Brothers
6 CH06: Mão amiga
Giancarlo Dimaggio Berger, filho da socialite italiana Francesca e do empresário alemão Franz Berger, é o filho caçula de uma família com cinco irmãos, seis com ele. Todos eram herdeiros do império hoteleiro, todos eram excêntricos e faladores. A concentração, o show de bizarrices concentrado numa luxuosa mesa do restaurante do hotel em Atenas. Todos discutiam alguma coisa e nenhum chegavam à conclusão.
— Você só sabe pegar essas piriguetes pra alimentar esse seu ego, velho babão. Elas estão contigo por puro interesse, torrando os teus euros. Porque essa piroca murcha sua não agrada mais ninguém, por isso você as compra!
— Olha só quem fala. Quantos milhares eu gastei pra você ter essa cara de buceta mal lavada? Toda esticada. Daqui a pouco o cu tá na nuca.
Os filhos pediram aos pais divorciados que respeitassem a reunião e que havia visitas de pessoas de fora da família. Uma delas era Matteo, sem mostrar a perplexidade que sentia.
— Desculpe-me por essa vergonha alheia.
— Tô tranquilo. Relaxa. Sabe, eu sou o seu acompanhante durante uma semana. Vamos ficar nesse chove e não molha? — por baixo da mesa, Matt apertava a coxa do loirinho.
Gian imediatamente se levantou e disse que sairia da reunião mais cedo. Sem muita cerimônia se afastou da mesa e foi acompanhado por Matt.
Dentro da suíte, o loiro respirou fundo. Queria fazer sexo com aquele homem de uma vez por todas. Matteo empurrou-o para o sofá, pondo sua perna entre as pernas do rapaz.
— Você me quer tanto assim? Prefere ficar comigo?
— Uhum... — disse Gian vermelho e escondendo o rosto.
— Você já me chupou. Tá com esse pudor de Madre Tereza por quê?
Sentou-se no sofá, pediu para Gian sentar entre suas pernas. O menor ficou de costas para o maior, e começou a suspirar.
— Eu vou...
— Vai o quê?
— Acho que vou morrer de infarto. Isso é demais pra mim.
— Nem se atreva a morrer ou vou ao inferno e te busco de volta. Essa parte vai ser ótima para começarmos aos poucos, hum? Quer que eu te bata uma com a minha mão?
— Sim, por favor.
— Fale assim: "por favor, senhor Matt. Quero que o senhor bata pra mim". Vai, fala.
— Por favor... senhor Matt. Quer... hum... que senhor bata pra mim...
Matteo abriu o zíper da calça social do loirinho e pegou o seu pênis. Começou uma masturbação vagarosa e foi aumentando a velocidade. Giancarlo se contorcia e dava pequenos gemidos, arrancando um sorriso de satisfação do moreno.
— Gosta que eu te toque?
— Uhum...
— Minha mão é gostosa?
— Uhum.
Aumentou a velocidade da masturbação até Gian gozar na mão do acompanhante.
Cansado, Gian deitou no sofá. Enquanto isso, Silvestri foi ao banheiro lavar a mão. Naquele momento pensou no irmão e fez uma ligação internacional para o telefone do seu apartamento.
— Sim?
— Fala aí, irmãozinho. Como vai? Como vai? Como vai?
— Matt... seu lixo! Eu juro que te esgano ainda. Por que fez aquilo?
— Fiz o quê?
— Não se faça de sonso. O Donatello. Você beijou o cara se passando por mim? Que merda foi essa?
— Ah, aquilo. Ora, eu dei um empurrãozinho no relacionamento dos dois. Vocês só viviam grudados. Portanto, no dia da festa eu me passei por ti e semeei o amor i love you de vocês. Agradeça-me depois.
— Semear o seu cu. Você quis era me comprometer e conseguiu!
— Falando palavrão, mano. Legal, a gente começa falando cu, termina comendo ahuahauahaua... Espera... Vem cá, como você descobriu isso?
— O Donatello apareceu no mercado em que fui comprar leite, porque o camarada aqui tem um irmão desleixado que sabe que não posso beber café, e insistiu falar comigo. Levei ele pra tua casa e lá conversamos. Tive que me passar por você mesmo eu sendo um péssimo ator.
— Irmão, que feito. Um dia me interpretando já conseguiu levar cliente pra casa. Parabéns.
— Ah, foda-se. — Desligou na cara de Matt. Este riu com a situação.
...
Noite de quarta-feira, o tédio bateu com tudo em Lucca. Ficar praticamente isolado da família naquele apartamento era sufocante. Resolveu sair. Assim que saiu do elevador, viu o seu pai parado na recepção. Deu meia-volta e se escondeu na escada de incêndio.
— O que diabos ele faz aqui?
Marco Polo subiu ao andar do filho e bateu na porta várias vezes. De tanto tentar sem sucesso, desistiu. Na saída, viu o filho errado andando rapidamente na calçada.
— Matteo! Venha cá!
Lucca correu para dentro de um táxi e pediu para o motorista sair imediatamente dali. Marco Polo ficou para trás.
— Caramba. — Olhou para trás, mas nenhum carro seguia.
Úrsula ligou para o marido e pediu que deixasse o filho em paz, que Lucca estava bem e que havia viajado. Segundo ela, o filho ligara alguns minutos atrás — enquanto ele falava no próprio táxi.
— Eu ainda preciso ter uma conversinha com o Matteo e a desconsideração que teve com o irmão. Mas por ora estou voltando.
— Que bom, querido.
O dono da vinícola entrou na limusine e foi embora para o interior.
Depois de passar duas horas rodando de táxi pela capital e até passar pelo Vaticano, Lucca retornou ao apartamento por volta das nove da noite. Cansado, se atirou na cama sem pensar muito.
A campainha tocou.
— Quem deve ser agora? — Viu no olho-mágico um homem de idade já depois dos cinquenta e no estilo do cantor da banda Aerosmith. — Quem é?
— Ora quem? Tá de sacanagem, Big Johnny? Abre logo a porta.
Não acreditou. Será um cliente que não foi avisado? Com certeza mataria o seu brother por deixá-lo naquela aituação horrível.
— Seu nome, por favor.
— Moleque desleixado. Sou eu, Benito Coronatto. Abre de uma vez!
O moreno não teve escolha e abriu a porta. O dono do site logo se sentou no sofá e pediu cerveja. Lucca não entendeu o real motivo da visita, mas entrou no papel do irmão.
— Não sabia que usava óculos.
— Só em casa — deu a cerveja ao velho. — Que prazer da sua visita. O que deseja?
— Sei não, Matt. Tá diferente, mais sério... talvez é disso que as lives precisem. Vim aqui para falar que tem um ator pornô que quer participar das filmagens num formato com sexo. Os clientes pedem e vocês cumprem as exigências. O que acha? Eu venho em nome do ator.
— Sabe o que eu acho, senhor? Acho que eu sei me garantir sozinho.
— Mas...
— Desde sempre faço as lives em formato solo e ganhei popularidade com isso. Não será agora que irei inovar, não é mesmo?
O dono do site fez uma cara de tanto faz, mas pediu que não deixasse de fazer a transmissão no dia de amanhã. Lucca deu certeza que o vídeo seria um sucesso.
— Pena que não aceitou a parceria. Bom, eu vou assistir amanhã o seu solo. Veremos se ainda consegue reinar.
— Tudo bem, chefe — despediu-se do velho e o acompanhou até a porta. Assim que fechou... — Eu tô frito.
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