Notas iniciais
Olá amigos leitores, espero que estejam apreciando a fic. E gostaria muito da opinião de vocês. Obrigada a todos por fazerem a alegria do autor. Beijos.

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Alexia não sabia se sentia alívio ou horror ao que presenciava a sua frente. O cavaleiro Gareth ainda segurava firmemente a corda com as duas mãos enquanto a ave investia contra suas costas. A mulher pegou a primeira pedra que avistou e atirou na cabeça da imensa criatura. Correu até o cavaleiro que mantinha-se com os punhos cerrados na corda e pegou sua espada, agora Alexia iria dar uma boa lição naquele monstro de penas.

Gareth parecia entorpecido, não mexia nenhum músculo com receio de derrubar Nathan. O som de metal o trouxe de volta a realidade, virou lentamente sua cabeça para o lado e vislumbrou a garota enfrentando com bravura o grifo que ainda tentava agarrar Gareth.

—Gareth, estou chegando. Estou chegando. — Nathan sentiu a mão de seu amigo balançar para alcançá-lo e sem hesitar segurou-a firmemente e conseguiu sair antes que a névoa e os mortos vivos lhe puxassem a perna.

Não havia tempo para recuperar o fôlego, Nathan vislumbrou o amigo de bruços sob uma poça de sangue e a garota enfrentando o maldito grifo das terras de Asmeth. A criatura enraivecida pelos golpes que a garota lhe desferia investiu fortemente sobre ela, fazendo-a cair ao chão e antes que as garras afiada da criatura encontrassem sua pele, o cavaleiro Nathan decepou as garras da criatura que saiu em disparada, deixando-os temporariamente livres de seus tenebrosos ataques.

— Você está bem? — Nathan perguntou estendendo a mão para a moça.

— Obrigado, Sir Nathan — ela aceitou a ajuda.

— Apenas Nathan. — ele lhe sorriu e voltou rapidamente seus pensamentos a Gareth. — Essa não.

Nathan correu até onde o amigo parecia assustadoramente imóvel, abaixou-se com o olhar triste ao ver as costas do amigo com profundos cortes. Gareth, ainda segurava a corda entre suas mãos calejadas pelo esforço que fizera momentos atrás.

— Hey, Gareth. Droga, amigo você está perdendo muito sangue. Alexia me ajude a fazer um curativo. Isso está muito feio, muito feio mesmo.

Gareth sentiu a escuridão tomar conta de seus olhos, e a voz de seu amigo tornou-se um som muito distante e inelegível.

— Ele desmaiou Nathan — a jovem estava um tanto preocupada com seus salvadores.

— Ele é forte, vai sair desta também. Gareth é diferente de nós, cavaleiros do rei, eu tenho fé em meu amigo. Venha me ajude com isso, temos que fazer uma espécie de maca e levá-lo para o castelo.

A garota parou momentaneamente, olhando para os céus de Aislin.

— O que foi Alexia? — Nathan perguntou, enquanto agilmente estancava o sangue da ferida do amigo.

— Meu irmão, continua sumido. Eu... eu temo que ele seja um... deles — falou voltando seu olhar para a beira do abismo.

— Eu sinto muito. Prometo voltar e procurar seu irmão. Agora tenho que salvar meu amigo, devemos a ele nossas vidas — disse observando o semblante sofrido do cavaleiro dos setes dragões.

— Você tem razão. Vou buscar galhos e o que encontrar para fazermos uma maca provisória para levarmos ele e, obrigada por tudo Nathan — a jovem aproximou-se e encostou sua delicada mão nas dele dando-lhe coragem a prosseguir e saiu.

Nathan voltou seus olhos ao amigo inconsciente, agora com mais calma olhou ao seu redor o quanto Gareth havia lutado, era um cenário sangrento. Cautelosamente Nathan virou-o, havia cortes nos lábios e sua face estava ralada misturando-se com sangue e areia. Pegou o cantil e umedeceu o pano que segurava em suas mãos, limpando assim o rosto de Gareth. Os barulhos que a moça fazia o deixaram alarmado, ela corria de encontro a ele nervosamente e agitada.

— Nathan, o grifo. Ele está de volta! — a jovem corria ignorando os arranhões em suas pernas.

Nathan empunhou a espada, não poderiam correr e deixar Gareth, muito menos seguir para trás, pois o abismo estava esperando-os. Os olhos de Alexia arregalaram-se ao ver a outra ave que vinha daquele penhasco, estavam cercados. Mais uma vez o perigo os cercavam de maneiras quase impossível de sobreviver. Os dois jovens agora lutavam por suas vidas, Nathan não se afastava muito do amigo, tinha receio de que Gareth fosse arrastado, por uma daquelas malditas aves. E, Nathan não estava errado.

Ogar assistia tudo com muito divertimento no olhar, lorde Sostefhys havia lhe dado a ordem de levar Gareth e, o faria de um jeito ou de outro.

Alexia estava cansada, seu peito arfava tão rapidamente que o ar lhe faltava. Sentiu as mãos ficarem amortecidas e sangrarem com o esforço que fazia em manter a espada em guarda, suas próprias unhas a estavam atrapalhando naquele instante. O grifo que perdera as garras tentava bicar seu oponente, empurrando-a para trás, empurrando-a de volta ao abismo.

Nathan lutava bravamente com o outro ser e não percebeu o druida rastejar até Gareth. Ogar puxou o jovem caído, naquelas terras o druida tinha forma diferente e muito mais aterradora. Certificando-se que conseguira distanciar Gareth do amigo, o druida emitiu um som que fora ouvido como ordem aos grifos, um deles investiu contra Nathan ferozmente e o outro grifo alçou vôo em busca de sua nova presa.

Alexia ficou parada, a criatura estava prestes a derrubá-la e simplesmente fugiu, ignorando-a por completo. Seu olhar voltou para Nathan e a moça empalideceu ao ver o druida puxando Gareth.

— Nathan, eles estão levando Gareth! — o alerta da mulher fez o sangue de Nathan ferver, sua espada encontrou furiosamente o peito do grifo ao qual combatia lançando-lhe para longe de suas vistas e voltou seu olhar ameaçador e destrutivo contra aquele ser asqueroso e corcunda que lhe sorria, enquanto segurava Gareth.

— Ele é nosso, agora — a risada sangrenta ecoou pelo lugar — lorde Sostefhys ficará muito feliz em trucidar esse Aisliano — as palavras cruéis e sanguinárias atravessaram o peito do cavaleiro do clã da ave fênix.

Nathan correu, tentando proteger o amigo de uma das garras que ainda sobrava do maldito grifo que não morrera. A velocidade da ave era sobrenatural, um animal normal já teria sido morto pelo sangue que perdera. E isso não aconteceu, e a verdade nua e crua se desenhou a sua frente. Eles queriam Gareth, estavam atrás de seu amigo desde o início. A magia do maldito Sostefhys era o que mantinha aqueles animais em luta.

No calor da batalha e com os gritos de Nathan, Gareth abriu os olhos lentamente. Sentiu seu corpo deslocar-se após uma dor excruciante em sua perna, e seus braços e corpo pendia no ar. O grifo caíra com ele no penhasco e após, reequilibrar-se do peso, a ave gigantesca levantou vôo com a sua presa.

— Nãoooooooooo, Gareth! Garethhhhhh!!!! — Nathan em atitude infantil levantou a mão para o alto como se fosse alcançar o amigo.

Enquanto Ogar agora se tornava novamente invisível aos olhos dos jovens que mantinham sua atenção para o alto, onde o amigo fora levado.

Notas finais
Beijos e bom final de semana a todos.