Brumas Da Morte

12 Os quatro cavaleiros


Notas iniciais
Demorei gente, mas voltei.
Capítulo curto, é apenas para não deixar a história esfriar em suas cabeças..kkkk
Beijos

Alexia elevou o olhar para a enorme sombra que se aproximava, observou o cavaleiro passar rapidamente, em direção aos cavalos prontos para partirem, em busca de Gareth. A mulher correu o olhar na direção de Nathan, seus olhares se cruzaram. E o brilho momentâneo desapareceu dos olhos do jovem. Alexia passou as mãos no vestido e acompanhou as demais mulheres, até não avistar mais seu salvador.

Gordik virou-se encarando os dois jovens que certamente dariam um belo casal. Porém agora, tudo estava mudado em Aislin, não se podia ter a certeza do amanhã. Não enquanto não destruíssem o nefasto feiticeiro. Gordik alcançou seus amigos e partiram imediatamente. Nathan havia relatado os detalhes da captura e do estado de Gareth. Gordik apertou as rédeas com demasiada força, sentindo os próprios ossos das mãos estralarem, sua raiva estava ganhando proporções gigantescas e ele sabia que esses sentimentos atrapalhavam seu raciocínio. Sentiu a mão de Carson sobre seu ombro, e como em um mudo entendimento, fizeram os cavalos empinarem e seguirem a galope pelo enorme portão da muralha do castelo do rei Thortien.

Horas se passaram sem nenhuma parada, nem mesmo para o descanso dos animais. Foi quando um dos cavaleiros anunciou a parada. Gordik ficou contrariado, no entanto tinha sabedoria e experiência suficiente que a pressa só colocaria ele e seus amigos em perigo. E isso ele não poderia se perdoar, caso acontecesse. A noite caíra tão rapidamente quanto a densa neblina gélida. O homem robusto e baixo aproximou-se, com seu manto negro, da fogueira e deu início a conversa.

— Como fomos deixar isso acontecer a Aislin? O que deixamos passar por debaixo de nossos narizes enferrujados — Martin sentiu o olhar dos companheiros tremeluzirem sob as chamas da fogueira, que crepitava esporadicamente.

As palavras do cavaleiro repercutiram pelo desfiladeiro próximo onde haviam acampado. Ninguém respondeu, cada cavaleiro parecera guardar para si, toda a dúvida e a ira, que consumiam suas almas. Gordik puxou o couro de gado curtido aquecendo-se com ele. Em breve travaria uma batalha direta nos muros de Asmeth e teria que estar com todas as energias necessárias para o iminente confronto. Agora que o reino estava em constantes assédios, não havia lugar seguro. A não ser o castelo do rei, amontoando-se cada vez mais de pessoas que perderam tudo. E o pior agravante estava começando a dar os primeiros sinais, fome, desespero, loucura e ódio por um “fantasma” traidor. Muito em breve teriam que partir para o tudo ou nada. Gordik adormeceu pedindo ao seu Deus que pudesse fazer parte desse dia de glória, agora tão distante.

Carson abriu os olhos rapidamente, acabara cochilando em seu turno. Sobressaltado, percebeu que apenas deixara a cabeça pender, devido ao cansaço da cavalgada e das batalhas anteriores. Respirou com maior tranquilidade ao se certificar que tudo estava normal. Sentou na pedra e acendeu seu tabaco, deixando a fumaça sair por suas narinas. O momento de paz durou pouco, Carson estreitou os olhos ao ver um brilho estranho entre as folhagens da mata fechada.

—Quem está aí? — O som de sua voz era alto e grave o suficiente para deixar em alerta seus companheiros de sono leve. E logo o disparo de sua arma ecoou por todo o lugar.

Notas finais
Espero que curtam, prometo boas emoções no próximo capítulo! Boa semana a todos!!