Budapest
3 Cap. 3 - Nobody can stop me
Notas iniciais
Ainda ouvindo o Agente Barton gritar seu nome preso no quarto, numa tentativa frustrada de fazê-la parar, Natasha desceu as escadas rapidamente, passando pelo saguão deserto, e seguindo para o local onde Darrow estaria em algumas horas.
Dessa vez ele não poderia escapar.
Dessa vez ela iria conseguir. De uma vez por todas.
Ela chegou ao prédio, e apressou-se para chegar ao terraço. Em posição ela esperou calmamente por quase duas horas. Eles estavam atrasados, e isso com certeza era uma ótima noticia para a Viúva, cujo ódio aumentava a cada segundo a mais que o destino a obrigada a aguardar para ter sua vingança.
Enfim, escutou quando a porta de acesso foi aberta, e ainda encoberta, observou a formação do grupo de seguranças protegendo Henry.
Finalmente, ela escutou a voz irritada do homem, confirmando sua presença ali, provocando um sorriso maléfico nos lábios de Natasha.
– Mas que droga! Onde está o meu helicóptero? Ele deveria estar pronto, me esperando. Por que essa demora? – esbravejou Darrow, para seus subordinados. O sol começava a se pôr, e ele estava impaciente para deixar o heliporto, localizado sobre um de seus prédios na cidade. – Assim eu irei me atrasar. Pensei que tivesse deixado claro que erros não podem acontecer.
– Já ouviu dizer, que errar é humano Darrow? – disse Natasha, se revelando a poucos metros de onde o homem se encontrava um sorriso debochado no rosto.
– Romanoff?
– E quem mais seria?
– Pensei que estivesse morta.
– Pensou errado. Aliás, como sempre não é Henry? Isso já é burrice, sabia?
– Não se preocupe, não persistirei em meu erro... Dessa vez, me certificarei pessoalmente que você não irá sobreviver. Matem-na!
Neste momento, dois dos seguranças que o acompanhavam, partiram para acima dela, que não demorou a neutraliza-los.
Logo, outros dois investiram em sua direção, no mesmo instante que o helicóptero apareceu, sobrevoando o local. Ela deixou-os também inconscientes no chão, enquanto corria para alcançar seu alvo, que já se segurava na escada de corda da aeronave.
Os capangas que haviam ficado para trás atacaram; ela jogou um deles no chão, e enquanto imobilizava o outro, o primeiro, ainda que caído, sacou uma faca e a atingiu na panturrilha da perna esquerda.
Ignorando a dor, ela puxou a faca com força, conseguindo arrancar apenas parte da lâmina junto ao cabo, com o qual acertou a cabeça do homem que a golpeara por trás. Ainda que ferida, ela não parou até que o último homem que restara de pé também estivesse morto.
Com as ameaças neutralizadas, ela voltou seu olhar para o alto, vendo que o helicóptero já alcançava certa altitude, mas ainda pode ouvir a voz sínica de Henry gritar lá de cima:
– Adeus Romanoff. Como sempre foi um desprazer revê-la. Espero que não tenhamos um próximo encontro. – Dito isso, o bandido soltou um pequeno objeto, em formato oval, que caiu rapidamente em direção ao terraço.
Natasha teve que correr ao constatar que o objeto era uma granada, e sem ter muitas outras opções, sua única saída foi pular do prédio para fugir da explosão.
Com certa dificuldade ela conseguiu se segurar na escada de incêndio presa a lateral do prédio vizinho. Depois de descer, usou tudo o que restava de suas energias para caminhar com dificuldades até o estacionamento relativamente afastado onde havia ela havia deixado um carro, sempre se escondendo nas sombras, invisível para o resto do mundo.
Fale com o autor