reduzidas a carinhos nas mãos. Que era tudo o que a mesa entre os dois permitia. Sussurros e declarações apaixonadas não faltaram. Não havia Bonnie, um filho, Rebekah, nada, apenas os dois embebidos pelo amor que os cercava.

– Tenho uma surpresa pra você. – ele disse depois de levar mais uma vez a taça de vinho aos lábios.

Elena tomou apenas um gole alegando que depois da terrível experiência de semanas atrás nunca mais beberia na vida inteira.

– Outra?

Questionou divertida pegando um pedaço de morango da sua sobremesa favorita. Torta de chocolate com deliciosos pedacinhos daquela fruta maravilhosa.

Apenas viu seu noivo acenar e lhe estender uma caixinha de veludo ainda fechada. Pegou-a lhe questionando com o olhar e sendo incentivada pelo mesmo a abri-la.

Esperando encontrar mais uma linda joia das muitas que recebia dele, ela logo o fez. Porém o conteúdo da mesma era nada mais nada menos que uma chave.

Encarou o homem a sua frente pegando o objeto nas mãos e esperando que ele não dissesse a loucura que ela estava pensando.

– Sim é sua. – o olhou incrédula. – E não só a chave, mas o palácio. – fez aspas nas mãos. – É seu.

Atônita ela fez com que o objeto fosse para de volta na mesa. Olhando e incapaz de pronunciar uma palavra sequer.

Como assim dela?

Com que direito ele achava que podia lhe dar um “presente” que ela com certeza não fazia ideia do valor?

– Isso é loucura Damon, eu não posso aceitar.

Sua voz soou oitavas acima do que ela achava que seria normal, completamente esganiçada.

– Claro que pode. – para infelicidade de Elena. Damos se encontrava extremamente calmo, como se aquela não fosse a loucura do século.

– Não. Não posso.

– Não pode ou não quer?

– Isso é absurdo!

– Tudo que é meu é seu Elena, eu já disse isso. – aos poucos a calma se esvaia do moreno. Não entendia como sua noiva podia ser tão teimosa.

–Não é e você sabe disso.

– Eu quero te dar!

– E eu não quero aceitar. – deu ênfase ao não, o que fez com que Damon explodisse.

– Mas que droga Elena! – bateu a mão na mesa assustando-a. – Eu quero que você tenha um lugar só seu!

– Ah que ótimo! – riu irônica. – Seu próximo passo é dizer que não pode mais ficar comigo e o apartamento vai ser meu prêmio de consolação.

– Cala a boca Elena!

Foi um grito e não restou nada a garota a não ser se encolher. Por um segundo temeu Damon. Nunca tinham brigado assim, e isso os deixava sem saber bem como agir. Os dois de respiração irregular, e os olhos de Elena já se enchendo de lágrimas.

Droga!

Damon se amaldiçoou antes de pôr-se de joelhos diante dela. Elena se esquivou num primeiro momento quando ele tentou toca-la e aquilo dou profundamente no moreno. Tinha magoado o amor da sua vida e nunca se perdoaria se não concertasse isso.

– Nunca mais repita uma bobagem dessas tá me ouvindo?

Pediu seriamente depois de conseguir segurar o rosto pequeno entre suas mãos e faze-la o encarar. Via as pequena umidade se acumular nas duas orbes chocolate e se martirizava por isso. Não era pra ser assim, era pra ser uma noite só deles. Suavizando a voz, mas se mantendo sério e intenso como queria continuou.

– Como eu poderia te mandar embora se eu não vivo sem você Len? – acariciou o rosto mais pálido que o normal e viu uma solitária lágrima rolar, a qual ele enxugou com seus próprios lábios – Como se você é a minha própria vida?

A viu fechar os olhos e suspirar baixinho, quando ele encostou suas testas e apenas ficou a fita-la.

– Me desculpe. – foi o que a mulher murmurou.

– Me desculpe ter gritado.

– Eu fui idiota. – fungou e Damon riu.

– Minha idiota. – deu-lhe um selinho demorado. – Eu não posso te obrigar a aceitar nada. Mas, eu realmente queria que ele fosse seu.

“Um lugar pra você chamar de seu sim, mas não porquê eu queria te recompensar. Eu só quero que você tenha a sua casa.

– Eu tenho a nossa casa. – se referia a mansão.

– E esse é justamente o ponto. – ela o olhou de testa franzida. – Aquela é sim a nossa casa, mas você acha que eu não percebo como você perde o sorriso e o brilho no olhar cada vez que aquela mulher se apresenta em qualquer cômodo que você tá? Como você parece sufocada na sua própria casa? Um lugar que era pra ser seu porto seguro?

“Porque sim Elena, eu percebo tudo isso. E você não sabe como me sinto mal e impotente diante desses fatos. E eu queria tanto que você nunca tivesse que passar por tudo que vem passando. Se houvesse uma maneira.”

Damon desabafou e Elena sentiu todo o desespero que o vinha corroendo. O abraçou pelo pescoço, mesmo ainda estando sentada e ele de joelhos diante dela. Tentou com o abraço lhe dizer que tudo estava bem.

– Eu entendo – falou mirando as íris azuis cheias de aflição.

– Eu sei que sim. Porém ainda sim, eu queria que aceitasse meu amor. Quero que faça daqui sua morada, seu lar, sua muralha e sua fortaleza. Onde nada nem ninguém possa te alcançar ou destruir a tua felicidade. Teu refúgio, toda vez que for demais pra você. Seu santuário. Sua casa.

Nossa casa! Basta me avisar e eu venho aqui. Eu venho pra você. Pro nosso lar!”

Aquilo foi demais para o coração e as emoções descontroladas de Elena e logo ela se viu despejando todas as lágrimas que pôde. Se perguntava o que de tão bom havia feito em toda sua vida até aqui para que merecesse alguém como Damon.

Jogou-se nos lábios do moreno sem demora, beijando-lhe com todo amor, carinho, veneração e admiração que sentia por ele. Queria com um beijo ser capaz de demonstrar o que em palavras nunca conseguiria.

– Eu amo você – foi o que ela disse quando enfim buscaram por ar.

– E eu amo você.

Foi a resposta que recebeu antes de ter seus lábios devorados por um Damon sedento, buscando sua boca e seu beijo como um andarilho que passara dias a fio no deserto e finalmente encontrara água.

As línguas avidas e rápidas passeavam uma na boca do outro, dando giros, guerreando por um mínimo espaço qualquer. Acarinhando-se, numa incessável dança ritmada e sensual.

O moreno os interrompeu pondo-se de pé e estendendo uma mão a sua parceira que sem hesitar enlaçou seus dedos e o acompanhou até estarem de frente para a bela lareira. Munido de um controle remoto ele a ligou, fez também uma envolvente batida soar no ambiente.

– Vem. – uma vez mais ele estendeu sua mão para ela.

– Acho que “vem” foi a palavra que você mais usou comigo hoje.

Brincou e riu junto ao homem antes que ele entrelaçasse sua mão direita na esquerda dela, enquanto a própria esquerda dele ia para o quadril voluptuoso e no seu ombro repousasse a direita dela.

Devagar eles foram embalados pela melodia. Até Damon os encostar um pouco mais. A cabeça de sua noiva em seu peito, a bochecha dele nos fios castanhos. Girando no pequeno espaço entre o sofá e a lareira.

Suavemente Damon desceu seu nariz por toda pele da morena que encontrou até ter seu rosto enterrado naquele pescoço macio que tanto amava.

As mãos se desgrudaram para que ele pudesse firmá-las na carne da cintura delgada, e mesmo por cima do tecido aquelas mãos foram capazes de incendiar a pele de Elena.

Foi ele que buscou pelas orbes azuis, agora já escuras e ensandecidas de desejo. Nem um segundo depois as bocas apaixonadas se procuraram uma vez mais na ânsia de compartilhar seu gostos.

Arrastada até ter seu corpo prensado pelo corpo forte de seu noivo na parede ao lado da lareira, Elena era puro ofego e gemidos. Unhas cravadas nos ombros largos afim de descontar o tesão que sentia. Arfar era seu escape para as mordidas, lambidas e sugadas que recebia em seu pescoço e colo.

Damon a apertava cada vez mais, como se fosse humanamente possível seus troncos estarem mais colados. Seu sangue corria rápido e parecia borbulhar em suas veias.

Sentia os seios pressionados no peito dele, ficarem cada vez mais pesados. Seu ventre apertado e uma parte bem conhecida pulsando de encontro a um monte enorme entre suas pernas e ainda dentro do jeans.

As pernas entrelaçadas na cintura do homem tentavam a todo custo o trazer ainda mais perto, afim de mais contato entre suas intimidades, ela necessitava de mais fricção pra sanara sua vontade crescente. O próprio Damon rebolava contra ela, enlouquecendo aos dois.

– Damon.

Diante do pedido velado em forma de gemido, ele os guiou até o sofá, jogando-a lá. Parando uns minutos para admirá-la descabelada, ofegante e já sem a parte de cima do vestido, que se embolara em sua cintura.

Se livrou das roupas que os incomodava, as dele e as dela também. Antes de se debruçar sobre aquele corpo que no momento desejava mais que qualquer coisa no mundo.

Os lábios foram selados dessa vez sem pressa, como se fosse a primeira vez que se encontravam, se conhecendo. Foram longos minutos dessa forma até o moreno decidir que queria beijá-la por inteiro.

Primeiro aqueles seios volumosos que eram seu vício, ele os tomou nas mãos, a maciez e os mamilos túrgidos passando por suas palmas e lhe fazendo suspirar extasiado.

– Que saudades!

Murmurou rouco para logo depois levar sua boca para aqueles lindos bicos rosados. Senti-los em sua mão era bom, muito bom, mas tê-los em sua boca era mil vezes melhor. Os sugou até suas bochechas ficarem côncavas.

Os lambeu, os pirraçou com suas língua, os fez ficar ainda mais duros. Os suspiros, gemidos e arqueios de Elena eram seu maior incentivo.

Elena adorava ser tocada ali, amava ainda mais a forma como Damon a tocava. Como venerava seus seios, de como ele era capaz de dá-la um orgasmo só fazendo isso. Lhe impressionava quanto aquele estímulo era diretamente ligado a sua intimidade, como deixava cada vez mais molhada, mais apertada pronta para se derramar em prazer. Era prazeroso e angustiante ao mesmo tempo.

Porém precisava de mais, necessitava de muito mais. Os arquejos em direção ao corpo de Damon demonstravam isso, estava sedenta por qualquer tipo de contato. Pra roçar suas carnes inchadas e pulsante com o membro duro dele. O enlaçou pela cintura tentando força-lo a penetrar.

– Elena – grunhiu. – Céus! Puta merda como eu amo os seus seios – parou para observá-los, mais ainda apertando o mamilo esquerdo entre seus dedos – E eles parecem estar maiores que da última vez.

Subiu o olhar para o rosto da morena e a visão que teve fez seu pênis latejar. De pescoço arquejado, olhos cerrados e lábios presos nos dentes sua noiva era a própria personificação do tesão.

– Dam... Por favor, eu preciso... preciso agora.

– Eu também amor, eu também – ajeitou-os no sofá e se apoiou nas mãos afim de encaixá-los logo. – E eu também preciso amar todo o seu corpo – a voz carregada de desejo soprando nos lábios dela – Cada parte dele – passou a ponta do seu membro por toda intimidade da mulher grunhindo tamanha umidade.

– Sim.

– Uhum – ainda se esfregando por toda a cavidade molhada provocando-a com sua cabeça – Mas, não hoje.

– Não. – suspirou agoniada com mais uma provocação descarada dele.

– Não. – penetrou a cabeça alargando-a. – Hoje... hoje eu preciso estar em você. – entrou de uma vez gemendo alto junto com a mulher. Esperou um momento até recuperar o controle. – Duro, forte e rápido até que você não consiga mais andar.

Foi o que Elena ouviu, antes de tê-lo se enterrando dentro dela exatamente como ele prometeu.

Duro, forte e rápido, muito rápido. Tão rápido que tudo que ela ouvia era o choque de seus corpos tão alto que quase abafavam seus gemidos.

O vai e vem dele dentro ela era tudo que ela queria e precisava. Seu interior se alargando para recebe-lo por interior, massageando, aquele famoso ponto de si que só ele alcançava e conhecida, com sua cabeça inchada. Ela o sentia pulsar dentro de si. E era tão gotoso.

E só ficou melhor quando Damon voltou a chupar e morder seus peitos. Ela já podia sentir aquela maravilhosa sensação tomar conta do corpo, seus dedos se enrolando e formigando. O aperto no baixo ventre. O maravilhoso calor se espalhando por todo o seu corpo, a lambendo com suas imensas labaredas.

Seu Damon só aumentou tudo, indo e vindo cada vez mais a empurrando para a beira do precipício de onde ela se jogou sem medo. E quando a maravilhosa sensação a tomou, ele não parou, foi ainda mais longe lhe dando mais e mais ansiando por cada gota do seu prazer.

– Damon... ah meu Deus.

– Vem comigo amor... mais uma vez só mais uma.

E como se aquelas palavras fossem as coordenadas que ela precisava, mais uma vez ela foi. Mergulhou na sensação, aquela que só ele era capaz de lhe dar. Onde tudo ao seu redor sumia, onde só existiam os dois corpos exaustos, completamente saciados e felizes.

– Eu te amo Elena.

Ele também se entregou, derramando-se quente e grosso dentro dela.

– Também te amo.

Cansados eles adormeceram ainda colados, pela primeira de muitas vezes naquela que com certeza seria sim a fortaleza daquele amor.

Notas finais
Perdoem os erros, não foi revisado. Gostaram? Vou tentar encerrar a fic o mais breve possível, assim que tiver férias daqui a uma semana ok? Beijinhos