Notas iniciais
Cara,agradeçam, estou para deixar minhas fics em Hiatus por causa dos problemas.

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[Sabe aquela sensação de frustração quando você tem que fazer uma questão de matemática rapidamente na prova e não sabe como realizar os cálculos mesmo sabendo a resposta? Era o que eu estou sentindo nesse momento. Sei o motivo para o vazio que ando sentindo, sei a resposta para fazê-lo parar,só não sei como... conseguir isso.]

[Heiwajma Shizuo]

[Hey, Shizu-chan, porquê você gosta de me torturar?.]

[Orihara Izaya]
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Ikebukuro.

Em uma rua qualquer afastada do centro.

Kasuka e seu possível distúrbio alimentar. Os sentimentos tempestuosos que sentia. A confusão em que se encontrava. A pulga e sua nova face. Podia sentir o estômago revirar com tantas coisas na cabeça.

Shizuo encarava o nada, sua mente repleta de pensamentos incoerentes sobre o que acontecera à dois dias atrás. Jogou o cigarro no chão e pisou nele, fez sem perceber, por rotina. Seu olhar estava distante, olhava fixamente as árvores ,mas só a imagem de uma pessoa aparecia diante de seus olhos.

Izaya. Izaya. Izaya. Izaya. Izaya. Izaya.

Somente o informante ocupava seus devaneios. O que tinha ocorrido com o grande e poderoso Ohihara Izaya? Desde quando ele ficou tão fraco? Tão frágil? Tão...transparente? Desde quando Shizuo sentia aquele vazio? Aquela sensação incomoda de preocupação? Aliás, quando foi que ele começou a se importar com o moreno? Não conseguia achar as respostas que procurava.

Encostou a cabeça na parede de pedra atrás dele, retirou os óculos do rosto, fechou os olhos e suspirou cansando. Uma suave brisa soprou trazendo respingos de chuva em sua direção.

“Mais que merda.” Sua cabeça latejava, sentia seu corpo frio. Massageou as têmporas, pensar nunca foi e nunca será seu forte, preferia ações. Duas noites sem dormir direito. Comer,então? Não se lembrava nem mais o que era comida. Tudo porquê as palavras do homem de olhos vermelhos foram gravadas a fogo nele. Recolocou os óculos no rosto, endireitou a postura pois decidira o que iria fazer. Sabia com quem iria falar. “Celty...”

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Shinjuku
Kanto, Japão.
Apartamento de Orihara Izaya

“O que diabos você veio fazer aqui?” Sibilou irritado, acabara de chegar de Ikebukuro apenas para se deparar com o mais novo Heiwajima na porta do apartamento, braços cruzados, pose descontraída. Tão falso.

“Olá, Izaya-san.” Sua voz era desprovida de emoção ,assim como o rosto. “Faz um tempo que não nos vemos, não é?” Saudou como se fosse natural.

“Felizmente.” Zombou, começando a se chatear com aquilo. “O que veio fazer aqui?” Repetiu a pergunta, o ator deu de ombros.

“Temos alguns assuntos a resolver.” O informante revirou os olhos, bufando.

“Não, não temos.” Passou por ele, abrindo a porta, ignorando a presença do desgraçado que ousara perturbar sua paz. “Gostaria que se retirasse daqui o quanto antes, não temos assunto nenhum pendente e você está me incomodando.” O tom de voz era o de sempre, provocativo e levemente sarcástico, mas era fácil notar a irritação.

“Sabe que temos, sim, algo a resolver, Izaya-san.” Segurou o braço do outro.” Não tente fugir, eu não irei deixar.” Havia uma ameaça escondida por trás das palavras. Sem se importa se foi convidado ou não, a celebridade adentrou o lugar sendo acompanhado a contra gosto por Orihara, cujo braço ainda era segurado fortemente pelo mais novo. Kasuka não pode deixar de notar que o moreno de olhos vermelhos parecia mais magro do que de costume.

“Não tenho nada haver com o “boato” que anda rodando por ai sobre você, já disse isso muitas vezes.” Puxou o braço do aperto, se separando de Kasuka e indo sentar na poltrona de couro cinza da sala, o homem de cabelo castanho sentou-se no sofá.

“Você teve algo haver com isso.” Acusou, a voz ainda sem emoção. “Você sempre tem algo haver com as desgraças que acontecem a nossa volta, Izaya-san.” O informante de Ikebukuro sorriu.

“Que bom que pensa assim, me sinto honrado.” Respondeu sarcasticamente. “Suponhamos que eu tenha, sim, feito algo para te prejudicar.” Encarou-o arrogantemente. “Agora me diga, o que eu ganharia com isso?” Cruzou os braços.

“A atenção do meu irmão.” Estremeceu imperceptivelmente.

“Oya,oya?! E porquê diabos eu iria querer chamar a atenção dele tão escandalosamente quando basta minha respiração para tirá-lo do sério?” Ironizou.

“Oh? Deixe-me reformular a afirmação. “Você iria ferir meu irmão fazendo isso e consequentemente ele iria acabar nos seus braços, então de uma forma bem distorcida você o ajudaria a melhorar.” Faz sentido?” Provocou.

“Não, não faz sentido nenhum.” Riu. “Shizu-chan não ficaria ferido, aquele monstro ficaria puto de ódio e tentaria me matar.”

“Ele correria atrás de você.”

“Como sempre faz e sem precisar de motivos fúteis.” Se inclinou para frente, os olhos fixos no ator. Ah, se ao menos pudesse matá-lo, o canivete praticamente implorava para ser usado, sentia-o no bolso de trás da calça, se o pegasse.... só precisaria de dois segundos.

“Mas você sabe diferir os humores dele, sabe quando fica irritado, sabe quando a irritação é... “depressiva.” “ O garoto cruzou as pernas, inclinando-se para frente, sustentando o olhar zangado que lhe era lançado. “Você sabe de quase tudo sobre meu irmão.”

“Quase?” Arqueou uma sobrancelha.

“Exatamente, há coisas ao respeito do meu irmão mais velho que você não sabe.” O moreno sorriu em escárnio.

“Como...?” Desafiou, fazendo um gesto com os ombros.

“Os seus sentimentos.”

“Monstros não sentem nada por ninguém e mesmo que sentissem, não estou interessado.” Bufou, voltando a se encostar na poltrona. “Seria perda de tempo e informação desnecessária.” [“Mentira, você mais do que ninguém quer saber disso.”] Ignorou a voz irritante na sua cabeça.


“Se monstros não tivessem emoções como disse, você não o amaria!” Izaya arregalou os olhos, abriu a boca para falar mas foi impedido, “Yuhei” se levantou. “Não adianta negar, Izaya-san! Duvido que alguém já não tenha percebido isso!” Apontou o dedo para o dono do apartamento, fazendo mais acusações. “ Você é dependente do meu irmão! Tudo o que você faz não é pela droga do seu amor pelos seres humanos, é por ele, é pelo Shizuo! Você finge que não se importa, que o odeia, inferniza-o dia após dia, tudo porquê precisa da atenção dele a cada momento da sua vida! Você invade a casa dele, provoca-o até que ele te jogue na cama e realize seus desejos doentes! Você quer ser muita coisa mas no fim não é nada! O pior mentiroso é aquele que acredita na própria mentira, foi isso que você se tornou!” O castanho observava o informante atentamente, este não parecia ter mudado em nada, continuava sorrindo e o encarando.

Como se nada que ele disse, houvesse abalado sua estrutura. Era como se não tivesse escutado. Não existia nenhuma mudança perceptível.

Por mais que Orihara fosse um bom ator ,Kasuka era melhor. Ótimos atores não deixavam as emoções conflituosas transparecerem em seus olhos, não ficavam tensos, não rosnavam com a aproximação do algoz, não deixavam as mãos tremerem e ficarem frias, mostrando o medo por ser descoberto. Mesmo que o mais velho continuasse com sua máscara “inquebrável”, o Heiwajima via todos esses mínimos detalhes que ninguém perceberia.

“Quer saber o que Shizuo sente por você?” Ergueu o queixo do segundo homem mais temível de Ikebukuro, que agora mais parecia uma boneca inexpressiva, pois só mantinha um sorriso falso congelado no rosto. “Nada.” Roçou os lábios nos do outro, sentindo os tremerem. “Absolutamente nada.” Continuou cruelmente. “Sei que não é idiota o suficiente para acreditar no contrário.” Serpenteou a mão ao redor da cintura magra do adulto, erguendo um pouquinho de onde estava sentado.

“Nojeto.” Murmurou. “Kasuka-kun, você é nojento.” Jogou a cabeça para trás, gargalhando. “HAHAHAAHAHAHAHAHAHA! EU SABIA QUE ESSA HISTÓRIA DE ME CULPAR PELO BOATO SOBRE SEU DISTURBIO ALIMENTAR ERA SÓ UMA FACHADA MAL FEITA! VIR ATÉ AQUI PARA ME JOGAR ESSAS PSEUDOS VERDADES QUE JULGA SEREM A REALIDADE EM QUE VIVO SÓ PRA ME “FRAGILIZAR” E ME LEVAR PRA CAMA FACILMENTE?” Parou abruptamente. “Era essa a porcaria do seu plano, Kasuka-kun?”

“Era.” O famoso deu de ombros, sorrindo irônico. “Só devo corrigir uma coisa, não são “pseudos-verdades”, sabes disso.”

“Realmente, nem verdades elas são. “ Respondeu arrogantemente. “Tudo o que disse não passa de acusações sem cabimento, sem fontes, sem informações concretas. Não conseguiria persuadir nem uma mosca.” Empurrou o mais novo, levantando da poltrona. “ Utilizar, buscar e distribuir informações é o meu ramo. Aposto que consigo convencer o mais iluminado cientista que a terra é cor de rosa sem problemas.” Brincou. “Agora pare de me encher com essas merdas, ok?” Caminhou até a porta e apontando para ela. “Saia da minha casa agora, por favor.”

“Não estou com vontade.” Respondeu com descaso. “Odeio sair de mãos vazias quando venho buscar algo.”

“Que garotinho mimado temos aqui, não?!” Zombou. “Não vai conseguir me levar pra cama.” Retrucou, viu um brilho estranho nos olhos geralmente opacos da celebridade, reconheceu aquilo imediatamente. “E tentar me estuprar não é uma opção.” Percebeu a leve contração no canto dos lábios do castanho, querendo rosnar ou ri, não sabia. “É muito fácil pra mim cortar sua garganta caso tente, fica a dica.”

“Talvez sim, talvez não.” Deu de ombros novamente. “Nunca saberemos se não tentarmos.”

“Está mesmo me ameaçando de estupro?” Riu descrente com a situação. “Será que os Heiwajima me acham tão fuckeable que nem se segurar conseguem direito?”

“Conheço muitos que tem a mesma opinião, única diferença é que eles tem que pagar para conseguirem o que querem com você, meu irmão tem de graça e se continuar com essa atitude, eu terei a força.” Os olhos vermelhos se arregalaram.

“O-o quê?” Se afastou da porta, em um movimento rápido,retirou o canivete do bolso e o jogou em direção ao homem de olhos cor-de-chocolate. “Quem pensa que é para me chamar de ...prostituto, moleque?!”

“Nunca chamei disso...”

“Deixou implícito.”

“Mas já que se ofendeu é porquê o capuz serviu.” Um silêncio desconfortável, ambos travavam uma batalha que acabaria empatada. Que....chato e irritante. O clima estava tenso, a aura assassina dos dois se chocavam.

“Olha, Kasuka-kun, ando aguentando essas idiotices que tem falado por mais de vinte minutos, então, por gentileza, saia imediatamente da minha casa.” Sorriu. “Tipo,antes que eu crave esse canivete no seu peito.

“Não.” Caminhou calmamente até o informante, ignorando a lâmina gelada que roçou na pele descoberta do seu pescoço. “Porquê é tão difícil abrir as pernas para mim? Você faz isso com todo mundo.” Sussurrou na orelha do moreno.

“Não sei quem é “esse todo mundo” que você tanto se refere.” Fez as aspas com os dedos. Rosnou em resposta a afirmação.

“Suas fontes, me refiro a elas.” Empurrou-o na parede, prendendo os corpos.Políticos, mafiosos, pessoas normais, policiais, traficantes e outros. Não negue que quando não consegue as informações pelo dinheiro utiliza “truquezinhos” para conquistar o que quer saber.”

“Quer dizer que meus truquezinhos é vender meu corpo ou saciar as fantasias sexuais dos tarados com quem trabalho, é isso?” Debochou.

“Não, é mais do que isso. Olha, eu andei pesquisando muito sobre você, irônico não?!” Roçou os dentes brancos na clavícula de Izaya, causando um arrepio no mesmo. “Um stalker sendo stalkeado.”

“Mu-muito irônico, quer saber algo ainda mais?” Provocou. “Você querendo roubar o “brinquedo” do seu irmão mais velho que tanto te ama.” Falou amargamente.

“Sempre fui egoísta, tanto que ele só passou a ser “ super-protetor” quando jogou uma geladeira em mim porquê eu comi um pudim que pertencia a ele.” Suas mãos seguraram de forma possessiva a cintura do moreno, trazendo-o para perto. “Agora eu quero comer a outra coisa preferida dele.”

“Pena que não vai, Kasuka. Você não vai comer mais porra nenhuma.” Ambos olharam para o loiro que abriu a posta violentamente.

“Shizu-chan!”

“Shizuo!”

Continua.

Notas finais
Enjoy It.