Brotherhood
10 Filho do Odio
Uma historia de Cartman
Mais de três gerações viveram em Nebraska, difícil de imaginar que um integrante de uma família geraria a sua descendência em outro estado dos E.U.A. Para inicio da historia tem que entender o que levou essa decisão. Essa é a historia dos Cartmans.
Florence era uma esposa dedicada e uma ótima investidora nas bolsas de ações. O sucesso de seu falecido marido se deveu muito a ela. Diziam que a senhora tinha um faro enorme para negocio que jamais um homem na época teve. Se tivesse nascida nos tempos atuais era bem provável que os Cartmans seria uma das famílias mais ricas dos E.U.As, mas a liberdade feminina ainda era muito restrita na sua época, assim limitando o potencial de investimento já que Florence tinha que se limitar ser uma dona de casa e gerar filhos.
E assim nasceu muitos descendentes, entre eles Harold Cartman. Ele não herdou as características de negociação de sua mãe, mas desenvolveu uma perita habilidade de persuasão. A vida sexual de Harold foi bastante movimentada, chegando até ser um garoto de programa (não por dinheiro, mas por prazer ao sexo). Muitos foram os casos que ele teve, tanto com mulheres como com homens, mas por fim quis constituir família assim achando sua atual esposa Mabel.
Da descendência do casal nasceu duas filhas: Lisa e Liane. A ultima filha teve uma genética especial: não tinha a tendência de engordar da maioria da família. Segundo a arvore genealógica, esse gene foi herdado pelo esposo de Florence. Contudo o bullying de está em uma família gorda acompanhou a vida de Liane por muito anos, mas a sorte da sua personalidade era sua paciência.
Liane dês de pequena já mostrava um talento nato a finanças. Dominava matemática como ninguém na família. Era comum de tempos em tempos que a filha mais nova dos Cartmans fizesse alguns negócios para ter algum lucro. Chamou atenção de Florence que já era a matriarca da família. Ela procurava um herdeiro para sua fortuna. Liane tinha um ótimo potencial de se tornar a mais rica na família, mas percebeu que as ambições de sua neta não era tão grande para crescer muito. Liane tem potencial, mas sua avó não via aquela sede de sempre querer mais da vida.
Na sua adolescência sua vida deu um salto, afinal ela considerada a mais bela na escola. Não tardou de ter o primeiro namorado aonde teve sua primeira experiência sexual. Como Liane veio de uma família aberta sobre relações sexuais, não foi problema em descobrir sua sexualidade. A primeira vez foi excelente, até demais já que o namoro terminou tempos depois porque seu namorado não agüentava tanto... fogo.
Por fim Liane se formou em economia. Apesar de ter uma personalidade mansa, a garota não gostava muito de sua família. Tinha amor com sua mãe, pai e irmã, mas entre seus primos e primas era cheio de contenda. E ainda mais sentia necessidade de quebrar o circulo vicioso de morar na mesma cidade. Ela queria uma vida mais tranqüila aonde pudesse passar sem problemas familiares. Queria sentir a liberdade no seu ser. O ar fresco da natureza, mas sem largar os confortos da cidade. Procurou um local perfeito para morar e preferiu morar no estado de Colorado, o estado americano aonde tem a paisagem mais exótica cheio da natureza. Assim achou uma moradia pra morar em uma cidade que meio que parou no tempo: chamado South Park.
Liane conseguiu ainda trabalhar como contadora em uma grande empresa farmacêutica tendo um alto salário que tinha sede em South Park. Nada podia ser mais perfeito para Liane.
Uma cidade no interior e com alto conforto. Não existe nada melhor. O que faltava era ter uma vida sentimental bem sucedida. Não que faltava namorados, mas sentia a necessidade de ter um marido aonde possa compartilhar suas alegrias e tristezas e ter filhos para continuar uma nova linhagem dos Cartmans.
Conheceu o senhor Donovan em uma loja de sapatos e logo rolou um clima entre os dois. Já estavam começando a namorar e tudo teria um final feliz para o casal. Porem o que Liane não contava que existia um inimigo aonde mesmos esperava. Era uma das suas colegas de solteiras, Betsy. Foi essa mulher que sugeriu para Liane ir junto com ela para o “South Park’ s 12th Annual Drunken Barn Dance”. Por inocência a solteira Cartman foi e no momento de distração, sua rival, droga a sua bebida fazendo que ela perde parte de sua capacidade de raciocínio, assim causando a liberação de seus... desejos sexuais.
Em uma noite, Liane não teve idéia de quantos homens fez sexo. O problema foi o dia seguinte. Passou a ser vista como prostituta para a cidade e o senhor Donovan terminou com ela. E como se não bastasse foi despedida do emprego. O motivo da demissão foi influência de Linda Black, chefe executiva que achou que não pegaria bem ter uma “moça de reputação duvidosa” trabalhando na respeitosa empresa.
Triste e desolada, ficou em um estado de fragilidade emocional alta. Um homem que estava naquela festa, aonde Liane estava drogada, ficou encantado de ter feito sexo com ela e queria muito repetir a dose. Seu nome era, Jack Tenorman, um pai de família e um promissor jogador do time dos “Denver Broncos”.
Liane se entregou para aquele homem, mesmo sabendo que o ruivo era casado. Jack dava dinheiro pra ela e conforto. Só que ainda Cartman se encontrava frágil e precavia menos nas constantes relações sexuais. Foi inevitável que engravidasse e logo seguida largada pelo Jack.
Isso enfureceu a moça. Nunca na vida, Liane se sentiu tão usada. Estava disposto a mostrar para o ruivo a fúria da família Cartman. Mas algo a impediu. A mesma cidade que de inicio mostrou ser hospitaleira, se mostrou ser a cidade mais fria do que o próprio clima. O senhor Tenorman era ainda um jogador do time “Denver Broncos” de futebol americano. Atacar ele é atacar o time inteiro, que estava na melhor temporada de jogo. Os cidadãos ameaçaram Liane se prejudicar Jack, perderia a guarda do seu filho, antes mesmo dele nascer.
Aquilo doeu em Liane. O que escolher: a vingança ou ter seu filho? O instinto maternal falou mais forte. Ela aceitou o ‘voto de silêncio’ para justamente ter o direito de ter seu filho. Noves meses se passaram e ela recebeu um menino. Forte e saudável. Como se chamaria seu filho?
Ela sempre ficou fascinada. Queria que seu filho tivesse a coragem de enfrentar a todos e nunca se acovardar com nada. Queria que seu filho fosse forte suficiente para enfrentar um mundo cruel que a condenou. Escolheu o nome Eric que significa: eternamente poderoso. Seu filho seria forte o suficiente para encarar até a morte se for preciso.
Mas como sustentar uma criança sozinha? Esse era o X da questão. Não só teve a má sorte de ser demitida no seu ultimo emprego como também o departamento de recursos humanos fizeram questão de queimar seu filme para as outras empresas. Abrir seu próprio negocio era inviável já que sua reputação em South Park não era boa. Então teve que recorrer a antiga profissão do seu pai: a prostituição.
Ainda tinha o desejo de se vingar de Jack, mas tinha medo de perder a guarda do filho, mas por ironia do destino seu filho fez o trabalho para ela assim dando a vida do cara que abusou de sua confiança. Se para muitos ficariam horrorizados se soubesse que seu próprio filho causou a morte do próprio pai biológico, para Liane foi uma das melhores atitudes que seu filho já fez pra ela.
Foi uma surpresa muito grande para os Cartmans em saber que Liane era mãe solteira, afinal ela tinha o futuro bem sucedido e de repente precisa se prostituir para não passar fome. A família aceitou muito bem ela e seu filho, afinal era um Cartman afastado. Isso até fez que Eric seja mais querido na família por causa de ser o Cartman de nova geração morar em Colorado, principalmente para a matriarca da família.
Um dos primeiros brinquedos que o pequeno Eric recebeu o Sapo Clyde. Como ele não tinha amigos ainda, a presença do bichinho de pelúcia ajudou bastante. Interessante que esse brinquedo ficaria com ele boa parte da infância.
Em contra partida em South Park Liane era desprezada pelas outras mães por ser mãe solteira e prostituta, mas isso mudou quando Sharon Marsh resolveu da um voto de confiança para Cartman, afinal em uma temporada na sua vida ela foi hippie e parte da ideologia do grupo de ‘paz e amor’ ficou no seu caráter. Assim Liane entrou no grupo de amizades de Sharon que eram: a recente moradora de South Park, Sheila e ruiva mãe de família que passa mais aperto financeiramente, Carol.
Assim o pequeno Eric teve seus primeiros contatos com três menininhos que seriam seus amigos por um bom tempo: Stan, Kyle e Kenny. Os primeiros momentos foram difíceis, afinal Cartman já foi muito tímido, já que não tinha muito contato com as outras crianças e o contato com seus primos só tinha em datas comemorativas. Também o pequeno Eric era o mais novo entre eles, com apenas dois anos de idade (Kenny tinha três anos e Stan junto com Kyle tinham quatro anos). Mas logo pegou amizade com os três, principalmente pelo Kenny, afinal mesmo na época Stan e Kyle eram mais unidos do que com outras crianças. Finalmente tinha o ‘melhor amiguinho’ e sua mãe por está feliz pelo próprio filho, deu pra ele e para seu amigo dois colares que juntos formavam um coração com as siglas “B.F.F”.
Liane se esforçada ao máximo para ser uma boa mãe, mas como era solteira era uma tarefa muito difícil. Afinal precisava trabalhar e raramente as outras mães aceitavam cuidar do seu filho. Como explicar para o pequeno Eric não podia assistir filme com ele em certo dia, já que precisava trabalhar. Grande era o desgaste físico de sua profissão que impediu ter momentos de afetos com seu filho. E quando levava seu ‘trabalho’ para casa, tentar arrumar uma mentira que explicasse os ‘misteriosos’ barulhos vindo do ‘quarto da mamãe’. Ou pelo menos levava ‘trabalho’ para casa já que aconteceu algo... trágico. Um dia que Liane se arrepende amargamente.
Quando o pequeno Eric tinha três anos Liane recebeu um cliente em sua casa. O procedimento de seus... ‘serviços’ eram o mesmo: deixar seu filho no quarto dele, avisando para não incomodar a ‘mamãe conversando com seus amigos’. Era um cliente comum aparentemente. No seu serviço Liane tinha tomado algumas bebidas alcoólicas e ela tem uma fraqueza para bebidas assim caiu no sono ao primeiro orgasmo do cliente. Porem ele não estava satisfeito, queria mais. Só que fazer sexo com uma mulher dormindo, não é muito estimulante, portanto teve que procurar uma diversão em um... outro quarto.
Como medir o sofrimento de uma mãe quando no dia seguinte encontrou seu próprio filho nu, chorando com uma voz rouca (de tanto gritar de noite) e com varias marcas de abusos sexuais no corpo? Como encarar as marcas de agressão física até no rosto do seu filho, junto com diversos arranhões e um sangramento...
Não tem palavras. E o pior de tudo que Liane se sente culpada. De todas as pessoas em South Park que queriam fazer mau a sua descendência e foi justamente ela permitiu que o mesmo sofresse um dos atos mais abomináveis que uma criança pode receber.
Atitudes precisa ser tomadas para evitar que seu filho sofra mais. Evitou de levar clientes para a sua casa quando seu filho estivesse lá. Começou a engordá-lo em uma tentativa de fazê-lo feio para tentar afastar outros pedófilos abusarem de seu querido filho novamente. Passou realizar a vontade do filho em uma tentativa desesperada de ‘comprar’ o perdão do filho.
Depois da tragédia, seu filho nunca mais foi o mesmo. Aquela doce criança tímida passou ser uma criança agressiva. Tanto que refletiu demais quando passou a engordar. Brincadeiras inocentes passaram a ser feito contra o seu físico. Para se defender passou a xingar de volta todos seus colegas, mas um especial necessitou um pouco mais de trabalho para ofende-lo. Seu nome é Kyle. Como xingar alguém que é o mais comportado entre as crianças e não apresenta nenhum defeito?
Foi aí que Eric lembrou daquele agressor que roubou sua inocência. Ele tinha duas características que ele não esquece nunca: o manto sacerdotal do judaísmo que ele sempre usava debaixo da camisa e a tatuagem no peito direito do símbolo da paz usado em uma campanha de desamamento nuclear na Inglaterra, símbolo adotado pelos hippies. Assim Eric aprendeu a ofender as etnias de outras pessoas. Se alguém era judeu, xingava sua religião. Se alguém é negro, xingava a sua cor de pele. Se alguém é estrangeiro, ofenda o pais de origem. Se alguém é ruivo, humilhe sua aparência. Se alguém passa dificuldades financeiras, xingava a sua pobreza. Foi assim que Cartman passou a ser preconceituoso com todos, mas duas etnias que ele tinha odiava mais que tudo: a judaica e a principalmente a hippie.
Entre todos que ele humilhava o Kyle que chamava mais atenção. Afinal ele ficava bastante nervoso com todas as provocações antissemita que ele fazia. Stan era o mais paciente e não apelava muito sendo chamado de hippie. Kenny era afetado um pouco sendo chamado de pobre, mas na maioria das vezes ele encarava isso tranquilamente. Mas Kyle era diferente. Era muito estourado por causa disso. Assim Eric descobriu um prazer de sempre enfrentar o amigo ruivo judeu. Tanto que tentava manter a disputa em igual ou fingir que era mais fraco tanto em raras ocasiões fingia choro quando o judeu o batia.
Uma característica de Cartman foi sempre querer superar alguém para jogar na cara do mesmo. Um dia Cartman pediu uma Ferrari para a mãe e ela não conseguiu dá, foi aí que o garoto teve a noção que não se pode conseguir as coisas fácil. Diferente que era de se esperar de uma criança mimada, fazer birra até conseguir o que quer ou até os pais castigarem por isso, ele passou a desenvolver planos para não ter limites do seu querer. Foi daí que começou a ter objetivo de ser rico e assim passou a desenvolver talentos que poucas pessoas têm: a habilidade de superação. Assim a sua lábia também passou a ser mansa para desenvolver um dom que ficaria marcado nele: a manipulação.
Esse foi o lado que Florence viu no seu bisneto em que não viu em nenhum outro Cartman. Finalmente achou um herdeiro para a sua fortuna. Claro que se morresse só daria uma parte para ver o que o mesmo fizesse mais idade. A morte dela não demorou muito, mas se tivesse visto como seu bis-neto fez com sua fortuna: rapidamente investiu em um parque de diversões teria ficado muito feliz, mesmo com o fracasso seguido.
Uma coisa que Eric desenvolveu é talento para atuação. Ele sempre gostava de brincar de se vestir de outros personagens, tanto homens e como mulheres. Essa pratica gerou uma facilidade de se disfarçar. Só perdeu habito de se vestir de mulher muito quando Butters o filmou e passou a gravação dele para todos.
A tentativa de Liane de deixar seu filho mais feio engordando não conseguiu evitar uma série de fatos que aconteceu com seu filho. Cartman já foi abduzido pelos extraterrestres duas vezes aonde teve uma sonda colocada na sua cavidade anal, foi crucificado pelos próprios amigos e quase morreu de fome, bateu a cabeça e pensou que era uma prostituta vietnamita que fez ter relações sexuais não consensuais com Leonardo Dicaprio, quase foi estuprado pelos integrantes do NAMBLA, teve a alma de Kenny no seu corpo e entre muitas outras coisas.
Mas a gota d’ água quando teve seu segundo estupro. Desta vez veio de seu primo Fred Cartman. Quando Liane e seu filho estavam na casa dos parentes em um momento que só estava os dois Cartmans, o mais velho aproveitou e estuprou o mais novo, como uma vingança de ter ficado com a fortuna de Florence. Pior que Eric não esquece da frase do primo que falou:
“Vamos fazer um troca-troca. Eu te dou sofrimento e você me devolve seus gritos”.
Eric jurou para ele mesmo que nunca iria deixar mais nenhum homem abusar de seu corpo. Essa foi a decisão do motivo de criou o herói Guaxinim. Era justamente de enfrentar estupradores. Sua primeira ação foi justamente se vingar de seu primo. Ele está vivo, mas Guaxinim arrancou o pênis do seu primo só para ele aprender que não mexer com o Cartman mais astuto da família.
Agora pior amargas na sua vida sentimental. Nem toda criança de sua idade já tem desejos de ter uma namorada, Eric não foi uma exceção. Seus pensamentos mudaram quando Wendy roubou seu primeiro beijo. O primeiro momento foi uma alegria imensa em ter o primeiro beijo de uma garota e ainda mais tirar onda com a cara de seu amigo Stan que na época já estava namorando com a morena. Porem o doce nos seus lábios virou uma amargura no seu coração quando Wendy quis retornar a vida normal, nem mesmo manter uma amizade que pensou ter desenvolvido com o tempo. E como ele tentou ter amizades com o sexo feminino, mas não teve sucesso, já que ele era o mais irritante, ou pelo menos, era isso que elas alegaram, afinal nenhuma menina acha um gordinho atraente e as garotas de South Park não foi exceção.
Tinha um lado romântico ao ponto de orientar o Jimmy levar uma garota para um jantar romântico uma garota e chamar Bebe para brincar na sua casa, mas não conseguiu nada com qualquer garota. A única garota que quase conseguiu algo foi com uma garota gordinha peituda chamada Bety, a qual o ajudou a resgatar o irmão de Kyle. O problema que ela morreu sufocada com os próprios seios. Teve um amor platônico com Patty Nelson e até tinha planos de conquistá-la, mas quando acidentalmente revelou que queria beijá-la para a mesma, a garota fez uma cara de nojo.
Sua ultima decepção não foi com uma garota, mas a situação por todo. Não era surpreso que a solidão o fez desenvolver muitos problemas de alucinações e ver um ‘cupidinho’ foi uma delas. A chegada de Nicole meio que inspirou uma atitude que nunca esperava fazer para alguém, fazer uma atitude boa para uma pessoa que não tem afinidade por nada em troca. Pode ter sido um pensamento racista em fazer Nicole ter ficado com Token, mas manipulou os dois para ficarem juntos. Precisou até fingir ser gay para conseguir o que quer. Por fim conseguiu, mas sua alucinação resolveu ‘recompensá-lo’ por isso. O cupido fez que Stacy Muleburg se apaixonasse por ele.
Então era isso? Todo seu trabalho de fazer pessoas semelhantes ficarem juntos é recompensado por uma garota feia, com problemas mentais e dentes mau cuidados? Era esse tipo de pessoa que ele merecia? Pior que não foi ninguém que indicou isso, mas seu próprio subconsciente. Foi a partir desse dia que Cartman decidiu que não ficaria com ninguém. Já que todos o odiavam, não tinha motivos para amar alguém.
“Combater ódio, com mais ódio” esse é lição que a vida o ensinou. Foi odiado dês quando nasceu. Foi odiado pela sua família. Foi odiado pelos seus colegas. Foi odiado até pelos seus amigos. Sim, a partir do momento que começou a ter um comportamento mais agressivo passou de Eric para Cartman. Ninguém, exceto Butters, chamava do seu primeiro nome.
Todos tem suas escolhas. Sim, Eric Cartman teve a escolha de ser mais compreensivo com a vida, mas seria justo cobrar uma posição mais madura de uma criança? Uma tentativa desesperada para chamar seus amigos fez o plano da vaca ruiva, mas por fim seus amigos escolheram cortar relações do que iniciar uma nova amizade.
Por sorte já estava fazendo amizades com Davin foi uma amizade que começou a fazer. Conheceu ele no facebook e assim os dois viram que tinha afinidades em alguns gostos. Foi com ele que planejou o plano da vaca ruiva, já que isso ajudaria as pessoas ruivas, afinal se uma vaca ruiva é um milagre divino, imagine as pessoas que nascem ruivas?
Sim. Agora tinha a chance de ter novos amigos, mas via a necessidade de mudar seu comportamento com eles. Precisava mudar para não repetir o fracasso que teve com Stan, Kyle e Kenny, mas primeiro precisaria resolver assuntos inacabados.
Treinou sua manipulação, treinou a sua lábia, treinou até fisicamente, tudo isso para conseguir seu objetivo final. Vingar daquele que roubou a sua inocência. Demorou muito para achá-lo. Seu plano era simples: matá-lo. Achou sua moradia em uma noite e viu totalmente vulnerável (estava dormindo). Iria matá-lo rápido. Não existia nada para impedi-lo, mas Cartman viu algo que fez hesitar no seu ato: o seu estuprador estava dormindo abraçado com Sapo Clyde.
Isso tirou toda a gravidade de Eric. Significa que aquele homem que tirou sua inocência é um reflexo do seu... futuro...
Tão rápido como entrou, saiu daquela casa. O que fazer agora? Vinga-se resolveria? E se Eric no futuro fosse como seu agressor? Isso não queria.
Uma onda de tristeza e angustia dominou sua alma. Não sabia o que fazer para tirar essa angustia. A vontade era de tirar satisfações com Deus. Na mesma noite Cartman falou as maiores blasfemas que faria um ateu fervoroso a ficar com dor de Deus, foi a noite toda até amanhecer. Pior que não conseguiu nenhuma resposta. Nem um raio como na ultima vez.
Daí veio uma idéia: por que não confrontar o filho de Deus? Foi aí que Cartman foi atrás de Jesus Cristo. Não estava nem aí se iria morrer ou pagar o castigo divino, Eric queria confrontar Jesus.
Não tardou para o garoto encontrar o salvador do cristianismo. E assim jogou na cara todo seu sofrimento assim culpando ele e Deus. Só que Cristo fez algo que o garoto não estava esperando: ofereceu a oportunidade de mudar sua vida. Jesus garantiu se fizesse aquilo, que sua vida teria uma transformação.
Era uma direção simples, mas praticá-la necessitaria de todas as forças de Eric Cartman. Fazer algo mais ousado que nunca imaginaria fazer. Bastava que o garoto perdoasse seu estuprador. É algo que não estava esperando. Ele lembra do dia que achava que estava morto e pediu perdão para todos que ele já aprontou ou teve contenta junto com Butters que o único que Cartman não pediu perdão ou perdoou foi aquele que o estuprou. Aquilo batia de frente com sua alma.
Por fim, Eric aceitou, mas alegou que se isso não mudasse nada na sua vida, prometeu que procuraria Jesus para da um sofrimento maior que ele sofreu na cruz. Jesus ainda renovou as forças de Cartman para a tarefa. É como se tivesse totalmente descansado.
Imediatamente Cartman foi procurar o agressor. Assim ficou de frente do homem que roubou sua inocência. O sentimento de ódio transbordava em seu coração, mas seu raciocínio prevaleceu. Assim Eric contou que ele era filho de Liane e que se lembrava do que fez para assim perdoar. Aquilo o agressor não esperava.
Quando Cartman já iria embora o agressor puxou para dentro da casa com a intenção de repetir o mesmo ato. Porem o garoto não era mais indefeso. Todo treinamento físico, todos seus planos, todos seus estudos sozinhos e mais um toque de Cristo em aumentar a força, deu condições dele se defender. Assim com habilidade o garoto quebra as pernas e os braços do agressor, mas não matou. Sua atitude foi defensiva, não foi vingativa. Assim chamou a policia para que a justiça seja completa.
Assim o estuprador de Cartman foi preso com vários indícios de pedofilia e na delegacia Eric foi aclamado como herói. Achou engraçado isso, já que tentou isso como Guaxinim e não conseguiu. Não se sentia vingado, mas também não se sentia arrependido em cometer a vingança. Era difícil dizer o que esta realmente sentindo, mas está se sentindo livre.
Pode entender o motivo do porque Jesus Cristo deu a direção de perdoar seu agressor. A magoa é um sentimento mortal para o ser humano. Ela destrói pouco a pouco a pessoa. A importância de perdoar é justamente tirar esse sentimento do corpo. Ainda assim não se sentia totalmente feliz.
– ERIC – sua mãe chega na delegacia.
– Mãe?
Liane já corre para abraçar seu filho.
– Por aonde você andou? Estava muito preocupada – disse totalmente abalada.
Cartman contou seu encontro com Jesus e como ele aconselhou a perdoar seu estuprador. Claro que contou na mãe que seu agressor tentou estuprá-lo de novo e como ele tinha que se defender, assim ajudou a policia colocar um estuprador atrás das grades.
– Filho, me perdoa. Por causa de meus desleixos que você teve que sofrer durante anos por causa de um erro meu. Eu nunca fui uma boa mãe para você.
– Não mãe. Você fez o possível e até o impossível para mim. Eu que nunca fui um bom filho. Eu sempre fui mimado e nunca importei da barra que você passa para me sustentar. Sou eu que sou o verdadeiro mal para ti.
– Oh filho. Você não sabe quando me arrependo de ter deixado aquele homem de abusar. Eu errei, em vez de tentar curar a sua dor eu tentei te comprar mimado sem conseqüências. Eu até não preocupei com sua saúde. Pensava que fazendo te engordar eu poderia te proteger, mas novamente eu errei.
– Mãe. Ninguém é perfeito. Você não é a primeira mulher em errar na vida, mas é a minha mãe e pra mim isso já é suficiente.
– Oh Eric. Eu te amo tanto.
– Eu também te amo, minha mãe.
Assim os dois retornam para a casa. Naquela noite não existiu mais o mundo para mãe e filho, só existia eles. No passado o pequeno Eric clamava para atenção de sua mãe. Em sua infância chorava todas as noites pela falta de um pai, já que queria ter um carinho de alguém. Hoje Cartman já não mais precisa de um pai, porque ele tem sua mãe, que finalmente está no lado dele.
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No dia seguinte Cartman acordou disposto para traçar uma nova trajetória para sua vida. Aproveitou para perdi perdão para Stan, Kyle e Kenny, que logicamente não aceitaram o perdão, já que desconfiaram que ele estava aprontando alguma.
Outro passo foi ir para a casa do Butters. Afinal se quer um novo grupo de amigos, nada mais justo chamar alguém que realmente estava sempre para seu lado. Incrível como antes o loiro para ele era só uma criança bobinha facilmente manipulada. Irônico que só passou contar mais com o loiro quando o mesmo se vingou gravando um vídeo em... situação comprometedora. Claro que tentou se vingar convidando para dormir para tirar diversas fotos aonde aprontava com ele, mas isso gerou algo... mais comprometedor ainda.
Por fim Butters revelou um ótimo cúmplice para seus planos, alguém que podia realmente contar. Não demorou para perceber que ele era mais amigo do que seu bromance, que era Kenny. Então porque não respeitar o loiro agora nesse novo grupo de amizade. Ele mais que provou sua amizade e sua lealdade. E ainda era único que chamava de Eric, alem da sua mãe.
Quando chegou na casa do loiro, reparou a porta estava meio aberta. Entrou e viu uma cena bizarra na sua frente: o pai de Butters estava estuprando o próprio filho. Aquilo... não tinha palavras. Eric pega a primeira coisa que viu, um taco de beisebol vai furtivamente perto do Stephen e com toda a força acerta a cabeça do agressor.
Uma cadeia de fatos aconteceu. A prisão do senhor Stephen, assim fazendo Linda ser uma recente mãe solteira. Cartman não imaginava que Butters passava pelo menos trauma que ele. Incrível que a personalidade do loiro sempre foi tão mansa que dava impressão que não tinha problemas.
A partir daquele dia Butters estava na proteção de Cartman e Davin. Nenhum garoto de South Park utilizava o Butters conforme a sua vontade mais. A vida do loiro começou a mudar e muito, já que agora Linda criava com uma educação mais suave do que antes. Sem contar que finalmente o loiro é aceito em um grupo de amigos.
Cartman passou seguir a risca as recomendações de um nutricionista, afinal já não tinha motivos para permanecer gordo. Também passou a evitar fazer comentários racistas com outras etnias, algo que é muito difícil, mas com a ajuda de Davin, Butters e agora de Kevin, que se juntou a eles, Eric conseguiu superar alguns maus hábitos.
Agora sem opressão que viva, Butters tinha liberdade de se soltar. Foi assim que pouco a pouco não só descobriu que sentia atração sexual por garotos, mas também que sentia mais confortável vestisse mulher. Ele não esquece da liberdade que sentiu quando estava em junto com as garotas em uma festa de pijama disfarçado como garota na época.
Então pegou mesma roupa que usou para ser Marjorine e foi para a casa do Cartman para contar a novidade.
– Que porra é essa? – disse Eric ao abrir a porta e ver Butters vestido de mulher.
– Gostou? – disse Butters bem sorridente e entrando na casa dele.
– Sabe Butters, não sei você sabe, mas essa roupa que você está usando é de mulher.
– Eu sei.
– Você sabe? Parece que você é... – Cartman faz uma pausa para pensar – ah sim, faz sentido.
– O que faz sentido?
– Sabe Butters. Eu posso entender que as vezes você precisa usar supositório para sua saúde, você gostar de desenhos de menininhas, seu jeito simples. Isso pode se compreensivo, afinal já tava alguns eventos desagradáveis entre a gente.
– Como eu te colocado seu pênis na boca?
– Butters, não...
– Como você foi primeiro a tomar meu esperma que guardava em garrafas.
– Bem...
– Como aquela que...
– Ta bom, Butters já entendi – disse Cartman a mão na cara e sentado no sofá – esquecendo de tudo isso. Existe um fato que desconfiei de você.
– Qual foi?
– Na época que você pensou ser vampiro, entrou no meu quarto e chupou meu pescoço.
– Mas eu pensava que precisava de sangue para viver – disse Butters envergonhado.
– De tanta as garotas que você podia invadir o quarto e chupar seu pescoço, você logo entra em um quarto de um garota. Estava bem na cara que você era gay, só não se dava conta por isso.
Butters fica vermelho.
– E mesmo assim andava comigo? – perguntou assim quando veio a duvida na sua mente.
– Eu posso ser racista, mas não sou homofóbico. Pra mim não me importo se você gosta de da o cu.
– Não é bem isso, mas fico feliz por não ter me rejeitado Eric – se senta no sofá.
– Butters. Você tem que está ciente de uma coisa. A partir do momento que você aparecer vestir assim no colégio, todos vão pegar no seu pé por isso. Tem certeza que gay mesmo?
– Tenho. Gosto de garotos.
– Já beijou um?
– Infelizmente não – Butters abaixa a cabeça – se bem...
– Se bem, o que?
– Eu não sei se posso falar isso...
– Desembucha logo.
– Você pode me... beijar?
– O QUE? NÃO – Cartman levanta rápido – isso é... gay. Eu não sou gay.
– Mas você falou certo que seu avô é bissexual, portanto você é um quarto bissexual.
– Mas falei isso porque a moda na época era ser gay, claro que não sou assim.
– Mas você se vestiu tantas vezes de mulher...
– É, mas também me vestir de diversas fantasias. Gosto de me fantasia dês de uma garotinha até de um militar casca grossa.
– Mas e aquele desejo que você tinha de fazer o Kyle chupar a suas bolas?
– Isso foi justamente a aposta que tinha ganhado dele. Apenas queria o que era meu por direito. Acha se eu tivesse um desejo homossexual por Kyle não teria feito meu escravo sexual quando eu tinha chance? Apenas peidava na cara dele.
– E aquela vez...
– Olha Butters – Cartman interrompe – eu nunca tive desejos por homens. E gostei muito quando aquela puta da Wendy me beijou. É meio difícil.
– Bem, mas estou vestido de garota e penso até trocar de sexo. Então me beijar é, tecnicamente, beijar uma garota?
Cartman olha para seu amigo afeminado. Realmente não está disposto de beijá-lo como também não está disposto a beijar mais ninguém na vida. Já imagina que vai ter trabalho em proteger o loiro. Não que South Park seja cheia de homofóbico, mas a personalidade de seu amigo afeminado é puro demais para a malicia do mundo. Pela experiência de vida, Cartman, sabe que o mundo não é nem um pouco amigável e se preocupa com Butters. O loiro é tão inocente que parece que saiu daqueles desenhos fofinhos como Helow Kitty, My Litlle Ponny, Moranguinho e entre outros. Ele aposta que Butters iria adorar morar nesses desenhos. Pelo menos ele está pedindo algo simples. Pelo tanto que o loiro fez por ele, então não ver o problema em atender o pedido.
– Está bem Butters. Eu aceito de beijar, mas dês que você nunca conte para ninguém o que rolou aqui.
– Sim – disse muito animado – então podemos... começar?
– Espere – Cartman verifica se sua mãe está em casa, afinal ele não quer que ninguém veja o que vai fazer.
– Pronto.
– Tem certeza?
– Um pouco. É melhor terminar isso logo, antes que me arrependa.
– Eu confio você Eric.
Os dois se aproximam. Cartman segura o rosto ‘da loira’. Realmente não está muito animado para beijar, diferente da ‘Marjorine’ que está... ansiosa. Por fim os dois se beijam. Um beijo sem jeito, mas pouco a pouco foi aprofundando. Não por causa do desejo de ambos, mas pela curiosidade de Cartman em saber como é um beijo completo, já quando Wendy o beijou não teve a oportunidade de explorar os lábios da morena. Já Butters... está saboreando cada momento.
– O que achou, Marjorine? – disse Cartman depois de finalizar o beijo.
– Perfeito, mas porque me chamou de Marjorine?
– Se você quer ser uma garota, então se acostume se chamado como uma garota.
– Faz sentido – disse todo sorridente – então Eric o que achou de me beijar?
Cartman pensa um pouco e depois responde:
– Como beijar uma garota.
Butters sorri.
– Ainda sou seu amigo? – Butters pergunta inseguro.
– Não – as primeiras palavras faria o loiro chorar, mas Cartman logo complementa – você é minha melhor amiga. Posso disse que você é meu bromance.
– Sério? – Butters fica emocionado, nunca pensava que escutaria que Eric Cartman chamasse de melhor amigo, ou melhor, de ‘melhor amiga’ ao ponto de ser a nova “B.F.F”.
– Espero que não conte nada que aconteceu aqui.
– Com certeza.
Anos depois Marjorine contou para sua melhor amiga, Bebe, como beijou Eric Cartman.
Com a nova dieta Eric passou a emagrecer. Deixou o cabelo crescer para ninguém pegar no pé de Marjorine quando estava na fase travestir. Quando emagreceu por completo ninguém mais pegou no seu pé por ser gordo. Quando entrou na adolescência foi considerado um rapaz mais bonito de South Park. Porem nos dias atuais sendo desejado, não namora com ninguém. Porque não esquece da tristeza de ser rejeitado somado com as péssimas experiências de ter seu corpo violado junto dos raros momentos que recebeu carinho. Será que alguém conseguirá mudar esse trauma?
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