Burning Desire

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Não revisado! Enjoy girls *-*

Os sons que escapavam por sua boca entre aberta eram nada mais que grunhidos. Grunhidos animalescos, cheios de rouquidão e desejo.

Na verdade ela por inteiro era só desejo. Seu corpo era lambido intensamente por lavas flamejante. O sangue em suas veias parecia borbulhar e correr mais rápido que o normal. Podia jurar que ouvia sua pulsação em seus tímpanos.

Revirar os olhos e apertar a seda dos lençóis azul abaixo de si era o mínimo que poderia fazer. Os arquejos de corpo era um ato totalmente involuntário e ainda sim bem-vindo.

Olhar para baixo e encontrar aquela cabeleira negra familiar entre suas pernas só lhe deixava ainda mais quente. Nunca pensou que pudesse sentir todo aquele prazer que se apossava de seu corpo, molhado pelo suor misturado dos dois corpos.

Seu corpo inteiro formigava, seu baixo ventre queimava em antecipação ao que lhe vinha do fundo do seu âmago. Parecia estar se desfazendo em milhões de pedacinhos. E ela não queria nada mais do que se desmanchar de uma vez.

Uma outra olhada e aquela língua sinuosa e extremamente deliciosa estava lá. Completamente aberta e passeando por entre seus lábios molhados. Uma lambida, seguida de uma sugada no seu monte de vênus e um olhar malicioso em vários tons escuros de azul foram sua perdição.

Quis desesperadamente fechar suas pernas tamanha e prazerosa agonia que sentiu, porém as mãos firmes de seus moreno espalmadas em ambas suas coxas lhe impediram. Seus ouvidos zuniam mas ainda sim captaram o murmuro de aprovação vindo daquele que lhe tinha na boca.

A sensação era intensa e arrebatadora demais para que pudesse suportar. Veio por todo o seu corpo o lambeu e arrastou. Queimando suas entranhas, se reverberando e expelindo para fora de si de forma quente, diretamente naquela boca pecaminosa que não poupou esforças em lhe tomar por inteira.

Ávida a boca lhe sugou vezes e mais vezes, enquanto sua respiração ruidosa e os resmungos satisfeitos dele era o som que habitava o luxuoso e imenso quarto.

Ela toda estava em estado de puro êxtase e dormência. Sabia que não conseguiria ficar de pé por um longo tempo, não, quando suas pernas estavam tão bambas e tremendo. Porém aquela boca gulosa não parecia que iria parar nunca.

E não parou nem quando ela sensível demais se retraiu. Gemeu em agonia. Não aguentaria. Já tinha chegado ao seu limite afinal, não tinha? Porém seu parceiro pensava diferente e continuou a lhe exigir, habilidosa e sensualmente.

A língua quente adentrando no íntimo lhe estocando impiedosa. Sucumbiu os sentir dedos provocando-lhe o clitóris. Sem piedade alguma seu monte inchado, sensível e dolorido, era pirraçado. Sua cavidade encharcada era explorada ao extremo.

Ela não tinga como vir outra vez tinha? E mesmo assim ele continuou a lhe provocar, lhe atiçar e enlouquecer. Puxando, lambendo e sugando seu prazer uma vez mais. Provando que ela estava errada, quando uma vez mais o orgasmo tomava conta de si.

Os pés se contorceram, sua vagina pulsando o ventre apertada. As chamas lhe lambendo. Apossando-se, dominado. Seu cérebro entrando em parafuso, incapaz de compreender todas as sensações que lhe enchiam.

– Damon...oh... ah meu Deus!

Forte, quente e arrebatador seu orgasmo veio. O gozo jorrando por entre suas pernas como nunca antes acontecera.

A respiração pesada e intercortada, o corpo em espasmos. Em seu rosto um caminho de lágrimas e a expressão confusa, antes de observar seu moreno, ainda entre suas pernas. Os lábios róseos “sujos” e um brilho no olhar jamais visto. Aí ela fora capaz de compreender o que lhe ocorrera, e só lhe restou corresponder o sorriso.

– Minha nossa Elena... eu te amo.

Maravilhada, plena, realizada e satisfeita. Elena sentia seu líquido escorrendo por suas coxas. Porém não durou muito, afinal seu homem parecia muito empenhado em não desperdiçar uma única gota.

[...]

Um sorriso bobo enfeitava seu rosto, enquanto caminhava em direção ao enorme closet, que tinha o prazer de dividir com seu noivo. Todas as infinitas lembranças da noite mais mágica e absurdamente enlouquecedoras, vívidas em sua mente.

Se fechasse os olhos ainda podia sentir o toque quente de Damon em si. Por todas as partes, lhe tomando por inteiro. Sem nenhuma dúvida ela havia cumprido o que lhe prometera e lhe dera a noite – madrugada/parte da manhã – mais perfeita que poderia ter ou sequer sonhar.

Estavam os dois renovados e mais conectados do que nunca. E ela jamais seria capaz de agradecer tudo o que aquele homem lhe proporcionava. E não estava falando de bens materiais.

Claro que ainda estava boba e também insegura, se isso descrevesse o que sentia, com o fato e ele lhe ter dado um apartamento como aquele. E sim era muito grata por isso. E ainda mais pelo significado daquilo diante das palavras de seu moreno.

Porém, era ainda mais grata por como se sentia com ele. Sentia-se imensamente feliz, tão feliz que às vezes pensava ser possível explodir. Sentia-se segura, principalmente quando estava envolta naqueles braços forte e acolhedores que só ele tinha. Estar aninhada em Damon para Elena era como estar em casa. Como encontrar seu lugar no mundo, aquele que ela sempre buscou. Os braços dele tinham a medida perfeita para ela. Como se tivessem feitos especialmente para acolhê-la.

Que era a mesma sensação que o próprio Damon tinha. Que Elena fora esculpida minuciosa e detalhadamente para seus braços.

Por fim e muito mais importante. Com Damon Elena sentia-se absurda e profundamente amada, como nunca antes havia sido.

E não era da boca pra fora que dizia isso. Claro que houve Rebekah, porém ela sabia que era diferente. Jamais iria desdenhar de sua história com a loira, embora a própria Rebekah achasse isso a julgar pelo último encontro que tiveram, quando foi buscar suas coisas pra mais uma vez morar com Damon.

Eram coisas que Elena não gostava de recordar. Preferia guardar os bons momentos que tiveram e quem sabe poder ser amigas algum dia, Mas Rebekah aparentemente não pensava isso, e mais uma vez jogou coisas que doeram profundamente na morena, sem falar do beijo que tentou lhe dar a força.

Com Rebekah sempre fora tudo ou nada, aquela velha história de 8 ou 80. Claro que havia sentimentos, ela amava sua Bekah aquela linda e jovem loira que aos poucos lhe conquistou nos intervalos de aula da NYU. Que com o tempo passou a ser um pouco controladora e possessiva demais.

Com Damon era outro tipo de “posse”, eles sabiam que se pertenciam e que não precisavam provar nada para ninguém, bastava que eles soubessem e tudo estava bem.

A relação com a loira era alta e perigosamente carnal. Na maioria das vezes o tesão e a atração sempre falava mais alto. Do tipo de quando havia briga, Rebekah logo tratava de resolver com o sexo. Sexo selvagem de preferência. E Elena não negava que gostava disso.

No entanto depois de um tempo, apenas isso não era suficiente. E quando conheceu Damon, pareceu ter encontrado tudo que procurava.

Primeiro a atração maior que qualquer coisa, que ela bobamente acreditou que passaria. Depois de conhecê-lo a fundo veio à admiração, passando pelo carinho e o respeito, para logo depois estar completa e irrevogavelmente apaixonada.

Era fácil o fazer na verdade. Quem não se encantaria por ele? À primeira vista havia o homem mais lindo que já se vira. De postura séria, empresário bem sucedido e que tinha uma áurea envolvente demais para não se deixar atrair.

Depois o irmão cuidadoso e dedicado, capaz de dar a vida por sua caçula. Mas que era também um moreno perigoso e excitante, apaixonado e cativante. Protetor e amoroso ao extremo. Damon era a mais perfeita mistura de tudo que um dia ela sonhou. E que não espertava encontrar em um homem.

Mas encontrara, e estava tão feliz que podia sair dançando por aí. Ou talvez pudesse gritar para que o mundo inteiro soubesse que Elena Gilbert amava Damon Salvatore com todo o seu ser.

Suspirando no meio de um monte de roupas e com três lajens na mão, foi assim que sua cunhada a encontrara.

– Parece que a noite foi mesmo boa.

– Que susto!

As peças que estavam em suas mãos foram de encontro ao chão, enquanto Elena levava uma delas ao peito e repreendendo a caçula que ria sem parar.

– Perdão Lens, foi totalmente sem querer. – riu – Acontece que vocês são muito bobos mesmo, ficam olhando pro nada aí dá nisso.

– Quem é bobo?

Questionou se voltando para as calças de antes, tentando achar o que vestir. Seria possível que todas as suas roupas não lhe estivessem servindo mais?

– Você e o tonto do meu irmão, oras – deu de ombros adentrando mais o cômodo – Ele saiu daqui cantando dá pra acreditar? – Elena soltou um pequeno riso diante do que lhe foi dito, mas nem assim conseguiu conter um grunhido frustrado de sair de sua boca – O que houve?

– Nada, acho que vou ter que começar a malhar – caminhou até o espelho tocando-se – Eu tô tão gorda assim?

– Um pouco talvez – a morena ficou incrédula diante da sinceridade da garota, olhando ligeiramente ofendida – O quê? Você que perguntou e acho que só o seu quadril que tá um pouco largo.

Dando uma volta completa em torno si, Elena constatou que a cunhada estava certa, seus quadris estavam enormes, sem contar nas coxas que ela tinha certeza que nunca foram daquele tamanho. Olhando bem seus seios também estavam maiores, algo que ainda não percebera, mas Damon sim julgando a fixação da noite anterior.

– Maldito sorvete e chocolate – April riu com gosto.

– Se quiser te levo na minha academia.

– Pode ser.

Rumou de volta para a parte das roupas, por fim pegando uma calça preta de malha e um top da mesma cor e por cima uma blusa branca larga caída nos ombros.

Saíram para o quarto com Elena prendendo os cabelos em um rabo de cavalo e só agora notando a garota ainda com roupas do colégio. Franziu a testa

– Não vai à Flawer’s hoje?

– Não – se deitou na enorme cama de casal – Tô com cólica e acabou meu remédio.

Fazendo uma careta assim que terminou de pôr os tênis, Elena foi até o banheiro buscar. No armário do balcão da paia ela encontrou sua bolsinha com o remédio para a cólica de April e outra coisa.

Ai... Meu...Deus!

Diante dela três cartelas intactas do seu anticoncepcional. Agora tudo fazia sentido, tudo que se encaixava e Elena se perguntava como tinha sido tão burra ao ponto de não notar. Pior como fora se esquecer de tomar aquilo.

Céus!

Era uma irresponsável. E completamente idiota. Os enjoos pela manhã, as dores de cabeça, o sono sem fim. As mudanças no corpo e principalmente as mudanças de humor.

Trêmula, o rosto pálido e lívido ela retornou ao seu quarto de mãos vazias.

– Não achou? – foi o que a Salvatore lhe perguntou antes de notar sua expressão – Elena? ... Lens... O que foi?

– Eu acho que tô grávida!

[...]

– Lens?

Fazia meia hora que as duas haviam chegado do laboratório, que apenas confirmou o que os dez testes de farmácia feitos e que Elena insistiu que poderiam estar errados. E fazia também, pelo menos vinte que Elena se encontrava na mesma posição. Sentada no meio da king size, o queixo apoiado nos joelhos que estavam encolhidos junto ao corpo, enquanto ela os abraçava.

– Elena, diz alguma coisa.

O silêncio, a inexpressão e olhos marejados da morena ao ponto de deixar a garota enlouquecer. Não saber o que ela estava pensando, fazia de April alguém aflita ao extremo.

– Eu tô com medo!

A menina quase sorriu de alívio assim que ouviu a voz abafada da outra. Sentando-se ao lado da morena, April a puxou para uma abraço, onde afagava os cabelos de Elena.

– Acho que é uma reação comum – soltou com a voz suave.

– E se o Damon não quiser?

Foi a frase que veio da morena depois de alguns minutos em silêncio. Estava com medo sim, até algumas horas antes nem sequer imaginava que pudesse estar grávida. E agora que confirmara que levava uma bebê dentro si, era ao mesmo tempo incrível e surreal, e assustador.

Queria sim em ser mãe um dia, porém isso seria cuidadosamente planejado. Não sabia o que fazer. E se não soubesse cuidar dele ou dela? Se não fosse uma boa mãe?

Pensava em tudo isso, porém o que mais lhe assustava era pensar por um segundo que talvez Damon não quisesse um filho. E lembrava de como ele era frio com tudo que envolvia seu suposto filho com Bonnie. Tinha medo de que fizesse o mesmo com seu bebê.

– Elena! – sua cunhada elevou o tom de voz enquanto a encarava – Como pode ao menos por um segundo considerar algo assim?

Deu de ombros – Não é muito difícil se levar em conta que ele finge que o filho da vadia não existe – a menina balançou a cabeça incrédula.

– Um filho que ela diz supostamente ser dele. E não me venha falar em exame de compatibilidade que nós sabemos que não é 100% confiável – exasperou antes da morena retrucar – E outra o Damon diz que não é o pai e eu acredito nele. Você também deveria.

Mesmo sem querer April acabou fazendo uma acusação. E isso misturado ao hormônios e toda loucura de sentimentos de Elena só a fez se sentir ainda pior, ao ponto de lágrimas jorrarem incessantes.

– Ai meu Deus – pegou as mãos da morena – Escuta Lens, meu irmão te ama! – declarou com toda convicção que tinha dentro de si – Ele te ama como nunca amou alguém na vida e eu tenho certeza que um filho com você é a realização de tudo que ele poderia ter na vida.

Elena sorriu em meio as lágrimas, emocionada demais e também surpresa com a maturidade daquela garota, sua menininha.

– Quando foi que você cresceu tanto?

– Diz isso pro seu noivo por favor! – April pediu quase como se estivesse suplicando mas com um sorriso no rosto.

– Acho que ele ainda não notou que você já é uma mulher – acariciou o rosto branco feito porcelana da garota – Uma linda e sábia mulher.

– Eu sei! – a mulher riu com gosto do jeito convencido de sua cunhada.

– Mas já pode parar porque eu faço o papel da mãe nessa relação esqueceu?

– Eu não me importo de trocarmos o papel de vez em quando.

– Obrigada.

– Sempre que precisar – disse já se levantando – Agora vê se descansa um pouquinho, daqui a pouco o Dam chega e vocês conversam. Daí você vai ver que se estressou atoa, aliás nada de estresses daqui pra frente isso faz mal pro meu sobrinho – Elena sorriu já deitada observando-a indo até a porta – Ai.... Meu... Deus!

– Que foi? – a morena questionou alarmada.

– Eu vou ser tia! Ai... Meu ... Deus! Eu vou estragar muito o seu filho Lens – riu – Mais ainda se for uma menina. Preciso contar pro Matt.

Elena continuou sorrindo enquanto ela sumia pela porta. Estava disposta a seguir a sugestão de April e descansar um pouco. Se preparar e pensar em como daria a notícia ao noivo.

Não sabia inda como iria fazer, não sabia a reação de Damon. Não sabia se seria uma boa mãe, estava assustada. Porém feliz. Era até engraçado que nos poucos minutos que soube da existência de uma vida dentro de si, já tenha desenvolvido um afeto por ela.

Com certeza era amor. Um tipo diferente de amor, um que ela ainda não havia experimentado, mas que chegava a ser surreal. Era leve, porém maior e mais forte que qualquer outro e a deixava bem. Feliz e plena.

– Hey bebê – colocou as duas mãos no pequeno voluminho em sua barriga, que ela inocentemente achava ser o excesso de sorvete e chocolate e sussurrou — É a mamãe, eu não sei se você já me ouve, mas – deu uma pausa – Não liga “pras” minhas bobeiras não tá. A mamãe tá um pouquinho assustada sim, mas só porque sua chegada foi uma surpresa, uma surpresa muito boa. A mamãe já te ama muito e seu pai vai amar também.

Elena bem que quis dormir um pouco descansar como April dissera, pensar em uma forma de contar a Damon sobre a gravidez, porém entre conversas e carícias no seu filho, ela mal viu o tempo passar, e logo seu noiva passava pela porta.

– Hey amor – deu-lhe um beijo casto logo e lhe afagou o rosto antes de afastar-se para retirar o terno negro.

– Hey.

A morena o observou se livrar do paletó e apreciou a visão do noivo de calça social preta, blusa branca e uma gravata azul, além do colete também negro que sinceramente era a peça que mais lhe atraia atenção no vestuário profissional dele. Sempre achava-o demasiadamente ainda mais sexy de colete.

Ele afrouxou a gravata fitando-a com cuidado, como se estivesse estudando sua expressão. E talvez o tivesse feito já que franziu as sobrancelhas parecendo achar algo errado.

– Tudo bem? – aproximou outra vez de onde ela estava, sentando ao seu lado na cama.

– Hurrum.

Ela dirigiu as mãos ao amado colete dele, na esperança do olhar desconfiado que ele lhe lançava. Damon a conhecia como ninguém, e só de olhar para ela sabia que Elena escondia algo.

– Aconteceu alguma coisa? – mais uma vez ele viu a noiva fugindo de seu olhar e murmurando um não – Elena!

– Que droga Damon! Já disse que não. — os hormônios dando as caras de novo!

Droga!

Respirando fundo e o trazendo de volta pelo colarinho quando o mesmo tentou se afastar, a expressão fechada quebrando Elena. – Desculpe, não aconteceu nada amor. Só tô um pouquinho cansada – não era mentira, embora seu cansaço fosse mais psicológico do que físico naquele momento.

– Tudo bem – ele assentiu preocupado e tocando uma mecha dos cabelos castanhos – O que você acha de depois de eu tomar banho a gente ficar de bobeira em baixa das cobertas vendo filme?

– Perfeito – sorriu acariciando as linhas de expressão dele – Você também parece cansado.

– Tarde difícil – suspirou.

Pra nós dois!

Elena pensou recebendo um beijo na testa e o fitando se afastar para retirar as peças de roupa restantes e se encaminhar ao banheiro.

Ao som da ducha sendo ligada ela correu pro closet tendo uma mínima ideia de como contar que teriam um bebê. De volta ao quarto ela sentou uma vez mais na cama e aguardou que o noivo voltasse.

Logo suas narinas foram tomadas por aquele cheiro de loção pós barba que ela tanto amava. Desviou os olhos da parede para encontrar o moreno numa calça de abrigo cinza e camiseta preta indo em sua direção, os cabelos sendo secos por uma toalha branca que ele jogou na poltrona do canto.

O fitou se jogar na cama ao seu lado e puxa-la pela cintura para mais perto de si. Ela foi de bom grado, enfiando o nariz na pele do pescoço dele e inspirando o máximo que podia daquele aroma, que só seu Damon possuía. Os sentiu beijar o alto de sua cabeça e suspirou baixinho.

– Acho que agora você já pode me contar o que de verdade aconteceu não? – ele pediu baixinho acariciando um pedaço descoberto de pele da cintura dela

Elena gemeu e se apertou ainda mais contra ele, que os afastou para que pudesse olhá-la diretamente nos olhos – Meu anjo – a voz aveludada e suave batendo diretamente nos lábios da morena – Eu te conheço o suficiente pra saber que tem algo te incomodando – e tocou no meio da testa dela, onde uma ruga estava formada.

Se afastando o suficiente para chegar até o criado mudo ao lado da cama. Elena pegou a folha branco do exame que havia cuidadosamente enrolado e passado uma fita de cetim vermelha, para entrega-lo.

– Eu tenho uma coisa pra você – o moreno a fitou confuso assim que teve o papel em suas mãos e Elena outra vez se empoleirou toda nele. Não queria nenhum tipo de espaço entre os dois naquele momento.

Damon tirou a fita e desenrolou o papel, levando-o até a altura de suas íris claras. A morena recostada em seu peito o sentiu tomar uma respiração mais profunda quando ele achou a palavra em destaque naquele amontoado de letras e números.

Os olhos azuis congelaram, a cabeça pareceu girar e respirar ficou mais difícil, como se seus pulmões estivessem esquecido de exercer sua função, aliás seu corpo inteiro pareceu esquecer de funcionar naquele instante.

Ok! Reage e pensa Damon!

Tinha em mãos um exame de gravidez que atestava positivo ok? Ok! Estava no nome de Elena não estava? Sim, estava.

Céus!

Elena estava grávida. Sua mulher, o amor da sua vida estava esperando um filho. Um filho seu. Seria pai! Ele Damon Salvatore teria um filho, tudo que sempre sonhou e melhor que sonho era que teria um filho com a mulher que amava. Elena, sua Elena, sua amada Elena lhe daria um filho e ele não poderia estar mais feliz e realizado.

Os olhos marejaram enquanto corriam pela folha maravilhado demais para ter qualquer reação, sua mente lhe lançando imagens de um garotinho de cabelos negros como os seus e olhos cor de âmbar como os dela. Era perfeito e lindo demais, tão lindo que pensou estar sonhando, porém o papel que tremulava junto a suas mãos nervosas lhe dizia que era real, tudo era mais que real. E ele não cabia em si.

Felicidade ainda não descrevia seu sentimento, seu estado de espirito, mas na falta de outra. Ele diria que era o homem mais feliz do universo.

Porém todo o tempo em silêncio que ele levou sentindo e se maravilhando com seus sentimentos, Elena tomou como algo ruim e antes mesmo que ele sequer pensasse em se pronunciar ela o fez com desespero.

– Desculpa – soluçou atraindo a atenção dele que imediatamente a fitou confuso – Perdão Damon, eu nem imaginava só me dei conta hoje e ai meu Deus eu esqueci de tomar o anticoncepcional. E Damon eu juro que não queria que fosse assim, a gente nunca conversou sobre isso e.. – outro soluço dessa vez mais alto – E eu nem sei se você queria... só ... só me desculpa.

Damon largou o papel em qualquer lugar da cama e tratou imediatamente de firmá-la em seu colo se perguntando como Elena poderia sequer cogitar que ele não gostaria de ter um filho, um filho com ela.

– Elena hey – pegou-lhe pelo rosto e sentindo sua alma doer ao vê-lo coberto de lágrimas – Meu anjo, olha pra mim – assim que ela o fez ele continuou – Sinceramente eu não sei por quê motivo te desculpar – sorriu sereno – Por você esquecido seu remédio e agora poder me dar o melhor presente do mundo inteiro?

“Ou por você estar me fazendo o homem mais feliz da face da terra? Que tal por me proporcionar a realização de um sonho hã? Não há o que perdoar amor. Nós vamos ter um filho Elena, um bebê, uma misturinha perfeita de nós dois – deu uma pausa levando sua mão direita ao ventre dela – Ter um filho com você Elena Gilbert, que é o amor da vida é a realização de tudo que eu sempre quis e sonhei. Um filho seu é a realização de uma vida.

Ambos choravam quando ele terminou, presos em sua bolha. Olhos conectados e sorriso brincando em seus lábios.

– Eu te amo – foi Elena que quebrou o momento arrancando um repuxar de lábios dele.

– Eu também te amo, se quer saber amo um pouquinho mais todos os dias.

Os lábios se encontraram suaves, sem pressa alguma, apenas querendo saborear o momento, sentir e misturar seus gostos. As línguas se movendo no mesmo ritmo, numa dança lenta e sensual.

Damon os afastou para limpar o resto de umidade no rosto de sua noiva.

– Sua cabeça oca, como pôde pensar que eu não gostaria? Podemos nunca ter conversado, mas você tem noção que eu vou pai – deu ênfase a palavra – Pai de um filho seu! Não tem como isso ser melhor.

– Eu sou uma idiota.

– Concordo.

– Hey – ela o bateu e tudo que teve dele foi um beijo estalado em sua boca.

– Céus Elena eu vou ser pai. Pai! E eu tô com vontade de gritar isso pro mundo inteiro. – a morena não teve tempo de responder pois no instante seguinte ele a tirava de seu colo para deitá-la e em seguida ele fazer o mesmo, colocando sua cabeça na barriga dela.

– O que você tá fazendo – questionou sorrindo e levando suas mãos as penugens negras dele.

– Quieta vou falar com meu filho.

– Ou filha – ela riu do tom falsamente sério dele.

– Hey bebê – mais uma vez Elena sorriu ouvindo o tom dele pra falar com o voluminho, um tom bem parecido com o que ela usara mais cedo – É o papai, ele mal soube da sua existência e já não vê a hora de poder te pegar no colo – ouviu a morena fungar e elevou seu olhar marejado até o dela – Você e a mamãe são as coisas mais importantes da minha vida, eu amo vocês.

– E nós amamos você – foi o sussurro de Elena antes de ter os lábios prensados pelo dele num beijo longo.

– Casa comigo?

Os dois ainda tinham os olhos fechados quando Damon murmurou o pedido nos lábios finos da morena.

– Achei que já tinha aceitado – brincou

– Não, casa comigo agora... ou melhor casa comigo amanhã?

– Damon!

– É sério amor, eu não posso esperar um dia sequer pra te ter como minha mulher.

– Isso é loucura Dam! – exasperou – Não podemos casar amanhã.

– Claro que sim Elena.

– E meus pais?

– Depois meu anjo, depois a gente faz uma cerimônia pra todo mundo – ela balançou a cabeça negativamente – Escuta, tudo que eu preciso, tudo que eu quero é formar uma família com você amor, poder dizer que você é minha e só minha.

– Eu já sou sua!

– Eu sei, mas não formalmente e pode soar antigo – sussurrou – Porém é o meu desejo, meu desejo egoísta eu assumo. E ainda sim minha maior vontade.

“Casa comigo? Casa comigo numa ilha deserta só você e eu e o nosso filho. Casa comigo e me faz ser ainda mais feliz do que eu já sou.”

–Sim!

Notas finais
Espero que não tenha muitos erros ,me avisem se encontraram! Pra quem tava desconfiado tá aí. TEM BABY DELENA SIM!!!!!!!!!!!!!!! E próximo capítulo casamento SECRETO DELENA. xOXO e até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.